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III. TRABZON’DA YAYLACILIK VE YAYLA HAYATI

3.5. Halk Dili ve Edebiyatıyla İlgili Unsurlar

3.5.1. Adlar, Lakaplar

Em relação às pessoas com deficiência mental, múltipla, surdocegueira e condutas típicas,75 sua educação inicia-se no município em 1967, com a criação da Associação de Pais

75

Nos documentos institucionais que abordam o histórico da educação especial encontramos várias designações para referir-se a esse público-alvo: deficiência mental educável e treinável; significativo déficit cognitivo associado a quadros variados de comprometimento incluindo deficiência neuromotora, sensoriais, alterações de ordem psíquica/emocional, distúrbios da comunicação, síndromes genéticas; atrasos significativos de aprendizagem; deficiência mental; e necessidades educacionais especiais. Optamos por utilizar a designação mencionada no último documento institucional da administração de Willian Dib ( PSB/2005-2008): “deficiência mental, surdocegueira, deficiência múltipla e condutas típicas.” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2007, p. 214).

Cr ia çã o da Esc ol a M un icip al de S ur do s Ina ug ur ão d a E m eb e Ne usa Ba ss etto

e Amigos dos Excepcionais (Apae)76. Desde então, a PMSBC colaborava com a instituição assumindo a responsabilidade pelo pagamento das professoras.

De acordo com Kassar (1998, s/p) na história da educação especial brasileira as instituições privadas apresentaram-se desde o início do século XX “[...] como extremamente fortes, com lugar garantido nos discursos oficiais, chegando a confundir-se com o próprio atendimento „público‟ aos olhos da população [...]”.

Segundo o depoimento do profissional que ocupava o cargo de Diretor do Departamento de Expansão Cultural de SBC em 1970, o Sr Paulo Ferreira da Silva, a Apae exigia da PMSBC total colaboração e em contrapartida não propiciava a participação da prefeitura na gerência dessa unidade. Sendo assim, de acordo com o referido profissional, a PMSBC resolveu tomar para si a responsabilidade de ofertar o atendimento aos munícipes. (SÃO BERNARDO DOCAMPO, 19 [?]).

Em 1970, na segunda administração do Prefeito Aldino Pinotti (ARENA-1969- 1972), o poder público municipal criou o Serviço de Educação Especial e deu início à construção, no bairro de Rudge Ramos, a uma escola pública e especializada para alunos com

Foto 3 - Escola Municipal de Educação Especial Rolando Ramacciotti

deficiência mental, denominada de Rolando Ramacciotti.

Essa escola funcionou nesse local até o primeiro semestre de 2006, sendo então transferida para onde atualmente fica sediado o Centro Integrado Municipal de Educação Básica (Cimeb) Padre Aldemar

Moreira.77 Ainda em 1970, foi promovido o primeiro curso de especialização para professoras de excepcionais e deficientes mentais.78

76 A Apae foi instalada em prédio cedido pela Igreja de Rudge Ramos, pelo então Padre Fiorente Helena. 77 A construção desse Centro iniciou-se na terceira gestão do Prefeito Maurício Soares (PSDB-2001/2004) e foi

projetado para abrigar vários serviços que à época compunham a educação especial. Na administração do Prefeito Willian Dib (PSB-2005/2008) esse espaço foi nomeado de Centro Integrado de Educação Especial Padre Aldemar Moreira, conforme publicado na imprensa oficial em 5 de setembro de 2008. Na administração de Luiz Marinho foi renomeado de Centro Integrado Municipal de Educação Básica (Cimeb) Padre Aldemar Moreira.

Em 1976, na administração do prefeito Geraldo Faria Rodrigues (ARENA-1973/1976), outra escola para alunos com deficiência mental foi construída no Bairro de Nova Petrópolis, a escola Marly Buissa Chiedde. Essa escola funcionou nesse prédio até 2001, quando em 2002, na terceira administração de Maurício Soares (PPS-2001/2002) mudou para um Complexo79 construído no bairro Jardim Nossa Senhora de Fátima.

Foto 4 – Complexo composto pela Emebe Marly Buissa Chiedde (especial) e Emeb

Profª Sandra Cruz Martins Freitas (creche, infantil e fundamental)

Em nossa opinião as escolas especiais constituíram-se em uma oportunidade de acesso à educação às crianças e jovens com deficiência que não eram aceitos nas escolas comuns, entretanto, identificamos que até estas escolas apresentaram em seu histórico, critérios de elegibilidade. Conforme consta em um dos documentos consultados, os alunos que pleiteavam uma vaga tinham que possuir “[...] controle de esfíncteres, locomoção própria e semi-independência na alimentação” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1985, p. 48). Podemos inferir que muitos alunos não puderam usufruir o direito ao acesso à educação, nem mesmo nessas escolas especiais, em virtude dos referidos critérios estabelecidos.

