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Amerikan Başkanlık Sisteminin Denge ve Denetim Mekanizmaları

2.3. ABD’DE BAŞKANLIK SİSTEMİ VE TEMEL ORGANLAR

2.3.4. Amerikan Başkanlık Sisteminin Denge ve Denetim Mekanizmaları

Seguindo o modelo de Husserl: dentro de uma relação de significação podemos encontrar três grandes modos, a significação por signo (signitiva), a significação por imagem (afigurativa), e a significação pela percepção (intuitiva). Husserl diz que a diferença geral

entre as intenções signitivas e intuitivas pode ser caracterizada apenas pela diferença entre signos e imagens (sic)8, atribuindo assim às imagens um lastro intuitivo.

O signo, enquanto objeto, constitui-se para nós no ato do aparecer. Esse ato não é ainda um ato que designa, ele precisa, no sentido das nossas análises anteriores, ligar-se a uma nova intenção, a um novo modo de apreensão, por meio da qual é visado não o que aparece intuitivamente, mas algo novo, o objeto designado. Da mesma maneira, a imagem, um busto de mármore, por exemplo, é uma coisa como qualquer outra; é só o novo modo de apreender que faz dessa coisa uma imagem; agora, não é somente a coisa de mármore que aparece, mas ao mesmo tempo e sobre o mesmo fundamento dessa aparição, uma pessoa é visada, por imagem.(Husserl 1980: 45)

A operação afigurativa é uma intenção que a partir do intuído, do que aparece, intenta aludir a uma outra figura previamente intuída e semelhante, esta “alusão” acontece pela semelhança formal entre o intuído e a imagem afigurada. Com o signo se dá da mesma maneira, porém a significação não necessita da semelhança, mas apenas do consenso previamente dado entre o signo e seu significado. Podemos dizer que a intenção afigurativa possui uma relação mais próxima com a intuição, se liga mais necessariamente à intuição de onde origina a imagem do que a intenção signitiva, porém, ambos os atos não possuem nenhuma relação essencial com o intuído, ambas as operações tem na intuição ou uma base complementar como no caso da afiguração ou meramente indicativa, como no caso do signo, mas ambas não possuem nenhum caráter que identifique a própria intuição a seu conteúdo, não possuem uma relação essencial com a intuição.

Frente à afiguração, a percepção se caracteriza, como costumamos dizer, pelo fato de que nela aparece o “próprio” objeto e não apenas o objeto “em imagem”.[...] A afiguração se preenche pela síntese peculiar da semelhança de imagem, a percepção pela síntese de identidade de coisa concreta, que se confirma por “si própria”, ao mostrar-se de diversos lados e sendo nisso continuamente uma só e a mesma coisa.(Husserl 1980: 46)

A percepção é o ato em que primeiramente pensamos quando tratamos de qualquer atividade artística, e a definição de Husserl salienta a característica da percepção de “dar a coisa mesma”. A percepção possui este caráter de ser sempre algo novo, vivo, vivificado atualmente, enquanto que a imagem, quando experienciada, se recobre com uma percepção

8

Provavelmente um erro de digitação da edição (Husserl 1980: 44). Husserl provavelmente diz que a relação de intuição e de significação se esclarecem pela análise da “percepção” e do signo e não da “imagem” (como foi dito) e do signo.

que não é a atual, o que é atualmente visado não determina sua significação, apenas a sua alusão à outra percepção não atual. Nossa escuta é portanto um processo perceptivo, atual, assim como a experiência-musical é o momento de adequação entre a percepção (o intuído) e os atos de significação, mas, quando comparamos uma escuta de um concerto ao vivo e uma gravação, podemos chamar as duas experiências de percepção? a gravação conteria este “frescor” que a percepção contém como sua marca, ou, uma gravação configuraria uma imagem da música, uma mera “representação”?

