1.2. Demokratik Yönetim Sistemleri ve Özellikleri
1.2.3. Başkanlık Sistemi
1.2.3.3. Başkanlık Sisteminin Avantajları ve Dezavantajları
De acordo com Fleischer (2002), o PT venceu em treze das dezesseis eleições que disputou, com 32,1% dos votos válidos – 50% dos quais recebidos por Marta Suplicy em São Paulo. Esse resultado confirma o avanço do PT, especialmente nas cidades maiores, obtido no primeiro turno. No pleito de 29 de outubro, o PMDB ganhou em quatro cidades e o PSDB em três. Aparentemente, o PFL foi o grande perdedor nesta eleição: perdeu em quatro das cinco cidades onde concorreu – inclusive nas capitais importantes de Rio de Janeiro e Recife –, e seus candidatos receberam apenas 12.7% dos votos (60% dos quais do Conde no Rio). No cômputo geral, os partidos oposicionistas, considerados de "esquerda", venceram em vinte e uma destas trinta e uma cidades, com 9.607.211 votos válidos (47,1%) (FLEISCHER, 2002, p. 12).
No quadro abaixo, tem-se o resultado do segundo turno das eleições de 2000 por partido. O PPS, ex-PCB, teve um desempenho surpreendente, apesar da derrota de Patrícia Gomes (ex-esposa de Ciro Gomes, ex-prefeito da capital e ex-ministro da República) para a prefeitura de Fortaleza. Esse sucesso foi creditado, em grande parte, à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 1998 (11% dos votos). O partido elegeu cento e sessenta e quatro prefeitos contra trinta e dois em 1996, e disputou a prefeitura em seis cidades no segundo turno. Veja-se a tabela 17.
Tabela 17 - Resultados do segundo turno das eleições municipais em 2000, por partido
Fonte: Fleischer (2002), tabela elaborada a partir dos dados levantados no TSE.
Após o bom desempenho eleitoral demonstrado pelo PPS nas eleições de 2000, o partido lançou a candidatura de José Fogaça para a prefeitura de Porto Alegre em 2004, vencendo o pleito eleitoral no segundo turno. Pode-se marcar uma diferença entre as eleições de 2004 para as de anos anteriores: diferentemente das eleições passadas, em que os votos dados aos candidatos derrotados distribuíam-se em proporções equilibradas entre o candidato do PT e seu rival, isto não ocorreu em 2004. Dois de cada três eleitores derrotados no primeiro turno confiaram seu voto ao candidato José Fogaça (PPS) (CREMONESE, 2005)
A derrota do PT em Porto Alegre, no entanto, não correspondeu ao sucesso quantitativo obtido pelo partido (o PT foi o partido que mais recebeu votos no primeiro e no segundo turnos das eleições em todo o país). Mas vários fatores foram associados à sua derrota em Porto Alegre. Conforme a análise de Cremose:
A estratégia do discurso retrospectivo prevaleceu na campanha eleitoral do PT no horário gratuito. Foi um erro de estratégia na medida que as propostas para uma nova administração petista foram pouco difundidas, prevalecendo às propagandas do que já havia sido feito. O candidato Fogaça soube tirar proveito dessa lacuna e adotou o slogan: “Vamos manter o que é bom e melhorar o que não está funcionando...” na sua medíocre proposta de governo. A burocratização do partido, a pouca mobilidade e a mesmice da militância petista, a “dudalização” do marketing publicitário (propaganda em série), com a centralização no indivíduo e não no partido: “Raul é bom no que faz”, igualmente, contribuíram para a derrota petista em Porto Alegre (CREMOSE, 2005, p. 45).
Com a perda da prefeitura municipal, o PT volta a ocupar a posição que o tornou reconhecido no cenário político brasileiro, o papel de oposição. De acordo com López:
Luego de restaurada la Democracia el sistema de partidos brasileño fue destacado por su debilidad (Lamounier y Meneguello, 1986; Mainwarig, 1996) y su discontinuidad. La emergencia del PT convivió com la fundación de um nuevo sistema de partidos que entre 1973 y 1989 sufrió dos processos simultáneos : um impulso conservador, donde las formas tradicionales del predominio de las elites fueran mantenidas y/o reforzadas; y la emergencia de nuevas formas de organización social y política que intentaron contestar al statu quo. Em esse marco, el partido constestatario por excelenciaen el Brasil comtemporáneo fue el Partido de los Trabalhadores (PT) (LÓPEZ, 2005, p. 6).
O PT representa a oposição na Câmara . Como esteve à frente do Executivo municipal durante dezesseis anos, o partido utiliza o longo período de governo fazer comparações entre as suas gestões com o desempenho apresentado pelo governo Fogaça. A comparação ocorre principalmente quando as questões em pauta versam sobre a ampliação da participação popular nas questões políticas locais e sobre a visibilidade internacional adquirida por Porto Alegre com a realização do Fórum Social Mundial – após a eleição de Fogaça, o Fórum deixou de ser realizado na capital. O PT acusou diversas vezes o então governador Rigotto (PMDB) e o prefeito Fogaça de serem os responsáveis pela saída do evento da cidade.
Petistas do Rio Grande do Sul atribuem a decisão do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial de descentralizar o evento no ano que vem ao fato de o PT não mais administrar o mais Estado e Porto
Alegre. Em 2006, haverá diversas sedes ao longo do ano. No ano seguinte, evento acontecerá na África."Foi o grande ônus para Porto Alegre a vitória de um prefeito neoliberal. Para ele, só há um fórum, que é de Davos. O Fórum Social sempre foi baseado no nosso projeto de administrar a cidade”, disse a líder da bancada do PT na Câmara de Porto Alegre, Maristela Maffei (UOL, 26/01/2005).
Porém, os partidos aliados ao governo utilizam este mesmo período para rebater as críticas da oposição, alegando que o PT teve tempo suficiente para pôr em prática a sua forma de governar, e que foi a população que optou pela mudança. O Executivo não se demonstra disposto a negociar com a oposição. O Prefeito Fogaça foi, durante 2005, duas vezes à Câmara Município para participar de sessões solenes, que acabaram em discussões e ataques de ambas as partes. O principal ponto questionado pelo Executivo são as dívidas que os governo passado deixou para a administração atual (Ver tabela 12 - Balanço).
Da relação entre Executivo e oposição, pode-se concluir que ambos os lados não demonstram ser favoráveis ao diálogo. O Executivo não necessita, se se pensar em termos de distribuição partidária, da oposição, pois dispõe de uma ampla margem de apoio no Legislativo, o que facilita a governabilidade. A oposição sabe que, entre outros fatores, a desvantagem numérica é um dos elementos que não facilita a sua atuação na Câmara Município. Além disso, por mais que o PT relembre as conquistas dos seus governos, o desgaste dos dezesseis anos em que esteve à frente do governo município funciona muitas vezes como um elemento desfavorável para a oposição.
Mas como funciona o Legislativo a partir de 2005? Como se desenvolve a relação Executivo-Legislativo a partir da posse de Fogaça? Pode-se realmente afirmar que o Legislativo retomou o padrão “normal” de comportamento verificado em âmbito nacional e municipal, neste caso, antes das gestões petistas? Para se responder a esses questionamentos, analisar-se-á o Legislativo pela atuação da bancada que compõe a base do governo na Câmara.
5.3 A NATUREZA DAS EMENDAS EM 2005 – TENDÊNCIA CONFIRMADA