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III. BÖLÜM ÇAĞDAŞ TÜRK RESMİNDE TANRIÇALARDAN ETKİLENMELER

3.2. Çağdaş Türk Resminde Anadolu Tanrıçalarından Etkilenerek Resimlerine Yansıtan

3.2.1. Ahmet Özol

Conforme a descrição realizada no capítulo metodológico, foram entrevistadas seis professoras, totalizando doze entrevistas, realizadas em duas fases, no período de maio a junho de 2011. A fim de preservarmos a identidade de cada professora, foram dados a elas nomes fictícios, optamos por nomes de flores. São elas: Professora Rosa, Professora Azaléia, Professora Violeta, Professora Margarida, Professora Orquídea e Professora Begônia. Todas essas professoras lecionam para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental do município de Presidente Prudente – São Paulo.

A Professora Rosa tem idade de 47 anos, sendo dez anos de magistério, lecionando em escolas municipais. No ano de 2011, lecionava no período vespertino para o 2º ano do Ensino Fundamental.

A Professora Azaléia tem a idade de 32 anos, sendo três anos de magistério, lecionando em uma escola privada. No ano de 2011, lecionava no período vespertino para o 3º ano do Ensino Fundamental.

Professora Violeta tem a idade de 25 anos, sendo três anos de magistério, lecionando tanto na rede privada quanto na rede pública. No ano de 2011, lecionou tanto na rede provada quanto na pública. Na rede privada para alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, na rede pública para crianças do 2º ano do Ensino Fundamental.

Professora Margarida tem idade de 46 anos, sendo 11 anos de magistério, lecionando tanto na rede privada quanto na rede pública. No ano de 2011, lecionou tanto na rede privada quanto pública. Na rede privada para alunos do 5º ano, na rede pública para crianças do 3º ano do Ensino Fundamental.

Professora Orquídea tem idade de 47 anos, sendo 11 anos de magistério, lecionando tanto na rede privada quanto na rede pública. No ano de 2011, lecionou tanto na rede privada quanto pública. Na rede privada para alunos do 2º ano, na rede pública para crianças do 3º ano do Ensino Fundamental.

Professora Begônia tem idade de 26 anos, sendo sete anos de magistério, lecionando na rede privada. No ano de 2011, lecionava no período matutino para o 5º ano e no período vespertino para o 4º ano e 5º ano do Ensino Fundamental.

A seguir passaremos a descrever e analisar as entrevistas, organizadas em eixos.

5.2.2 Eixo de Análise 1: O que pensam as professoras sobre o uso da Leitura.

A discussão em torno das práticas de leitura é uma temática que tem sido debatida por alguns pesquisadores da área de Leitura e Literatura. Trouxemos no segundo capítulo desta dissertação alguns referenciais que sustentam o nosso olhar, no sentido de compreendermos o contexto educacional que envolve a prática com leitura em sala de aula. Pesquisadores como: Rildo Cosson (2006), Renata Souza Junqueira (2010), Magda Soares (1999), Angela Kleiman (1995) e, Wanderley Geraldi (1993) foram importantes para essa discussão. É importante retomar que a concepção de leitura usada nesta dissertação, compreende a linguagem em seu caráter dialógico e polissêmico, conforme aponta Mikhail Bakhtin (1992).

Nossa intenção para o primeiro momento da entrevista era o de conhecer o que as professoras pensam sobre o uso da Literatura Infantil no ensino. Apresentaremos neste eixo as três primeiras questões norteadoras que constam no roteiro elaborado para as entrevistas (APENDICE A e B).

A escolha por essas três primeiras questões se justifica por conterem informações valiosas a respeito do que as professoras pensam sobre leitura. No entanto, as respostas das outras questões também ajudaram a ampliar nosso entendimento a respeito dessa análise.

1. Como são suas aulas?

2. Você muda o jeito de dar aula dependendo do assunto ou disciplina?

3. (Se a professora não mencionar a leitura, lançar o tema sobre leitura). E sobre leitura? Como você vê a leitura na escola?

Para organizar a análise seguiremos o seguinte padrão: apresentaremos as falas mais expressivas das professoras e a seguir, com base em nossa fundamentação teórica, apontaremos nos discursos das professoras entrevistadas as ideias, pensamentos acerca da Leitura e da Literatura Infantil. Buscamos realizar conexões com os referenciais que definem a Literatura Infantil como gênero literário com características específicas.

Profª Rosa: Leitura é fundamental [...] leitura constrói personalidade, a pessoa que lê é muito feliz, trabalha com sonhos, a imaginação, e isso é muito bom. [...] Então, a leitura na minha sala de aula é lugar de destaque, espaço de aconchego, pena que nem todas as professoras conseguem enxergar desta forma, muitas vezes, sou taxada como a professora que perde tempo, porque não bitolo no livro didático, e faço a opção pela leitura, mas... não ligo, pois, sinto o resultado.

Profª Margarida: [...] leitura é parte essencial na vida do aluno, a leitura é transformadora, formadora de personalidade e do imaginário, contagiante, desenvolve a criatividade, porém depende da criança perceber este amor pela leitura através das pessoas que são suas referenciais.

