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IV. Ali Kemal’in İlm-i Ahlak Adlı Eseri

IV.III. Eserin Önemi

1.2. Vazife ve Özellikleri

1.2.9. Ahlak Kurallarının Tesbiti

Os pesticidas mais freqüentemente encontrados em águas subterrâneas usadas para consumo humano na Grã-Bretanha foram atrazina, simazina, mecoprop, isoproturom e 2,4-D com valores máximos variando de 0,2 a 0,5 µg L-1 (WALLS; SMITH; MANSELL, 1996).

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Análise de atrazina e simazina em água nos estuários dos rios Tamar e Tâmisa, em 1991, (AHEL et al., 1992) mostraram níveis destes compostos no rio Tamar inferiores a 100 ng L-1, limite estabelecido pela Comunidade Econômica Européia, mas no rio Tâmisa atingiram valores até 15 vezes maiores.

Skark e Zullei-Seibert (1995) revisaram os dados publicados sobre ocorrência de pesticidas em águas superficiais e subterrâneas na República Federal na Alemanha e observaram que dentre as substâncias detectadas 73 % eram herbicidas ou seus produtos de transformação (47 % dos quais eram triazinas) enquanto fungicidas e inseticidas foram detectados ocasionalmente. Atrazina, seu metabólito desetilatrazina e simazina foram os compostos detectados com mais freqüência tanto em águas superficiais como subterrâneas.

Nos Estados Unidos, Ritter (1990) apresentou uma revisão da ocorrência de pesticidas em águas subterrâneas, na qual relata que mais de 70 princípios ativos já foram detectados em águas subterrâneas naquele país. Dentre os pesticidas encontrados com maior freqüência estão o alacloro, aldicarbe, atrazina, cianazina, metolacloro, metribuzim, simazina e EDB (1,2-dibromoetano). O autor alerta para o risco de contaminação de águas subterrâneas próximas aos depósitos das empresas que comercializam pesticidas, mencionando um estudo realizado no estado de Iowa onde a concentração máxima detectada de atrazina foi 65 µg L-1, de alacloro, 145 µg L-1 e metolacloro, 50 µg L-1 em área próxima ao local de carga e descarga de uma empresa. Estes valores são muito superiores ao máximo encontrado no mesmo estado em áreas agrícolas: atrazina 3,0 µg L-1; alacloro 0,7 µg L-1 e metolacloro 4,5 µg L-1.

Ainda nos Estados Unidos, a “U. S. Geological Survey” (Levantamento Geológico dos Estados Unidos) investigou a ocorrência e distribuição de 11 pesticidas e dois metabólitos da atrazina em aqüíferos próximos à superfície (até no máximo 15 m da superfície) na área oeste do país, em região de plantio de soja e milho (KOLPIN; GOOLSBY; THURMAN, 1995). Estes compostos foram detectados em níveis superiores a 0,05 µg L-1 em 28,4 % das

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amostras em 1991 e em 29 % das amostras em 1992. Os pesticidas estudados foram: alacloro, ametrina, atrazina e seus metabólitos desetil atrazina (DEA) e desipropil atrazina (DIA), cianazina, metolacloro, metribuzim, prometon, prometrina, propazina, simazina e terbutrina. Destes, em 1992, o alacloro foi detectado em 5 % das amostras, a atrazina em 43 %, seus metabólitos DIA em 18,2 % e DEA em 31,0 %, o metolacloro em 11,0 %, a simazina em 13,0 % e a metribuzim em 1 %.

Stubin et al. (1996) estudaram poluentes prioritários nas águas residuárias municipais de Nova York de 1989 a 1993. Dentre estes, os seguintes pesticidas organoclorados foram detectados: , , e -HCH, aldrin, p-p’DDD, p-p’DDT, endossulfam II, sulfato de endossulfam, heptacloro epóxido, dieldrin e endrin aldeído. O -HCH (lindano) foi o princípio ativo detectado em maior número de amostras (37%) seguido do aldrin (23%) e do -HCH (30%). Os níveis mais altos variaram de 0,35 µg L-1 para o heptacloro a 1,1 µg L-1 para o aldrin.

