A. Osmanlı Toplumu, Şiir, 16. Yüzyılda Şairlerin Durumu
C. 16. Yüzyılda Yazılmış Tezkireler ve Müellifleri Hakkında Bilgi
1.4. Bazı Şekiller ve Türler
77
1ª Sessão na Área de Dia
Data: 6/12/2011
Tema do Texto:
“ Muitas vezes desconfiámos dos nossos amigos e ajudamos os nossos inimigos” – “
O Apicultor”
pág.75 do livro”Fábulas de Esopo”.Participantes:
Grupo Psicoeducativo (cerca de 13 pessoas, diagnósticos não foram definidos).Dinamizadores:
Enfrª Carla Mendes, Enfrº José Souta. Um estagiário de psicomotricidade como observador.Como decorreu?
Senti algum nervosismo inicial no inicio da atividade que penso se deve ter revelado na minha voz mas prossegui... Comecei por fazer uma breve apresentação da atividade, aludindo aos livros já apresentados anteriormente, optei pelo livro de fábulas justificando a minha escolha, pois hoje era dia de devolução do livro na biblioteca e não tinha a certeza de o poder continuar a manter na minha posse pelo que nos iniciámos na Biblioterapia pela história “ O Apicultor”, já escolhida pelo grupo.
Tratava-se de uma pequena história em que o apicultor apesar de cuidar das suas abelhas, foi atacado por estas após o terem confundido com o ladrão de mel. Junto com o grupo definimos as ideias centrais em torno das quais se desenvolve a história e fizemos a ponte para situações da vida real já vividas ou conhecidas pelo grupo; a participação foi espontânea e para minha surpresa uma das utentes associou a situação da história a um episódio em que se encontrava com um delírio persecutório que estava na origem da sua desconfiança em relação a uma grande amiga. Surpresa minha, pois desde que me encontro com este grupo nunca tinha ouvido uma verbalização delirante assumida perante todo o grupo de forma tão espontânea. O orientador interveio e senti-me grata por isso e enfrentou a questão sem rodeios, aproveitando para um momento psicoeducativo relativamente às formas como a crise se pode manifestar e da necessidade de a reconhecer e de pedir ajuda. Foi uma partilha rica que passou um pouco pela desconfiança baseada em factos ou não, pela dificuldade das relações, pela capacidade de nos colocarmos no lugar do apicultor e de pensar no tipo de sentimentos que ele poderá ter experimentado e de que forma este episódio poderá ou não vir a ter consequências no futuro.
Faço um saldo bem positivo da atividade, considerando que foi muito boa a presença do orientador e a sua intervenção pois todos ficámos a ganhar com isso; penso que se estivesse só com o grupo teria tido maior dificuldade em abordar as questões que surgiram. Fiquei até um pouco surpreendida com a forma como o
78 orientador utilizou o texto e pareceu dominar perfeitamente esta atividade e cheguei a pensar de mim para mim que seria uma atividade interessante de virem a desenvolver na Área de Dia, mas não me atrevi a sugerir.
Senti o grupo um pouco diferente do habitual, menos espontâneo, mais reservado e comentei o facto com o orientador que achou que tinham participado de forma espontânea e adequada, mas que justificou o facto por se tratar de uma atividade nova, estarem um pouco na expectativa e por ser uma atividade que exige alguma reflexão. Pessoalmente achei que esta atividade exigiu da parte dos utentes para além da reflexão, uma exposição de sentimentos mais íntimos, que de alguma forma se entrelaçaram com os sintomas da doença. Mas não deixaram de existir alguns momentos de diversão e bom humor durante a atividade e considero que até foi divertido partilhar a dinamização desta atividade ao contrário do que tenho feito habitualmente.
Posteriormente eu e o orientador conversámos acerca da atividade e foi muito agradável perceber que concordava com a minha perspetiva relativamente ao uso da Biblioterapia como instrumento terapêutico; em que o texto funciona como ponto de partida para a partilha que de facto é a fase mais importante desta atividade e que segue o rumo que os utentes ditarem permitindo-nos ir trabalhando as questões à medida que surgem, indo sempre de encontro aos seus interesses/ necessidades. Achei interessante a perspetiva da Biblioterapia na vertente psicoeducativa e fez-me todo o sentido pois é neste sentido que o facto de se tratar de um enfermeiro a dinamizar a atividade poderá fazer a diferença, relativamente a outro profissional.
79
2ª Sessão na Área de Dia
Data: 13/12/2011
Tema do Texto:
“ Anansi e as Bananas” ”, pág. 20 (uma história da Jamaica) do livro “Volta ao Mundo em 80 Histórias”.Participantes:
Grupo Psicoeducativo (cerca de 13 pessoas, diagnósticos não foram definidos).Dinamizadores:
enfrª Carla Mendes, enfrº José Souta. Um estagiário de psicomotricidade como observador.Como decorreu?
Conforme combinado anteriormente com o grupo hoje foi escolhida uma história da Jamaica, que nos falava acerca das relações, mais especificamente o personagem central da história engana uma vez um seu companheiro e quando tenta enganar pela 2ª vez e da mesma forma um outro companheiro, este que já assistiu ao 1ºepisódio acaba por o castigar.
A leitura correu bem, sem interrupções. Estiveram atentos e captaram as ideias principais do texto conseguindo verbalizá-las para o grupo. Foi fácil a passagem para as situações da vida real. Foi pedido aos diferentes membros do grupo que se colocassem na pele dos diferentes personagens e que identificassem como se teriam sentido nos diferentes papéis. O orientador relacionou o texto com um tema já tratado no grupo psicoeducativo e que abordava o bem-estar e tentou que dentre os 3 personagens qual seria o que apresentaria um maior bem-estar, chegaram a conclusões diferentes. Relativamente ao final da história em que um dos personagens da história se vinga de quem o tentou enganar, apenas 2 dos utentes presentes não concordou e “aplaudiu” este final e achou que seria melhor os dois personagens terminarem numa situação de partilha.
Falou-se dos sentimentos que estão presentes nas relações, da confiança, da partilha e simultaneamente da desconfiança e de dar por vezes oportunidade ao outro de pedir desculpa ou de lhe permitir ter uma 2ª oportunidade. Uma das utentes considerou que tal por vezes não se aplica pois considerou que existem pessoas que não conseguem aprender com as situações e que repetidamente cometem os mesmos erros afetando quem os rodeia; mas todos estiveram de acordo que aprendemos com as situações e que aplicámos estes conhecimentos em situações futuras. Também se concluiu que podemos aprender com as situações vividas por outros e às quais assistimos de perto e aproveitei para fazer a ponte para um dos objetivos desta nossa
80 sessão e que passa pela partilha das estratégias de cada um, ficarmos todos um pouco mais ricos e vermos aumentado o nosso leque de opções perante uma situação.
Foi uma sessão agradável, dinâmica e rica. Terminámos agradecendo a participação de todos os membros e esclarecendo que esta seria a minha ultima sessão com o grupo.
81
83