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TÜRKİYE’DE KAMU BANKALARININ ÖZELLEŞTİRİLMESİ

3.1 Türk Bankacılık Sisteminin Yapısı ve Kamu Bankalarının Özelleştirilmesi Sürec

3.1.1 Türk Bankacılık Sisteminde Kamu ve Özel Bankalara Ait Bazı Temel Veriler

3.1.1.7 Bankacılık Piyasasına Artan Yabancı İlgis

No capítulo 30, Carlos relata a experiência de morte do colega Aurélio (Papa Figo). Ele estava doente, amarelo, causando-lhe medo (antes era repulsa) e provocando-lhe cogitações acerca da morte: quem cuidaria do morto? Quando a doença se agravou, foi isolado da turma no quarto do meio e cuidado por Seu Coelho e sua medicina natural. Carlos pressentia a visita da morte e chorou pelo seu medo. Sentimento experimentado na morte do pai, da avó e na possibilidade de esta visitá-lo a qualquer momento. Assim, chorou mais ainda quando a visita a Aurélio foi confirmada. Que coisa misteriosa? Por onde será que o corpo começa a se deteriorar? Olhava para a cama do colega, recordava-se dele e da morte. Por que não somem com aquelas coisas?

Durante a vida, Aurélio sempre foi isolado da turma, sua roupa de cama fedia mais, possivelmente por ninguém lavar, não recebia visitas. E apesar de a morte ser considerada um fato ruim, foi ela que o elevou diante do colégio: “e se falava de bem de Aurélio. Era doente, dizia D. Emília, mas tinha um coração de moça. Entre os meninos, ninguém o chamava mais pelo apelido. A morte exigia destas considerações” (REGO, 1969, p. 147). Aurélio era fisicamente fraco e debilitado, fator muito visível em sua aparência, provocando repugnação, asco e, às vezes, piedade, naqueles que o observavam. Paralelamente, suas ações e sentimentos eram belos, sensíveis, frágeis (como de uma moça), estava pronto para sentir emoções fortes, como o amor que não conhecia, nem advindo de sua família que se envergonhava dele. Apesar de as suas atitudes serem consideradas bondosas, a aparência física as deixava imperceptíveis.

A família não atendia ao pedido de cuidados para com Aurélio, esperou o garoto estar enterrado durante dias para visitá-lo; o pai refere-se ao filho como um coitado, doente, cujo fim, depois de dar trabalho aos outros, inevitavelmente seria a morte. Contudo, traria outro filho para o colégio: “mas este o senhor vai ver: é um meninão!”, o orgulho da família. “O que mandei para aqui era uma besta, um troço humano. O que está em casa, sim, é meu filho”

(REGO, 1969, p. 148), acrescenta Carlos ao comentário do pai de Papa-Figo ao comparar seus filhos.

Assinalamos que Aurélio é tratado como um animal irracional, um objeto que não merece nenhuma consideração – pois de humano só tinha a forma e era tida como algo negativo, como aquilo que queremos nos esquecer e jogar fora porque é inútil. O pai de Aurélio é quem o desumaniza e esse fator é sentido pelo filho: sempre só, sentindo-se inferior aos colegas, como era ao irmão, colocando-se como uma coisa. Entretanto, aos olhos de Seu Coelho, o pai, ao desumanizar o filho, desumaniza-se a si mesmo, torna-se um “matuto besta”, alguém que se mostra ruim, “sem coração”, até para alguém sangue do seu sangue, deixando o filho sem amparo durante a vida, a doença, a morte e a pós-morte, afinal, era só um “troço humano”. Já o outro filho é visto como um meninão, é reconhecido como filho, descendente de seu sangue, de suas qualidades. O vocábulo “meninão” mostra um carinho diferente da “besta” humana, dando uma sensação de características positivas como força, inteligência, esperteza e saúde.

A morte tem o poder tanto de sensibilizar as pessoas (visto que, muitas vezes, estas começam a ver as qualidades do morto que não eram percebidas enquanto estava vivo) quanto de libertar alguém para dizer o que realmente pensava, já que o morto não ouve mais. É o que acontece com quem estava próximo e quem estava distante, respectivamente. A morte considerada como o fim de tudo ou como uma passagem para a outra vida nos deixa apreensivos, tristes e de certa forma também nos mata, visto que arranca uma parte de nossa vida. Contudo, a morte de Aurélio parece ter vivificado a sua família, como se ele fosse um fardo pesado que ela, supostamente, já estava cansada de carregar; no entanto, o menino ficava o tempo todo no colégio.

Percebemos, por essa experiência, como Carlos se vê feliz em ter uma família que lhe confere amor e dedicação, mesmo que não fosse como desejava, mesmo que não fosse de sua mãe, assassinada pelo pai preso num sanatório e agora também morto, pois, apesar de ser órfão, tinha o avô, o tio Juca e a tia Maria. Observamos, a partir de Doidinho, que não é somente a escola que pode desumanizar os alunos, a família pode, igualmente, e o faz.

3.4. O engenho e a igreja no processo de formação de Carlos

A partir da experiência de solidariedade vivenciada com Coruja, Carlos começa a crer em Deus. Porém, somente quando se inicia no catecismo é que tem acesso aos dogmas católicos, os quais divergiam da vida patriarcal do engenho e da idéia que tinha sobre Deus: um ser justo que, no julgamento final, pesaria numa grande balança os atos bons e os ruins, o lado mais pesado é que diria aonde a pessoa iria, para o céu ou para o inferno. Com o novo ensinamento, seus valores entram em conflito: em quem acreditar, na Igreja ou no Patriarca (avô Zé Paulino)? Assim, veremos algumas experiências, vivenciadas por Carlos na igreja e no engenho, em que os conflitos surgem ou se desenvolvem e, também, como a escola os influencia.

3.4.1. A igreja

A primeira vez que o colégio de Seu Maciel foi à missa, o frade – num tom manso que fazia os presentes, segundo Carlos, tomarem-no como verdadeiro e ter fome daquelas palavras – pregou diretamente aos alunos:

Jesus amava os meninos porque eles eram a virgindade da vida. Eram a inocência, a alegria feliz, a alma limpa de culpa e de pecados. Mas nem todos os meninos eram assim [...], havia rosas sujas de lama, rosas imundas, emporcalhadas pelo mundo. Mas quem deixara os porcos invadirem o jardim do Senhor? Os pais, as mães, os educadores. [...] Procurem os colégios, entrem nos lares de hoje, e é Deus que falta em tudo, ou é Deus que é ali mesmo esbofeteado sacrilegamente (REGO, 1969, p. 36).

A educação, como mostra o trecho, é função da igreja, da família e da escola e, nestes dois ambientes, Deus deve estar sempre presente, caso contrário, as crianças são corrompidas pelo pecado. De acordo com o frade, Jesus ama a virtude, a inocência, a limpidez da alma. Porém, quando esta é manchada pelo pecado, ignorância, gula, luxúria, egoísmo do mundo,50 Ele deixa de amá-la e quem perde seu amor queima eternamente nas chamas do inferno. Em outras palavras, a rosa que seria a taça da vida, a alma, o coração, o amor e o símbolo do