1.4. ŞEMA TEORİSİ ÖN OKUMA AKTİVİTELERİ
1.4.2. Art Alan Bilgisinin Aktif Hale Getirmede Kullanılan Ön Okuma
Os documentos encontrados relativos às informações em saúde bucal foram categorizados em quatro tipos: relatórios, projetos ou programas, documentos de registro (fichas clínicas e fichas utilizadas pelos agentes comunitários de saúde nas visitas) e
protocolos de atendimento. Foram analisadas duas propostas de protocolo de atendimento, seis relatórios de ações desenvolvidas pela saúde bucal, dois projetos e nove documentos de registro, sendo duas fichas utilizadas pelos agentes comunitários de saúde e sete utilizadas e elaboradas para o uso no atendimento clínico individual. Alguns municípios forneceram os Boletins de Produção Ambulatorial (BPA), porém estes não foram considerados na análise por se julgar que o mesmo é um documento básico que necessariamente deve ser preenchido em todos os municípios e que não confere diferenciação entre os mesmos.
Inicialmente o fator que chamou a atenção durante a análise foi a inexistência de documentos relativos ao planejamento, avaliação ou relatórios de ações desenvolvidas pela saúde bucal. Apenas onze municípios forneceram algum tipo de documento, e três destes forneceram apenas a ficha clínica. Dado este, que dificultou a análise, mas que de certa forma aponta para uma deficiência técnica e organizacional dos serviços em saúde bucal, ou até mesmo, para o fato dos gestores e dentistas não terem despertado para importância de elaborar, avaliar e registrar as ações desenvolvidas.
Além da escassez de informações, outro fator interessante foi constatar a existência de relatórios muito semelhantes em diferentes municípios. Tal semelhança também foi constatada nas duas propostas de protocolo de atendimento.
Em alguns municípios, apesar de não haver os documentos citados acima, existe uma ficha clínica elaborada exclusivamente para uso do dentista no atendimento realizado no consultório, o que pode representar um maior interesse no registro dos procedimentos curativos. Mesmo assim, percebe-se que não há uma padronização da ficha clínica. Não que elas devam ser iguais em todos os municípios, mas é indispensável que algumas informações sejam registradas da mesma forma como, por exemplo, as condições gengivais e de cárie, a fim de permitir avaliações futuras. Isso se torna extremamente relevante, na medida em que, uma vez padronizadas, essas informações podem constituir uma base de dados de âmbito nacional, não ficando restritas aos municípios que as produzem, ou pior ainda, ficando guardadas em arquivos que não são sequer consultados.
Nos relatórios e nos programas há um claro direcionamento das ações em saúde bucal, especialmente no que se refere às ações coletivas, para as crianças que freqüentam as escolas públicas municipais. As ações coletivas geralmente são realizadas em escolas e creches e normalmente, relata-se a realização de palestras, aplicações tópicas de flúor e escovação supervisionada. Alguns relatórios citam o exame realizado pelo dentista nas crianças para
estimativa da doença cárie, porém, da mesma forma que as fichas clínicas, cada dentista procede à sua maneira, sem padronização do exame e dos índices, utilizados ou não, no registro. Apenas dois relatórios afirmam a utilização do índice CPO-D para a avaliação da necessidade de cárie. Além das crianças, o outro grupo mais citado como prioritário no atendimento foi o grupo das gestantes.
Um dos relatórios descreve a realização dos exames nas crianças para a priorização do tratamento curativo utilizando o CPO-D, porém, o mesmo relata que não há material para o atendimento individual e até mesmo para as atividades coletivas, como escovas dentais, por exemplo.
Dois relatórios referem que os agentes comunitários de saúde são capacitados e encaminham pacientes para o atendimento de acordo com prioridades. Os dois protocolos de atendimento também citam a utilização dos mesmos para busca ativa da população.
As propostas de protocolo de atendimento coletadas são extremamente semelhantes. Ambas estratificam a população por grupos e priorizam as crianças e gestantes. As atividades odontológicas coletivas restringem-se às crianças das creches e escolas, com a realização de exame clínico, escovação supervisionada, aplicações tópicas de flúor, atividades educativas inclusive com os professores. A referência a serviços especializados é destacada, bem como o atendimento às urgências. A maior parte dos turnos de atendimento deve ser destinada para o tratamento curativo e um menor número para as visitas domiciliares, atividades educativas, acolhimento e programação e avaliação das ações.
Um ponto que chama a atenção nos documentos coletados é a falta de integração dos profissionais da ESF e dos gestores na elaboração dos mesmos. Com exceção dos protocolos de atendimento, que foram desenvolvidos pelos dentistas juntamente com a coordenação de saúde bucal, percebe-se que os programas são elaborados e desenvolvidos unicamente pelo dentista, da mesma forma que a realização das ações não dispõe de um maior suporte técnico, administrativo e financeiro. Provavelmente um ponto negativo, pois condiciona a existência das ações e dos programas à permanência do profissional no município e principalmente ao estímulo do mesmo em desenvolvê-las. Não se tratam, portanto, de propostas institucionalizadas e integradas ao sistema de saúde dos municípios.
Em síntese, é possível perceber que alguns municípios já estão tentando registrar suas ações e suas programações em saúde bucal, ainda que de forma incipiente e como dito anteriormente, partindo da iniciativa isolada dos atores (profissionais e gestores) envolvidos
no processo de mudança do modelo assistencial. E isto é considerado muito válido se pensarmos que há poucos anos, provavelmente pouquíssimos municípios demonstravam essa preocupação. O importante agora é estimular essa discussão a fim de proporcionar maiores condições de se desenvolver projetos e ações institucionalizadas baseadas em critérios e nas necessidades da população.