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BÖLÜM III OSMANLI DEVLETİ’NE İRAN’DAN GELEN ÂLİMLER ve ZANAATKÂRLAR

3. Araştırma-İnceleme Eserler

O modelo de estabelecimento de ensino denominado Instituto de Educação, já vinha sendo instituído em vários locais do país e era considerado o que se tinha de mais moderno em termos de formação docente; foi regulamentado através da Lei Orgânica do Ensino Normal, decreto nº 8.530 de janeiro de 1946. Esta centralizou as normas e diretrizes do ensino normal em nível nacional (ROMANELLI, 1998, p.163).

Uma vez fixadas as diretrizes e finalidades para o ensino normal, caberia aos Estados concentrar esforços e fomentar recursos para aplicação destas normas. Com este intuito, o interventor Federal do Rio Grande do Norte, Orestes da Rocha Lima, criou o Decreto–Lei nº 684 de 11 de fevereiro de 1947, que adaptou à Legislação Federal o sistema de Ensino Normal do Estado, o qual determinou como finalidades do ensino normal, enquanto ramo de ensino de segundo grau:

1- Prover a formação do pessoal docente necessário às escolas primárias; 2- Habilitar administradores escolares destinados às mesmas escolas;

3- Desenvolver e propagar os conhecimentos e técnicas relativas à educação da infância (RIO GRANDO NORTE, 1947, p.13-14).

Para atingir a tais finalidades, determinou três tipos de estabelecimentos diferentes para ministrar o ensino normal: o Curso Normal Regional, a Escola Normal e o Instituto de Educação.

O ensino normal ficou dividido em dois níveis. O curso de 1º Ciclo, que funcionaria como curso de regentes de ensino primário com duração de quatro anos (após o ensino primário), o qual seria ministrado nas denominadas Escolas Normais Regionais. Já os Cursos de 2º ciclo (após o curso ginasial), constituíam-se nos cursos de formação de professor

primário, com duração de três anos, ministrados nos estabelecimentos denominados Escolas Normais.

O Instituto de Educação seria aquela instituição em que eram ministrados o curso ginasial e os cursos próprios das Escolas Normais (Cursos Normais de 2º ciclo, o Jardim de Infância e a Escola Primária anexos), mais os cursos de especialização de professor primário e habilitação de administradores escolares e demais cursos.

A adaptação do Ensino Normal Norte-Riograndense à Lei Orgânica Federal, permitiu a equiparação da Escola Normal de Natal às suas congêneres do país, possibilitando, assim, a validade do diploma das professoras do Estado em todo território nacional (RIO GRANDE DO NORTE, 1951, p.99).

A instituição de Lei Orgânica, em 1946, ocorreu no contexto das mudanças advindas da transição de um projeto político centralizador e uniformizador da cultura e da educação que predominou na chamada “Era Vargas” (1930-1945), entretanto foi aplicada num contexto político e educacional caracterizado pelo debate, pela busca de autonomia de ação para Estados e Municípios, de crescimento econômico e urbanístico, no qual tomaram maior impulso às exigências por educação, tanto com relação ao acesso quanto à melhoria da qualidade.

No Estado Potiguar, mostrava-se evidente a urgente necessidade por melhorias na educação pública em todos os aspectos possíveis de serem elencados: ampliar o número de matrículas do ensino primário, melhorar as condições materiais e pedagógicas dos prédios escolares, melhorar e expandir a formação de professores no Estado. E como, medida urgente, a edificação dos prédios do Ateneu Norte-Riograndense e a organização do Instituto de Educação, incluindo nesse a Escola Normal de Natal (RIO GRANDE DO NORTE, 1951).

Em outubro de1946, deu-se inicio à construção do prédio que desde logo passaram a chamar de Instituto de Educação. Tal construção se conduziu por pequenas etapas intercaladas por períodos de paralisações, passando pelos governos de José Augusto Varela (1947 - 1951); Jerônimo Dix-Sept Rosado (1951); sendo concluído e inaugurado em 1954, no Governo de Sílvio Piza Pedroza (1951 – 1955).

