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BİLİMSEL SÜREÇ BECERİLERİYLE İLGİLİ YURTİÇİNDE VE

2. BİLİMSEL SÜREÇ BECERİLERİNİN ÖNEMİ

1.1. BİLİMSEL SÜREÇ BECERİLERİYLE İLGİLİ YURTİÇİNDE VE

A IASD não saiu daquele movimento de 1844 já com sua estrutura corporativa definida. Sua identidade institucional foi construída aos poucos. Os pioneiros do movimento, liderados por Ellen G. White, levaram cerca de vinte anos para estabelecer o status administrativo, com cargos, hierarquias

72 KNIGHT, George R. Em Busca de Identidade: O Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas do Sétimo Dia. Tatuí/SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005, p. 212.

e departamentos. Isso apenas foi possível pelo esforço coletivo do grupo que cresceu cada vez mais. Muitos se uniram à Igreja, se espalharam por regiões dos EUA realizando conferências, intensificando o movimento.

Além dos líderes já citados, juntaram-se ao grupo de Ellen White pessoas importantes na história da Igreja, como John Nevins Andrews (1829- 1883). Trabalhou como pastor, missionário, escritor e administrador. Ajudou a definir o sistema dizimal da IASD. Juntou-se John Norton Loughborough (1832-1924), na função de pregador-missionário. John Byington (1798-1887), além de pastor foi também o primeiro presidente da Associação Geral, órgão máximo na hierarquia administrativa da Igreja. J. H. Waggoner (1820-1889) foi editor da revista Signs of the Times e missionário. Urias Smith (1832- 1903) e Anne Smith (1828-1855) trabalharam como professores, colaborando na educação por intermédio dos colégios. Além de professores, Urias Smith foi pastor, Anne Smith escritora de hinos. Agregou-se também ao movimento,

Frederick Wheeler (1811-1910), este que era pastor metodista-adventista, de

New Hampshire. Liderou a Igreja em Washington, onde aceitou em 1844 a mensagem de Rachel Oakes, a respeito do Sábado. Esses são alguns dos principais agentes do início da organização da IASD nos EUA.

A partir de 1850, a primeira estratégia organizacional da Igreja, foi confeccionar credenciais. O objetivo era identificar os pastores, missionários e pregadores que viajavam pelos EUA, visitando cidades e comunidades. As credenciais continham os nomes dos pregadores e algumas informações da proposta da Igreja. O documento dava certa credibilidade ao missionário. No início, os pastores não eram remunerados pelo serviço. Viviam com o que as pessoas doavam: na maioria os casos alimentos e dinheiro. Muitos pastores cobriam as despesas das viagens com recursos financeiros próprios.

Em 1853 houve a aquisição de uma tenda itinerante. Instalava-se de cidade em cidade. Na época, os adventistas do sétimo dia não contavam com um local específico para cultos, nem mesmo um local administrativo. A tenda significou o começo da missão. O início de uma postura logística. Na tenda itinerante e nas casas visitadas pelos pastores, além dos cultos, eram

realizadas também as Escolas Sabatinas73, que tinham a função de preparar os fiéis para o entendimento dos princípios básicos da IASD. Com o tempo, as pregações deixaram de ser feitas em casas, campos, bosques e tendas, e passaram para galpões, celeiros, edifícios escolares e finalmente em templos próprios. O contingente de fiéis efetivos na Igreja aumentava gradativamente. Aos poucos, os recursos apareciam e a infraestrutura melhorava. Sobre esse período de crescimento, Ellen White escreveu:

O nosso número aumentava gradualmente. A semente lançada era regada por Deus, que a fazia crescer. A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos a verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares, em celeiros, bosques, e edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, sem que pudéssemos construir humildes casas de oração.74

Em 1855, Tiago White e Ellen G. White, que residiam na cidade de Rochester, Nova Iorque, construíram uma gráfica. O número de publicações aumentava ao passo que os missionários se espalhavam pelo país, tanto que em determinado momento, foi necessário encontrar um espaço maior para colocar a gráfica e administrar as publicações. Assim, surgiu à oportunidade de mudá-la para Battle Creek, Michigan, em um prédio maior.

Para adquirir novos equipamentos e cobrir as despesas da viagem, Tiago White conseguiu dinheiro emprestado, sem juros, com amigos e fiéis da Igreja. A Casa Publicadora de Battle Creek transformou-se no coração da obra religiosa. As publicações difundidas pelos missionários eram todas elas confeccionadas naquele lugar. A Casa Publicadora permaneceu na cidade até 1903. Depois, mudou-se novamente, e desta vez para Washington D.C. Urias Smith, J. N. Andrews e Ellen G. White, eram os principais escritores.

