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Altıncı soruyu yanıtlarken sayı duyusu kullanan öğrencilerin cevapları 6 soruda 14 öğrenci sayı duyusu kullanmıştır Sayı duyusu kullanan öğrencilerden

4. BULGULAR VE YORUM

4.7 Altıncı Soruya Yönelik Öğrenci Cevaplarının Analiz

4.7.1 Altıncı soruyu yanıtlarken sayı duyusu kullanan öğrencilerin cevapları 6 soruda 14 öğrenci sayı duyusu kullanmıştır Sayı duyusu kullanan öğrencilerden

A determinação dos métodos e técnicas de coleta de dados decorre do tipo de pesquisa escolhido, dos objetivos que se pretende alcançar e da fonte dos dados a serem utilizados. No caso específico desta tese, foram utilizados os seguintes recursos: levantamento bibliográfico, para o caso dos dados secundários, e levantamento de campo, por meio de entrevistas pessoais, para a coleta de dados primários. Antes de falar, especificamente, de cada um desses recursos, convém caracterizar as fontes de coletas de dados.

Lakatos e Marconi (1992, p. 43) consideram que “Toda pesquisa implica o levantamento de dados de variadas fontes, quaisquer que sejam os métodos ou técnicas empregadas.” De acordo com a literatura pesquisada, os dados podem ser obtidos de fontes primárias ou secundárias. Mattar (1999, p. 62) trata por “[...] fontes primárias ou diretas de dados as que são portadoras de dados brutos, ou seja, dados que nunca foram coletados, tabulados e analisados.”

A questão das fontes de coleta de dados é tratada por Lakatos e Marconi (1992) como estratégias de coleta de dados e por Andrade (1999) como técnicas de pesquisa, sendo que em ambos os casos são classificadas como documentação direta e documentação indireta. De acordo com Lakatos e Marconi (1992, p. 43), a documentação direta consiste “[...] no levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem.” Como exemplo, Eco (2001, p. 41) considera fonte de primeira mão uma pesquisa feita in loco, entrevistando, segundo as regras, uma amostra fidedigna. No caso deste estudo, ao invés de uma amostra, buscou-se entrevistar a população por completo.

Ressalte-se, com base em Mattar (1999, p. 134), que os dados obtidos nessas fontes são denominados dados primários ou diretos e são assim definidos: “Dados primários são aqueles que não foram antes coletados, estando ainda em posse dos pesquisados, e que são coletados com o propósito de atender às necessidades específicas da pesquisa em andamento.” (grifo do original).

Em que pese às fontes secundárias ou indiretas de dados, Mattar (1999, p. 62) afirma que são “[...] as que possuem dados que já foram coletados, tabulados e analisados [...]” Lakatos e Marconi (1992, p. 43), por sua vez, tratam da documentação indireta e afirmam que ela “[...]

serve-se de fontes de dados coletados por outras pessoas, podendo constituir-se de material já elaborado ou não [...]” e divide-se em: pesquisa documental (ou de fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias).

Quanto ao tipo de dado extraído das fontes secundárias, Martins e Lintz (2000, p. 45) os denominam de dados secundários e os caracterizam como “[...] os dados já coletados, que se encontram organizados em arquivos, bancos de dados, anuários estatísticos, relatórios etc.”

Para esta tese utilizou-se, como fonte secundária ou documentação indireta, o levantamento bibliográfico, uma vez que se recorreu a trabalhos já realizados por outros pesquisadores, como livros, periódicos, artigos de congressos, revistas, teses, dissertações etc.

Vale destacar que Lakatos e Marconi (1992, p. 43-44) ponderam que a pesquisa bibliográfica pode ser considerada como o primeiro passo de toda a pesquisa científica, uma vez que se refere ao

[...] levantamento de toda bibliografia já publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto, com o objetivo de permitir ao cientista “o reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulações de suas informações” (Trujilo, 1974:230). A outra técnica a que se recorreu para obtenção dos dados, especialmente aqueles relativos à pesquisa de campo sobre a prática da Controladoria, foi a de observação direta intensiva do tipo entrevista que, conforme Lakatos e Marconi (1992, p. 107), “[...] é uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica; proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária.”

Já Martins (2002b, p. 37) define a entrevista como “[...] um processo de interação social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objetivo a obtenção de informações por parte do outro, o entrevistado.”

Ruiz (1991, p. 51), por sua vez, argumenta que a entrevista “[...] consiste no diálogo com o objetivo de colher, de determinada fonte, de determinada pessoa ou informante, dados relevantes para a pesquisa em andamento.”

