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Bölgeler Arası Ticaret ve Tüccar Sınıfı

3.4 İKTİSADİ VAZİYET

3.4.2 Ticari Faaliyetler

3.4.2.3 Bölgeler Arası Ticaret ve Tüccar Sınıfı

A partir da contextualização do tema/problema e da fundamentação teórica a respeito do assunto, coube, dentro de uma lógica dedutiva (ALMEIDA, [2016?]), a verificação do enquadramento ou não do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais dentro dos conceitos e requisitos trazidos pelo Foreign Account Tax Compliance Act, com vistas a se validar ou não a hipótese – formulada no presente estudo – de que o BDMG estaria excluído do conceito de Foreign Financial Institution (FFI) para fins de FATCA, estando, portanto, desobrigado do reporte de informações sobre contas financeiras de titularidade de clientes U.S. persons que eventualmente possua (U.S. accounts), e não estando, portanto, sujeito à retenção de 30% na fonte sobre os pagamentos eventualmente recebidos nos EUA.

A fundamentação teórica possibilitou a divisão da discussão em três dimensões: enquadramento ou não do BDMG na definição de FFI, como NFFE excepcionada e/ou no conceito de low risk of tax evasion.

4.1. Não enquadramento do BDMG no conceito de Foreign Financial Institution

Dentro da estrutura jurídica brasileira, o BDMG se enquadra como instituição financeira, na categoria de “bancos de desenvolvimento”. Ele está sujeito à fiscalização do Banco Central e deve obedecer às normas emanadas pelo Conselho Monetário Nacional. Entretanto, o conceito de foreign financial institution (FFI) trazido pelo FATCA não contempla os mesmos critérios utilizados pela legislação brasileira.

O BDMG, como qualquer banco de desenvolvimento, tem a finalidade de incentivar o desenvolvimento socioeconômico de seu Estado, possuindo a atividade precípua de realizar empréstimos e financiamentos. Aos bancos de desenvolvimento não é permitida a captação de depósitos à vista, isto é, de abrir contas-corrente para seus clientes, sendo possível apenas a captação via depósitos a prazo fixo (no Brasil, os instrumentos mais comuns são o CDB e o CDI). Ademais, quando estas ocorrem, o fazem em caráter residual. Na prática, a maior parte da captação desse tipo de banco provém de recursos do tesouro ou de empréstimos e financiamentos junto a outras instituições.

Conforme discutido, o Internal Revenue Code (IRC) define que uma instituição financeira é aquela que (1) aceita depósitos no curso ordinário de um negócio bancário ou similar; ou (2) mantém ativos financeiros para contas de terceiros, como porção substancial dos seus negócios; ou (3) está envolvida principalmente no negócio de

investimentos, reinvestimentos, ou negociação de ativos, participações societárias, commodities, ou qualquer participação em tais ativos, participações societárias ou commodities. A definição trazida pelo IRC deve ser interpretada conjuntamente com a finalidade do FATCA: ele visa o combate à sonegação fiscal, praticada sob a forma de ocultação de ativos, rendimentos, etc. E isso, muitas vezes, é instrumentalizado pelos bancos estrangeiros, os quais recebem depósitos de seus clientes, orientam a abertura de empresas offshore. Ademais, o sigilo fiscal de muitos países impede a identificação de seus clientes, o que incentiva esse tipo de prática.

Tendo em vista a finalidade do FATCA, as características de uma FFI para fins da lei americana, bem como as características do BDMG, a conclusão caminha necessariamente para o seu não enquadramento no conceito de FFI, visto que nenhum cidadão ou residente americano poderá abrir uma conta nele para depositar seus valores (depósito à vista), utilizá-lo para abertura de offshores ou atitudes similares.

Vale lembrar que o IRS entende que o fato de uma entidade estar sujeita à legislação bancária e creditícia dos EUA ou de um país estrangeiro, ou sujeita à supervisão de agências regulatórias do setor bancário, não significa necessariamente que essa entidade se qualifica como instituição financeira sob a Seção 1471(d) do IRC. Ademais, uma entidade excluída da definição de FFI será uma NFFE.

4.2. Enquadramento do BDMG como NFFE excepcionada, por enquadrar-se como entidade governamental para fins de FATCA

Anteriormente apresentaram-se os requisitos que uma NFFE deveria cumprir para não se ver afetada pelo FATCA (Seção 1472(a) e (b) do IRC). Apresentaram-se também aquelas NFFE excepcionadas dessas obrigações (Seção 1472(c) do IRC). A retenção estabelecida pelo FATCA não deverá incidir, entre outras exceções, sobre governo estrangeiro, suas subdivisões políticas ou qualquer entidade que seja por eles controlada integralmente (USA, [2016?]).

Conforme visto, o BDMG é um banco público estadual, controlado pelo Governo de Minas e de sua propriedade integral. Seu faturamento líquido é revertido em prol do próprio governo ou de entidades governamentais e, na hipótese de dissolução, o patrimônio líquido do banco pertencerá ao Governo de Minas e às outras entidades governamentais que detêm parte de seu capital social. Dessa forma, o BDMG se enquadra como NFFE excepcionada, pelo fato de esse ser uma entidade governamental, nos termos da Seção 1472(c) do IRC.

4.3. Enquadramento do BDMG no conceito de low risk of tax evasion

A finalidade do FATCA e do Acordo assinado pelo Brasil é o combate à evasão fiscal praticada por U.S. persons que ocultam seus ativos ou rendimentos no exterior. Nesse contexto, as instituições-alvo são aquelas passíveis de ocultação de valores por estas pessoas, tais como instituições que habitualmente recebem depósitos, administram bens e investimentos de seus clientes, etc.

Coerente com essa finalidade e com essa realidade, a Seção 1471(f) e a Seção 1472(c)(2), ambas do IRC, determinam que pagamentos realizados a pessoas identificadas como low risk of tax evasion não deverão sofrer a retenção na fonte.

Conforme visto, o BDMG possui limitações inerentes à sua natureza, no tocante à captação de recursos. Um exemplo é a impossibilidade de captação de depósitos à vista. O banco pode emitir CDB para pessoas físicas ou jurídicas de qualquer nacionalidade, mas essa é uma realidade que não ocorre na prática, pois não há CDB emitido. Com relação aos CDI, que são adquiridos por instituições financeiras, os atuais credores são bancos cadastrados no IRS como aderentes às normas do FATCA, figurando na FFI List.

Tendo em vista que as operações passivas com pessoas privadas são residuais, o BDMG não é nada atraente, quando o assunto é ocultação de ativos e rendimentos. Assim, o risco real disso acontecer pode ser considerado mínimo.