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2.5. Ġġ TATMĠNĠNE ETKĠ EDEN FAKTÖRLER

2.5.1. ĠĢ Tatminine Etki Eden Bireysel Faktörler

Discute-se muito a respeito de métodos de diagnóstico e de avaliação de gravidade da NPIQ, mas ainda não se tem um consenso sobre qual seria a melhor estratégia, tendo sido recentemente publicada, no Brasil, revisão integrativa sobre os principais métodos de avaliação da síndrome (SIMÃO et al., 2012).

Na prática clínica, o diagnóstico é realizado de forma rotineira mediante a manifestação de queixas do paciente. Essas são geralmente classificadas em graus que variam de 1-4, sendo a escala mais amplamente utilizada a Escala CTCAE (Critérios de Terminologia Comum para Eventos Adversos-Common Toxicity Criteria for Adverse Events), desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Contudo, as pesquisas sobre prevenção e tratamento da NPIQ têm sido comprometidas pela ausência de um instrumento simples, clinicamente útil, psicometricamente válido, em uma linguagem universalmente conhecida em oncologia e que possa ser implementado pelos diferentes profissionais de saúde que cuidam dessa população (CAVALETTI et al., 2010; SMITH et al., 2010).

O padrão ouro para avaliação da NPIQ é a Eletroneuromiografia (ENMG), método capaz de detectar alterações da condução nervosa, especialmente de fibras mielínicas, definindo o comprometimento neuropático (WILSON et al., 2002). A ENMG mostra mais comumente redução ou ausência da amplitude de potenciais sensitivos, sobretudo no nervo sural. A velocidade de condução nervosa também pode estar diminuída (CHAUDHRY et al.,

1994). Contudo, a ENMG convencional não detecta neuropatia de fibras finas, podendo não identificar casos de NPIQ restritas a estas. Há outros fatores limitantes como o fato de ser um exame desconfortável e de alto custo realizado por especialista em neurofisiologia clínica (WILSON et al., 2002).

Kraichete e Sakata (2011) descrevem, por sua vez, o Teste Sensitivo - (QST – Quantitative Sensory Testing) como um teste útil para o diagnóstico precoce da neuropatia diabética, quando estudos da condução nervosa não podem evidenciar neuropatia de fibra fina, porém tal instrumento ainda não foi testado na população oncológica. Nos pacientes diabéticos, o QST pode revelar disfunção sensitiva de natureza térmica (quente ou frio) no pé, com aumento do limiar de atividade das fibras-C. Contudo o QST não é específico para dor neuropática mas pode quantificar a alodínia e a hiperalgesia térmica ou mecânica.

Busca bibliográfica no Medline utilizando os descritores “CIPN”, “evaluation” e “diagnosis” identificou diversos instrumentos que vêm sendo utilizados na prática clínica (QUADRO 3). Cada um deles apresenta vantagens e desvantagens relacionadas a aplicabilidade, confiabilidade e associação a outros parâmetros clínicos como qualidade de vida (CAVALETTI et al., 2010; (SMITH et al., 2010). Recentemente, o CI-PeriNoms Group, constituído por 46 centros de pesquisas de diferentes países, empenhou-se em estabelecer a validade e a confiabilidade de diferentes instrumentos de medida da NPIQ. Segundo a conclusão do trabalho, as estratégias disponíveis têm confiabilidade bastante divergentes entre si, existindo lacunas especialmente na determinação da gravidade dos sintomas de NPIQ (CAVALETTI et al., 2013).

No Brasil, pesquisadores têm estudado o uso dos MSW (Monofilamentos de Semmes-Weistein) e do QNIA (Questionário de Neuroxicidade Induzida por Antineoplásicos) na avaliação da NPIQ. O QNIA mostrou alta confiabilidade, sendo claramente compreendido pelos entrevistados. Por meio de um estudo transversal, QNIA e MSW foram aplicados em 87 pessoas em tratamento antineoplásico potencialmente neurotóxico e em 30 controles saudáveis. Diferenças significativas foram encontradas entre os grupos para todos os itens avaliados, assim como boa concordância entre os instrumentos. Os MSW foram capazes de detectar quadros subclínicos de NPIQ (SIMÃO et al., 2014).