Kolpin et al. (1997) estudaram a variação temporal das concentrações de alacloro, atrazina, cianazina e metolacloro em poços municipais no estado de Iowa nos Estados Unidos, no período de 1982 a 1995. Observaram que ocorreu uma redução na concentração de atrazina e aumento na de metolacloro, sendo que as maiores mudanças ocorreram nos poços mais rasos e em aqüíferos aluviais, ambos geralmente possuindo águas de idade mais recente. Estas variações apresentaram correlação com os padrões de uso e taxas de aplicação.

Nos planaltos do Texas, nos Estados Unidos formam-se lagoas temporárias que recebem águas de escoamento superficial proveniente de áreas de cultura de algodão. A análise de águas de 32 lagoas por Thurman, Bastian e Mollhagen (2000) no mês de julho de 1997 demonstrou que 97 % das amostras continham herbicidas, tendo sido encontrada com maior freqüência a atrazina, seguida do metolacloro e da simazina, com uma mediana da concentração total de herbicidas de 7,2 g L-1. Foram encontrados também metabólitos da

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atrazina dentre eles a DEA, a hidroxiatrazina e o DIA. Os autores atribuíram a presença de hidroxiatrazina em porcentagem relativamente alta de amostras (44%) em relação ao encontrado em outras regiões dos EUA, ao pH alcalino das águas da região e do solo, condições nas quais o HA não se ioniza, reduzindo a sorção ao solo.

Clark e Golsby (2000) relataram a detecção de metolacloro, atrazina e DEA em mais de 50 % das amostras em um monitoramento de águas do rio Mississipi no período de 1991 a 1997.

Albanis et al. (1998) apresentaram os resultados de análise de resíduos de pesticidas em águas superficiais e subterrâneas na Grécia no período de maio de 1996 a abril de 1997. Os pesticidas mais encontrados em águas subterrâneas foram alacloro, atrazina, desetil atrazina, metolacloro, molinato, propanil, simazina, carbofurano, diazinona e parationa- metílica. Além desses propazina, trifluralina, malationa, parationa-etílica, - e -HCH, p-p’ DDE e heptacloro foram determinados em rios. Atrazina, desetil atrazina, carbofurano, simazina, diazinona, parationa-etílica e metílica foram também encontrados em água de chuva.

Na planície do Rio Danúbio na Bulgária, a atrazina foi o pesticida mais freqüentemente detectado em águas subterrâneas e o alacloro, 2,4-D e metolacloro foram encontrados em águas superficiais e subterrâneas (BALINOVA; MONDESKY, 1999).

Na Espanha, Barceló et al. (1996) monitoraram durante um ano o estuário do Rio Elba (Nordeste) e um aqüífero na Almeria (Sudeste). Em águas superficiais foram detectados alacloro, metolacloro, atrazina, simazina, molinato, propanil, bentazona, MCPA, e os metabólitos desetil atrazina, desisopropil atrazina e 8-hidroxibentazona. Em águas subterrâneas os autores encontraram carbofurano, metiocarbe, metomil e os metabólitos 3-hidroxicarbofurano e metiocarbe sulfona. Os níveis variaram de não detectáveis (abaixo de 10 ng L-1) a 3,0 µg L-1. Estudos de variação sazonal mostraram que as concentrações das

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triazinas e seus metabólitos e alacloro e metolacloro variaram pouco no período enquanto os demais apresentaram relação com o uso agrícola.

Na região de Barcelona foram analisadas águas de rio antes e após tratamento e água subterrânea durante o ano de 2000, sendo a simazina o herbicida detectado com maior freqüência tanto em água superficial (máximo de 0,084 g L-1), como subterrânea (0,164 g L-1). Atrazina e seus metabólitos DIA e DEA foram também detectados, mas com menor freqüência (QUINTANA; MARTÍ; VENTURA, 2001).

