Nisa 4:141‟de Allah “Sizi gözetleyip duranlar; eğer size Allah‟tan bir zafer nasip
1.3.6. Ġslam Hukukuna Göre Ehlikitap Sayılan ve Sayılmayan Dinler
1.3.6.7. Ġslam Hukukuna Göre Müslüman-Ehlikitap Evliliği
QP duas C0 TP TP QP duas T0 AspP Asp0 -ndo vP QP duas v0 VP V0 DP T′ T0 ⊘ vP TP v0 VP V0 incomod- QP trˆes
De acordo com a teoria de QR que assumo aqui, duas dentro da OG-sujeito teria que se mover para a borda da primeira fase que cont´em esse QP. Na estrutura em quest˜ao, trata-se do [Spec, CP] da orac¸˜ao-matriz. Dessa posic¸˜ao, o QP pode c-comandar o trˆes na orac¸˜ao-matriz. Essa instˆancia de QR ´e leg´ıtima tanto porque ela satisfaz o requerimento de que QR ocorra de fase- em-fase quanto a exigˆencia de que esse movimento estenda o escopo de duas.
5.3
OGs adverbiais preposicionadas
Finalmente, passamos para a ´ultima das OGs de classe 2 investigadas aqui, a saber, as adverbiais preposicionadas. Essa denominac¸˜ao ´e devida `a preposic¸˜ao que precede a OG (com em(48-a)). Esse subtipo de OG adverbial n˜ao pode ter um nulo sujeito; ele ´e necessariamente um DP manifesto.
(48) a. O Jo˜ao estudou com os irm˜aos gritando. b. *Os irm˜aos estudaram com ec gritando.
Outra caracter´ıstica de OGs adverbiais preposicionadas ´e que elas est˜ao fora do escopo de negac¸˜ao sentencial da orac¸˜ao-matriz.
(49) a. *A Maria n˜ao estudou com o Jo˜ao lendo livro algum.
b. *O Jo˜ao n˜ao arrumou a sala com a Maria mexendo um dedo.
Com base nessa propriedade, proponho que essas OGs est˜ao adjungidas ao TP-matriz, que est´a acima de NegP.
5.3. OGs adverbiais preposicionadas (50) TP TP T0 NegP Neg0 n˜ao vP v0 VP PP P0 com sem TP T0 AspP Asp0 -ndo vP v0 VP
Como j´a mencionado, a derivac¸˜ao de todas as OGs adverbiais vai ser mostrada no cap´ıtulo6. Por ora, basta que vejamos a configurac¸˜ao final de uma sentenc¸a como(48-a):
(51) CP C0 TP TP DP o-Jo˜ao T0 vP DP o Jo˜ao v0 VP estud- PP P0 com TP DP os-irm˜aos T 0 ⊘ AspP Asp0 -ndo vP DP os irm˜aos v0 VP grit-
A partir dessa estrutura, tento explicar as caracter´ısticas do comportamento de OGs adverbiais preposicionadas.
Essas OGs permitem o licenciamento de negac¸˜ao –(52)– e adv´erbio sentenciais –(53). (52) A Maria n˜ao consegue dar aula com os alunos n˜ao mexendo um dedo.
(53) O Jo˜ao quer viajar sem a aeronave provavelmente sofrendo uma pane na volta.
O licenciamento de negac¸˜ao e adv´erbio sentenciais pressuporia TP, uma projec¸˜ao que realmente est´a presente em OGs de classe 2 como a adverbial preposicionada.
Passando para as propriedades que analisei como sendo dependentes de fase, n˜ao podemos considerar alc¸amento porque ela diz respeito a passivizac¸˜ao na orac¸˜ao-matriz e movimento do sujeito da OG para a posic¸˜ao de sujeito-matriz.9 Quanto `as propriedades que realmente
9Ver por´em o cap´ıtulo 6, onde, assumindo a MTC, discuto por que movimento a partir da OG adverbial preposicionada n˜ao ´e poss´ıvel. Isso resulta no sujeito desse subtipo de OG adverbial ser obrigatoriamente aberto.
5.3. OGs adverbiais preposicionadas
podemos avaliar, um sujeito anaf´orico n˜ao ´e permitido –(54)– e uma leitura de escopo invertido tamb´em parece n˜ao estar dispon´ıvel –(55).
(54) *A Mariain˜ao consegue estudar com seichecando o celular toda hora.
(55) Trˆes professores conseguiram dar aula com dois aluno gritando.
???Tem dois alunos espec´ıficos tal que trˆes professores quaisquer conseguiram dar
aula com esses alunos gritando.
A impossibilidade de ligac¸˜ao em(54)“diverge” do que ´e “esperado” de OGs de classe 2. OGs proposicionais, por exemplo, permitem um sujeito anaf´orico (ver sec¸˜ao5.1 acima). Pode ha- ver raz˜oes independentes por que OGs adverbiais preposicionadas se comportam da maneira como se comportam. OGs adverbiais preposicionadas parecem estar localizadas numa posic¸˜ao relativamente alta na estrutura.
