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IV. Ali Kemal’in İlm-i Ahlak Adlı Eseri

IV.III. Eserin Önemi

1.1. Nazari Ahlak

1.1.1. Ahlakın Mahiyeti ve Ahlak İlminin Tarihçesi

Dentre as características ambientais que mais influenciam a dinâmica dos pesticidas no ambiente podemos citar: clima (temperatura ambiente, pluviosidade, intensidade de luz solar e ventos); propriedades físicas e químicas do solo (teor de matéria orgânica e argila, pH, umidade, atividade biológica, compactação e cobertura vegetal) e do meio aquático (pH, potencial de oxi-redução, ácidos húmicos dissolvidos, particulados em suspensão, dentre outros), topografia da região em estudo e características da biota local (fluxo de matéria e energia, atividades biológicas em geral).

As condições climáticas têm uma contribuição óbvia, porém não facilmente quantificável, para a distribuição dos pesticidas em um dado ecossistema. Altas temperaturas favorecem a volatilização e a dessorção dos compostos das partículas do solo. As chuvas podem provocar a deposição dos produtos presentes na atmosfera e causar o carreamento superficial quando os solos estão saturados ou a percolação pela penetração da água da chuva. A intensidade, duração e quantidade de chuva, bem como o momento da precipitação em relação à aplicação do produto influenciam o carreamento superficial e a infiltração no solo (LEONARD, 1989). Espera-se que picos de concentração em águas superficiais ocorram logo após eventos de chuva de alta intensidade em valores muito mais altos (WATTS et al., 2000).

A composição do solo em termos de porcentagem de matéria orgânica, argila e areia afeta a quantidade de pesticida adsorvido ou dissolvido nele. Outras propriedades do solo como capacidade de troca iônica e área superficial também influenciam a quantidade de pesticida que pode ser adsorvido. Apesar da sorção de pesticidas ao solo depender não somente das propriedades do solo, mas também das propriedades físico-químicas do princípio ativo, de uma forma geral, pode-se dizer que solos com altos teores de matéria orgânica e de argilas, que possuem capacidade de sorver tanto pesticidas ionizados como não ionizados,

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solúveis em água ou em gorduras, apresentam alto potencial de sorção (BARCELÓ; HENNION, 1997).

Gomes, Spadotto e Pessoa (2002) enfatizaram que a vulnerabilidade natural do solo é um parâmetro fundamental nos estudos de avaliação de riscos ambientais, sobretudo em áreas de grande fragilidade, como as áreas de recarga dos aqüíferos sedimentares. Estes autores utilizaram os parâmetros condutividade hidráulica, declividade e profundidade do nível freático para avaliar o potencial de infiltração e de escoamento superficial de água, que pode carrear contaminantes.

Segundo Valsaraj e Thibodeaux (1992), a umidade do solo é outro fator importante na sorção de um pesticida a suas partículas, uma vez que, quando seus poros se preenchem com água, esta pode facilitar a migração da molécula de pesticida para fora do poro, permitindo sua solubilização na água do solo, podendo, então, ser mais facilmente carreada.

As atividades metabólicas predominantes dos microrganismos no solo podem ser analisadas do ponto de vista da utilização de energia. A maior parte dos compostos orgânicos pode servir como fonte de energia para, pelo menos, alguns microrganismos (AHARONSON et al., 1987).

No solo, um pesticida pode também ser totalmente degradado, sendo que seus produtos finais são dióxido de carbono, água, sais minerais e substâncias húmicas; ou resultar na formação de novos compostos persistentes, como a transformação de DDT em DDE e de aldrin em dieldrin. Embora parte desse processo seja ocasionada por reações químicas como oxidação, redução, hidrólise e fotólise, o metabolismo microbiano é geralmente o meio principal de transformação. Os microrganismos do solo utilizam o pesticida como fonte de carbono e outros nutrientes (GORING et al., 1975).

A introdução de compostos orgânicos sintéticos no ambiente levanta questões sobre a habilidade da microflora em metabolizar essas substâncias. Algumas podem persistir por

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longo tempo no solo se a microflora local não for capaz de metabolizá-los (JURY et al., 1987). Além disso, Foomsgaard (1995) ressalta que a atividade microbiana depende não somente da população de microrganismos presentes mas também da temperatura do solo, umidade, presença de oxigênio e composição do solo (pH, teor de matéria orgânica e nutrientes).