Carabias-Martínez et al. (2002) analisaram herbicidas em água de rios (3 pontos) e águas subterrâneas (6 poços) na região de Salamanca na Espanha, no período de outubro de 2000 a janeiro de 2001 em 6 amostragens. Foram detectadas atrazina e seu metabólito DEA em apenas uma amostra de água superficial (0,17 g L-1 atrazina e 0,30 g L-1 DEA) e, em águas subterrâneas, foram encontradas concentrações variando de 0,76 a 1,67 g L-1 de atrazina e 0,70 a 1,30 g L-1 de DEA em um poço, durante todo o período. Os autores verificaram que os níveis destes herbicidas foram independentes da época de coleta, indicando que a poluição nas águas subterrâneas é persistente e parece estar relacionada com a freqüência de aplicação, permeabilidade do solo, freqüência de precipitação chuvosa e velocidade de recarga do aqüífero.

Ole-Ntayla e Ngatia (1998) encontraram, na região do Lago Naivasha no Quênia, diversos organofosforados, organoclorados e piretróides na água do lago e no rio sendo que em águas de escoamento superficial em fazendas encontraram também a atrazina. Os organofosforados estavam em concentrações variando de 0,02 a 0,016 µg L-1; os organoclorados e piretróides em concentrações de 0,02 a 7,92 µg mL-1 e a atrazina de 0,29 a 25,72 µg L-1.

Em um estudo no Canal Tortuguero na Costa Rica, em área agrícola de produção de banana, De-La-Cruz et al. (1998) detectaram carbofurano (0,20 a 6,27 µg L-1), propiconazol

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(0,06 a 1,5 µg L-1), etoprofós (0,09 a 0,28 µg L-1), cadusafós (0,04 a 0,07 µg L-1), diazinona (0,24 a 0,31 µg L-1) e fenamifós (0,12 a 0,40 µg L-1) em águas superficiais.

Em estudo realizado no Japão, Tanabe et al. (2000) analisaram 90 pesticidas em água do Rio Shimano no período de maio a setembro de 1996. Dentre os pesticidas analisados encontravam-se atrazina, simazina, trifluralina e metolacloro. Somente foi detectada simazina em concentração 0,02 g L-1.

Um monitoramento realizado na Itália (GRIFFINI et al., 1997), no período de 1992 a 1995, em águas do rio Arno coletadas imediatamente antes da estação de captação de água para tratamento, detectou atrazina em 37 % das amostras (concentração máxima 0,44 g L-1, metolacloro em 92 % (máximo de 3,68 g L-1) e simazina em 46 % (máximo de 0,30 g L-1).

Em Portugal, Cerejeira et al. (2003) reportaram que alacloro, atrazina, metolacloro, metribuzim e simazina foram encontrados em águas subterrâneas coletadas em poços situados em 7 áreas agrícolas de 1991 a 1998, em concentrações máximas de 13; 30; 56; 1,4 e 0,4 g L-1, respectivamente. Os herbicidas detectados com maior freqüência foram atrazina (64 %), simazina (45 %) e alacloro (25 %). Em águas superficiais coletadas em três bacias de 1983 a 1999, inseticidas e herbicidas foram detectados, em particular a atrazina (máximo de 0,63 g L-1) e simazina (máximo de 0,18 g L-1).

Azevedo et al. (2000) realizaram um monitoramento mensal de pesticidas em 43 pontos de amostragem de água de rios em Portugal no período de abril a julho de 1999. Atrazina (0,01 a 2,74 g L-1) e simazina (0,05 a 0,7 g L-1) foram os herbicidas mais detectados, enquanto o metolacloro, DIA e DEA foram encontrados em somente algumas amostras.

Durante um monitoramento de triazinas em águas de dois rios no Leste da China (GFERER et al., 2002a e 2002b), em oito pontos de coleta, no período de dezembro de 1998 a setembro de 1999, foram detectados simazina, atrazina, seus metabólitos DIA e DEA com

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concentrações máximas de 59; 1.600; 140 e 47 ng L-1, respectivamente. As concentrações máximas aconteceram no final da primavera, época em que estes herbicidas são aplicados.