A escolha pela entrevista pessoal como técnica para coleta de dados, em detrimento do envio de questionário, deu-se pela qualidade do rol de vantagens atribuídas a essa técnica, como se verá a seguir, bem como pela sua adequação aos propósitos desta pesquisa. Sobre este último ponto, não se pode deixar de lembrar as palavras de Adler (1964, p. 120), quando afirma que “A entrevista é a peça central da pesquisa de campo”.

Kerlinger (1980, p. 350) afirma que a entrevista tem certas vantagens que outros métodos de observação não têm, dentre elas a profundidade, uma vez que o entrevistador pode sondar as razões das respostas dadas. Segundo aquele autor, “Os pesquisadores podem ir mais abaixo da superfície das respostas, determinando razões, motivos e atitudes.” Já na visão de Adler (1964, p. 78), algumas vantagens da entrevista pessoal são (i) a quantidade de informações corretas que pode ser obtida, com relação a um longo questionário, (ii) a possibilidade de formar uma opinião acurada e (iii) a possibilidade de se retificar erros evidentes na mesma hora, pela repetição das perguntas.

Outras vantagens podem ser listadas para justificar a escolha da entrevista:

- versatilidade, pelo fato de o processo de coleta colocar o pesquisador em contato direto

e presencial com o objeto da investigação;

- abrangência, em função da possibilidade de encontrar razões por trás das respostas, o

que o questionário não possibilitaria;

- fidedignidade, pela possibilidade de verificação da sinceridade das respostas em função

do comportamento do entrevistado;

- controle amostral, pela possibilidade de substituição dos entrevistados;

- mensuração das variáveis, por amenizar a dificuldade de quantificação de algumas das

variáveis que serão estudadas;

- uniformidade das mensurações, pelo fato de a entrevista ser estruturada; e

- quantidade e qualidade dos dados.

Via de regra, a entrevista é classificada em estruturada (padronizada), semi-estruturada (semi- padronizada) e não-estruturada (despadronizada), em função do grau de estruturação do questionamento. Martins e Lintz (2000, p. 54) asseveram que, quando as entrevistas são “[...] orientadas por um questionário (roteiro de entrevista) previamente definido”, são chamadas de estruturadas. Os autores complementam dizendo que “Contrariamente às entrevistas não

estruturadas e às semi-estruturadas, o pesquisador busca obter informações, dados e opiniões mais relevantes por meio de conversação objetiva.”

Mattar (1999, p. 162) explica que “A estruturação refere-se ao grau de padronização do instrumento de coleta de dados.” Mais adiante, o autor adjetiva: “Um instrumento de coleta altamente estruturado significa que tanto as questões a serem perguntadas, quanto as respostas possíveis de serem respondidas já estão completamente determinadas.” O autor, ainda, considera que “Um instrumento de coleta medianamente estruturado é aquele em que, por exemplo, as questões a serem perguntadas são fixas, mas as respostas são obtidas pelas próprias palavras do pesquisado.”

Portanto, a entrevista padronizada ou estruturada caracteriza-se pela utilização de um roteiro preestabelecido com as mesmas perguntas a todos os entrevistados, sem que o teor e a ordem das questões possam ser alterados. Já a entrevista não-padronizada ou não-estruturada é realizada na forma de conversação informal, com vistas a proporcionar maior liberdade ao informante, inclusive se utilizando de questões abertas.

Demo (2000, p. 29-30), por sua vez, ao se referir à utilização do questionário ou entrevista aberta, adverte:

Antes de colher o material, é preciso formalizar as perguntas de tal modo que, mesmo sendo abertas, levem ao mesmo contexto de resposta, para que seja viável alguma comparação. Se com cada entrevistado mudamos o contexto da pergunta, teremos casos que não podem ser somados. Adler (1964, p. 101) corrobora essa idéia, afirmando que o pesquisador deve “[...] estabelecer exatamente as respostas que precisa, e como será utilizada a matéria-prima obtida na investigação.” Decorre disso, a necessidade de pensar, antes, na tabulação dos resultados da investigação.

Tendo em vista o que se disse até aqui, entende-se que a entrevista utilizada na pesquisa de campo desta tese é do tipo semi-estruturada, pois as perguntas são as mesmas para todos os entrevistados, mas nem todas as respostas foram completamente determinadas a priori. Além disso, em função da profundidade buscada, deixou-se a opção para que algumas das questões pudessem ser respondidas abertamente pelos entrevistados. Dessa forma, o instrumento de coleta de dados utilizado contempla os seguintes tipos de questões:

- dicotômicas (sim ou não);

- de múltipla escolha, em que o entrevistado faz uma escolha (a que mais se aproxima da sua opinião) dentre as várias alternativas; e

- de raciocínio aberto, em que o respondente fica livre para dar a resposta mais apropriada.

O questionário utilizado para a realização das entrevistas consta do Apêndice nº 1.