II. 2.11 1923-1938 Dönemi DıĢ Politikaların Mizaha Yansımaları
II.2.12. Ġsmet Ġnönü Dönemi Politikalarının Mizaha Yansımaları
Um estudo histórico da evolução do Estado desde o século XVIII mostra que a atuação do Estado no domínio econômico se fez de forma muito diversificada e com variados graus de intensidade. Primeiramente, verifica-se um afastamento do Estado da área econômica, ficando responsável apenas pelo exercício indispensáveis à preservação da liberdade e da segurança dos cidadãos. Posteriormente, de maneira diferente, verifica-se uma presença estatal tanto no que se refere à exploração direta das atividades econômicas quanto na prestação de serviços à comunidade.
Em seguida, presencia-se a queda do modelo do Estado Social, constatando- se uma diminuição da ação estatal direta na economia, uma diminuição do pensamento difundido do Estado Provedor, isso desencadeou a difusão da ideia de atuação regulatória do Estado, na elaboração dos serviços públicos.
Numa visão internacional, esse é um panorama simplificado, obviamente, os fatos não aconteceram dessa forma tão linear e obedecendo a essa sequência, assim a referência ao Estado Regulador, é um caminho que está ganhando cada vez mais espaço. Por isso, os Estados caminham para a retirada da participação estatal da economia, iniciando os programas de privatizações, ou seja, o encaminhamento de empresas estatais para o setor privado, mediante a venda de ativos. Isso, não quer dizer que o Estador regulador é a volta do Estado Liberal, a ideia da atuação estatal regulatória há uma participação considerável do Estado na economia.
Busca-se uma forte atuação do Estado como um agente normativo e regulador da atividade econômica. Os novos pensamentos ganham cada vez mais espaço, até mesmo na realização de serviços públicos, que são serviços que constituem atividade econômica, de uma forma que possibilitam ao Estado, desde que preservem a titularidade desses serviços transferir para a iniciativa privada a sua realização, cujo valores, objetivos e princípios aplicáveis a atividade econômica, seja observada a natureza social de cada serviço.137
Pode-se afirmar que os princípios básicos que nortearam as iniciativas na seara da regulação econômica são baseada no estudo tradicional do bem-estar,
137 SOUTO, Aluísio Mário Lins. Agências Reguladoras Multissetoriais Como Controle Das Falhas De
Mercado. 2011. 141p. Dissertação em Direito Econômico. Universidade Federal da Paraíba. João
devido a isso alguns comentários serão feitos sobre esse tema. Partindo do comportamento individual privado, são obtidos as opções sob as quais o mercado - ou seja, a relação entre demandantes e demandados - agem para promover o bem-estar comum.138
Essa liberdade de comportamento individual geram as falhas de mercado, que para Robert Baldwin,139 essas existem quando o funcionamento do mercado - não regulado pelo Estado - é deixado livre, para realizar-se de forma independente, devido a essa liberdade, gerará um resultado não desejado. Essas falhas normalmente ocorrem devido as imperfeições de mercado, gerando as externalidades.
Em seguida, tendo como ponto de partida a existência das externalidades, toda vez que uma ação econômica de um agente gere um custo, ou um benefício - desde que esse agente não custeie nada ou seja remunerado por esse benefício. As externalidades ocorrem como fruto da privação de um mercado que institui tal custo ou benefício. Quando há a ocorrência dessas externalidades, os efeitos otimizadores para a sociedade não ocorrem, por isso, o mercado falha, na realização de proporcionar situações ideais para o interesse coletivo.
Nas décadas posteriores ao surgimento do Estado do Bem-Estar Social, foram estipulados caminhos para que o Estado interferisse na economia - impostos, subsídios, restrições de produção, entre outros - com o fim primordial de prover um bem-estar social, tendo como foco a atuação dos monopólios naturais.140 Contudo, até as décadas de 30, 40 e 50, a regulação era restrita ao controle dos monopólios naturais, necessitando cada vez mais, de uma ação contra as externalidades.
De outra banda, o Estado Regulador era um caminho limitado, cheio de empecilhos e com poucas contestações. Devido a isso, se diz que o surgimento de instituições regulatórias e a instrumentação de sistemas administrativos, foi analisada de acordo com processos políticos, que de uma maneira ampla organizaram uma vida da sociedade humana ao longo da história.141
Apenas recentemente, a regulação começou a mostrar as ações do governo que de alguma forma, interferiam na atuação das empresas privadas e na vida dos cidadãos. A regulação é resultado de extenso caminho para a solidificação e criação
138 SOUTO, Aluísio Mário Lins. Agências Reguladoras Multissetoriais Como Controle Das Falhas De
Mercado. 2011. 141p. Dissertação em Direito Econômico. Universidade Federal da Paraíba. João
Pessoa. 139
BALDWIN, Robert; CAVE, Martin. Understanding Regulation: theory strategy and practice. Oxford. Oxford University Press, 2002. p. 26.
140
JUSTEN FILHO. Marçal. O Direito das agências reguladoras independentes. São Paulo: Dialética. 2002.