73 Hoje, o projeto das Escolas Sabatinas consiste na formação de pequenos grupos de pessoas, chamados também de Classes Bíblicas, nos quais são estudados os principais fundamentos da crença da IASD. Os encontros acontecem sempre no Sábado de manhã, daí a razão do nome Escola Sabatina. São realizadas de maneira estratégica, com algumas horas de antecedência ao culto principal. As Escolas Sabatinas são divididas por idade. Existem salas destinadas aos adultos, aos jovens e às crianças. Cada sala detém conteúdo específico de acordo com sua faixa etária. Os professores também são preparados para aplicar o conteúdo de forma direcionada.

74 WHITE, Ellen G. A Igreja Remanescente. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 8ª Ed., 2005, p. 22.

Na época, a revista mais publicada era a Review And Herald, que hoje é a

Revista Adventista. Nela é possível encontrar as notícias institucionais e os

informativos sobre as atividades da IASD pelas diversas partes do mundo. A implantação de um sistema de doação representou um passo importante na organização. Pois, até o ano de 1853, a literatura publicada - e notemos que, nessa época, a gráfica em Rochester ainda não havia sido construída, portanto o serviço era terceirizado - era distribuída gratuitamente aos fiéis. Foi quando John. N. Andrews, pensando uma forma de sustentar a manutenção dos missionários e das publicações, orientou a Igreja a adotar o método que nomeou de Benevolência Sistemática, que hoje se chama Plano

de Mordomia. Nessa prática de arrecadação de recursos, o fiel doava 1% de

suas propriedades, livres de débito, além das ofertas regulares do dízimo. Já os impressos literários, estes passariam a ser vendidos. A partir do ano 1854, a assinatura anual da Review And Herald, já era comercializada ao preço de 1 (um) dólar cada, revertida em benefício da futura gráfica.

O projeto da Casa Publicadora potencializou a obra literária. Isso resultou na difusão da mensagem adventista em larga escala pelo país. A agregação de novos colaboradores e a expansão das missões seguindo a lógica da colonização para o Oeste, fez com que o crescimento da Igreja se acentuasse ainda mais. Logo, em virtude do crescimento, todos perceberam que havia a necessidade de se definir uma organização formal, de um corpo

institucional e hierárquico para a Igreja. Sobre isso, Ellen G. White afirma: Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável para prover a manutenção do ministério, para levar a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como os ministros, para a conservação das propriedades da igreja, para publicação da verdade pela imprensa e para muitos outros fins.75

No entanto, a Igreja era constituída por pessoas vindas de diversas denominações religiosas. Havia, até mesmo, quem observasse o Domingo e

não o Sábado. Muitos desses crentes, quando se agregaram ao adventismo, foram expulsos de suas antigas Igrejas. Isso acabou implicando numa certa insatisfação em relação a questões institucionais. Alguns acreditavam que a organização burocrática serviria apenas para reproduzir a ganância humana, o que representaria algo extremamente prejudicial à obra de Deus. Portanto, o plano de organização institucional para a Igreja provocou diversos debates acirrados. A respeito desse momento de tensão, White comenta:

Havia, no entanto, entre nosso povo, um forte sentimento contrário à organização. Os adventistas do primeiro dia (domingo) opunham-se à organização, e a maior parte dos adventistas do sétimo dia (sábado), entretinha as mesmas ideias. Buscamos o Senhor em oração fervorosa para que pudéssemos compreender Sua vontade; e Seu Espírito nos iluminou, mostrando-nos que deveria haver ordem e perfeita disciplina na igreja, e que era essencial a organização. Método e ordem manifestaram-se em todas as obras de Deus, em todo o Universo. A ordem é a lei do Céu e deveria ser a lei do povo de Deus sobre a Terra. Tivemos uma árdua luta para estabelecer a organização. Apesar de o Senhor dar testemunho após testemunho a tal respeito, a oposição era forte, e teve de ser enfrentada repetidas vezes. Sabíamos, porém, que o Senhor Deus de Israel nos estava dirigindo e guiando pela Sua providência. Empenhamo-nos na obra da organização, e uma evidente prosperidade acompanhou esse movimento progressista.76

Apesar das discussões internas, a organização da IASD finalmente foi estabelecida em 1860, após uma reunião geral. Nessa ocasião, também foram definidas medidas potencializadoras dos trabalhos de evangelização. A Igreja adotou um estatuto próprio. Os ministros, pastores e missionários, já remunerados, passariam a dedicar-se integralmente à obra. Os templos e novos grupos que se formavam, eram certificados, registrados e dirigidos por responsáveis diretos. Houve também, nessa mesma assembleia, a escolha do nome definitivo da Instituição, que adoraria o signo: Igreja Adventista do

