D. ATASÖZLERİNİN SINIFLANDIRILMASI
2. ATASÖZLERİNİN İÇERDİĞİ KONUYA GÖRE YAPILAN
Figura 18 – Gráficos com a dinâmica da cobertura vegetal (NDVI)
Neste outro caso, observou-se que, embora o índice de vegetação apresentasse condições normais de crescimento vegetativo até aproximadamente três meses após a emergência, em meio ao período de fertilização, sem que houvesse qualquer indicação de deficiência hídrica, portanto em condições suficientes de água para a hidratação do grão de pólen e, consequen- temente, boas perspectivas para o pleno enchimento dos grãos. Ainda assim, a Allianz Segu- ros recebeu aviso de sinistro para essas áreas em 4 de junho de 2009.
Nota-se, pela análise dos gráficos de precipitação e da água disponível no solo, que, de fato, o cultivo em questão não apresenta deficiência hídrica durante o período desde a polinização até a maturação fisiológica das plantas cultivadas nesta unidade.
Figura 19 – Gráficos de precipitação e de disponibilidade hídrica no solo
Ainda assim, notou-se queda brusca na quantidade de biomassa presente no fim da safra, chamando a atenção para a ocorrência de geada, intempérie climática bastante característica da região, conforme comprovada pela análise dos gráficos da temperatura máxima e mínima anotadas diariamente no município de Pedrinas Paulista durante o ano de 2009.
Segundo o engenheiro agrônomo Fábio Régis de Souza (2012), a geada, do ponto de vista agronômico, é um fenômeno atmosférico que provoca a morte das plantas ou de suas partes (folhas, ramos, frutos), devido à ocorrência de baixas temperaturas que acarretam o congela- mento dos tecidos vegetais, havendo ou não a formação de gelo sobre as plantas.
Considera-se a ocorrência de geada quando a temperatura no abrigo meteorológico é menor que 2°C, o que, em noites com características de geada, corresponde a -2°C na relva, ou seja,
na superfície gramada exposta ao relento. Pois há uma diferença estimada em 4°C entre a temperatura a 1,5 m de altura onde estão instalados os sensores até a temperatura na superfície gramada ou do solo.
Figura 20 – Gráficos de temperatura máxima e mínima diárias
Segundo Itavor Nummer Filho (2012), Gerente de Agronomia da Pioneer Sementes, os sinais causados pela geada nos plantios de milho são:
Escurecimento das folhas: Dentro das primeiras 24 horas após a geada, as plantas de milho ficam escuras, quase pretas devido à destruição das membranas celulares que li- beram seu conteúdo em função do dano causado pela geada.
Coloração marrom das plantas: Quando as células das plantas são destruídas, parte da folha seca e se torna marrom após o dia da geada. Algumas partes inferiores da planta (falso colmo) podem permanecer intacto, verde.
A análise deste caso de sinistro mostra que, embora seja difícil prever o fenômeno atmosféri- co relacionado à geada, os dados agrometeorológicos em conjunto com índices de vegetação podem ser utilizados para diagnosticar o impacto das perdas causadas pela geada e mensurar a abrangência desta intempérie climática em cada unidade de produção.
5 Conclusões do trabalho
A modificação do meio natural decorrente, sobretudo, da intensificação da agricultura impõe a adequação das técnicas de avaliação e diagnóstico que visam acompanhar as modificações no uso e ocupação de terras como consequência da modernização do espaço rural. O uso das geotecnologias mostra-se extremamente importante como ferramenta para compreensão do espaço agropecuário, sendo especialmente adequado para captar a abrangência das áreas afe- tadas por intempéries climática e ainda fundamental para planejar as estratégias de mitigação de riscos pela diversificação de culturas ou descentralização das unidades de produção.
A captura de dados para cada unidade de produção representa grande vantagem também atri- buída aos sistemas de informação geográfica pelo fato de combinar ferramentas de análise espacial com banco de dados individualizado para cada produtor. A possibilidade de integrar modelos agrometeorológicas regionais com índice de vegetação específico para cada lavoura abre novos horizontes de pesquisa com base na organização dos dados de produtividade. Muito embora a medida de produtividade não tenha sido utilizada na metodologia desenvol- vida para este estudo, os dados de produção agrícola na região são mais uma informação a ser ponderada, isto porque, a partir destes dados pode-se considerar o histórico de produção para determinada cultura e avaliar, portanto, se os produtores possuem produções agrícolas bem sucedidas em comparação a média regional ou recorrência de perdas.
Toda a amostra foi analisada com base no ciclo de produção dos seus cultivares frente às con- dições agrometeorologias presentes na safra, em que pesem os modelos climáticos comumen- te usarem da interpolação de dados provenientes da rede de estações meteorológicas para ge- rar informações em escala regional cuja precisão, em cada município, depende muito da pro- ximidade com estações localizadas nas redondezas da área de estudo.