A topografia do terreno, associada à forma de manejo do solo (por exemplo terraceamento, curvas de nível, aração) tem grande influência sobre o carreamento superficial dos pesticidas, seja em solução ou adsorvido ao particulado.

O uso de uma faixa de vegetação disposta transversalmente ao sentido do escoamento superficial tem-se mostrado uma alternativa efetiva para filtrar o escoamento em áreas agrícolas e, conseqüentemente, reduzir a contaminação de águas superficiais por produtos químicos carreadas pelo mesmo (SYVERSEN, 2002). O processo de retenção dominante na faixa de retenção se dá principalmente pela barreira física que a faixa de vegetação proporciona ao processo de escoamento, promovendo uma redução brusca da velocidade de escoamento e conseqüentemente favorecendo o processo de deposição ou sedimentação das partículas de solo e substâncias químicas (N, P, K, pesticidas, entre outras) associadas ao solo (SYVERSEN, 2002). No entanto, outros processos podem ser favorecidos pela presença da faixa vegetativa, tais como, a sorção de pesticidas ao solo e à matéria orgânica, durante o processo de escoamento, contribuindo, desta forma, para a redução da concentração destes carreados pelo escoamento superficial após a passagem pelo faixa vegetativa. Além disto, alguns compostos podem ser absorvidos pelas plantas da faixa vegetativa.

Recentemente, Syversen e Bechmann (2004) verificaram a eficiência de remoção de glifosato, propiconazol, fenpropimorfe e de partículas de solo do escoamento superficial da

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ordem de 39, 63, 71 e 62%, respectivamente, quando foi implantada uma faixa vegetativa de 5 m de extensão no sentido transversal ao escoamento.

Funari, Bottoni e Giuliano (1991) citam um cenário de alto potencial de contaminação de águas subterrâneas: solos com baixo teor de carbono orgânico, baixa umidade média do solo, zona de atividade biológica intensa pouco profunda, alta taxa de drenagem.

Cohen et al. (1995) indicam algumas condições de campo que favorecem a percolação de compostos no solo. Uma precipitação anual acima de 25 cm associada a solos com baixa capacidade de retenção de umidade, representam uma condição de alta probabilidade de contaminação de águas subterrâneas.

As características físico-químicas dos ambientes aquáticos determinam a probabilidade de degradação de um dado composto e/ou seu destino neste ecossistema. O pH da água pode influenciar a decomposição de pesticidas. Por exemplo, a hidrólise de organofosforados e de inseticidas da classe dos carbamatos é fortemente influenciada pelo pH. Apesar de estáveis em pH ligeiramente ácido (5-7), esses inseticidas são rapidamente hidrolisados em pH mais básico. Por outro lado, herbicidas à base de triazinas são mais estáveis em pH maior do que 7 (BARCELÓ; HENNION, 1997).

Organismos vivos também têm um papel significativo na distribuição de pesticidas sendo particularmente importantes para aqueles que podem se acumular em seres vivos (bioacumulação). Um exemplo disso é a absorção ou ingestão de pesticidas altamente insolúveis em água, tal como o inseticida clordano, por um ser vivo na água. Uma vez que este pesticida seja armazenado no organismo, seus níveis aumentam com o tempo. Se este organismo for consumido por outro que também pode armazenar esse pesticida, os níveis podem atingir valores cada vez mais elevados em organismos de níveis tróficos superiores, processo conhecido como biomagnificação (EXTOXNET, 1998a).

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Pesticidas podem penetrar nos tecidos das plantas após a aplicação direta ou por absorção pela raiz. Uma vez na planta, o composto pode ser metabolizado ou acumular-se em partes não-vivas das células vegetais (bioacumulação) (HOLT, 2000).

Em animais, que em geral estão expostos a pesticidas especialmente através da dieta, estas substâncias podem ser metabolizadas, distribuídas no organismo na sua forma original ou como um metabólito, acumular-se em órgãos ou tecidos específicos ou ser excretadas (ESSER et al., 1988). Animais mortos em decomposição podem liberar novamente o produto para o ambiente.

Benzer Belgeler