6. ARAġTIRMA BULGULARI
6.5 Etkinlik Ölçümleri
6.5.1 Etkinlik
6.5.1.3 ĠĢletmelerin etkin ve etkin olmama durumunu etkileyen faktörler
No mundo globalizado do século XXI, o trabalhador não pode mais ter uma só profissão. Segundo Jordão (2007), é primordial ter uma profissão e também outra, pois em cinco ou dez anos, para fechar um negócio fora do país, não será suficiente o diploma de administração de empresas. Além da habilidade em outros idiomas, o administrador precisará de familiaridade com a cultura e a história do povo com que negocia para alcançar bons resultados na negociação, ou seja, precisará aliar conhecimento antropológico aos conhecimentos administrativos.
O que se pode perceber é que, além do disputado diploma universitário, o administrador necessita ter perfil para administrar. Caso contrário, ficará sujeito a funções subalternas e alternativas dentro das organizações, mesmo portando o diploma. O administrador não é mais o profissional formado nas salas de aula, com as melhores notas entre os colegas. O recém-formado precisa apresentar de fato uma “personalidade administrativa”, um perfil de administrador.
Segundo o Conselho Federal de Administração (CFA), em 2007, a maioria dos administradores é do sexo masculino, casado e sem dependentes; está na faixa etária de até 30 anos; é egresso de universidades particulares; concluiu o curso de Administração entre 2000 e 2005; possui especialização em alguma área de Administração; trabalha nos setores de serviços, da indústria e em órgãos públicos; atua nas áreas de Administração geral e finanças; ocupa cargos de gerência.
O perfil adequado para o administrador nos próximos anos exige deste uma razoável capacidade de comunicação e uma dose de liderança, essencial para quem quer assumir o comando.
Um administrador precisará equilibrar criatividade com a perspicácia para encontrar soluções apropriadas à empresa sob sua administração. É imprescindível ter visão globalizada para entender que a empresa se situa em um conjunto de outros players, ou seja, é parte de um meio caracterizado por mudanças contínuas, pela competitividade e vulnerabilidade às forças externas. É essencial construir credibilidade, adquirir poder de persuasão e convencimento para driblar as objeções e adversidades, como também ter habilidade para relacionar-se com pessoas.
O administrador moderno necessita de rapidez para adaptar-se às mudanças e reagir positivamente a elas. É importante que tenha senso de responsabilidade social, ou seja, deve ter consciência de que todos os atos da empresa administrada por ele gerarão algum tipo de impacto positivo ou negativo à sociedade. Além da visão tradicional de lucros, é necessário investir em ações que promovam maior qualidade de vida para a sociedade envolvente, práticas inteligentes de destinação de dejetos das indústrias, ações sociais que visem a algum benefício para a saúde, a segurança, a cultura e o lazer da comunidade e também de seus funcionários. Muitas dessas ações podem e devem ser geradas pelas empresas privadas. Nos últimos anos, os consumidores têm valorizado empresas que adotaram tais posturas,
comprando seus produtos e serviços em detrimento de produtos e serviços de outras que não adotaram políticas sociais responsáveis.
O administrador precisa estar atento às oportunidades de mercado e manter-se alerta aos acontecimentos a sua volta. Alguns mercados prometem oportunidades de curto prazo para os administradores, como o mercado do entretenimento, a gestão do bem estar, o agronegócio, a gestão ambiental, a tecnologia da informação, as consultorias e o trabalho autônomo em sistema flexível (flex time).
Nos últimos anos, houve aumento na busca pelo entretenimento e a diversão passou a ser considerada um filão extraordinário para os negócios. O mercado vem se profissionalizando e os consumidores buscam produtos de qualidade. Cresce a procura pelos serviços em turismo e cultura. Em 2006, o turismo setor gerou 604 milhões de empregos formais e informais. Ainda há espaço para negócios que explorem oportunidades voltadas à terceira idade, conhecida como “melhor idade”.
Ainda no ramo do entretenimento, como oportunidades de atuação para os administradores com perfil empreendedor, desponta a área de design de games e animação. Somente 35 empresas atuam no setor e há espaço para investidores na área de jogos para celular. A área de eventos também representa oportunidades para administradores.
