3. BANKA VE SAĞLIK ÇALIŞANLARI AÇISINDAN ERGONOMİK RİSK ALGISI 38
3.1.7. Araştırmanın Yöntemi
O chefe gaulês chamado Vercingétorix, filho de Celtill chefe dos Arvernos, nascido em Arverne (atual Auvergne, região situada no maciço central da França) por volta de 72a.C.
e morto em Roma em 46 a.C. poderia ser o personagem de uma das aventuras de Astérix e Obélix, porém este nobre cujo nome significa “o grande rei dos bravos” foi uma figura importante na tentativa de reunir toda a Gália na época em que César, imperador romano chegou a essa região com o firme propósito de conquistá-la. Vercingétorix recebeu os ensinamentos da escola de druidas e lá ele aprendeu, sob a forma de poemas e versos, que sua alma é imortal. A imagem que se tem desse herói é a de alguém de estatura imponente, sentado em seu cavalo com uma túnica brilhante, o peito cravejado de enfeites dourados, uma espada e um elmo com uma crista impressionante. Tratava-se de um homem lúcido e lógico, grande orador de coragem e sangue-frio inegáveis. Vercingétorix reuniu em torno de si os lideres das principais aldeias em um exército poderoso usando métodos altamente questionáveis, tomando reféns e vingando-se contra os rebeldes.
Quando Cesar chega à Gália, a fim de ganhar a confiança dos gauleses, distribui títulos para os “amigos de César” aos chefes dos clãs mais influentes. Vercingétorix fez parte desse grupo. Com o tempo, porém, desejo de liberdade e o sentimento patriótico dos gauleses fala mais alto e aqueles que antes eram os “amigos de César” tornaram-se seus inimigos ao lado de Vercingétorix. Em agosto de 52 a.C. César destrói a cavalaria gaulesa perto de Dijon (região de Borgonha) e Vercingétorix recua com seus 80.000 homens fracos e famintos que se rendem após dois meses de cerco. O próprio Vercingétorix depôs suas armas perante César. Foi levado à Roma, acorrentado, como se tivesse sido capturado pelo imperador e morreu estrangulado na prisão em 46 a.C.10
Não foi esquecido em nenhum momento que o presente trabalho tem como objetivo a análise da tradução feita em dois álbuns da série de história em quadrinhos intitulada Astérix. Porém, como dito anteriormente, o criador de histórias em quadrinhos (HQ) transforma em ficção as informações obtidas sobre a história e o cotidiano (Barbosa, 1999). Com o álbum Astérix não foi diferente, os personagens que representam os gauleses de um vilarejo que resistiu às invasões romanas são fruto da união de fatos históricos, ações do cotidiano e da visão de mundo apresentada por seus criadores.
Goscinny e Uderzo sempre foram muito claros quanto à criação de Astérix: “Nous
avons créé Astérix afin qu’il devienne um classique de la littérature française. Il a été pensé
pour être lu par des adultes. Tout, dans ses aventures, n’est que symbole, gravité et sérieux.
Croyez-vous qu’en 1959 nous avions du temps à perdre à dessiner des petits Mickeys?” (GOSCINNY e UDERZO, 1999, p. 17)
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“Criamos Astérix para que se tornasse um clássico da literatura francesa, foi pensado para ser lido por adultos. Em suas aventuras tudo é um símbolo de seriedade e gravidade. Você acha que em 1959 nós tínhamos tempo a perder desenhando pequenos Mickeys?” (GOSCINNY e UDERZO, 1999, p. 17, tradução minha).
A partir da declaração dos criadores de Astérix, passemos ao contexto histórico no qual está inserida a criação do álbum.Em 1950, a economia francesa passa por uma evolução aparentemente favorável depois de ter naufragado durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de 1948, a produção industrial retorna a seu nível de antes da guerra seguida da produção agrícola em 1950. Durante a década seguinte a economia francesa apresenta níveis desregulares de crescimento, porém com números ainda positivos. O estado começa a intervir na economia por razões práticas, ele encarna o interesse geral de fixar as grandes orientações e efetuar as escolhas indispensáveis; por razões políticas, repúdio ao liberalismo, acusado como responsável pela crise dos anos 1930 e por razões ideológicas, para muitos altos funcionários e políticos, o Estado deveria expandir a economia do subemprego e manter o crescimento.
