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Şirket Kârlarının Sürdürülebilirlik Durumunun Durağanlık Analizi İle Araştırılması

BÖLÜM 4: DURAĞANLIK ANALİZİ YÖNTEMİYLE ŞİRKET KÂRLARININ

4.7. Şirket Kârlarının Sürdürülebilirlik Durumunun Durağanlık Analizi İle Araştırılması

Apesar da grande maioria dos trabalhos sobre a cooperação universidade- empresa tratarem os atores e suas relações de forma sistêmica, algumas teorias referem- se com maior especificidade a um ou outro parceiro. Com isso, a universidade vem sendo crescentemente observada sob uma perspectiva analítica em relação às transformações internas diante das necessidades e do contexto externo.

Com base na hipótese de que tem havido importantes tendências de desenvolvimento com respeito à comercialização da pesquisa acadêmica do setor público e mudanças que afetam os relacionamentos que acontecem dentro da universidade e entre academia e indústria, WEBSTER & ETZKOWITZ (1991) afirmam que há, entre aqueles que exploram essa questão, duas visões distintas. A primeira argumenta que tais desenvolvimentos não são mais do que uma extensão de modelos antigos e que o papel funcional global desses dois setores e a natureza do seu relacionamento não tem sido alterado dramaticamente. A segunda posição sugere que essas mudanças quantitativas e estruturais anunciam o surgimento de um novo tipo de instituição acadêmica, uma que é orientada muito mais diretamente a executar um papel em nome do Estado como uma agência de desenvolvimento econômico.

Essa segunda posição foi denominada como a teoria da Segunda Revolução Acadêmica8 e proposta por WEBSTER & ETZKOWITZ (1991), em trabalhos publicados no final dos anos 80 e início dos anos 90. A Segunda Revolução Acadêmica relaciona-se com a necessidade do Estado estimular o crescimento

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Vale lembrar que a Primeira Revolução Acadêmica se deu no século XIX quando a atividade de pesquisa deixou de ser, na sua maioria, uma atividade individual praticada nas casas ou laboratórios particulares dos cientistas e foi institucionalizada, levada para dentro da universidade, tornando-se uma atividade profissional adicional ao ensino. A Universidade de Berlim representa o marco do rompimento com o padrão anterior de universidade.

econômico na ausência de políticas industriais formais. Os autores vão além, argumentando que o que se observa é o início de um novo “contrato social”9 entre academia e sociedade, sendo que o suporte vindo do Estado para a pesquisa acadêmica será mantido enquanto a pesquisa executar um papel chave na nova economia.

Na suposição de que esse novo contrato social seja honrado, WEBSTER (1990) acredita que, no auge do progresso dessa Segunda Revolução Acadêmica, serão fundadas novas estruturas transacionais híbridas que combinem atividades de P&D acadêmico e industrial.

Esse novo contrato já apresenta reestruturações pragmáticas para a legitimação da pesquisa acadêmica. A National Science Fundation – NSF – principal órgão governamental norte-americano de financiamento da pesquisa básica, está seguindo determinações políticas que exigem, com base num decreto-lei de 1993, que as agências de financiamento à pesquisa destinem 2/3 de seus recursos para pesquisas com perspectiva de impacto sócio-econômico (BRISOLLA et al., 1998b).

WEBSTER (1994) afirma que as circunstâncias econômicas confrontadas por empresas, universidade e Estado nos anos 90 são muito diferentes daquelas que prevaleceram nos anos 70 e na primeira metade dos anos 80. Para as universidades, o desafio é responder à queda de recursos, tornarem-se seletivas e redefinirem seus objetivos estratégicos. Isto significa reestruturação e comercialização de sua pesquisa e treinamento.

A tese da Segunda Revolução Acadêmica enfatiza que os trabalhos de consultoria sempre foram comuns e significativos em determinadas áreas. Assim, nos Estados Unidos, áreas como química e engenharia sempre mantiveram uma grande proximidade com o setor empresarial, especialmente através dos trabalhos de consultoria para grandes empresas. Também áreas como administração e geologia mantiveram vínculos históricos com as empresas em seu setor. Nas demais áreas, as universidades americanas viveram relativamente isoladas das atividades empresariais cotidianas.

O que mudou nos anos 80, com a emergência da biotecnologia, é que algumas dessas áreas (biologia, bioquímica e outras áreas correlatas), que mantinham

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A idéia é que um novo contrato social suplanta o velho contrato, estabelecido durante e após a 2a Guerra Mundial, onde a pesquisa acadêmica orientada para fins militares era legitimada pela necessidade de defesa.

certo afastamento das atividades empresariais, passaram a ser o centro das atenções (ETZKOWITZ & PETERS, 1991). As ciências humanas, como a sociologia, a psicologia e as ciências políticas, também entram no rol das áreas descobertas pelas empresas, de modo que tem havido também uma maior aproximação dos especialistas dessas áreas (antes consideradas não científicas) ao meio empresarial. O fenômeno novo é a participação ativa tanto dos cientistas industriais nas instituições acadêmicas, quanto o inverso10. Em outras palavras, os cientistas acadêmicos participam do trabalho das empresas privadas e os cientistas industriais dedicam parte de seu tempo a atividades em centros acadêmicos de pesquisa.