Sétimo Dia. Além dessas principais medidas, foram acordadas várias outras

referentes às necessidades da Igreja na época. Sobre a reunião geral:

76 Ibidem, pp. 22 e 23.

Quando o ministério campal77 se tornou uma maneira efetiva de espalhar o evangelho, um grande número de ministros teve que trabalhar em tempo integral. Isto era impossível sem alguma forma de apoio financeiro regular. As finanças eram cuidadosamente estudadas e os planos eram votados. Alguns sugeriram que uma forma de organização era necessária para oficializar as propriedades da igreja. Levantou-se a oposição alegando “volta para a Babilônia”, “união entre igreja e Estado”, “mistura e confusão”, “ganância e ambição”, citados à medida que o debate se tronava mais emocional que racional. O lado racional, finalmente, venceu. Numa reunião geral em 1860, o nome “Adventista do Sétimo Dia” foi escolhido para representar o movimento e um voto anônimo foi tomado para o estabelecimento de uma casa publicadora.

The Seventh-Day Adventist Publishing Association foi

oficialmente instituída no dia 3 de maio de 1861. Nessa comissão da primavera foi também decidido que seriam oferecidos certificados de ordenação e as igrejas de Michigan foram organizadas em uma Associação com presidente, secretário e conselheiro. A Associação de Michigan reuniu-se no ano seguinte e convidou todas as outras associações para realizarem a Conferência Geral, a ser realizada na primavera de 1863. Seis Estados organizados em Associações enviaram delegados para a Conferência Geral de 20 a 23 de maio. Nessa reunião, foi instituída uma comissão executiva da Conferência Geral e foi eleita também uma comissão executiva da Associação Estadual. Finalmente, John Byington foi o primeiro presidente eleito. Um estatuto de nove artigos foi adotado. Outros foram adicionados com o passar do tempo. Desde então, nenhuma grande mudança aconteceu. Nessa época havia 3.555 membros e 125 igrejas. O número de ministros ordenados era de 22 e 8 obreiros licenciados adicionais.78

Se calcularmos o tempo que a IASD levou para que a organização efetiva acontecesse, contando desde o dia do Grande Desapontamento e da formação daquele grupo liderado por Ellen White, em 1844, observaremos a média de 16 (dezesseis) anos. A organização foi necessária porque a obra havia adquirido uma amplitude considerável, que exigia rigor administrativo. Para que o controle fosse possível, deveriam dividir a obra estrategicamente,

77 Chamavam de “ministério campal” as reuniões ocorridas em campos abertos. Nessas reuniões eram realizados, em grande escala, sermões e batismos. Na época, a proposta tornou-se bastante efetiva na agregação de membros à Igreja. Os encontros campais funcionavam como grandes acampamentos religiosos temporários, que duravam alguns dias, às vezes uma semana. Eram muito comuns àquela época nos Estados Unidos. Os campais eram grandes retiros espirituais.

78 IASD. Nossa Herança: História da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Ministério Jovem. Trad. Itamar Padrão de Siqueira. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004, p 63.

delegando representações, departamentos e hierarquias. Ademais, a escolha do nome “Igreja Adventista do Sétimo Dia” trouxe uma identidade ainda mais definida ao grupo. O nome deveria ser a bandeira. Um espelho que refletisse com clareza e integridade a crença da Igreja. Aliás, diz White:

Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão de fé, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua exprobração ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. É porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas suscitam sua ira por ousarem exaltar o padrão e desfraldar o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado. O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir os espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo. Somos adventistas do sétimo dia. Envergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: Não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas. Somos adventistas do sétimo dia, e desse nome nunca nos devemos envergonhar. Cumpre-nos, como um povo tomar firme posição ao lado da verdade e da justiça. Assim glorificamos a Deus. Haveremos de ser livrados de perigos, e não enredados nem corrompidos por eles. Para que isto aconteça, precisamos olhar sempre a Jesus, Autor e Consumador de nossa fé.79

Podemos frisar, novamente, que somente a partir de 1860 a IASD obteve a organização efetiva, constituída de cargos hierárquicos e aparelhos administrativos, apresentando-se como Instituição planejada. Ao estabelecer um estatuto fixo, ordenador, com diligências distribuídas, a IASD impulsionou seu crescimento territorial e patrimonial. Analisando a Igreja desse período

79 WHITE, Ellen G. A Igreja Remanescente. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 8ª Ed., 2005, pp. 65 e 66.

em diante, é equivocado classificá-la como seita80. Isso porque uma seita, caracteristicamente, é desprovida de organização burocrática complexa.