BÖLÜM 3: TÜRK DIŞ POLĐTĐKASINDA KÜRESELLEŞMENĐN
3.4. AK Parti Dönemi
A figura 3.27 mostra o difratograma feito para o filme de FTO e o filme de AZO/SP/FTO. Os picos se formam em regiões totalmente diferentes como esperado, mostrando que são duas superfícies cristalinas sobrepostas, cada uma mantendo suas próprias características. Os valores dos picos no substrato de FTO são extremamente coerentes com os valores encontrados na literatura [107, 108] (ver anexos).
A figura 3.27 indica que os picos do filme AZO/SP/FTO seguiram quase que totalmente fiel ao padrão de difração do pó de ZnO vigente na literatura (PDF-2, referência: 01-079-2205) [109], conforme JCPDS-ICDD (Joint Committee on Powder
Figura 3.27: Difratograma dos filmes: AZO/SP/FTO (linha preta) e FTO (linha vermelha).
Diffraction Standards - International Centre for Diffraction Data), cód. 36-1451 [110, 111], cuja comparação pode ser visualizada na tabela 3.2. Os filmes não possuem uma orientação preferencial de crescimento dos cristais, indicando que os filmes são policristalinos [112], e com planos de difração de estrutura hexagonal wurtzite [113, 114].
Já a figura 3.28 mostra os difratogramas dos filmes AZO/SP/ITO e o filme de ITO (figura 3.28).
O padrão do filme de ITO foi muito parecido com o padrão literário vigente para In2O3, segundo JCPDS-ICCD, cód-6-416 [115, 116]. Já o filme de AZO/SP/
ITO apresentou os mesmos picos do ITO, com intensidades menores, além de alguns picos presentes no filme de AZO/SP/FTO, referentes ao óxido de zinco, como discutido acima. A figura 3.29 mostra bem a sobreposição dos picos referentes ao ZnO.
Com isso, para ambos os filmes podemos verificar picos referentes ao óxido de zinco. Além do mais, para os filmes depositados sobre o substrato de FTO quase não há bandas referentes ao FTO, diferente dos filmes depositados sobre o substrato de
AZO(7%) em substrato de FTO ZnO - JCPDS/36-1451 hkl 2θ hkl 2θ 100 31,78 100 31,76 002 34,43 002 34,42 101 36,27 101 36,25 102 47,55 102 47,53 110 56,62 110 56,60 103 62,88 103 62,86 200 66,24 200 66,37 112 67,97 112 67,96 201 69,24 201 69,09
Tabela 3.2: Comparação entre os valores obtidos por XRD para o filme AZO/SP/FTO e os valores da literatura para ZnO.
Figura 3.28: Difratogramas dos filmes AZO/SP/ITO (linha preta) e ITO (linha azul).
ITO, onde podemos verificar as bandas do substratos, mas com menor intensidade. Isso provavelmente ocorre devido à espessura dos filmes AZO/SP/FTO ser bem maior que dos filmes AZO/SP/ITO, fazendo com que as radiações ainda consigam penetrar até os cristais dos substratos, o que não ocorre no caso do AZO/SP/FTO.
Figura 3.29: Comparação dos difratogramas dos filmes de AZO/SP/FTO (linha marrom) e AZO/SP/ITO (linha verde). As linhas verticais tracejadas indicam os picos referentes ao ZnO presentes em ambos os filmes.
3.2.3
Espectroscopia de Infravermelho por Transformada de
Fourier - FTIR
A figura 3.30 mostra o espectro de absorbância de infravermelho por Transformada de Fourier obtido pelo filme de FTO.
As bandas de absorção referentes às vibrações Sn-O e Sn-O-Sn ocorrem entre 400 e 800 cm−1 [117, 107]. Pequenas bandas entre 1600 e 1900 cm−1 são atribuídos
ao modo vibracional Sn-OH, enquanto que a banda mais larga entre 3000 e 3500 cm−1 ocorre devido às vibrações O–H. Em torno de 1132 cm−1 ocorre as bandas
referentes as ligações Si–O [118].
A figura 3.31 mostra a comparação entre os espectros de infravermelho entre os filmes de FTO (linha preta) e AZO/SP/FTO (linha vermelha).
Podemos perceber que os leves bandas referentes às vibrações Si-O desaparecem para o filme de AZO(7%). Isso porque o filme fica mais espesso e o infravermelho não consegue mais alcançar as vibrações do vidro.
Figura 3.30: FTIR do filme de FTO.
Figura 3.31: Comparação entre os espectros de absorbância de infravermelho dos FTO (linha preta) e AZO/SP/ FTO (linha vermelha).
relacionado às vibrações Zn–O, como mostra a figura 3.31, pois essas vibrações se encontram entre 400 e 750 cm−1 [119, 120]. As bandas mais evidentes das
vibrações Zn-O aparecem em torno de 300 e 500 cm−1 [119, 120, 121, 122, 123],
mas infelizmente não foi possível captar os dados nesses comprimentos de onda. Além do mais, uma banda em torno de 750 cm−1 aparece quando medido o filme
de AZO/SP/FTO. Esta mesma banda aparece em outras referências da literatura para filmes de ZnO, mas sem detalhes sobre qual vibração pertence [123].
Para o ITO, o espectro de absorbância é demonstrado na figura 3.32, juntamente com o AZO/SP/ITO.
Figura 3.32: Comparação entre os espectros de absorbância de infravermelho dos ITO (linha preta) e AZO/SP/ITO (linha vermelha).
Para o ITO, uma banda mais expressiva aparece em torno de 835 cm−1e outro
menor em torno de 900 cm−1. Geralmente, bandas abaixo de 900 cm−1são referentes
às vibrações de estiramento In-O e Sn-O [124, 125]. Mais uma vez, a vibração referente à Si-O apareceu, como ocorreu com o filme de FTO. As bandas referentes ao ITO também apareceram para o filme AZO/SP/ITO, mas com diminuição de intensidade. Uma banda referente ao ZnO apareceu em torno de 670 cm−1, mas
com intensidade bem menor quando comparado com o mesmo filme depositado em substrato de FTO, provavelmente devido as espessuras de cada filme, como discutido na seção 3.2.1.
Com isso, os filmes AZO/SP/ FTO e AZO/SP/ ITO responderam de forma satisfatória quanto as caracterizações morfológicas. Ambos os filmes apresentaram respostas de interesse quando medidos no EGFET, mas AZO/SP/ ITO apresentou perfis voltamétricos com alta resistividade. Com isso, AZO/SP/ FTO possui grande potencial para ser utilizado futuramente como sensor de pH, ainda necessitando de estudos mais aprofundados. AZO/SP/ ITO não deve ser descartado para estudos futuros, no entanto, para técnica de voltametria cíclica ainda demanda estudos de base mais rigorosos.
Devido as respostas de interesse, o próximo capítulo visa o estudo desses filmes como biossensores de ureia e glicose.