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ANATOMİ ANABİLİM DALI 2. SINIF TEORİK ve LABORATUVAR DERS KONU LİSTESİ

Além dos posicionamentos adotados que, na visão deste estudo, contribuem para a melhor utilização da técnica de julgamento por amostragem, é de se ressaltar que há também algumas sugestões de alteração legislativa em prol da efetividade da técnica, até porque é claro o posicionamento adotado no sentido de dar cada vez mais força às técnicas adaptadas aos processos repetitivos.

A reflexão a respeito do procedimento de julgamento por amostragem e da função das cortes superiores como um todo levam forçosamente à seguinte reflexão: diante da atual realidade do Poder Judiciário brasileiro e do modelo constitucional do processo civil, essa opção legislativa de não se dar efeito vinculante às decisões tomadas m procedimento de julgamento por amostragem se justifica? Não se vê qualquer razão para facultar aos tribunais inferiores a possibilidade de se retratar, ainda mais diante de todos os cuidados tomados pela lei para que a decisão paradigma tenha efetivo resultado.

Uma das sugestões que se dá como forma de conclusão do presente estudo é o de, por meio de emenda constitucional e posterior emissão de lei que a regulamente, se atribuir à decisão paradigma tomada em procedimento de julgamento por amostragem efeito vinculante, observados, logicamente, procedimentos para revisão e cancelamento do entendimento firmado nos moldes do que é atualmente aplicado para as

súmulas vinculantes, para que se respeite a mutabilidade da jurisprudência, que tem como melhor característica a adaptabilidade às situações sociais mutantes430.

Por fim, e na realidade esta sugestão não tem relação direta com a técnica de julgamento por amostragem em si mas com todo o material que foi objeto de estudo, que conduziu à conclusão de que há necessidade de criação de filtros de contenção de litigiosidade nos tribunais superiores, é de se considerar a criação de um requisito de admissibilidade semelhante ao da repercussão geral para os recursos especiais, dando ao Superior Tribunal de Justiça a mesma possibilidade de filtrar os casos que irá decidir431. Referida corte, última voz quando o assunto é legislação infraconstitucional, não pode ser interpretada como uma terceira instância e deve ter mecanismos para vedar tal prática, sob pena de suas funções constitucionais não serem devidamente desenvolvidas, como de fato hoje ainda não são completamente.

O estudo é amplamente favorável às técnicas de adaptação da tutela jurisdicional ao fenômeno da repetição, desde que preservadas as garantias constitucionais dos jurisdicionados. É o caso da técnica de julgamento por amostragem, no qual foi possível aliar celeridade e segurança e proporcionar a todos os envolvidos um resultado concreto positivo. Espera-se que as técnicas projetadas para o mesmo fim pelo Projeto de Novo Código de Processo Civil tenham o mesmo fim.

430 L

UIZ GUILHERME MARINONI é mais radical no tocante ao nível de vinculação dos demais órgãos do Poder

Judiciário às decisões do Superior Tribunal de Justiça. Para o autor, a atual regulamentação constitucional e infraconstitucional da atuação do referido tribunal de superposição já dá ensejo à interpretação de que os precedentes advindos deste tribunal têm eficácia vinculante. Observa que “se o pressuposto da divergência de interpretação é requisito de admissibilidade do julgamento do Superior Tribunal de Justiça, o único sentido da norma constitucional é o de que, após a decisão da Corte afirmando a interpretação cabível, todos os tribunais estão a ela vinculados. Não há como atribuir outro sentido à norma constitucional”(Precedente obrigatórios), p. 495.

431

Em consonância com que é aqui defendido, informação recente do site do Superior Tribunal de Justiça (www.stj.jus.br) dá conta de que uma sugestão de Projeto de Emenda Constitucional foi feita pela corte para inserção no texto constitucional do requisito da repercusão geral também para os recursos especiais.

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