Ainda que grande parte da interação verificada em todas as economias se expresse por consultorias, ensaios e testes, a crescente novidade das últimas três ou quatro décadas é a conformação de equipes conjuntas de pesquisa como centro da nova relação. Considerada mais “nobre”, é esta a forma de cooperação que vai incidir na mudança da agenda de pesquisa acadêmica e, portanto, é ela que dará a tônica da transformação interna da universidade (BRISOLLA et al., 1998b).

Esta nova forma de cooperação, no entanto, não irá substituir as anteriores, mas acrescentar-se a elas. De fato, o início do relacionamento entre universidade e empresa ainda passa, em muitos casos, pela consultoria, testes e ensaios e, só depois de ganhar a confiança da empresa, os grupos acadêmicos conseguem cooperação na pesquisa.

De acordo com WEBSTER & ETZKOWITZ (1991), há um nível de compreensão insuficiente sobre a dinâmica institucional que envolve a cooperação entre a universidade e seus parceiros. Para os autores, são quatro as tarefas que merecem nossa atenção:

1. a revisão e o mapeamento das tendências na mudança de relacionamento entre academia e indústria como forma de determinar a distribuição e a extensão dos novos desenvolvimentos e situá-los nos seus contextos históricos e sociais;

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Segundo ETZKOWITZ (1998), estão ocorrendo mudanças cognitivas no comportamento dos cientistas diante da atual conjuntura, inseridas no conceito da “capitalização do conhecimento”, onde muitos cientistas acadêmicos não mais acreditam no isolamento (numa “torre de marfim”) para trabalhar na lógica da descoberta científica.

2. o desenvolvimento de uma análise teórica mais profunda sobre quais mudanças institucionais esta colaboração tem trazido;

3. o desenvolvimento de métodos comparativos para distinguir as formas de colaboração, tanto quanto a ênfase nas áreas de pesquisa negligenciadas; e

4. a determinação das implicações tanto para a prática da política científica como para a pesquisa.

Numa visão extrema sobre as mudanças internas na instituição universitária, WASSER (1990) argumenta que a universidade pode caminhar em direção a uma transformação tão radical em busca de uma adaptação à moda do desenvolvimento econômico e na formação da “universidade empreendedora”, que muitas instituições não poderiam mais utilizar a tradicional definição de universidade.

Entretanto, ETZKOWITZ (1983, 1989) sugere que a orientação para uma “universidade empreendedora” não levará seus membros a reconhecer que eles não operam mais sob a cultura acadêmica porque, para eles, a constituição das normas da cultura acadêmica tem sido transformada desde a década passada. A “tradicional” busca pelo conhecimento tem sido combinada e reinterpretada como compatível com a pesquisa orientada comercialmente. ETZKOWITZ (1989) afirma, ainda, que a incorporação da extensão do conhecimento, como um valor profundamente assegurado pelos cientistas, dentro de um relacionamento compatível com a capitalização do conhecimento, constitui uma mudança normativa na ciência11.

Ambientes que estão em processo de mudança ou reestruturação sempre apresentam algum tipo, se não vários, de tensão ou conflito entre seus agentes. Para o caso da cooperação universidade-empresa não é diferente. Segundo GIBBONS (1994), existe uma oposição entre a empresa científica como uma comunidade aberta de cientistas e uma empresa de produção de conhecimento como um sistema acadêmico de pesquisa e, enquanto uma nova abordagem não estiver firmemente estabelecida, haverá margem para que se sinta medo de perder algo que era anteriormente valorado.

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Trabalhos mais recentes (ETZKOWITZ, 1998) sobre as mudanças de comportamento dos atores que comercializam os resultados obtidos da pesquisa acadêmica baseiam-se nos conceitos denominados como “capitalização do conhecimento” e do “cientista empreendedor”, onde se discutem as mudanças normativas que estão acontecendo nas instituições acadêmicas e com os seus pesquisadores.

No entanto, a tese da Segunda Revolução Acadêmica tem seus opositores. PETERS (1987), defende que o que acompanhamos atualmente é a retomada de laços que foram sistematicamente interrompidos durante o período do pós-guerra com a intensificação do financiamento governamental para a pesquisa acadêmica. Ele reconhece que tem havido inovações organizacionais na última década, mas acredita que o sistema acadêmico não será radicalmente modificado em suas características e funções básicas: haverá uma acomodação. O exemplo clássico utilizado para ilustrar a tese de que relações com o setor empresarial não são criações da atualidade é o caso do MIT – Massachussets Institute of Technology12.

Entretanto, essa idéia é rebatida por ETZKOWITZ (1998) quando afirma que apesar de ter existido a formação de firmas de consultorias industriais e de instrumentação científica por pesquisadores no final do século XIX, em Harvard e no MIT, elas foram anomalias na época.

Essa discussão estende-se além do exposto aqui. A intenção não é aprofundar-se nas reflexões teóricas sobre o assunto, mas indicar que essa tese está fundamentada em fatos concretos de mudanças no interior da universidade, principalmente no caso dos países centrais, e indica a necessidade de dedicação acadêmica ao estudo de tais mudanças.

Além do arcabouço teórico sobre os modelos e teorias, existem aspectos operacionais que envolvem o tema da cooperação e que possuem significativa importância na estruturação do conteúdo deste trabalho. Dessa forma, tais aspectos são tratados no próximo tópico.