Outro mercado que surge como um celeiro de oportunidades, nos próximos anos, é o setor de qualidade de vida ou o denominado mercado do bem estar. Segundo dados do International Stress Management Association (ISMA), 70% da população brasileira é acometida pelo stress. Os consumidores têm apreciado a qualidade de vida, a saúde física e a saúde mental. O setor abarca perfumaria, cosméticos, higiene pessoal e serviços voltados para o bem estar, a vaidade. Cresce a procura pelos spas e clínicas de estética e medicina preventiva.
A área de logística crescerá substancialmente em virtude do agronegócio. O setor continua representando oportunidades de especialização e atuação para os administradores do futuro, pois o Brasil é um país diferenciado em condições de geração e sustentabilidade de energia. Possui hidrelétricas e investimento em agroenergia, considerando combustíveis alternativos como o biodiesel e o etanol. Nos próximos anos, serão necessários profissionais de logística para o planejamento do escoamento e transporte dos produtos do agronegócio.
Com a sensibilização ecológica e o espírito de conservação da vida, cresce a demanda por profissionais voltados ao meio ambiente. Administradores ambientais, administradores rurais e profissionais da administração com ênfase em comércio exterior e/ou com especialização ambiental já são procurados para viabilização de projetos voltados à exportação de móveis de madeira certificada para países desenvolvidos, produção de artigos dentro de especificações e exigências sócio-ambientais. Profissionais responsáveis pela gestão sustentável e planejamentos desenvolvimentistas e de sustentabilidade de empresas e regiões, articulação de acordos comerciais, viabilização de negócios globalizados envolvendo diversidade de culturas serão cada vez mais valorizados.
Utilizando-se da contribuição de Tachizawa (2005), a responsabilidade social vem assumindo um posicionamento privilegiado por parte das empresas, bem como tem sido considerada um referencial de excelência para as organizações contemporâneas. O administrador moderno necessita desenvolver uma leitura das modificações que ocorrem nas organizações contemporâneas e nos padrões de consumo, tanto de produtos como de serviços.
Na visão do autor, a nova realidade político-econômica vem transformando as empresas contemporâneas em sistemas abertos, exigindo dos administradores mais flexibilidade para implementar seus processos e uma boa interação com o mercado de trabalho e o mercado consumidor. As ações dos administradores do futuro serão direcionadas pelas ações do mercado consumidor. O preço e a qualidade dos serviços abrirão espaço para o
comportamento social das empresas fabricantes desses produtos e/ou serviços. Os administradores serão exigidos a adotar um posicionamento ético e responsável em termos sociais e ambientais no relacionamento com consumidores, comunidades nacional e internacional.
A tecnologia da informação e da comunicação é uma área que envolve todas as demais possibilidades de trabalho no mundo moderno. Os administradores do futuro terão espaço em empresas de desenvolvimento tecnológico, produção de softwares, hardwares e soluções empresariais. Todos estes empreendimentos necessitarão de estratégias aplicadas às empresas e produção de metodologias de serviços, capacitação e consultoria para o crescimento sustentável dos negócios.
Pode-se afirmar que o trabalho com carteira assinada está chegando ao fim. Cada vez mais, os profissionais de outras áreas e, sobretudo da administração, precisarão trabalhar de forma autônoma e flexibilizada em termos de horário. Cada administrador passará a agir como um vendedor de conhecimento aplicado às necessidades das organizações modernas que esperam resultados. Nesse sentido, o caminho da consultoria é uma realidade. O profissional consultor é aquele que apóia as empresas desenvolvendo com elas relacionamentos duradouros para conduzi-las ao caminho da mudança, melhoria contínua através da proposição e implementação de metodologias aplicadas à realidade e necessidade dos negócios.
Vale ressaltar que todas as atividades descritas até aqui se aplicam ao perfil do administrador. Todas exigem capacidade de planejamento, organização, promoção e divulgação de produtos e serviços, políticas de qualidade, relacionamento e posicionamento estratégico.