Quanto às transformações sociais, na França dos anos 1950 são observados traços característicos das sociedades industriais: progresso do nível de vida, as pessoas começam a adquirir aparelhos que facilitam o cotidiano; a implantação do descanso remunerado com a “semana inglesa” e a possibilidade de não trabalhar aos sábados; o surgimento de estações de rádio, a compra de aparelhos fotográficos, criação da FNAC, etc. A vida cultural passou por uma democratização nesse momento com a criação do livro de bolso em 1953. Várias empresas do ramo audiovisual voltam sua atenção aos jovens. As transformações econômicas e sociais sofridas pela França durante os anos 1950 alinharam o país aos outros países industrializados, por conta disso, alguns estudiosos dizem que o país perdeu um pouco de sua originalidade suscitando certa nostalgia em certas obras literárias e artísticas. (Eck, 2009)
É nesse contexto histórico que se dá a criação da revista Pilote. A revista, criada por René Goscinny, Albert Uderzo e Jean-Michel Charlier, foi lançada em outubro de 1959 e em pouco tempo tornou-se leitura indispensável para os amantes de história em quadrinhos (bande-dessinées). Era uma publicação que seguia as tendências culturais da época e ao mesmo tempo tinha um lado didático na seção pilotorama na qual era explicado, por exemplo, como funcionava o metrô em Paris ou de onde vieram os vikings11. A seguir a apresentação do primeiro número da revista feita por François Clauteaux:“‘Pilote’ sera un journal
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souriant, qui vous amusera pendant des heures mais vous y trouverez également des articles signés des noms que vous trouvez habituellement dans les grands magazines de vos parents : Lucien Barnier, Raymond Kopa, Pierre Véry, pour n'en citer que quelques-uns.”12
“‘Pilote’ será um jornal sorridente que te divertirá durante horas, mas você também encontrará artigos assinados por nomes que são normalmente encontrados nas grandes revistas que seus pais leem: Lucien Barnier, Raymond Kopa, Pierre Véry, para citar alguns.” (tradução minha)
Astérix é o personagem principal que dá nome série de álbuns de história em quadrinhos. Segundo os próprios criadores, trata-se do exemplo típico do anti-herói: pequeno, não muito bonito, o retrato fiel do gaulês. Próximo do francês dos anos 1950 por seus defeitos (intolerante, teimoso, colérico) e por suas qualidades (simpático, corajoso, fiel, honesto e generoso). O segundo personagem mais importante da série é Obélix, intitulado por seus criadores como um ingênuo gentil que não é estúpido, é apenas um adulto que teria reações infantis. (Goscinny e Uderzo, 1999). Tudo o que cerca a criação dos personagens foi pensado de forma a auxiliar na criação de sua personalidade, desde o nome dos personagens principais – Astérix e Obélix representam símbolos tipográficos; Astérix ou asterisco, simbolizado por uma pequena estrela, indica geralmente uma referência; e Obélix ou obelisco, simbolizado por uma adaga, é uma marca utilizada para marcar uma passagem duvidosa nos antigos manuscritos – até o chapéu de Astérix, que demonstra o estado de espírito do dono.
Existem outros personagens fixos que são secundários como o druida Panoramix, o bardo Assurancetourix e o chefe do vilarejo, Abraracourcix. As histórias são apresentadas em álbuns de aproximadamente quarenta páginas e giram entorno das aventuras de Astérix para proteger seu vilarejo ou ajudar representantes de outros vilarejos ou outras nações. Os romanos fazem parte de todos os álbuns, de forma mais ou menos direta e sempre representam o grande inimigo a ser derrotado. O vilarejo gaulês não tem nome e foi situado na Bretanha por escolha de Albert Uderzo. (Goscinny e Uderzo, 1999)
Quanto aos nomes gauleses terminados por “–ix”, não existem muitos, segundo os criadores de Astérix. Os mais conhecidos são: Vercingétorix, Dumnorix e Ambiorix (chefes gauleses), Albiorix e Caturix (deuses) e Vix e Euffigneix (lugares). Mais adiante será feita uma análise dos nomes que aparecem nos álbuns analisados e a relação dos sufixos que os acompanham.
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A poção mágica criada pelo druida Panoramix, proporciona àquele que a bebe uma força sobre-humana. Obélix é proibido de tomá-la porque caiu no caldeirão da poção quando criança e tornou-se incrivelmente forte. Esse episódio é lembrado frequentemente por Panoramix quando Obélix tenta tomar a poção.