QUADRO 3 - Estudos de avaliação e diagnóstico da neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ) empregando diferentes instrumentos clínicos

N Autores Ano Origem Tipo de estudo Pessoas Avaliadas

Instrumentos utilizados

01 Wilson et al.. 2002 EUA. Longitudinal 13 ECN1

02 Cavaletti et al. 2003 Itália Transversal 60 TNS2

03 03

Cella et al. 2003 EUA Validação

Longitudinal

230 FACT-Taxane3

04 Doi et al. 2003 Japão Longitudinal 16 CPT4

05 Calhoun et al 2003 EUA Validação,

Longitudinal

134 FACT/GOG- NTx5

06 Cavaletti et al. 2003 Itália Transversal 60 TNS2 e TNSr6

07 Guastalla et al. 2003 França Revisão - EORTC- QLQ-C307, CES-D8,

State Axiety subscale of the Spielberger State-Trait Anxiety Inventory.

08 Visovsky et al 2004 EUA Longitudinal 16 MSW9

09 Leonard et al.. 2005 EUA Longitudinal 86 QNIA10

10 Postma et al. 2005 Holanda Validação 127 QLQ-CIPN 2011

11 Cavaletti et al 2006 Itália Longitudinal 428 TNSr6, TNSc12, NCI-CTC132.0 e

ECOG14

12 Argyriou et al 2006 Grécia Longitudinal 35 ECN1

13 Huang et al. 2007 EUA Validação

Longitudinal

134 FACT/GOG-Ntx5

14 Kuroi et al. 2008 Japão Transversal 61 PNQ15

15 Visovsky et al 2008 EUA. Revisão - ECN1 e ENMG16

16 Argyriou et al 2008 Inglaterra. Revisão - ECN1

17 Kuroi et al. 2008 Japão Estudo clinic 35 NCI – CTC13, FACT-Taxane4,

PNQ15

18 Shimozuma et al. 2009 Japã Validação,

Longitudinal

300 NCI-CTC13 3.0, PNQ15e FACT/GOG-NTx5

19 Griffith et al. 2010 EUA Revisão - QUADAS17, TNS2e FACT/GOG-

NTx5.

20 Lavoie Smith et al. 2010 EUA Validação 177 TNSr6 e CIN-SNPS18

21 Frigeni et al. 2011 Itália. Longitudinal 155 NCI-CTC13 3.0 e TNS2

22 Lavoie Smith et al. 2011 EUA Validação 117 TNSr6, NPS-CIN19e NCI-CTC13

3.0.

23 Tofthagen et al. 2011 EUA Validação 167 CIPNAT20

24 Hershman et al 2011 EUA Transversal 50 QST21 e FACT/GOG-NTx5

25 Takemoto et al 2011 Japão Estudo clinic 93 EVA22

26 Kautio et al 2011 Finlândia Estudo clinic 114 NCI- CTC13 e Oxaliplatin Scale

27 Wolf et al. 2012 EUA Estudo clinic 199 QLQ-CIPN 2011

28 Lavoie Smith et al. 2013 EUA Validação 376 QLQ-CIPN 2011

1

Estudos de Condução Nervosa

2 Total Neuropathy Score

3Funcional Assessment Cancer Terapy/Gynecologyc Group – Taxanes

4 Limiar de percepção de corrente 5

Funcional Assessment Cancer Terapy/Gynecologyc Group – Neurotoxicity

6 Total Neuropathy Score-reduced

7 European Organization for Research and Treatment of Cancer 8 Center for Epidemiologic Studies Depression Scale

9

Monofilamentos de Semmes-Weistein

10Questionário de Neurotoxicidade Induzida por Antineoplásico

11European Organization for Research and Treatment of Cancer QLQ -CIPN20 Questionnaire

12 Total Neuropathy Score clinical version

13

National Cancer Institute Common Toxicity Criteria

14 Escala de Performance da Eastern Cooperative Oncology Group 15 Patient Neurotoxicity Questionnaire

16Eletroneuromiografia

17

Quality of Diagnostic Accuracy Studies

18 Chemoterapy-Induced Neuropathy- Specific Neuropatic Pain Scale

19Neuropathic Pain Scale for chemotherapy induced neuropathy 20 Chemotherapy-Induced Peripheral Neuropathy Assesment Tool 21

Quantitative Sensory testing