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SOUTO, Aluísio Mário Lins. Agências Reguladoras Multissetoriais Como Controle Das Falhas De
dos Estados nacionais como fruto da relação entre nações da comunidade política e econômica internacional.142
Os sistema regulatórios derivam da história da criação da cidadania e do Estado Democrático de direitos. O surgimento desses modelos regulatórios uniram características políticas, econômicas e culturais próprias de cada sociedade, ocasionando sistemas, organizações e administrações regulatórias também próprias.143
Atualmente, a atividade das agências reguladoras, como disciplinadoras da atividade econômica das empresas privadas, tinham como objetivo o interesse público, encontrando-se enraizada na construção da democracia e do Estado de Direito. No desenrolar da história, surgiu dois caminhos da regulação econômica, resultando numa definição de agências reguladoras com funções distintas: as agências que garantem a concorrência do mercado e as que combatem mecanismos anticompetitivos; e, as agências que fiscalizam a realização dos serviços públicos prestados por empresas privadas.144
As grandes transformações regulatórias que ocorreram nos serviços públicos de infraestrutura foram iniciadas no Reino Unido e nos Estados Unidos, na década de 70, iniciando o processo mundial de reestruturação do Estado. A partir da década de 90 e as grandes modificações nas economias e sociedades, deram surgimento a criação de novas agências reguladoras. Entretanto, as mudanças das economias dos países capitalistas desenvolvidos desencadearam um estudo sistemático dos marcos teóricos da regulação econômica.
Enquanto na Europa e nos Estado Unidos, desde a década de 70 já se iniciaram as instalações do Estado Regulador; no Brasil, a primeira reforma da Administração Pública, foi realizada no governo de Getúlio Vargas, que adotou a administração burocrática no lugar da patrimonialista. O Estado Brasileiro do ponto de vista administrativo era um Estado patrimonial, onde a confusão entre o patrimônio privado e público era ligada ao sistema. Getúlio Vargas tentou romper com esse quadro, criando carreiras de Estado e exigindo concurso público para a entrada ao serviço público, acarretando um enorme esforço de profissionalização da Administração Pública.
142
JUSTEN FILHO. Marçal. O Direito das agências reguladoras independentes. São Paulo: Dialética. 2002
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SOUTO, Aluísio Mário Lins. Agências Reguladoras Multissetoriais Como Controle Das Falhas De
Mercado. 2011. 141p. Dissertação em Direito Econômico. Universidade Federal da Paraíba. João
Pessoa.
144 SAMPAIO, Gustavo José Marrone de Castro. O Estado Regulador. 2007. 129p. Dissertação (Mestrado em Ciências Jurídicas) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007, p. 53.
Em tal período foi iniciado os projetos e ações voltados para o crescimento tanto econômico quanto industrial do país, firmando tal fase de desenvolvimento por décadas. Nas décadas de 1950 e 1960 os setores de infraestrutura brasileiros ensejaram a formação de monopólios naturais, isto é, quando o mercado absorve apenas a oferta de uma única empresa, não comportando concorrência, devido à necessidade de criação em larga escala e aos altos custos de produção. A prestação dessas atividades pelo Estado foi à solução apontada para lidar com esta estrutura de mercado. Apenas no final da década de 1960, o avanço começou a diminuir com o regime militar e continuou a decair na década de 1970 com o aumento da dívida externa, com a inflação e o desequilíbrio econômico.
Surgiu no Brasil, uma nova fase onde o Estado se retira da prestação direta dos serviços públicos, isso se deu a partir da década de 80. Tal fenômeno se justifica pela globalização econômica, o crescimento acelerado das inovações tecnológicas com o objetivo de diminuir, até mesmo acabar com a importância política estatal. Isso trouxe um risco para o Estado, porque com a desestatização das empresas o Estado perde o poder de influência e controle sobre determinados setores econômicos que estavam em alta no Brasil.
Faz-se necessário, falar sobre o neoliberalismo que nada mais é do que uma reação à expansão da intervenção do Estado, com uma tentativa de recompor a primazia do mercado. Pode definir o neoliberalismo como a junção de ideias políticas e econômicas que defendem a não intervenção do Estado na economia, ocorrendo nesse caso total liberdade de mercado, sendo garantido o direito econômico e social de um país.
Com o surgimento dessa nova fase no Brasil, aumenta-se a intervenção estatal, de modo que o Brasil volta ao regime democrático e participa ativamente do setor produtivo, tornando a influência sobre a gestão privada maior do que quando o Poder Público participava diretamente, o que ocasionava num melhor resultado.
No que tange as atribuições estatais, foi criado o Programa Nacional de Desestatização - PND, que foi idealizado com o fim de ocasionar na modernização do Estado e conferir uma maior eficiência e rapidez na prestação dos serviços. Com isso, foram transferidas várias atividades que eram realizadas no setor público, para o setor privado, nesse caso o Estado passou a exercer um papel menos executor na prestação de serviços e as entidades privadas assumiram cada vez mais, as tarefas que anteriormente eram desenvolvidas pelo Estado.
A fim de proteger o interesse coletivo foram criados entes que têm como mister mediar as relações que se estabelecem entre as esferas pública e privada, de modo a torná-la equilibrada, bem como fiscalizar o que está sendo explorado pelo setor
privado, tais entes são conhecidos como agências reguladoras. Portanto, o Brasil sai de uma fase intervencionista direta e entra no novo século com vistas a consolidar um novo modelo, o do Estado Regulador. Esse Sistema traz consigo, como objeto principal, as agências reguladoras.
3.2 O PAPEL DAS AGÊNCIAS REGULADORAS NO PROCESSO DE