5. YÖNTEM
5.1. Araştırmanın Yöntemi
O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito de diferentes ofertas de forragem nos pastos de cultivares de Brachiaria (Marandu, Xaraés e Mulato) manejados sob lotação rotacionada, sobre a altura, massa seca de raízes e parte aérea, carboidratos não estruturais (CNE), nitrogênio total (N total), nitrogênio em aminoácidos (N aa), amônio
(N-NH4+) e nitrato (N-NO3-) das plantas. O experimento foi realizado no setor de
Forragicultura da FCAV/UNESP, Jaboticabal, SP, no período de novembro de 2008 a fevereiro de 2009. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com quatro tratamentos (ofertas de forragem de 4, 7, 10 e 13% do peso corporal dos animais) e três repetições. O aumento das ofertas de forragem (OF) proporcionou maiores alturas do dossel comprimido ao longo do período experimental. Em todas as cultivares (cv) verificou-se que o último ciclo de pastejo (CP) apresentou maior altura. A massa seca
de raízes da cv. Marandu (3,49 Kg.m-2) foi menor (P>0,05) em relação às outras
gramíneas (4,68 para Xaraés e 4,65 Kg.m-2 para Mulato). A massa seca da parte aérea
da OF de 4% foi menor (P>0,05) que as demais OF e as cv. Xaraés e Mulato mostraram maiores massas secas de parte aérea. No CP 1, para todas as OF, o teor de CNE foi maior (P<0,05) nas raízes e na parte aérea. Em relação às cultivares, o comportamento do teor de CNE nas raízes e parte aérea foi o mesmo. Os teores de N total nas raízes nas OF de 4, 7 e 13% não diferiram (P>0,05) no decorrer do período experimental. O teor de N total na parte aérea foi maior (P<0,05) no CP 3 para todas OF e cultivares, em decorrência da adubação nitrogenada que foi feita após o CP 2. O teor de N aa nas raízes nas quatro OF e três cv. foi maior (P<0,05) no CP 1. Tanto nas raízes, quanto na parte aérea, os teores de N aa não mostraram especificidade com relação às OF. De modo geral, a cv. Mulato mostrou maiores teores de N aa na parte aérea que as outras gramíneas. Como observado para o N total, o teor de N aa também foi maior na parte aérea. As maiores concentrações de N-NH4+ foram verificadas após a fertilização nitrogenada. Na cv. Mulato, a adubação nitrogenada somada à menor
desfolhação nesses pastos promoveu o aumento de N-NH4+ nas raízes nessa época.
Apesar de não ocorrer especificidade das OF em relação aos teores, nota-se maiores
valores de N-NO3- nos CP 1 e 4. As cultivares de Brachiaria estudadas podem ser
manejadas de acordo com as diferentes ofertas de forragem estudadas, uma vez que essas intensidades de pastejo não comprometem o sistema radicular e a parte aérea das plantas. As ofertas de forragem utilizadas não limitam o acúmulo de reservas orgânicas pelo dossel forrageiro.
2. INTRODUÇÃO
Para se manejar corretamente as pastagens, o animal, o clima, o solo e a planta devem ser considerados. Com relação à planta forrageira, é importante o conhecimento da estrutura do dossel forrageiro e a resposta ao manejo e ao ambiente. Na maioria das vezes, os cuidados com o manejo se limitam à parte aérea das plantas, deixando de lado o sistema radicular, que é responsável pela sustentação da parte aérea, pelas reservas orgânicas utilizadas na rebrota do dossel e pela absorção de água e nutrientes.
De acordo com ALEXANDRINO et al. (2008), um dos maiores desafios para a utilização das espécies forrageiras é alcançar o equilíbrio entre a eficiência de colheita da biomassa de forragem, o não comprometimento da produtividade e a persistência do dossel forrageiro. Essas características derivam da capacidade da planta em reconstituir nova área fotossintética após a desfolhação, que está relacionada à decapitação do perfilho, ao conteúdo de compostos orgânicos e à área foliar residual. À medida que a parte aérea de plantas forrageiras é utilizada, há decréscimo na fotossíntese que, por sua vez, reduz a absorção de nutrientes pelas raízes e prejudica o desenvolvimento de novos perfilhos e em seguida de raízes, no sentido de beneficiar a recuperação da área foliar remanescente após a desfolha (DONAGHY & FULKERSON, 1998).
As reservas orgânicas são compostos constituídos por carbono e nitrogênio, elaborados e armazenados pela planta em órgãos permanentes, principalmente aqueles remanescentes à desfolha, usados como substrato nos processos de manutenção durante períodos de estresse e formação de novos tecidos durante a recuperação após desfolha (SHEARD, 1973). Os carboidratos são fundamentais durante o período em que o balanço de energia da planta é negativo (fotossíntese líquida menor que a respiração), visto que são responsáveis pela respiração dos órgãos remanescentes, além da respiração necessária à síntese dos novos tecidos (AVICE et al., 1996). MAY (1960) destacou que o decréscimo dos carboidratos totais não estruturais, após desfolhação, não implica necessariamente na translocação dessas
substâncias para a recuperação da parte aérea e reconstituição da área foliar, reconhecendo-se, porém, a participação como substrato respiratório.
Para NOVOA & LOOMIS (1981), a eficiência na utilização do nitrogênio (N) é diretamente relacionada com o metabolismo e a partição do carbono, considerando-se a planta como um todo. THORNTON & MILLARD (1997) verificaram que o crescimento de folhas após a desfolhação foi maior quando as plantas se mostraram capazes de mobilizar N. Portanto, além dos carboidratos, os compostos nitrogenados também são importantes para o crescimento da forrageira após a desfolhação (OURRY et al., 1994 e VOLENEC et al., 1996). SILVEIRA (1985) apontou que as três principais frações nitrogenadas na planta seriam: N inorgânico (amônio e nitrato), N em aminoácidos (aminoácidos, amidas e aminas) e N protéico. Em florestas permanentes e ecossistemas de pastagens, o amônio é geralmente a principal fonte de nitrogênio inorgânico disponível para as raízes das plantas.
A partir do exposto, o objetivo deste trabalho foi estudar o efeito de diferentes ofertas de forragem nos pastos de cultivares de Brachiaria (Marandu, Xaraés e Mulato) manejados sob lotação rotacionada, sobre a altura, massa seca de raízes e parte aérea, carboidratos não estruturais, nitrogênio total, nitrogênio em aminoácidos, amônio e nitrato das plantas.