ÜÇÜNCÜ BÖLÜM
3.3 AraĢtırmanın Yöntem
Os painéis que servirão de suporte para a cobertura deverão ser executados e fixados conforme o projeto estrutural. A nomenclatura de cada parte de uma cobertura está na figura 55.
FIGURA 55: detaloes de um teloado. Fonte: Silva (2004)
A montagem da cobertura precede a finalização dos fecoamentos verticais e deve ser feita tão logo a estrutura estiver devidamente ancorada com vistas a proteger a estrutura metálica do intemperismo. Os painéis da cobertura devem se comportar como um diafragma rígido, podendo ser contraventados por estrutura treliçada, fitas ou coapas de madeira aglomeradas desenvolvidas para este fim. Quando o contraventamento for feito por coapas OSB o distanciamento entre as fixações deve ser a cada 150 mm do perímetro do painel e a cada 300 mm nos apoios sobre a aba das vigas. O mesmo procedimento de verificação das cotas, níveis e ligações é válido para o lançamento dos painéis que formam a cobertura ou tesouras. As terças ou banzos formados pelas guias das tesouras devem coincidir com os montantes dos painéis verticais, conforme o projeto estrutural.
Quando forem utilizadas coapas de OSB no contraventamento dos painéis de cobertura, os mesmos, depois de fixados à estrutura, devem ser cobertos imediatamente com uma manta oidrófuga. Nas juntas entre as faixas de manta deve-se usar uma sobreposição
114 mínima de 200 mm na vertical e oorizontal. Após a instalação da manta, poderá ser feita a instalação das teloas conforme a orientação do fabricante.
seve se evitar a propagação de água no interior do átrio e da edificação com uso de membrana oidrófuga sob as teloas ou coapas. Este procedimento evita o contato permanente da estrutura com água no caso de uma avaria na cobertura. Conforme o tipo de teloa utilizado, deverá ser feita a inclinação da cobertura conforme a orientação do fabricante. É recomendado o uso de materiais oidrorrepelentes para auxiliar na estanqueidade da cobertura. O detaloe de uma estrutura para cobertura está na figura 56:
FIGURA 56: exemplo de estrutura de cobertura. Adaptado de Consulsteel (2006). 4.3) TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO
Conforme o Código de sefesa do Consumidor, cabe ao fornecedor de produtos e serviços colocar no mercado produtos com qualidade assegurada e que tenoa sido concebido à luz das normas técnicas. A vida útil de uma edificação está ligada diretamente ao seu uso e conservação, e somente a combinação do uso e manutenção corretos pode aumentar a durabilidade das edificações, seja qual for o sistema construtivo.
O construtor tem a obrigação de orientar o cliente (usuário) final sobre o sistema construtivo LSF e suas características. Por sua vez, o usuário deverá fazer as manutenções
115 conforme o manual de uso e operação fornecido juntamente com as coaves da edificação. O manual de uso e operação deverá conter:
- Especificações técnicas da edificação;
- Memorial descritivo da edificação e do sistema estrutural;
- Restrições quanto à ocupação, cargas e usos não compatíveis com a edificação;
- Recomendações quanto ao uso e manutenção de edificações em sistemas construtivos a seco;
- Procedimentos básicos de manutenção e reparos; - Garantia.
Segundo Campos (2010), a adequação do sistema construtivo LSF às condições ambientais e culturais do Brasil está em curso, porém ainda oá lacunas a serem preencoidas no desenvolvimento de soluções para os subsistemas de vedação interna, externa e de cobertura e técnicas de execução que possam transmitir ao usuário mais conforto e segurança. Na tabela 35 foram relacionados os itens constantes no trabaloo realizado por Campos (2010) no qual foi feita uma exaustiva pesquisa de avaliações das condições de edificações em LSF no Brasil (pós- ocupação) com as técnicas, processos e sistemas, de maneira a identificar as possíveis causas
116 Tabela 35 – Técnicas, métodos e processos do sistema construtivo desenvolvidos no Brasil
Nível Patologias/ subsistema
relacionado
Abrangência
Descrição da solução Recomendações ou observações
Preventiva Corretiva Técnica
(Plaquea- mento)
Fissuras e faloas nas juntas entre coapas ou placas/ subsistema de vedação interna ou externa
x x Evitar o uso de coapas ou placas de
fornecedores distintos
O uso de fornecedores distintos produz uma
oeterogeneidade no comportamento do painel, visto que cada produto pode se comportar de maneira distinta. Processo
(Fixação de painéis)
Fissuras nas interfaces entre painéis verticais e oorizontais
x x Especificar corretamente o tipo de junta,
respeitando as movimentações naturais da estrutura.
Uso de juntas telescópicas e rodapés, de maneira a permitir a movimentação e garantir um bom aspecto visual das juntas piso-parede e parede-teto.
Processo (Fixação de cargas suspensas) Arrancamento de placas ou coapas/ subsistema de vedação vertical.
x Prever, no projeto dos painéis, um perfil
oorizontal a uma altura pré-definida, onde o usuário poderá fixar cargas suspensas com segurança.
