4.9. ARAġTIRMA BULGULARI VE DEĞERLENDĠRME
4.9.5. Ġnsan Kaynakları Uygulamaları ve Finansal Yapı Ölçeği Korelasyon
Segundo FIGUEIREDO (1998), a teoria da organização das regiões, desenvolvida por Lösch, considera estritamente o aspecto econômico do problema locacional. Essa teoria apresenta as seguintes hipóteses básicas: as matérias-primas e os insumos necessários à produção são ubíquos; há uniformidade nas condições de transporte; a população está distribuída uniformemente no espaço; as rendas, os gostos e as preferências de consumo são uniformes; há uniformidade do conhecimento da tecnologia; há interdependência locacional; e o mercado opera em regime de concorrência imperfeita, sendo possível a obtenção de economias de escala, com aumento da procura global.
De acordo com CLEMENTE (1994), a principal preocupação de Lösch era desenvolver um modelo de equilíbrio geral do espaço, que servisse de orientação básica para o planejamento da melhor localização. Ao contrário de seus antecessores, considerou que a escolha locacional deva almejar o maior lucro possível e não o menor custo. Para isso, são introduzidas nas análises as
variações espaciais de demanda, o que indica que o sistema de isodapanas18, de Weber, poderia conduzir ao engano ao desconsiderá-las.
Essa teoria busca responder em que condições determinado produto será vendido e qual será a sua área de mercado. Para isso, inicia-se com uma análise da curva de demanda espacial que dá origem ao chamado cone de demanda, apresentado na Figura 8 e discutido nos parágrafos subseqüentes.
A hipotenusa do triângulo hachurado corresponde à curva de demanda espacial de determinado produto (Figura 8), na qual os eixos estão invertidos, ou seja, o eixo das abscissas (C) corresponde ao preço CIF acrescido dos custos de transporte, e o eixo das ordenadas (Q) representa a quantidade demandada por unidade de tempo.
Partindo da hipótese da uniformidade nas condições de transporte, podem- se realizar vendas em todas as direções aplicando a mesma tarifa. Assim, é possível gerar um “cone de demanda”, girando-se o eixo dos custos em torno do eixo das quantidades. A área PFQ representa as vendas totais em função do preço P, ao longo de uma extensão linear de mercado (PF). O segmento PF representa ainda o custo de transporte “crítico”, ou seja, aquele que torna o produto gravoso, a ponto de reduzir a zero a quantidade vendida. Essa distância corresponde ao raio do círculo, que é a metade da base do cone de revolução.
O volume do cone de demanda de Lösch, multiplicado pela densidade da população por km2, gera a quantidade total de vendas do produto, dado o preço na fábrica e dada a tarifa de transporte por unidade de distância. Tendo em vista o conhecimento da curva de demanda da firma, é fácil visualizar no mesmo gráfico a curva de custo médio de longo prazo (CMLP). O fato é que a firma só poderá produzir para o mercado quando sua curva de CMLP interceptar ou tangenciar a curva de demanda. Quando esse evento não ocorrer, o produto de determinada firma não será comercializável, ou porque o custo de transporte é muito elevado, ou devido às vantagens de produção em larga escala, que tornam uma produção
18 As isodapanas são o lugar geométrico dos pontos de iguais acréscimos de custo de transporte a partir do
custo total de transporte mínimo. São, ainda, as linhas que ligam os pontos nos quais a soma dos custos de transporte de reunião e distribuição são iguais (HADDAD, 1989).
pequena antieconômica.
A essência das regiões econômicas, de Lösch, é verificada pelo equilíbrio de longo prazo das firmas em concorrência monopolística, com o surgimento de novas firmas. Atinge-se o equilíbrio com fatores substituíveis e curvas de custos côncavas, ou com coeficientes fixos e rendimentos de escala variáveis.
A concorrência monopolística é, normalmente, oriunda da diferenciação física do produto, ou de suas características peculiares de venda, como embalagens, marcas famosas e outras. No entanto, ao inserir a dimensão espacial, a diferenciação do produto, que promove estrutura de concorrência monopolística, será fruto da acessibilidade. O fato é que a acessibilidade dos consumidores à fonte de abastecimento de dado produto, em dada localização, difere da acessibilidade dos consumidores a outras fontes de abastecimento do mesmo produto.
Fonte: HADDAD (1989) Figura 8 – Cone de demanda.
A presença de uma única firma promove um lucro extraordinário, que induz à entrada de novas firmas no mercado. Admitindo-se que a região seja uniforme, que os insumos sejam ubíquos e que a população esteja uniformemente distribuída, como já abordado, as firmas distribuem-se em áreas circulares que tendem a se tangenciar, gerando espaços vazios, ou interstícios, como apresentado na Figura 9a. Como alguns consumidores não estão sendo atendidos, propõe-se que as áreas circulares se sobreponham, como na Figura 9b. Ocorre que os consumidores na área de interseção “a” irão preferir adquirir o produto na
C F
Q
região mais próxima A, enquanto os consumidores de “b” irão preferir abastecer- se em B.
A partir desse ponto, a teoria conclui que a forma hexagonal seria a mais apropriada para as áreas de mercado, como apresentado na Figura 9c, gerando maior número de vendas e abastecendo os consumidores com menor custo de deslocamento. Tem-se, ainda, uma última modificação nas áreas de mercado não no que diz respeito às suas formas, mas às dimensões. Ocorre que a disputa de mercado entre as firmas promove redução da demanda individual, que se desloca para a posição de equilíbrio de longo prazo. Essa redução na demanda promove uma alteração do “cone de demanda”, de Lösch, determinando áreas de mercado menores, no longo prazo. As dimensões dessas áreas dependerão da estrutura de custo das firmas e das tarifas de transporte (HADDAD, 1989).
(a) (b) (c) (d)
Fonte: Modificado de HADDAD (1989)
Figura 9 – Transição das áreas de mercado de círculos para hexágonos.