Fenomenologicamente, o que constitui a percepção não é a qualidade do som, ou qualquer propriedade destacável em uma audição específica, a percepção é um ato que nos dá um fenômeno autêntico, e se escutamos alguma reprodução, perceptivamente, estamos em um ato perceptivo, pois a gravação não contém “em si” o dado de ser uma reprodução, ela apenas contém dados sensíveis, que podem se dispor à nossa audição de maneiras diversas, incluindo a percepção. Isto não exclui a possibilidade de escutarmos uma gravação como sendo a imagem do concerto a que fomos: a gravação pode ser remetida exatamente aos eventos vividos quando de fato aconteceram, e neste caso estamos em uma atividade intencional afigurativa. Outros exemplos de imagem sonora ocorrem no uso publicitário ou cinematográfico, onde conhecidas melodias são “parodiadas” em timbres e arranjos diferentes mas que nos remetem à música original e exatamente nesta função de se remeter a elas configuram uma imagem destas melodias. Novamente, podemos escutar estes “jingles” perceptivamente, mesmo conscientes da paródia ou uso desta música, isto não exclui nossa intenção perceptiva, ela é um ato independente do afigurativo e vice-versa. Mas certamente nos é difícil imaginar uma situação onde uma audição ao vivo possa dar lugar a intenções afigurativas, a não ser em casos de comparação de execuções, quando um instrumentista deliberadamente intenta reproduzir alguma interpretação célebre de seu repertório. Mas casos como este apenas ilustram um possível caso onde poderíamos aplicar uma intenção afigurativa, e persistem praticamente como uma possibilidade e não uma atualidade.

A característica da percepção é sua identidade, seu caráter atual e o ideal de adequação total, todo objeto percebido intenta ser perfeito, quer dizer, estar completamente preenchido, por todos os lados e “ângulos” possíveis. O objeto imagético (não imaginário) caracteriza-se pela semelhança com o objeto de que lhe é imagem, bastando para isto a

semelhança representada na imagem. O signo por sua vez caracteriza-se pela dessemelhança do objeto significante com o conteúdo significado, estando no tráfego entre um ao outro sua peculiaridade, no transito de uma imagem a um significado. De um signo musical podemos dizer que só pode se comportar de duas maneiras: ou uma música serve como um signo que remete a um significado que lhe é heterogêneo, ou, um signo qualquer, não musical, remete a um significado musical. No primeiro caso estão os hinos nacionais, em que para além do seu significado musical encontra-se um ideal de nação, de identidade nacional, ou meramente uma menção ao país. Acontece também de certas musicas adquirirem historicamente alguns papéis como o de significar o “sono”, a “coragem”, ou mesmo representar ideais. Quando percebemos estes exemplos não localizamos nenhum destes significados, pois esta é uma peculiaridade da função signitiva, que não atrela seu significado à maneira da percepção. Um outro modo de caracterizar um signo musical, ou, um signo onde um conteúdo musical esteja presente é o contrário do que vimos agora, o de um signo vir a significar uma música e um conteúdo musical específico. O caso mais próximo deste tipo de relação está na relação do título com a música, pois o título deve nos remeter a tudo o que estiver associado com a música nomeada, inclusive aos significados musicais dados pela percepção. Se preparo um cartaz publicitário para divulgar algum evento e desenho, por exemplo, um violino, este violino pode nos remeter à música, mas não a uma música específica, mas à atividade musical como um todo, em seu conceito mais abrangente, provavelmente quem observa este cartaz pensará logo que se trata de um evento musical, mesmo sem ler seu conteúdo.

A partitura, ao contrário do que seu uso pode nos levar a pensar, constitui um signo, e não uma imagem da música. Como explicamos anteriormente, a imagem necessita da semelhança com a coisa afigurada, e embora podemos pensar que a partitura se pareça com a música ela não a evoca por meio de imagem, pois sua matéria difere enormemente da matéria musical. As formas, a matéria e as estruturas escutadas não são perceptíveis visualmente na partitura, porém podem ser recriadas da seguinte forma: dos pontos marcados no pentagrama correspondem certos sons em certos instrumentos, e, sendo capaz de recriar mentalmente estes sons e timbres, consigo ter uma representação da música em meu interior, ou seja, apenas quem conhecer o significado dos signos poderá significar musicalmente o que está representado na partitura, a partitura portanto é um signo musical.

É diferente no caso de uma análise musical, quer com seus símbolos em uma partitura, quer descrita por palavras, referindo-se a aspectos harmônicos, estruturais, temáticos ou fraseológicos, constitui também um signo, mas não mais um signo de uma experiência-

musical como um todo, como no caso da partitura. Estas análises traduzem em signos

aspectos particulares que a experiência-musical promoveu, relações em desconexão com o todo, o em conexão parcial ou total. Ela pode mesmo pretender representar todas as relações ali contidas, mas em geral a análise se preocupa exatamente com o esclarecimento de questões pontuais dentro de uma obra. Seus signos se referem exclusivamente a relações percebidas, como as funções harmônicas. Enquanto a partitura representa a matéria da

experiência-musical, a análise nos fornece experiências musicais completas em si, que

exigem uma experiência anterior do material musical. Por sua vez a partitura nos fornece uma representação do material sonoro enquanto este dá a possibilidade de experiência-lo originalmente.