CHAPTER III. CORRELATION BETWEEN ARCHITECTURE
3.9. Alignments Between Real -World and Virtual World
Logo depois de ler o enunciado, Luísa considerou o desafio muito confuso e, embora tenha revelado um bom raciocínio lógico, baralhou-se um pouco quando as informações se acumularam, pelo que o seu discurso foi, por vezes, repetitivo, o que o tornou extenso. É importante realçar que, embora as informações possam ser traduzidas e abordadas matematicamente, a aluna não concretizou a sua resolução por essa via, embora essa seja, a sua abordagem na maioria das aulas. Tal como se verifica no diálogo a seguir apresentado, a investigadora apercebeu-se que a aluna estava a fazer uma suposição errada, ao considerar apenas os casos em que o casal era do mesmo tipo. Eventualmente o equívoco decorreu do facto de a primeira afirmação interpretada se referir a ambos os elementos do casal.
L - Se mentem sempre, em tudo o que dizem, então também mentem em tudo o que estão a dizer. Ah espere lá… Ah, que confusão! Se ele está a dizer que “ambos somos falks” e os falks mentem sempre, então os falks diriam que “ambos somos
verks”. Então, mas depois dizendo que “ambos somos falks” eles também não
podem ser verks que os verks dizem sempre a verdade, e diriam que somos
verks… Então eu acho que não consigo saber.
I - Mas tu estás a considerar a hipótese de que o casal é do mesmo tipo, é isso? L - Ah pois, sim… Ah pois, eu não me tinha lembrado disso. Pois, se o casal fosse
igual era isso que eu pensava. Mas se ele diz que “ambos somos falks” ele pode estar a mentir. Ou seja, eles não podem os dois ser falks nem verks, por aquilo que eu já tinha dito. No caso do primeiro, do Pereira, então… Bem, vou passar para o próximo.
Perante alguma confusão inicial, a aluna decidiu avançar para o casal seguinte, mas ainda perguntou se, no caso de ser possível dar resposta, seria necessário dizer o tipo de cada um dos elementos do casal, ao que a investigadora respondeu afirmativamente. Depois de esclarecida esta questão e, ao lembrar-se que o que o senhor Pereira tinha dito não era verdade, rapidamente concluiu que ele teria de ser falk e a sua mulher verk.
L - Então, no Pereira, ambos são diferentes. É preciso escrever o porquê? É que eu já tinha dito. Um é falk e um é verk.
I - E consegues dizer quem é o quê?
L - Ah sim… Porque o Pereira está a dizer… Ah, calma… Sim, espere… Porque ele está a dizer que “ambos somos falk”, que é mentira, logo ele tem de ser falk. Ok. O Pereira é falk e a mulher é verk.
Luísa continuou o desafio e interpretou o que disse o senhor Oliveira. De início hesitou, embora seja visível que está a raciocinar corretamente.
A - Bom, se ele estiver a mentir, então… Ele está aqui a dizer que no mínimo um de nós é falk, ou seja, pode ser, um ou os dois. Se ele estiver a mentir, são os dois
verks, o que não é verdade…Ah? Espere… Se ele estiver a mentir são os dois verks, mas se ele está a mentir não pode ser verk, mas… Ah, meu deus… Que
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A investigadora acabou por incentivar Luísa a continuar o seu raciocínio, por perceber que esta estava apenas desconcentrada. Rapidamente a aluna conseguiu deduzir o tipo de cada um dos membros do casal, demonstrando toda a sua capacidade de raciocínio lógico-dedutivo.
I - Continua, estás a ir bem!
A - Se ele estivesse a mentir seriam os dois verks, o que não é possível, porque ele está a mentir. Ai meu deus, mas ele não é verk… Ah sim, é verk porque o que ele está a dizer é verdade! E a mulher é falk… Já está! O Oliveira é verk e a mulher é falk.
A aluna começou por analisar a frase dita pelo senhor Figueira, supondo que estaria a mentir. Ainda que um pouco hesitante quanto à sua resposta, concluiu que ele teria de ser verk. Durante o seu raciocínio, a investigadora percebeu que a aluna pensou corretamente na implicação intrínseca na frase, embora considere o seu valor lógico sem recorrer à abordagem da lógica formal. Luísa mostrou-se bastante insegura, mas quando a investigadora a incentivou a prosseguir com o seu raciocínio, esta acabou por chegar facilmente à resposta correta.
L - Oliveira (…). Se ele estiver a mentir, ele diria, que se eu sou um verk e a minha mulher é um falk. Mas, se ele estiver a mentir, ele não seria um verk, seria falk. Que confusão, meu Deus…
I - Logo…? O que é que concluis?
L - Espere, deixe-me pensar outra vez… Se ele estiver a mentir, ah pois… ele é verk, não é?!
I - Estás a afirmar que ele é verk?
L - Estou a afirmar… E depois com um ponto de interrogação a seguir. I - Mas diz-me lá o que estás a pensar, estás a pensar bem!
L - Pois, mas agora já me perdi. Se ele estiver a mentir, ele diria “se eu sou um verk então a minha mulher é falk”, mas se ele estiver a mentir ele é falk, logo ele está a dizer a verdade. Logo, ele é verk e a mulher também é verk.
Relativamente ao casal Macieira, a aluna não revelou uma dificuldade acrescida comparativamente aos anteriores. É percetível a qualidade do raciocínio da aluna ao longo do desafio. Assim, na última afirmação abordada, raciocina rapidamente e não comete qualquer erro.
L - Bom, se ele estiver a mentir, eles não são do mesmo tipo e se ele estiver a mentir, ele é falk e a mulher é verk. Se ele estiver a dizer a verdade, seriam ambos verks. Espere lá… Se ele estiver a mentir, eles são… Sim, ele está a mentir porque eles são de dois tipos diferentes e ele é falk porque ele está a mentir.
I - O quê? Repete lá…
L - Ele está a mentir porque eles são de tipos diferentes porque ele é falk por estar a mentir e ela é verk…
I - E se ele estiver a dizer a verdade?
L - Pois, ainda não tinha chegado a essa parte…
I - Já tinhas dito qualquer coisa sobre esse caso, não foi?
L - Se ele estiver a dizer a verdade, são os dois verks. Se ele estiver a mentir, ele é
falk e ela é verk, ou seja, a mulher dele é verk, é a nossa certeza.
Devido ao facto de se ter esquecido que tinha a possibilidade de não saber exatamente o tipo de cada membro do casal, a aluna não deu de imediato a sua resposta. À semelhança do que já havia acontecido anteriormente, o facto dos problemas que habitualmente resolve terem sempre solução, acabou por fazer com que Luísa se esquecesse que isso pode não ser uma condição imperativa.
L - Pois, lá está se ele estiver a mentir ele é falk, se estiver a dizer a verdade é verk… Como é que eu sei que ele está a mentir?… Não sei!
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L - Ah, pois, ok… Posso dizer que não se sabe! I - Podes! Estavas à procura de uma resposta? L - Estava!
I - Porquê?
L - Porque me tinha esquecido que se podia dizer que não se sabe… Estava à procura se ele é falk ou verk. Já me tinha esquecido disso! Então, já está!