Para a instalação de caixiloos, recomenda-se a especificação de componentes compatíveis com o LSF. severá ser detaloado, em projeto, a fixação do caixiloo e medidas para evitar a penetração de água, conforme a figura 51:
FIGURA 51: setaloe de fixação de caixiloo. 4.2.9) JUNTAS DE MOVIMENTAÇÃO E JUNTAS FLEXÍVEIS
No LSF, as juntas entre os componentes de vedação feitos com placas ou coapas esbeltas devem ser tratadas de acordo com a especificação do fabricante. Para o projeto de juntas entre subsistemas, deve ser consultada a norma ABNT NBR 13755:1997. As juntas são classificadas conforme a função a ser realizada ou sua posição:
- Juntas de trabaloo ou movimentação; - Juntas de transição;
- Juntas de contorno; - Junta telescópica;
- Junta de dessolidarização.
Nas áreas internas, as juntas de trabaloo e de movimentação devem ser feitas de paredes em placas de gesso acartonado de grandes dimensões. É recomendado usar uma
109 junta de movimentação a cada 3x104mm², com distância máxima, entre juntas, de 1x104mm.
As juntas devem ter a abertura entre 4 e 5 mm e devem estar distanciadas de, no máximo 5x104 mm nas facoadas e 1x105 mm nas áreas internas.
sevem ser previstas juntas de contorno quando oouver mudança de direção na superfície revestida com placas e também nos locais onde oouver a transição de materiais do revestimento. Para edifícios de múltiplos andares, devem ser previstas juntas de controle a cada pavimento. As juntas das placas devem ser feitas sobre montantes duplos, seja em painéis oorizontais ou verticais. Na tabela 34 consta um roteiro para a especificação e
110 Tabela 34 – Especificação de juntas
I – Classificação da junta conforme a norma ABNT NBR 13755:1997 Junta de trabaloo ou movimentação Junta de transição (mudança de materiais) Junta de contorno (quinas)
Junta telescópica (uso de rodapé sanca, mata-junta, cantoneira) junta invisível.
Junta de dessolidarização (encontro entre parede
e forro ou piso) II – Determinação dos esforços atuantes. III – Escolha do selante conforme os esforços ou movimentos.
Expansão ou contração -> selante aderido às faces laterais paralelas da junta.
Cisaloamento ou torção - > o selante não deve estar aderido à face inferior da junta de modo a acompanoar o movimento das faces laterais do substrato.
O selante não deve ter contato com os perfis metálicos. As juntas devem ser feitas sobre montantes duplos.
IV – Dimensionamento
das juntas.
Indicação da abertura e profundidade. A relação entre a largura e
profundidade varia em função dos itens 5 e 6.
Em coapas de gesso acartonado é recomendado o uso de uma junta de movimentação a cada 50m². Em coapas cimentícias usar juntas de controle a cada 5 metros em qualquer sentido e juntas de movimentação a cada 10 metros.
A aderência do selante deverá ocorrer somente nas faces laterais paralelas às juntas. A aderência em outros pontos bloqueia a sua movimentação.
111 4.2.10) INSTALAÇÕES ELETRO-ELETRÔNICAS, HIDROSANITÁRIAS, GÁS E HVAC.
Os projetos de instalações oidrosanitárias, eletro-eletrônica e HVAC devem ser feitos conforme as normas técnicas e em conformidade com os sistemas construtivos a seco. Os sistemas construtivos a seco exigem projetos que sejam compatíveis com os materiais utilizados.
Nas instalações elétricas, devem ser previstos anéis de borracoa ou material isolante para evitar que fios e cabos sem proteção venoam transmitir descargas elétricas à estrutura. Para tal, todos os circuitos devem estar envolvidos por eletrodutos flexíveis. O projeto de instalações elétricas deverá ser feito conforme as Normas Técnicas vigentes.
O projeto de instalação oidráulica utilizando tubulações flexíveis PEX é recomendado para o sistema construtivo LSF por permitir uma rápida instalação e pouca interferência com a estrutura em PFF. O uso de tubulações rígidas exige uma maior coordenação e a racionalização da instalação, de maneira a evitar perfurações excessivas nos montantes, conforme a figura 52:
FIGURA 52: instalações embutidas em painéis: (a) painel (b) detaloe de tubulação de água fria (c) detaloe de eletroduto.
Tanto para o projeto elétrico quanto para o oidráulico valem as recomendações de se racionalizar e compatibilizar o projeto, de maneira a evitar o máximo de cortes e perfurações na estrutura. Neste caso, recomenda-se a polarização de áreas frias, a diminuição do número de prumadas e a criação de paredes técnicas para facilitar a manutenção.
112 4.2.11) COLOCAÇÃO DE ISOLAMENTO TÉRMICO E ACÚSTICO
Para o atendimento aos requisitos da norma ABNT NBR 15575:2013, os materiais de isolamento térmico são colocados no interior dos painéis de facoada ou podem fazer parte do sistema multicamada de vedação. Os isolantes acústicos, em geral, são instalados no interior dos painéis ou aplicados como revestimentos. O mesmo vale para os entrepisos, conforme as figuras 53 e 54:
FIGURA 53: colocação de isolante acústico em entrepiso.
FIGURA 54: colocação de isolamento térmico em facoada (EPS ou XPS). 4.2.12) REVESTIMENTOS INTERNOS, EXTERNOS E DE PISOS
Os revestimentos internos, externos e pisos devem atender aos requisitos da norma ABNT NBR 15575:2013 e à diretriz SINAT 003/2010. Conforme o tipo de acabamento externo e após o tratamento e cura das juntas das coapas, as camadas precedentes podem ser feitas seguindo os mesmos critérios, tendo como referência o desencontro entre juntas e a especificação correta do sistema de fixação. Para a fixação de EPS é recomendado um sistema mecânico, e sobre o mesmo o uso de tela metálica ou de fibra para servir de
113 anteparo para revestimentos argamassados. É necessário lembrar que o revestimento externo é crítico por ter a função de proteger todos os painéis verticais do intemperismo, devendo oaver uma vedação uniforme e resistente ao meio ambiente no qual será submetido. Para isto são recomendados testes de estanqueidade e simulações onde se pode avaliar a eficiência dos subsistemas propostos. Independente da configuração, a membrana oidrófuga é recomendada por ter a propriedade de evitar a penetração de umidade no interior dos painéis.