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Avrupa Birliği Ortak Tarım Politikaları’nda Değişim ve Reformlar 52

BÖLÜM 2. KIRSAL KALKINMA VE BÖLGESEL KALKINMA

3.3 Avrupa Birliği Ortak Tarım Politikaları’nda Değişim ve Reformlar 52

Segundo Contandriopoulos et al (1997), avaliar consiste em fazer um julgamento de valor a respeito de uma intervenção, ou sobre qualquer um de seus componentes, com o objetivo de ajudar na tomada de decisões. Para o autor uma intervenção é constituída pelo conjunto dos meios (físicos, humanos, financeiros, simbólicos) organizados em um contexto específico, em um dado momento, para produzir bens ou serviços com o objetivo de modificar uma situação. Para GIL et al (2001) avaliar é um processo contínuo de sucessivas aproximações de conhecimentos da realidade referente a toda ordem de questões relacionadas a uma ação. Independente do referencial teórico, uma característica importante da avaliação não deve ser esquecida: “uma premissa para trabalhar com avaliação é ter clareza de que o processo não é e nem pode ser objetivo, nem neutro, pois os avaliadores são

pessoas, bem como aqueles que definiram e selecionaram os critérios considerados referência” (MALICK et al, 1998). O ato de avaliar está sempre dotado de uma concepção que um determinado ator social tem de um processo e reflete o quanto este deseja produzir transformações no âmbito de sua atuação. Assim, o resultado de uma avaliação deve ser visto sob a ótica do que está sob avaliação (ou que parte), dos critérios utilizados e por quem esta foi realizada (CONTRANDRIOPOULOS et al, 1997; GIL et al, 2001; MALICK et al, 1998).

Na área de saúde a avaliação surgiu após a Segunda Guerra Mundial quando o Estado começou a assumir seu papel de regulador das ações públicas e não de executor de ações. Percebeu-se que os recursos, escassos, deveriam ser alocados da forma mais eficaz possível limitando os custos dos sistemas de saúde, mas mantendo a acessibilidade suficiente a todos (CONTRANDRIOPOULOS et al, 1997).

Três conceitos importantes que surgiram à medida que novos cenários sociais questionaram o processo avaliativo em saúde (GIL et al, 2001), cada um produz informações que se complementam e dão maior consistência ao processo, razão pela qual se deve buscar, na medida do possível, trabalhá-los em conjunto:

• Eficiência que estabelece uma relação entre custos e benefício de uma determinada ação, programa, projeto ou plano.

• Eficácia, significando realizar bem, com a melhor qualidade possível as ações planejadas ou programadas.

• Efetividade, relacionada ao impacto das ações/serviços mediante os resultados. Resulta na mudança de uma determinada realidade ou na transformação de uma situação.

A avaliação em saúde tem os seguintes objetivos, dentre outros:

• ajudar no planejamento e na elaboração de uma intervenção (objetivo estratégico);

• fornecer informação para melhorar uma intervenção no seu decorrer (objetivo formativo);

• determinar os efeitos de uma intervenção para decidir se ela deve ser mantida, transformada de forma importante ou interrompida (objetivo somativo); e

• contribuir para o progresso dos conhecimentos e para a elaboração teórica (objetivo fundamental) (CONTRANDRIOPOULOS et al, 1997).

A partir desses objetivos obtém-se, pelo menos, dois tipos de avaliação, classificadas em relação a sua função: avaliação formativa e avaliação somativa (MALICK et al, 1998). A avaliação formativa é aquela em que o próprio processo avaliativo interfere e orienta as condutas ou processos avaliados. É um mecanismo de avaliação, mas também de treinamento e ensino. É contínua e participativa e pode se beneficiar da participação dos envolvidos. Quanto mais freqüentes, mais elas representam um processo e não um evento pontual, maior a oportunidade de que as pessoas aprendam com elas e se preparem para novos hábitos. A avaliação somativa é aquela feita ao final de um processo (ex-post) para verificar se os resultados foram alcançados ou não.

Para Constandriopoulos et al. (1997) a avaliação pode ser dividida em dois grandes grupos: a avaliação normativa e a pesquisa quantitativa. A avaliação normativa é a atividade que consiste em fazer um julgamento sobre uma intervenção, comparando os recursos empregados e sua organização (estrutura), os serviços ou bens produzidos (processo) e os resultados obtidos, com critérios e normas. Esse tipo de avaliação se subdivide em:

• Avaliação de estrutura a qual busca reconhecer em que medida os recursos são empregados de modo adequado para atingir os resultados esperado comparando os recursos da intervenção, assim como sua organização, com critérios e normas correspondentes.

• Avaliação de processo, a qual busca reconhecer em que medida os serviços são adequados para atingir os resultados esperados. Compara-se os serviços oferecidos pelo programa ou pela intervenção com critérios e normas predeterminadas em função dos resultados. Pode ser decomposta na dimensão técnica (adequação dos serviços às necessidades, qualidade), na dimensão das relações interpessoais (interação psicológica e social que

organizacional (acessibilidade aos serviços, extensão da cobertura, globalidade e continuidade dos cuidados e dos serviços).

• Avaliação dos resultados, a qual busca reconhecer se os resultados observados correspondem aos esperados.

A pesquisa avaliativa é o procedimento que consiste em fazer um julgamento ex-

post de uma intervenção usando métodos científicos. Trata-se de analisar a

pertinência, os fundamentos teóricos, a produtividade, os efeitos e os rendimentos de uma intervenção, assim como as relações existentes entre a intervenção e o contexto no qual ela se situa, geralmente com o objetivo de auxiliar a tomada de decisões. Trata-se de um processo mais abrangente composto por várias etapas, atores e grupos de avaliadores (CONTRANDRIOPOULOS et al, 1997).

De forma geral, as avaliações em serviços de saúde mais realizadas são as somativas, cada uma concentrando-se em uma das três subdivisões: estrutura, processo e resultado. Para avaliar o processo de trabalho de profissionais, como proposto neste trabalho, foca-se nas avaliações comumente denominadas avaliações de processo. São importantes para se reconhecer e propor intervenções na condução de atividades dentro de um serviço, podendo, inclusive, subsidiar a proposição de modelos de condutas e atribuições.