As práticas de integrar alunos em classes comuns também influenciaram essas escolas especiais, sobretudo, no encaminhamento de jovens e adultos para a EJA. A perspectiva de encaminhamento incidia nos alunos que apresentavam as condições necessárias para integrar-se à nova turma uma vez que “[...] deveriam estar preparados para acompanhar o grupo no qual seriam inseridos” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1999, p. 7). Segundo consta em um dos documentos institucionais, a EOT que atuava na educação especial era a responsável por realizar esse processo de transição do aluno da escola especial para a comum, assim como, realizar as orientações iniciais. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1999)

Localizamos ainda, na década de 1990, o registro de uma experiência de integração que durou quatro meses entre a Escola Municipal de Educação Básica Especial (Emebe) Rolando Ramacciotti e a escola de educação infantil Lauro Gomes. Tal proposta foi assim pensada para os alunos da escola especial, pois “[...] oportunizaria muitas situações de

79 O complexo Jardim Nossa Senhora de Fátima é composto pela escola especial Marly Buissa Chiedde e pela

escola Profª Sandra Cruz Martins de Freitas que realiza atendimento às crianças que se encontram na faixa etária da creche, educação infantil e ensino fundamental.

aprendizagem, bem como auxiliaria no desenvolvimento global de seus alunos, uma vez que eles demonstravam um excelente potencial.” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1999, p. 7)

O princípio da integração tornar-se-á mais sistemático nessas escolas especiais, a partir do final da década de 1990, quando passam a encaminhar seus alunos para as já mencionadas classes integradas.

Com a ampliação do acesso à educação e dos movimentos em favor da integração e da inclusão escolar, o público-alvo que historicamente buscava as escolas especiais foi sendo absorvido pelo ensino regular, e a escola especial passou a atender alunos com “[...] quadros mais graves de deficiência.” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2004, p. 64).

Nesse sentido, o público que frequentava as duas escolas especiais do município, Rolado Ramacciotti e Marly Buissa Chiedde, passou a ser o de alunos que apresentavam:

[...] significativo déficit cognitivo, associado a quadros variados de comprometimento incluindo deficiência neuromotora, sensoriais, alterações de ordem psíquica/emocional, distúrbios da comunicação, síndromes genéticas entre outras [...]. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2006, p. 40)

Se tomarmos como referência no âmbito federal, o Plano Setorial de Educação e Cultura (contido no I Plano Nacional de Desenvolvimento para o período de 1972-1974) constataremos que nesse início da década de 1970, indicavam-se como diretrizes federais: a integração, a expansão de oportunidades de atendimento aos “excepcionais” e o apoio técnico para a educação especial (MAZZOTTA, 2005). Nessa perspectiva, é possível notar certo protagonismo do município de SBC a partir da década de 1970, no que tange à expansão de oportunidades educacionais nas escolas especiais públicas. Mas, a filosofia da integração só se tornou presente na década de 1980, por meio de ações voltadas aos alunos surdos e na década de 1990, para com as pessoas com deficiência mental.

Ainda em relação à oferta do atendimento especializado voltado a faixa etária de zero a seis anos, em 1991, na primeira administração de Maurício Soares (PT-1989/1992) foi criado o Programa de Estimulação Essencial que visava a fortalecer o diagnóstico e o atendimento das crianças com atraso no desenvolvimento neuro-psico-motor e/ou necessidades múltiplas isoladas ou associadas. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1998)

O Programa de Estimulação Essencial passou por uma série de alterações no transcorrer da administração de Walter José Demarchi. (PTB-1993/1996)

Em 1998, na segunda

administração do Prefeito Maurício Soares, (PSDB-1997/2000) foi transferido para um prédio próprio e passou a denominar-se: Cen-

Foto 5 - Sede do Centro Municipal de Apoio à Educação Especial – Estimulação Essencial – Ernesto

