3.5. BirleĢtirilmiĢ DavranıĢsal Konsültasyon Basamakları
4.1.5. AraĢtırmanın nitel bölümünde yer alan bulgu ve yorumlar
Vivemos em um ambiente ao mesmo tempo simbólico e físico, e somos nós que construímos as significações do mundo e de nossas ações nele com a ajuda de símbolos.
Graças a esses símbolos "significantes", que Mead distingue dos "signos naturais", temos a capacidade de "tomar o lugar do outro", porque temos em comum com os outros os mesmo símbolos.
Temos em comum uma cultura, um conjunto elaborado de significações e valores, que guia a maior parte de nossas ações e nos permite prever, em grande medida, o comportamento do outros indivíduos
Os símbolos, e portanto também o sentido e o valor a eles ligados, não são isolados, mas fazem parte de conjuntos complexos, diante dos quais o indivíduo define o seu "papel", definição esta que Mead chama de "mim", que varia segundo os grupos sociais com que está lidando, ao passo que o seu "eu" é a percepção que tem de si mesmo como um todo. Mead definiu essa diferença: O "eu" é a resposta do organismo às atitudes dos outros; o
"mim" é o conjunto organizado de atitudes que empresto aos outros. As atitudes dos outros constituem o "mim" organizado, e reagimos perante isso como o "eu".
O pensamento é o processo pelo qual soluções potenciais são, antes de mais nada, examinadas sob ponto de vista das vantagens e desvantagens que o indivíduo teria com elas em relação ao seus valores e depois, finalmente, são escolhidas; é uma espécie de substituição do comportamento de "tentativas e erro ". Um "ato", portanto, é uma interação contínua entre o "eu" e o "mim"; é uma sucessão de fases que acabam cristalizando-se em um comportamento único.
Essa abordagem diferente terá também implicações metodológicas diferentes. Põe em prática métodos de pesquisa que dão prioridade aos pontos de vista dos agentes. A meta do emprego desses métodos é elucidar as significações que os próprios agentes põem em prática para construir o seu mundo social. É preciso assinalar outras influências sobre alguns autores da Escola de Chicago, tais com as idéias de Darwin sobre a evolução das espécies em Park (a ecologia Humana) e orientações, nos seus primórdios, do protestantismo, o que explicaria o porque de os primeiros sociólogos da Escola de Chicago terem uma inclinação para o trabalho social e para as reformas sociais matizadas de caridade cristã. Mas aos poucos, a sociologia foi se tornando independente.Acima de tudo, essas tendências reformadoras deram um impulso decisivo à sociologia: o de voltar para o trabalho de campo, para o conhecimento da cidade e a resolução de seus problemas sociais, não para uma sociologia especulativa, mas, ao contrário, para uma sociologia de ação. Tais elementos precursores da eclosão de idéias de investigações urbanas que Thomas, Park e Burgess viriam realizar com a segunda geração da Escola de Chicago. Nessa transição do primeiro período de uma sociologia humanista, fortemente
impregnada de valores religiosos, para a segunda fase, marcada por uma sociologia mais cientifica que, sem renegar a ação social , quer livrar-se desses valores em favor de um espírito de pesquisa.
Talvez então uma abordagem interacionista possa nos ajudar a entender os “estoques de categorias” utilizadas por uma comunidade específica na explicação do comportamento
criminoso. Comportamento esse que, embora seja cotidiano, delineia um cenário frente o
qual os atores devem “definir situações”. Mas apesar de ser um fenômeno normal,
cotidiano, de não ter ligação com uma classe social específica, e de ter uma explicação mais consistente (ao nosso ver) pela ótica da Teoria da Desorganização social, foi o
crime e os aspectos morais impressos aos moradores de favelas que “definiram” as
políticas públicas direcionadas às favelas.
Nesse sentido, no capítulo seguinte, tentaremos discutir as ideologias que norteavam as tentativas do Estado em resolver o "problema favela ". Argumentaremos que desde as décadas de 40 e 50 do século XX, as políticas públicas em relação às favelas parecem ter sido pautadas em identidades "construídas" dos favelados. Pretendemos tentar demonstrar que a favela aparece como um "problema" tanto devido ao incômodo que oferecia à urbanização da cidade, quanto pela interrupção (e retrocesso) do movimento democrático que vinha sendo desenvolvido por organizações de favelas nos anos 50 e início de 60, antes do golpe militar de 1964. E se antes do golpe militar o trato com os moradores de favelas baseava-se na lógica da cooptação e da remoção (ainda que houvesse a construção de conjuntos populares como alternativa), no período militar nem essa alternativa havia, embora a cooptação política de lideranças populares voltasse à cena no período de redemocratização. Mas ainda na década de 80, com o advento de uma
outra atividade dos "produtores da criminalidade" - o tráfico de cocaína - a criminalidade e violência produzidas por esses agentes é que, como uma luz néon na escuridão, projeta as "favelas" para todo o país. E isto não significou necessariamente uma aproximação dos moradores de favelas com a estrutura democrática. Isto porque essa estrutura democrática estava limitada, por um lado, pelas ações repressivas do Estado, baseadas na lógica da favela como o locus da criminalidade, e, por outro lado, pelos "produtores da criminalidade", que tentam impor seu ritmo de vida, dificultando ainda mais a aproximação das populações de vilas e favelas com a estrutura democrática, impedindo o rompimento de um estado de coisas que os mantêm como "cidadãos de segunda classe".
E se o problema dos direitos sociais de infra-estrutura teve algum "avanço", é porque valeu-se, em alguma medida, da relação clientelista e de cooptação entre associações comunitárias e alguns setores da administração pública ; fato que não foi capaz de resolver o problema da violência e da criminalidade impetrado pelo narcotráfico nas favelas brasileiras. Este tem sido atacado por ideologias de direita que confundem pobres e bandidos, supondo que ambos são comparsas devido ao fato de participarem de uma cultura comum, ou então por ideologias de esquerda, segundo as quais pobres e bandidos seriam produtos de um mesmo tecido social podre.