Este trabalho permitiu enxergar que informações climatológicas não devem ser utilizadas de maneira superficial para monitoramento de produtividade, pois a homogeneidade aparente dos dados em escala municipal, sem a devida indicação das precisões pontuais e variâncias espa- ciais do modelo, adicionam incertezas na gestão dos riscos associados à produção de bioma- sas, uma vez que as informações de temperatura tendem a variar conforme o relevo ao mesmo tempo em que a precipitação pode ser apenas localizada, gerando imprecisão no resultado das
equações de evapotranspiração que são utilizadas para o cálculo do índice de satisfação das necessidades de água da planta, entre outras apreciações.
Ainda que para o cálculo do ISNA os modelos climatológicos sejam bastante adequados para estimativas probabilísticas do risco climático ao qual a lavoura esta sujeita no momento em se definem a localização, o cultivar e a data de plantio, a medida da disponibilidade de água no solo (DAAS) é amplamente beneficiada pelo acompanhamento da pluviometria no local, de modo a afastar qualquer dúvida sobre a quantidade de precipitação que, de fato, atingiu cada área de cultivo em particular, melhorando assim as análises sobre a interação água-solo- planta-atmosfera e, como efeito, também o gerenciamento dos riscos agrometeorológicos. Este estudo aponta para um caminho que permite superar as limitações derivadas da represen- tação espacial dos modelos atmosféricos por meio da justaposição de diferentes produtos de informação em diversas escalas temporais e espaciais, que juntos possibilitam realizar análi- ses mais contundentes sobre o risco a que uma lavoura está sujeita durante o ciclo de produ- ção dos cultivares. O índice de vegetação utilizado neste trabalho, por exemplo, se mostrou extremamente útil para individualizar as análises agrometeorológicas no nível de propriedade fornecendo dados complementares para um diagnostico mais assertivo sobre os efeitos da deficiência hídrica na produção de biomassa, além de informações úteis para a avaliação rápi- da e sucinta da extensão de perdas ocorridas durante tal safra.
O acoplamento de vários indicadores obtidos por meio de satélites, aeronaves ou coletados em campo, para cada área de plantio, abre nova perspectiva na gestão de riscos associados aos cultivos agroenergéticos, já que o cadastro individualizado das unidades de produção se asse- melha em muito às praticas de gestão de risco utilizada pela grande maioria dos agentes fi- nanceiros para avaliar a capacidade de pagamento dos indivíduos. Neste estudo, pôde-se cons- tatar que, além da análise de crédito do produtor, já executada pelas seguradoras, pode-se va- ler de uma série histórica das propriedades para acumular informações sobre o desempenho das lavouras frente às condições climáticas de cada região ao longo das safras.
Este trabalho mostrou ainda que a distribuição de informações, inicialmente simples, mas de extrema importância para acompanhar os principais fatores meteorológicos que afetam a pro- dução agrícola, pode ser efetuado de maneira eficiente pela internet, no formato adequado para que ações de comando e controle possam ser aplicadas no sentido de mitigar os riscos
associados à produção agrossilvipastoril na eminência de um evento meteorológico adverso com capacidade de gerar perdas significativas.
A organização de inúmeras informações em ambiente de fácil interpretação, composto de fil- tros geográficos e gráficos temáticos que se utilizam de semiologia gráfica para gerar mapas e relatórios de situação sobre os ativos em qualquer lugar aonde se encontrem representou nova maneira de fazer gestão de riscos associados a cultivos agrossilvipastoris por meio da mode- lagem espacial de parâmetros agrometeorológicos.
O conjunto formado pela convergência tecnológica, que providencia as ferramentas para a interpretação do conhecimento e a abundância de informações capazes de traduzir a dinâmica da relação solo-água-planta na forma de base de dados operada nas nuvens se mostrou eficaz no processo de comunicação de maneira inteligente, entretanto, não atingiu os objetivos em termos do tempo com que foi capaz de entregar a informação.
Novas linhas de pesquisa são necessárias para que se possam identificar as tecnologias de informação e de comunicação adequadas ao desafio de entregar um conhecimento tanto am- plo como dinâmico em tempo hábil para que a tomada de decisão seja feita de maneira efeti- va. Diversos outros dados também precisam ser adicionados à base de conhecimento sobre as características edafoclimáticas e manejo da produção agrossilvipastoril para que sejam criados modelos que melhor representem a dinâmica da relação solo-água-planta.
Neste trabalho, faltou provar que o conhecimento produzido sobre a área de teste pode de fato ser comunicado a tempo para que o usuário destas informações possa tomar as medidas cabí- veis para que o gerenciamento de risco seja afetivo em termos das ações implantadas a partir da comunicação da provável ocorrência de eventos meteorológicos adversos em regiões de cultivo e da constatação de perdas sobre áreas de produção individuais.
A adoção de plataforma multidisciplinar capaz de absorver inúmeras informações provenien- tes de diversas fontes e várias escalas de trabalho representa inovação na forma de gerenciar o conhecimento aplicado ao ambiente do agronegócio. Os resultados deste trabalho podem ser- vir para apoiar as inciativas de regulação, securitização e financiamento de bens provenientes do uso da terra e, ainda, para servir de instrumento a fim de que o produtor rural tenha acesso a esta ferramenta de grande valia para o manejo da produção agrossilvipastoril.
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