Imaginara-se naquela época que o prédio recém-construído em forma de X seria o Instituto de Educação conforme propugnava a Lei Orgânica, mas foi destinado ao Ateneu Norte Riograndense e, segundo Francisca Nolasco Fernandes (1973, p.130), diretora da Escola normal naquela época, “o Ateneu absorveu tudo. A escola Normal ocupou uma

perninha do X, exatamente uma onde nem sequer havia sanitários, (...) era uma hóspede indesejável no Ateneu”.

Para os que aspiravam pela consolidação da formação de professor primário no nosso Estado, a luta estava por começar, buscavam agora não somente um prédio para a Escola Normal, mas a organização do Instituto de Educação. À frente dessa luta, estava Francisca Nolasco, primeira Diretora mulher da Escola, a qual solicitou mais uma vez ao Governador Sílvio Pedroza que assumiu o compromisso de providenciar um novo edifício para o Instituto. E assim o fez, no final de seu mandato.

Seguindo a trajetória que Francisca Nolasco (1973) chamou de “migrações”, a Escola Normal de Natal iniciara o ano letivo de 1956, em um novo prédio em frente à Praça Pedro Velho1 que se passou a denominar Instituto de Educação, embora não contemplasse todos os

requisitos de um Instituto de Educação. Conforme Francisca Nolasco (1973, p.131), “instalou o que se destinava à Escola Normal, ao Grupo Modelo, agora com o nome de Escola de Aplicação e com o Jardim Modelo, anexo, reorganizando, o que se chamava uma Escola Normal, não um Instituto de Educação”.

O que antes se chamava Grupo Escolar Modelo, agora passava a denominar-se Escola de Aplicação, que foi regulamentada pela lei 2.171 de 06 de dezembro de 1957 (RIO GRANDE DO NORTE, 1957, [s.p.]), a qual organizou e fixou as bases da Educação elementar e da Formação do Magistério Primário do Estado. Ainda por meio dessa lei, foi determinada a criação do Instituto de Educação de Natal, com caráter experimental em seus cursos de pesquisas, destinados à melhoria do ensino normal do Estado, criando também o Centro de Pesquisa Educacional (CEPE).

Tal reforma buscava a sintonia do discurso de renovação educacional advindo dos grandes centros, em específico, o INEP (INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS), que desde 1952 vinha sendo dirigido pelo professor Anísio Teixeira, o qual prestava orientação teórica e pretendia lançar as bases de nossa ciência da educação moderna e democrática” (DISCURSO de posse, 1952, p. 79).

Entretanto, somente através da Lei 2.639 de 28 de janeiro de 1960, a Escola Normal de Natal torna-se legalmente INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, que continuou a funcionar no prédio em frente a Praça Velho, mesmo sendo insuficiente para comportar as exigências de tal instituição.

No Governo de Aluísio Alves, em decorrência do convênio firmado com a SUDENE, MEC e USAID, obtendo financiamento da ALIANÇA PARA O PROGRESSO, foi construído o prédio onde hoje funciona, cuja inauguração ocorreu em 22 de novembro de 1965, por ocasião da visita do Senador Robert Kennedy, com a denominação de INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PRESIDENTE KENNEDY, em homenagem ao Presidente dos Estados Unidos da América. País com o qual foram firmados os convênios de financiamentos.

Associado a tais acordos adentrava-se, também, as teorias educacionais, que já anunciavam o exagero do tecnicismo educacional, bem a como a invasão, ou melhor, a imposição cultural personificada no imperialismo americano que passou a exercer fortes influências sobre o Brasil, em específico, o Estado Potiguar, ficando cravado na denominação de uma instituição de representatividade imensurável para a história cultural e educacional do Rio Grande do Norte. O ideário pedagógico do Movimento da Escola Nova, na versão americana defendida pelos educadores Dewey e Kilpatrick, ganhou adeptos nas gerações como de intelectuais jovens, conhecidos nos anos 30 como os profissionais da educação.

Com o ciclo de reformas da educação brasileira, cujo marco principal é a Lei 5692/71 (BRASIL, 1971), que fixa diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus, o Instituto de Educação Presidente Kennedy passou a ser denominado Escola Estadual Presidente Kennedy – 1º e 2º graus, sob a autorização nº 394/76, transformando o curso normal em uma das habilidades profissionais de 2º grau, ou seja, Curso de Magistério.