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BELEDİYE YÖNETİMİ VE 5393 SAYILI BELEDİYE KANUNU

Assim como nos sistemas extensivos, nos sistemas semi-intensivos as pastagens continuam representando a base da alimentação dos animais, contudo, neste caso são utilizadas fontes adicionais para a suplementação protéica e energética do rebanho, podendo ser citados aqui alguns alimentos concentrados como o milho, sorgo, aveia, milheto, farelo de soja, farelo de algodão, uréia, farelos de glúten de milho e grãos de soja. Em certos locais, dependendo da disponibilidade, alguns criadores optam pela utilização de subprodutos agroindustriais (farelo de arroz, farelo de trigo, casquinha de soja, polpa cítrica) ou resíduos (de cervejaria, fábricas de fécula, secagem de grãos). O objetivo primordial da utilização deste sistema é o alcance de uma pecuária de ciclo mais curto através da suplementação dos animais em suas diversas fases de crescimento, dependo das metas produtivas pretendidas (CEZAR et al., 2005).

O Distrito Federal foi a UF onde o sistema semi-intensivo de criação superou significativamente os demais, estando presente em (59,71% [53,83%; 65,33]) das criações. Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentaram este tipo de criação em 38,80% [36,67%; 40,98] e 37,35% [34,90%; 39,87], respectivamente (Mapa 17), sendo que nestes Estados é provável que os resultados tenham sido influenciados pelas características de produção leiteira de alguns de seus circuitos, considerando que do total de semi-confinamentos encontrados, 65,42% [63,38%; 67,40%] demonstraram ser estabelecimentos de exploração exclusivamente leiteira.

O quartil de circuitos com os maiores proporções de utilização do sistema semi-intensivo (>29,97%), foi observado na região do Triângulo Mineiro, Zona da Mata, sudoeste e centro-sul de Minas Gerais, no oeste paranaense, norte e região centro oriental do Rio Grande do Sul, Vale do Itajaí, em uma parcela que se estende do Vale do Paraíba paulista ao centro-sul fluminense e também no leste do Estado de Sergipe (Mapa 18).

No gráfico 9, estão dispostos em ordem decrescente, os valores pontuais das frequências de criações de bovinos em semi-confinamento e seus respectivos intervalos de confiança de 95% encontrados em cada circuito produtor.

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Gráfico 9- Distribuição decrescente das frequências pontuais e intervalos de confiança de 95% de propriedades que utilizam o sistema semi- intensivo de criação de bovinos nos circuitos- Brasil - out 2001-dez 2004

Os sistemas de criação extensivos em regime de pastagens, sujeitam os animais à escassez periódica de forragem, comprometendo seu desenvolvimento e sua eficiência reprodutiva, e concentrando a oferta de carne em determinada época do ano (ALENCAR; POTT, 2003). Nestes casos, alguns sistemas de semi- confinamento podem satisfazer os requerimentos nutricionais necessários pelos animais, principalmente nos períodos de seca.

Correa et. al (2000) descrevem a obtenção de índices zootécnicos apreciáveis e a viabilidade econômica do sistema. Contudo, os mesmos discorrem a respeito das vantagens da implantação destes sistemas, descrevendo o grau de complexidade das decisões envolvidas quando da opção pela intensificação da produção e citam que o sucesso deste investimento depende da interação entre componentes genéticos (potencial genético dos animais), ambientais (manejo adotado e gerência do rebanho) e mercadológicos (preços de insumos e produtos). Descreveram ainda, que apesar da rentabilidade econômica demonstrada, este sistema é altamente sensível às variações do preço da arroba de carne e ao preço

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dos insumos (milho), tornando o investimento em intensificação da produção um fator complexo e que não se adapta a qualquer situação.

4.1.3.4 Sistemas intensivos (confinamentos)

Este sistema envolve os rebanhos em que os animais são encerrados em piquetes ou currais de área restrita e onde água e alimentos são fornecidos em cochos. Este manejo é mais propriamente utilizado nos casos de terminação de bovinos, a fase da produção que antecede o abate dos animais e envolve o acabamento da carcaça que será comercializada (CARDOSO, 2000). Segundo Cezar et al. (2005), existem três tipos predominantes de confinadores, o criador que confina os animais provenientes da própria fazenda, o criador de recria e engorda que confina os animais adquiridos através de terceiros e os confinadores que praticam o chamado “boitel”, onde animais de diferentes propriedades são engordados, cabendo a este confinador fornecer as instalações e alimentação, o qual cobra em troca o tempo de permanência dos animais da terminação até o abate.

As freqüências de confinamentos demonstraram ser significantemente menores em comparação aos outros sistemas. A UF onde foi encontrada a maior proporção de propriedades que confinam animais foi o Distrito Federal, sendo que a participação deste sistema de criação nos rebanhos da capital foi estimada em apenas 2,16% [0,97%; 4,74%] das propriedades (Mapa 19). Na análise dos circuitos, a estimativa da prevalência de confinamentos também se revelou baixa em comparação às criações extensivas e semi-intensivas, tendo em vista que a região sul/sudoeste de Minas Gerais que apresentou as maiores frequências destes sistemas de criação, apresentou um valor estimado de confinamentos de apenas 2,85% [1,49%; 5,39%] (Mapa 20).

No gráfico 10, estão dispostos em ordem decrescente, os valores pontuais das proporções de criações de bovinos em confinamento e seus respectivos intervalos de confiança de 95% encontrados em cada circuito produtor.

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Gráfico 10- Distribuição decrescente das frequências pontuais e intervalos de confiança de 95% de propriedades que utilizam confinamentos na criação de bovinos nos circuitos- Brasil - out 2001-dez 2004

Apesar das baixas frequências de confinamentos encontradas (0,62% [0,49%; 0,77%]), estima-se o número de animais confinados entre 1995 e 2003 cresceu cerca de 61,8%, sendo que o número de bovinos terminados em confinamentos abatidos em 2004 foi de aproximadamente 2,4 milhões de cabeças. Este número representou cerca de 5,17% do total de animais abatidos neste mesmo ano (ANUALPEC, 2005; CEZAR et al., 2005). Isto indica que apesar das criações em sistemas intensivos não serem tão comumente encontradas quanto os sistemas extensivos e semi-intensivos, estes rebanhos geralmente possuem um grande número de animais. O tamanho médio e a mediana do número total de animais nos rebanhos confinados, foram significativamente maiores (p<0,05) em relação aos animais criados em semi-confinamento, mas não em relação aos sistemas extensivos (p=0,663) (Tabela 7).

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Tabela 7- Valores da média e mediana dos tamanhos de rebanho segundo o tipo de exploração pecuária- Brasil - out 2001-dez 2004

Tamanho dos

rebanhos Sistema extensivo Sistema semi-intensivo Sistema intensivo

Média 172,08 89,59 238,83

Mediana 44,00 35,00 53,00

Trabalhos a respeito da viabilidade da implantação dos sistemas intensivos de criação vêm sendo publicados por diversos autores sob diversos aspectos, alguns dos quais podemos citar: a utilização de insumos, idade dos animais; raças e cruzamentos empregados, rentabilidade econômica, utilização de animais castrados e custos de produção (TOWNSEND, 1988; LEME, 2000; RESTLE et al., 2004; LOPES et al., 2005; LOPES & MAGALHÃES, 2005).