Augusto Cleto

tro Municipal de apoio à Educação Especial – Estimulação Essencial – Ernesto Augusto Cleto. Segundo o Documento Diretrizes de Atuação, redigido pela Seção de Educação Especial,80 a proposta de trabalho iniciava-se com a avaliação da criança (fase diagnóstica); a seguir ocorria uma fase de orientação e intervenção, sendo elaborado um plano interventivo interdisciplinar, no qual constariam: 1) atendimento à criança; 2) acompanhamento aos pais; 3) acompanhamento às instituições escolares em que a criança estivesse integrada, objetivando “[...] orientação, supervisão e estabelecimento de metas conjuntas de atendimento à criança em ambiente regular de ensino (Educação Infantil de 0 a 6 ano)” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1998. p. 6). Identificamos também, que essa unidade possuía um trabalho denominado de Programa de Prevenção das deficiências (Ação complementar da Secretaria da Saúde e Educação)81 e um grupo de orientação a pais. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1998; 1999)

Como foi possível identificar, desde 1998 encontramos nos documentos institucionais, diretrizes que indicavam o acompanhamento das crianças atendidas no Centro Municipal de Apoio à Educação Especial – Estimulação Essencial – Ernesto Augusto Cleto junto às escolas comuns de educação infantil e creches. Em 2000, a Seção de Educação especial ampliou o quadro de professores desse centro, pois, em virtude da “discussão e reflexão sobre inclusão, o número de crianças acompanhadas foi se ampliando gradativamente na educação infantil.” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2004, p. 63)

80 Esse documento foi escrito em 1992, época da implantação do Programa de Estimulação Essencial, e foi

revisado em março de 1998 pela Seção de Educação Especial.

81 Em 1996, por iniciativa da Seção de Educação Especial, a Secretaria de Educação e Cultura estabeleceu uma

parceria com a Saúde. Sendo assim, instituíram-se novas ações para o Programa de Estimulação Essencial promovendo a formação dos profissionais da saúde e da educação na perspectiva de implantar um modelo de atuação complementar de prevenção das deficiências. Procurou-se investigar as causas das deficiências de maior prevalência no município e observar as modificações necessárias a serem implementadas no acompanhamento preventivo materno-infantil. Em 2000, sob a supervisão do professor José Salomão Schwartzman, efetivou-se a criação do passaporte materno-infantil. (OLIVEIRA e SOUZA, 2008)

A partir de 1999, iniciou-se na rede municipal de SBC discussões institucionais sobre a educação inclusiva,82 e a partir de 2004, como fruto desse processo ocorreram transformações na estrutura desse serviço, a saber:

- Parte dos profissionais da EOT que atuavam no Centro Municipal de Apoio à Educação Especial – Estimulação Essencial – Ernesto Augusto Cleto foi incorporada na Seção de Educação Infantil.

- A EOT que atuava na Seção de Educação infantil passou a coordenar o trabalho das professoras de educação especial que realizavam ensino itinerante na educação infantil, bem como, o atendimento educacional especializado que ocorria no contraturno nesse centro de apoio.

Sendo assim, a partir dessas mudanças, a EOT que atuava nesse centro de apoio, coordenava apenas as ações concernentes às crianças que ainda não frequentavam a escola regular e eram atendidas em um trabalho de estimulação essencial.83

No segundo semestre de 2006, esse Centro foi transferido para um grande complexo da educação especial, onde atualmente fica sediado o Cimeb Padre Aldemar Moreira. Em 2007, de acordo com o Decreto n° 15. 822, de 8 de janeiro de 2007, o Centro Municipal de Apoio à Educação Especial – Estimulação Essencial – Ernesto Augusto Cleto foi renomeado como: Centro Municipal de Apoio Pedagógico Especializado (Cmape). Ainda nesse ano, retornou para o gerenciamento desse centro os trabalhos que, em 2004, haviam sido direcionados para a coordenação da EOT da Seção de Educação Infantil, ou seja, a EOT do Cmape tornou-se novamente responsável pela coordenação e acompanhamento do trabalho das professoras itinerantes e do atendimento educacional especializado que ocorria no contraturno às crianças que frequentavam a educação infantil.

De acordo com a gestora da educação especial dessa época, retornar o trabalho das professoras itinerantes para o gerenciamento do Cmape teve como objetivo fortalecer o papel do professor de educação especial, bem como investir na formação desse profissional.

82 Esse conteúdo será retomado na Seção 3.6.

83 Vários termos são utilizados para designar o termo estimulação precoce. Há um questionamento por parte de

alguns profissionais em relação à terminologia precoce, pois se argumenta que essa terminologia pode suscitar o entendimento de que são realizadas intervenções antecipadas. O MEC adotou a terminologia estimulação precoce em virtude de este ser um termo consagrado na literatura e a define como “conjunto dinâmico de atividades e de recursos humanos e ambientais incentivadores que são destinados a proporcionar à criança, nos seus primeiros anos de vida, experiências significativas para alcançar pleno desenvolvimento no seu processo evolutivo.” (BRASIL, 1995, p. 11).

