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2. RİVAYET YÖNÜNDEN MECMA’U’L-ENVÂR TEFSİRİ

2.2. KUR’AN’IN HADİSLE TEFSİRİ

2.2.2. Ayetlerin Nüzûl Sebebinin Hadisle İzahı

A entrevista com o Consultor foi realizada em agosto de 2009. Segundo o consultor, o trabalho em ética empresarial envolve o seguinte processo:

• Definição dos valores da organização em um processo descendente, primeiramente, a alta direção, depois os níveis intermediários e por último os demais funcionários;

• Definição de quais valores serão preservados, sendo uma decisão da alta administração;

• Discussão, difusão e divulgação desses valores para toda organização;

• Formalização desses valores por meio de um código escrito;

• Criação de um comitê de ética;

• Criação de mecanismos confiáveis de acesso aos responsáveis, para esclarecimentos ou para denúncias como o e-mail, o telefone direto, o consultor de ética.

• Realização de uma auditoria ética para avaliar o funcionamento do programa de ética e o desenvolvimento de todo o processo.

Para o consultor, no processo de integração, os colaboradores devem assinar um termo de conhecimento. Sugere que o candidato deve fazer a leitura do código de ética, para aplicação de um teste com o objetivo de avaliar se há compatibilidade entre os valores do candidato e os da empresa.

O trabalho de consultoria em ética empresarial pode-se dar a partir do desenvolvimento e acompanhamento de todo o processo de implantação, ou em

determinadas etapas. A maioria das solicitações, para tratar do código de ética ou de programa de ética, é feita pelo setor de recursos humanos. Normalmente, alguns setores são envolvidos no processo de implantação e gestão da ética como o departamento jurídico, especialmente, se tem um jurídico trabalhista, o pessoal de RH, o pessoal de relações públicas e o pessoal de auditoria, e, em algumas empresas, o diretor de “compliance”.

O consultor afirma que, geralmente, o comitê de ética não tem a participação dos profissionais de comunicação e relações públicas. As empresas têm uma visão de que o trabalho de relações públicas está voltado para o público externo, ou, então, que serve somente para facilitar alguns caminhos. Ainda, defende que há espaço para um trabalho de relações públicas, apesar de indicar que o código de ética deve ser uma preocupação de recursos humanos.

O entrevistado defende a utilização de deontologia e não de ética profissional. E que o trabalho de consultoria de comunicação deve se preocupar em convencer o assessorado a respeito da mudança de postura em eliminar os aspectos negativos da conduta e ressaltar as atitudes positivas. A administração de crises começa pela admissão de que algo está errado, mesmo que seja involuntário, e que é preciso corrigir o procedimento, mas jamais justificar a crise.

Os motivos para implantação de códigos e de programas de ética são a “moda”; o cumprimento de uma obrigação legal para as empresas com capital aberto, pois o código de ética torna-se obrigatório, quando a empresa tem acionistas estrangeiros; e uma pequena parcela que investe em ética por uma questão de consciência. Salienta que a questão ética é difícil no Brasil.

Para o entrevistado, o papel do consultor é coordenar o processo de implantação, treinar e preparar as pessoas para assumirem o processo. Após a implantação do processo, a coordenação passa a ser interna sob a responsabilidade do comitê de ética. Justifica que esse trabalho deva ser feito por um consultor externo porque fica mais fácil, por tratar-se de mudanças de paradigmas. Sugere uma avaliação anual do programa, mas isso raramente acontece.

A partir da sua experiência como consultor, menciona que a solicitação de implantação de um código ou de um programa de ética é feita pelos recursos humanos, mas a iniciativa, geralmente, é do conselho de administração ou da presidência da empresa. Poucas vezes, teve pedidos que surgiram de recursos humanos, ou de outro setor da organização. Há participação efetiva dos membros do

comitê de ética, que é formado pelo nível de gerência e de direção da empresa e não há uma representação dos funcionários. O consultor também define o perfil dos participantes do comitê, que geralmente inclui os gestores das diversas áreas da empresa. Devido à linguagem, raramente, se indica um funcionário para composição do comitê de ética. Também, procura envolver, além dos colaboradores, os fornecedores, os clientes e a comunidade próxima, geralmente, em comunidades menores. Esta abertura depende da empresa; em caso positivo, elabora-se o mapeamento dos stakeholders e criam-se estratégias.

Geralmente, os meios e as formas utilizados para implantação e disseminação são os próprios veículos de comunicação da empresa: jornal, jornal mural, podcast, televisão interna, entre outros. O consultor considera, como meio mais eficaz, a discussão em grupos. Quando há um número grande de funcionários na empresa, esse trabalho é feito por monitores, treinados a partir de levantamentos de possíveis questões e respostas.

O consultor considera o código de ética como a parte final do processo, e sugere que a entrega seja feita em solenidade especial. A comunicação é importante, tanto no ambiente interno como no externo, porque desempenha o papel de promover e fomentar as discussões com a utilização dos veículos de comunicação disponíveis, desta forma, mantém-se o assunto sempre em pauta. Há espaço para os profissionais de comunicação organizacional e relações públicas no desenvolvimento dessas atividades, mas é preciso ampliar a formação com conteúdos de sociologia, filosofia e dar mais ênfase às questões conceituais e não se envolver somente no operacional.

No processo de implantação e gestão da ética, o consultor apresenta à organização as diferentes linhas da discussão ética. Defende que todo o processo de transmissão da informação é um processo educativo, um processo de treinamento. A ética deve fazer parte do treinamento, com a promoção de discussão de casos reais, o que pode e o que não pode ser feito, e por que não pode. Os instrumentos para avaliação da ética são os canais de comunicação; as reuniões, como processo de treinamento e de discussão de casos reais que podem ser aplicados à organização; as auditorias internas e externas. A administração dos conflitos éticos se dá por meio do diálogo, caso não haja solução, a demissão deve ser feita à luz da ética.

O consultor acredita que há relação entre ética e reputação, que a gestão da reputação deve ser feita pelo gerenciamento dos relacionamentos, dos comportamentos. Defende a reputação como consequência, como “sombra provocada pelo seu comportamento”. Os benefícios na implantação e gestão da ética são: envolvimento das pessoas em uma mesma direção; a facilidade em trabalhar, quando há um alinhamento de cultura, comportamento; as pessoas têm preferência pelo trabalho em empresas éticas; o reconhecimento do mercado e dos fornecedores; quando ocorrem as crises, há um grau de confiabilidade por parte dos fornecedores. As dificuldades são: cultural; a tradição de flexibilidade ética dos brasileiros; é um processo de educação com resultados a longo prazo; o excesso de leis cria oportunidades para a fiscalização ser burlada; a má formação do pessoal do setor público; as áreas política e de governo.