(56) CP C0 TP TP DP a-Maria T 0 vP DP a Maria consegu- estudar PP P0 com TP DP se T0 ⊘ AspP Asp0 -ndo vP DP se chec- o celular
A impossibilidade de ligac¸˜ao em(54) pode ser explicada pelo fato de n˜ao haver relac¸˜ao de c- comando entre o sujeito da orac¸˜ao-matriz e o sujeito da OG dentro do CP-matriz, que ´e a menor fase que inclui o sujeito anaf´orico da OG adverbial preposicionada e que deve ser o seu dom´ınio de ligac¸˜ao.
Quanto `a impossibilidade de leitura de escopo invertido em(55), eu ainda n˜ao tenho expli- cac¸˜ao. Na verdade, a previs˜ao que a minha an´alise faz ´e que(55)deveria ser amb´ıgua, pois dois deveria poder se mover para o Spec do CP-matriz, a menor fase que inclui a OG adverbial pre- posicionada. Dessa posic¸˜ao, esse quantificador deveria poder ter escopo sobre um quantificador na orac¸˜ao-matriz. As duas restric¸˜oes sobre QR (i.e., o movimento n˜ao pode ser semanticamente v´acuo e ele tem que proceder fase-por-fase) s˜ao respeitadas. Novamente, deixo esse outro pro- blema para ser resolvido em investigac¸˜oes futuras.
5.4. Conclus˜ao
5.4
Conclus˜ao
Este cap´ıtulo foi dedicado a OGs de classe 2, as OGs que compartilham propriedades tanto com a classe 1 quanto com a classe 3. Tal como a classe 1, as OGs de classe 2 projetam TP, o que separa essas OGs das de classe 3. Isso explica por que as OGs de classe 1 e as de classe
2convergem quanto a licenciamento de negac¸˜ao sentencial e de adv´erbio sentencial. Por´em, diferentemente da classe 1, mas semelhantemente `a classe 3, as OGs de classe 2 n˜ao s˜ao fases, j´a que a projec¸˜ao mais alta delas ´e TP. Isso captura o comportamento semelhante de OGs de
classe 2e as de classe 3 quanto a alc¸amento, ligac¸˜ao e escopo invertido. O compartilhamento de propriedades com cada uma das duas outras classes ´e o que torna a classe 2 uma classe intermedi´aria.
Tal como foi a estrat´egia usual nessa dissertac¸˜ao, eu tentei derivar o comportamento das OGs de classe 2 da maneira como a computac¸˜ao procede, somando isso a assunc¸˜oes e propostas relativas `a estrutura delas. Eu tamb´em tentei mostrar que, quando um dado subtipo de OG n˜ao apresenta o mesmo comportamento que o restante dos subtipos na mesma classe, ´e porque h´a um fator adicional atuante (por exemplo, restric¸˜oes independentes sobre extrac¸˜ao a partir da posic¸˜ao de sujeito e o posicionamento da OG em relac¸˜ao ao restante da estrutura).
Dois ingredientes importantes na an´alise de OGs de classe 2 foram a incorporac¸˜ao do con- ceito de projec¸˜ao estendida e a proposta de que c-comando de um alvo pela projec¸˜ao estendida da sonda ´e suficiente para valorac¸˜ao de trac¸o. Eu devo dizer que, apesar desse truque dar conta dos dados, ele continua sendo um truque, de modo que reavaliar a an´alise ´e preciso. Eu deixo isso para investigac¸˜oes futuras.
Finalmente, neste cap´ıtulo eu fiz algumas observac¸˜oes preliminares sobre as preposic¸˜oes de e como que est˜ao presentes no complemento de gostar e de considerar, respectivamente. A an´alise do licenciamento dessas preposic¸˜oes requer desenvolvimento atento, o que deixo para investigac¸˜oes futuras tamb´em. ´E importante que esse trabalho seja feito porque foi com base na ocorrˆencia dessas preposic¸˜oes que eu propus que o morfema de ger´undio possui um trac¸o de Caso a ser valorado (ver sec¸˜ao1.5.2).
Cap´ıtulo 6
Controle em OGs adverbiais
Neste cap´ıtulo, finalmente vamos ver a derivac¸˜ao de OGs adverbiais. Vou tentar mostrar que as possibilidades de controle, que s˜ao uma propriedade distintiva desses subtipos de OG, se seguem da an´alise proposta, em conjunc¸˜ao com algumas assunc¸˜oes auxiliares.
6.1
Introduc¸˜ao: problemas de controle suscitados por OGs
adverbiais
Nessa dissertac¸˜ao, investigo trˆes tipos de OGs adverbiais, as altas, as baixas e as preposiciona- das.
(1) OGs adverbiais altas
a. O Jo˜ao chegando mais cedo, a firma termina o projeto.
b. O Jo˜ao chegando atrasado de novo, a firma n˜ao conseguiu terminar o projeto. c. ecChegando mais cedo, o Jo˜ao vai conseguir terminar o projeto.
d. ecChegando atrasado de novo, o Jo˜ao n˜ao conseguiu terminar o projeto. (2) OGs adverbiais baixas
a. *O Jo˜ao caminha a Maria ouvindo m´usica. b. O Jo˜ao caminha ec ouvindo m´usica. (3) OGs adverbiais preposicionadas
a. O Jo˜ao estudou com os irm˜aos gritando. b. *Os irm˜aos estudaram com ec gritando.