É importante o entendimento de que o administrador nunca é um profissional acabado. Deve-se ter a consciência de que investir na educação continuada é condição essencial para
manter-se atualizado e apto a ocupar cargos de decisão nas empresas modernas. A administração de empresas é cada vez mais dinâmica e essa característica exige aperfeiçoamento contínuo dos administradores.
Outro atributo importante para o administrador moderno é a ambição, mas não se deve confundir atitude ambiciosa com ganância. A grande diferença entre as duas é que a atitude ambiciosa impulsiona a empresa positivamente. Os ambiciosos são inquietos por natureza e estão sempre buscando mais. A ambição empreendedora é salutar quando conduz o administrador à investigação e ao estudo de novas possibilidades e estratégias apropriadas a cada caso. É importante o líder trabalhar com ambição e compartilhar dessa postura com a sua equipe. Já o administrador ganancioso é aquele que transcende os limites da ambição positiva e pode anular o sucesso dos outros, em causa própria, o que é perigoso e antiético.
O administrador moderno precisa ser um articulador. É essencial desenvolver a habilidade de comunicar-se com clientes e concorrentes, interagir de alguma forma com a sociedade, com o governo e demais atores envolvidos. Para tanto, é necessária uma postura de flexibilidade e negociação.
Acredita-se que o administrador é um candidato natural a empreendedor. Porém, independentemente da abertura de empresa própria, um dos pontos mais valorizados no profissional administrador é o senso do empreendedorismo corporativo, uma visão mais ampla e inteligente em termos da sustentabilidade do cargo ou da profissão. Administrar uma empresa, segundo Idelberto Chiavenato (1993), envolve mais do que conceitos abstratos, como boa vontade ou esforço pessoal. Envolve o concreto, a produção de resultados.
Desta forma, entendemos que os cursos superiores estão no epicentro desse debate, pois, se, antes de 1990, o conhecimento que se adquiria em uma faculdade era combustível suficiente para os próximos 20 anos de trabalho, hoje, o curso de graduação tem de ser visto
como apenas um iniciador da caminhada. Quem termina a graduação, precisa ter em mente qual o próximo curso a ser feito, sob pena de se desatualizar.
Não é por outra razão que crescem pelo país os cursos de MBA (Master in Business Administration). Sua característica é a agilidade; podem ser criados e modificados com mais rapidez que os cursos universitários, para, assim, acompanhar as mudanças do mercado de trabalho. Segundo Ricardo Spinelli, diretor da FGV Management, “o que está acontecendo é que hoje é preciso voltar a estudar a cada dois ou três anos para estar em sintonia com o mercado, e os cursos de lato sensu, no caso os MBA, têm mais flexibilidade que as universidades” (apud folheto promocional do MBA/FGV).
A universidade, que papel cumpre? “Ela precisa ser encarada como um lugar para se aprender metodologia e pesquisa” (ibidem), mas no atual contexto as escolas privadas, que são as que mais crescem, vêem a educação como grande negócio, a ponto de terem aberto seu capital nas bolsas de valores.
Concluímos, portanto, a partir do que vimos desenvolvendo até aqui, pesquisando o mercado de trabalho, conhecendo as competências e habilidades exigidas do profissional, principalmente dos Administradores de Empresa, alvo de nossa pesquisa, e, ainda, por meio de algumas reflexões, estruturadas em categorias de análises, que grande parte das universidades de massa não atende às demandas feitas pelo mundo do trabalho. Estudamos os dados obtidos nas entrevistas e pudemos comprovar a hipótese sugerida no início deste trabalho, a saber, que realmente as chamadas “universidades mercantis de massa” não têm preparando adequadamente os alunos para o exercício da profissão.
Nosso propósito é alertar o professorado e os futuros discentes em Administração para o quadro de total descalabro que representa a defasagem entre os cursos oferecidos por grande parte das universidades mercantis de massa e as reais demandas do mundo da produção. A
relevância de nossa discussão está em propiciar às futuras gerações elementos para que possam com enfrentar com maior eficácia os desafios impostos por tal defasagem.
4 APRESENTAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PESQUISADAS