Profª Begônia: [...] A leitura na minha vida amplia a concepção de mundo, nos ensina, desenvolve a imaginação. [...] procuro incentivar meus alunos a lerem [...] acredito que o professor é um grande referencial.

Profª Orquídea: [...] se o professor cultivasse a prática de contar histórias aos alunos passariam a ter o hábito pela leitura. [...] se o professor não mostrar que gosta de ler de nada vai adiantar ter livros na sala, ele precisa ler para as crianças e se colocar no universo infantil [...] A leitura desenvolve o imaginário, ela dá prazer e ajuda na

socialização, tenho vários exemplos de crianças que foram se entregando e perdendo a timidez depois de começaram a ler.

Profª Violeta: A leitura deve ser entendida como um ato de prazer, ou seja, pelo gosto, e sei que eu preciso transmitir isso aos meus alunos, eles precisam ver que ler é prazeroso, [...] A leitura é assim, algo que contagia. Tudo é válido desde que o professor tenha tudo muito bem planejado e saiba usar a Literatura Infantil sem destruir.

Mesmo não encontrando nesses discursos menção a teóricos ou estudiosos, percebemos que são discursos “carregados” de posicionamentos. Esses indicam que a leitura é uma atividade importante na formação do aluno, sendo atribuída a essa atividade algumas funções, como: formadora da personalidade e responsável pela formação do imaginário. Ela também é concebida como um instrumento capaz de atuar nos sentimentos e emoções, proporcionando felicidade, sonhos e encantamentos.

Considerando o contexto de toda a entrevista, fica evidente que as professoras estão se referindo a Literatura Infantil. Nesse sentido, os discursos que caracterizam a leitura e a Literatura Infantil são coerentes, se comparados aos fundamentos teóricos dessas áreas, tais como Azevedo (1999) e Coelho (2000). A citação que segue nos permite identificar as semelhanças nos discurso emitidos pelas professoras, e no discurso defendido por Nelly Novaes Coelho (2000),

[...] a Literatura Infantil é, antes de tudo, arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização. (COELHO, 2000, p.41). Ainda, conforme a autora, a Literatura Infantil é um objeto de estudo que: “[...] provoca emoções, dá prazer ou diverte e, acima de tudo, modifica a consciência de mundo de seu leitor, a Literatura Infantil é arte” (COELHO, 2000, p.46).

Na mesma perspectiva, Arroyo (1988, p.40) enfatiza que o livro “[...] deve ser para a criança um meio de estimular a imaginação, e de provocar-lhe a personalidade em sua primeira função.” Ampliando sua concepção, o autor afirma que a função do livro infantil é “fazer compreender as crianças que a leitura não é um dever, mas um prazer”.

Ao nos aportarmos em Bakhtin (2009) e Tardif (2007), compreendemos que há fortemente nesses discursos a apropriação entre as vozes. Essas vozes, ou seja, os argumentos das professoras são marcados pela trajetória acadêmica, incluindo fundamentos teóricos e as discussões propiciadas nos debates de seminários e aulas expositivas do curso de formação inicial ou formação continuada. Os discursos

a seguir comprovam que os argumentos emitidos são provenientes do universo acadêmico.

Profª Rosa: [...] já li muito, conheço vários autores. Já me formei há um tempo atrás, mas, continuo antenada. Tive bons professores na UNESP e procuro participar da semana de educação.

Profª Begônia: Concordo com a pesquisadora Maria do Céu de Portugal, quando menciona que a literatura não pode preencher o tempo na sala de aula [...].

Profª Violeta: Tive bons professores na universidade que me ensinaram boas estratégias de como não afastar o aluno do gosto da leitura.

Tardif (2002), esses discursos são representativos, ou melhor, são resultados da formação erudita e, científica, natural das instituições de formação. Portanto, esses discursos foram incorporados à formação profissional dessas professoras, fundamentando suas falas. O autor esclarece que essas representações são provenientes do processo de reflexão sobre a prática educativa “[...] reflexões racionais e normativas que conduzem a sistemas mais ou menos coerentes de representação e de orientação da atividade educativa” (TARDIF, 2002, p.37). Também percebemos que todas as representações emitidas nos discursos das docentes acerca da leitura e da Literatura Infantil são resultados do diálogo entre as vozes dos referenciais teóricos, das discussões acadêmicas e de suas práticas.

Segundo Bakhtin (2009, p.99), essas expressões não são neutras, ou seja, são marcadas por valores e concepções, “A palavra está sempre carregada [...] e somente reagimos àquelas que despertam em nós ressonâncias ideológicas ou concernentes à vida”.

Desta maneira, concluímos que o pensamento das professoras sobre o uso da leitura está em consonância com algumas perspectivas teóricas e acadêmicas. No entanto, há em algumas falas graus variados de incoerência entre formas de pensamento ou entre pensamento e ação. Em outras palavras, há incoerência entre o que pensam sobre o uso da leitura e a forma como a utilizam. Assim, o eixo a seguir tem como proposta levantar os dados sobre a forma de uso da leitura e da Literatura Infantil pelas professoras.