3.4 İKTİSADİ VAZİYET
3.4.5 Ücretler
Este trabalho teve como objetivo o estudo do Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA). De forma mais específica, a sua aplicabilidade ou não ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Buscou-se averiguar o não enquadramento do BDMG no conceito de Foreign Financial Institution (FFI), a possibilidade de enquadramento no conceito de Non-Financial Foreign Entity (NFFE), dentro das exceções previstas pela lei, ou a existência de outras hipóteses de não observância do FATCA, previstas na referida lei.
O FATCA, por si só, tem força suficiente para afetar as instituições financeiras estrangeiras, pois é normal que muitas delas possuam ativos ou realizem negociações nos EUA. Para o caso do Brasil, essa lei foi fortalecida mediante a celebração de um Acordo assinado pelo nosso país, em vigência por força do Decreto 8.506/2015. Assim, cabia avaliar como essa lei afetaria ou não esse banco de desenvolvimento.
Para alcançar o objetivo proposto, foi utilizada a análise documental, bibliográfica e entrevistas. Analisou-se o próprio FATCA em seu contexto de promulgação dentro da Hire Act, bem como as Notices publicadas pelo Internal Revenue Service (IRS) e o Acordo celebrado pelo Brasil e EUA. A adequada compreensão do tema foi possibilitada pela pesquisa bibliográfica referente à tributação internacional e o combate à evasão fiscal. As entrevistas realizadas possibilitaram ampliar a compreensão da situação sui generis do BDMG.
A conclusão alcançada possui três dimensões. A primeira delas é de que o BDMG não se enquadra nas definições de foreign financial institution (FFI) trazidas pelo FATCA, não tendo que estabelecer os procedimentos por ela exigidos. Assim, ele se enquadraria como uma non-financial foreign entity (NFFE). A segunda é a de que o banco mineiro, sendo uma NFFE, se enquadra dentro das exceções previstas pela lei, por se tratar de entidade de propriedade integral de governo estrangeiro, não estando sujeito aos seus requisitos e sanções. A terceira é a de que o BDMG pode se enquadrar no conceito de low risk of tax evasion, visto que não está proibido de possuir agências e que sua estrutura de captação de recursos (depósitos a prazo, praticamente inexistentes na prática) não o torna atrativo para a prática de evasão fiscal via ocultação de ativos, ou seja, é extremamente improvável que uma pessoa utilize-se de um banco de desenvolvimento para ocultar seu patrimônio.
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