Estes estudos mostram que os pesticidas mais freqüentemente encontrados em águas superficiais e subterrâneas são as triazinas e as acetanilidas, sendo que são relativamente solúveis em água, razoavelmente persistentes e apresentam boa mobilidade no ambiente.

No Brasil, poucos são os estudos que investigaram a ocorrência de pesticidas usados atualmente em águas superficiais e subterrâneas.

Lanchote et al. (2000) analisaram atrazina, simazina e ametrina em água superficial e subterrâneas coletada na sub-bacia do Córrego Espraiado na região de Ribeirão Preto, São Paulo, no período de outubro de 1995 a julho de 1996. De um total de 250 amostras analisadas, ametrina foi detectada em 17, sendo que em somente duas amostras a concentração foi superior ao limite de 0,1 g L-1 da CEE (0,23 g L-1 e 0,17 g L-1).

Em estudo realizado em Mato Grosso, analisando amostras de sedimento do Rio Cuiabá, Alves (1998) detectou a presença de p-p’DDT em 66 % e p-p’DDE em 33 % das amostras.

A preocupação com a contaminação de águas subterrâneas é maior em áreas onde o nível freático é pouco profundo, como em áreas alagadas, como é o caso do Pantanal. Rieder (1999) constatou em um estudo de percolação do pesticida parationa-metílica em solos da região de Cáceres, Mato Grosso, às bordas do Pantanal, que este pesticida não percolava abaixo da camada de 5 cm do solo, porém destacou que nas áreas alagáveis o risco de contaminação do aqüífero por esta substância não deve ser desconsiderado.

Laabs et al. (2002a) desenvolveram um estudo de monitoramento piloto no nordeste da Bacia do Pantanal, que evidenciou a ocorrência da distribuição de um largo espectro de pesticidas nesta região. Foram investigados 29 pesticidas e 3 metabólitos, dentre os quais, 22 foram detectados pelo menos uma vez, levando a uma porcentagem de detecção global de

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68 % em amostras de águas superficiais, 87 % em água de chuva e 62 % em sedimento de fundo. As concentrações dos pesticidas encontrados em águas superficiais (<0,1 g L-1) e em sedimentos (<10 g kg-1) foram geralmente baixas quando comparadas com estudos em regiões temperadas. Os pesticidas detectados com maior freqüência e/ou persistência foram as triazinas (atrazina, simazina e ametrina), acetanilidas (alacloro e metolacloro), trifluralina e endossulfam.

Filizola et al. (2002) analisaram trifluralina, endossulfam, lambda-cialotrina, dicofol, captana, parationa-metílica, clorotalonil e clorpirifós em águas superficiais e subterrâneas na região de Guairá, São Paulo. Durante dois anos e meio foi realizado um monitoramento do Ribeirão Jardim que abastece a cidade de Guairá, de um de seus afluentes e da água subterrânea proveniente do Aqüífero Guarani, com coletas de água superficial a cada 21 dias e de água subterrânea no início e no final do período de monitoramento (janeiro de 1995 a julho de 1997). Em água superficial, clorotalonil foi detectado em maio de 1996; sulfato de endossulfam nos meses de março e abril; captana nos meses de março e maio e lambda- cialotrina em abril do mesmo ano, todos em concentrações superiores ao limite máximo tolerável em água. Considerando que a ocorrência de resíduos dos pesticidas estudados em água superficial foi episódica, os autores concluíram que as propriedades destas substâncias associadas às propriedades físicas dos Latossolos impediram sua detecção em águas subterrâneas.

Deve-se enfatizar, que a presença de níveis baixos de pesticidas ou seus produtos de degradação em água, principalmente quando são usadas para consumo humano, pode trazer conseqüências ainda desconhecidas para a saúde. Pouco se conhece sobre os efeitos crônicos destas substâncias para o ser humano e para a vida aquática em geral. Existe ainda muita controvérsia sobre os efeitos dos chamados estrógenos ambientais, dentre os quais encontra-se

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a atrazina, um dos pesticidas mais freqüentemente encontrados em água, sobre o sistema hormonal do ser humano (McFARLAND, 1998; HILEMAN, 1994).

Benzer Belgeler