Acontece de cada um desses trˆes tipos de OGs adverbiais pertencer a cada uma das trˆes classes de OGs propostas. OGs adverbiais altas s˜ao uma instˆancia de OG de classe 1, OGs adverbiais baixas, da classe 3 e OGs adverbiais preposicionadas, da classe 2. Quanto a auto-suficiˆencia para Caso, OGs adverbiais altas s˜ao auto-suficientes, mas OGs adverbiais baixas e as preposi-
6.1. Introduc¸˜ao: problemas de controle suscitados por OGs adverbiais
cionadas n˜ao s˜ao.
OGs adverbiais altas se distinguem pelo sujeito delas poder ser um DP n˜ao-nulo (o Jo˜ao) –
(1-a), (1-b)– ou nulo – (1-c), (1-d). Para as OGs adverbiais baixas, essa alternˆancia n˜ao est´a
dispon´ıvel: o sujeito ´e necessariamente nulo –(2-b)vs. (2-a). O mesmo pode ser dito de OGs adverbiais preposicionadas, s´o que agora o sujeito ´e necessariamente aberto –(3-a)vs. (3-b).
Apesar dessas diferenc¸as, a an´alise proposta permite dar conta uniformemente dos trˆes sub- tipos de OG adverbial. Analiso o sujeito nulo em(1-c), (1-d), (2-b)como PRO porque, como vamos ver abaixo, essas estruturas apresentam as propriedades caracter´ısticas de controle exaus- tivo obrigat´orio. Para analisar essas estruturas, assumo a teoria de controle por movimento (MTC), resumida na sec¸˜ao 4.3.1acima, e movimento lateral, a ser apresentado na sec¸˜ao 6.2. As particularidades de realizac¸˜ao do sujeito de OGs adverbiais v˜ao ser derivadas de fatores independentes da computac¸˜ao sint´atica, a saber:
(4) a. A numerac¸˜ao cont´em material suficiente para que todas as exigˆencias tem´aticas sejam satisfeitas por merge externo ou merge interno/movimento ´e necess´ario? b. O sujeito da OG adverbial est´a ativo na derivac¸˜ao para que ele possa se mover? c. A ausˆencia de uma sujeito na estrutura da OG faz com que a derivac¸˜ao fracasse? De acordo com a MTC, controle resulta quando o mesmo objeto sint´atico passa por mais de uma posic¸˜ao tem´atica via movimento-A. Para que esse movimento seja poss´ıvel, esse objeto sint´atico precisa estar ativo, isto ´e, ele deve ter um trac¸o a ser valorado, sen˜ao, o movimento ´e exclu´ıdo por economia. Isso leva `a previs˜ao de que OGs que n˜ao s˜ao auto-suficientes para Caso (i.e., as OGs de classe 2 e as de classe 3) permitem controle, j´a que o sujeito delas n˜ao pode ser marcado com Caso dentro da OG e, portanto, se mant´em ativo para se mover para dentro da orac¸˜ao-matriz. Se esse movimento tiver como alvo uma posic¸˜ao tem´atica, o resultado ´e controle. ´E exatamente isso que acontece com OGs adverbiais baixas –(2-b). No entanto, esse n˜ao ´e o caso para OGs de classe 2 –(3-a). Assim, a primeira quest˜ao que tenho que responder, j´a que estou assumindo a MTC, ´e: por que h´a um contraste entre as duas instˆancias de OG adverbial que n˜ao s˜ao auto-suficientes para Caso?
Por seu turno, as OGs auto-suficientes para Caso tˆem os seus pr´oprios recursos de valorac¸˜ao de Caso. Assim, espera-se que o sujeito delas n˜ao esteja mais ativo para se mover para uma posic¸˜ao tem´atica adicional dentro da orac¸˜ao-matriz. O resultado ´e uma OG adverbial alta com um sujeito manifesto, como em(1-a)e(1-b). Esse resultado est´a correto, mas ele n˜ao ´e exaus- tivo porque, como visto em(1-c)e(1-d), ´e igualmente poss´ıvel que OGs adverbiais altas tenham um sujeito PRO. Se essas OGs s˜ao auto-suficientes para Caso, como ´e que o sujeito delas pode estar ativo para se mover para uma posic¸˜ao tem´atica dentro da orac¸˜ao-matriz, resultando em controle? Argumento que, apesar de ser poss´ıvel que o sujeito de uma OG adverbial alta tenha o seu trac¸o de Caso valorado dentro da OG, isso n˜ao ´e obrigat´orio. Basta que (i) o sujeito se mova antes de acontecer valorac¸˜ao de Caso e que (ii) a ausˆencia de um DP dentro da OG n˜ao cause o fracasso da derivac¸˜ao. Esses dois requisitos podem ser satisfeitos simultaneamente