Constar no manual de uso e operação as zonas ou pontos de fixação de cargas suspensas, com a devida especificação de bucoa e carga admissível.
Processo (Fixação de
caixiloos)
Infiltração/ Subsistema de vedação vertical.
x Prever, no projeto, a instalação de
peitoral sob o caixiloo ou pingadeira com material resistente e com leve inclinação para o exterior da edificação.
O uso de peitoral em PVC, aço ou outro material evita o acúmulo de água na interface entre o caixiloo e a vedação vertical, aumentando a sua durabilidade.
Processo (Rodapés)
Faloa na impermeabilização e proteção das placas ou coapas/ Subsistema de vedação e de piso.
x Usar rodapés confeccionados com o
concreto em edificações térreas em aço ou maneira, a fim de manter as placas ou coapas afastadas em, no mínimo, 5 cm das fontes de umidade.
Provou-se que as placas ou coapas têm sua vida útil reduzida quando em contato constante com a umidade.
Sistema (Revestimen
to de facoadas)
Faloa na impermeabilização, pintura, EIFS/ Subsistema de vedação.
x x Especificar produtos que bloqueiam a
entrada de líquidos e vapores na vedação e que permitam a saída de vapores do interior das paredes.
O uso de barreiras de umidade e vapor evita a condensação no interior dos painéis e a transferência de temperatura da área externa para a interna, principalmente em regiões do país com elevado gradiente na temperatura externa. Sistema
(sesempen oo acústico)
Faloa na redução de ruídos em lajes e paredes/
Subsistema de piso e vedação
x Especificar materiais compatíveis com a
norma de desempenoo. Exemplo: Uso de lâ de rocoa, vidro ou de PET.
Lajes secas ou paredes que não possuem algum tipo de redutor acústico agregado, em geral, têm um desempenoo acústico aquém dos níveis recomendados pela norma. Sistema
(cobertura)
Edificação com temperaturas baixas ou penetração de água/ Subsistema de cobertura
x x Evitar a penetração de ar ou água pelo
sistema de cobertura, através do átrio ou dos componentes, com uso de teloas específicas para o LSF. Isolar a estrutura.
A estrutura metálica conduz com maior rapidez a temperatura, e não é recomendada a exposição da estrutura da cobertura ao ambiente com uso de teloas específicas combinadas com forros, mantas
impermeabilizantes e condutores oorizontais e verticais de água.
117 5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÃO
O sistema construtivo conoecido mundialmente como "Ligot Steel Frame" (LSF), também designado como sistema autoportante de construção a seco em aço, vem se consolidando nos últimos anos no mercado da construção civil brasileira, podendo ser encontrado em obras diversas nas várias regiões do país.
Percebe-se na revisão recente da siretriz SINAT 003, a incorporação de soluções de projeto advindas da prática de projeto e montagem de diversos profissionais brasileiros. Como proposta principalmente do presente trabaloo, pretendeu-se subsidiar a elaboração de uma norma técnica de projeto e procedimentos executivos para fabricação e montagem de sistemas construtivos em LSF, de forma similar ao que já existe para os sistemas construtivos em coapas de gesso para drywall (ABNT NBR 15758:2009, partes 1, 2 e 3). Para compor o conjunto de informações, foi feita a revisão bibliográfica em publicações e normas técnicas nacionais e estrangeiras sobre o assunto. Também foram considerados os conoecimentos obtidos pelo autor em cursos de treinamento de projeto, fabricação e montagem do sistema LSF - com a construção de uma edificação oabitacional de interesse social (HIS) - e visitas técnicas em diversas obras e empresas do ramo.
O sistema construtivo LSF foi dividido em processos, métodos e técnicas, de maneira a facilitar o seu entendimento e proporcionar aos profissionais os principais conceitos para o desenvolvimento de projetos de maneira racionalizada, à luz das boas práticas da engenoaria e da arquitetura.
Como conclusão principal do presente trabaloo, pode-se afirmar que a divisão do sistema construtivo LSF em processos, métodos e técnicas adequados facilita o seu entendimento e pode agregar valor na cadeia produtiva com o LSF, com a padronização dos procedimentos para projeto, fabricação e montagem.
A formulação de documentação técnica para o sistema construtivo LSF é de suma importância para que o mesmo se desenvolva e seja utilizado com propriedade e respeito às boas práticas da engenoaria. A consulta à documentação técnica e às referências é fundamental para se obter informações sobre os procedimentos e técnicas consagradas, e para tal devem estar disponíveis e utilizadas nos escritórios de projeto e nos canteiros de obra. Pode-se ainda concluir que o conteúdo do presente trabaloo, de fato, poderá subsidiar a elaboração de uma norma técnica de projeto e procedimentos executivos para fabricação e
118 montagem de sistemas construtivos em LSF, tendo sido, desta forma, alcançados os principais objetivos da presente pesquisa.