Elucidou que, para que isso ocorresse, foram necessárias muitas reuniões e discussões entre as chefias da Seção de Educação infantil e Especial com o Chefe de Divisão de Ensino.84

Com base nesses dados, identificamos certa indefinição acerca de qual seção se responsabilizaria pelo gerenciamento dos professores de educação especial, e podemos depreender que tal situação era desencadeada pelo fato desse profissional pertencer a uma seção e atuar em outra.

De acordo com o documento “Necessidades Educacionais Especiais: informações sobre adaptações apoios, recursos e serviços”, de 2006, o Cmape configurava-se como referência no município de SBC para o atendimento de crianças a partir do nascimento, que apresentavam “distúrbios neuromotores, deficiências múltiplas, transtornos globais do desenvolvimento, atrasos significativos da aprendizagem.” (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2006, p. 19)

Esse centro atendia crianças que não frequentavam a escola, e para essas, um dos objetivos do trabalho era voltado ao encaminhamento da criança à escola comum (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2006). Já para as crianças que frequentavam escolas, a diretriz era a de que tivessem o apoio no centro “[...] em horário contrário ao da escola, tendo em vista a importância da rotina escolar no processo de ensino-aprendizagem, especialmente na educação infantil, devendo o apoio ser um complemento”. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 2006, p. 20)

As mudanças ocorridas em relação a esse centro de apoio a partir de 2009, serão explanadas no próximo capítulo.

No que diz respeito ao ensino fundamental I, a partir de sua municipalização ocorrida em 1998, como legado, a rede passou a ter mais um serviço educacional especializado: as classes especiais. Estas foram herdadas com uma estrutura bastante complexa, pois nem sempre seus professores possuíam a formação necessária, ou seja, habilitação em educação especial. Os critérios de inserção de alunos nessas classes não condiziam com a legislação vigente e os alunos possuíam faixas etárias discrepantes aos demais alunos da escola; identificava-se ainda, ausência de acompanhamento pedagógico do trabalho desenvolvido nessas classes especiais. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1999)

Em 1999, a Seção de Educação Especial criou as classes integradas e objetivava transformar, paulatinamente, todas as classes especiais em integradas. Estas passaram a ser gerenciadas e supervisionadas pelos profissionais da Seção de Educação Especial e a ter professores habilitados para a realização do atendimento aos alunos com deficiência

84 Nessa época o chefe de divisão de ensino coordenava as Seções de: Educação Infantil, Ensino Fundamental,

intelectual. Em algumas delas a faixa etária tornou-se compatível com a dos demais alunos da escola; entretanto, em outras, as idades mantiveram-se discrepantes dificultando a proposta de integração desse público à classe comum. Conforme consta no documento consultado, o fato das classes integradas serem gerenciadas pela educação especial dificultou sua inserção nos projetos políticos pedagógicos das escolas. (SÃO BERNARDO DO CAMPO, 1999)

Além das classes integradas, a partir da municipalização do ensino fundamental I, o município criou um terceiro centro de apoio e instituiu salas de recursos nas escolas comuns

A criação desses serviços será explanada posteriormente,85 para que seja compreendido o contexto histórico que desencadeou suas implantações

A seguir, daremos continuidade a constituição da linha do tempo que marca a criação dos serviços educacionais especializados substitutivos e complementares, acrescentando a educação de alunos com deficiência mental, surdocegueira, deficiência múltipla e condutas típicas.

1957 1970 1976 1988 1991 1998

Legenda Surdez

Deficiência mental, surdocegueira, deficiência múltipla e condutas típicas

Esquema 2 – Linha do tempo com os principais marcos referentes à criação de serviços educacionais especializados públicos voltados para os alunos com surdez, deficiência mental, surdocegueira, deficiência múltipla e condutas típicas

85 Na Seção 3.6. Cr ia çã o Esc ol a M un icip al de S u rd os Iní cio d a co nstr ão d a E m eb e R ola nd o R am ac cio tti I nício d a c on str ão d a Em eb e Ma rly B uissa Chi ed de Ina ug ur ão d a Em eb e Ne usa Ba ss etto Cr ia çã o do Pr og ra m a de Estim ula çã o Ess en cia l (PEE) Via bil iza çã o de u m a se de p ar a o PEE / Re no m ea çã o do PEE pa ra Ce ntr o M un icip al de A po io Er ne sto A. Cle to o

No próximo capítulo exploraremos as mudanças ocorridas a partir de 2009 concernentes aos serviços que foram explanados nesta seção.