2.5. Ġġ TATMĠNĠNE ETKĠ EDEN FAKTÖRLER
2.5.2. ĠĢ tatminine Etki Eden Örgütsel Faktörler
Os dados foram inseridos no programa SPSS versão 15, onde foram tratados e analisados utilizando-se estatística descritiva, comparativa e correlacional, considerando o nível de significância de 5%.
É importante ressaltar que para avaliação dos resultados do QNIA e MSW, além da análise por graus e presença ausência de NPIQ, estabeleceu-se também por análise baseada nos seus escores totais. No caso do QNIA, refere-se à soma dos pontos de frequência e intensidade dos sintomas informados pelo paciente em cada subescala. Para os MSW atribuímos para cada monofilamento uma numeração que variou de 0 a 6 nas mãos (a partir do monofilamento verde até a não percepção de nenhum deles - preto) e de 0-5 nos pés (a partir do monofilamento azul até o não reconhecimento de nenhum deles).
Para avaliação da ENG, além do diagnóstico final (presença/ ausência de NPIQ) avaliou-se também os valores absolutos de cada variável em cada nervo analisado.
4.7.1 Análise I: Estudo do desenvolvimento da NPIQ – Braço longitudinal
Estatística descritiva foi utilizada para descrever o perfil sócio demográfico e clínico dos pacientes incluídos no estudo. Testes de normalidade foram realizados, obtendo-se variáveis não normais, sendo necessário, portanto, optar por testes não paramétricos.
Teste de Friedman para variáveis numéricas e Cochran para variáveis categóricas foram realizados para verificar se ocorreram diferenças significativas ao longo do tempo. Nesse caso, realizaram-se análises comparando T1xT2, T1xT3 e T2xT3 com os testes de Wilcoxon para variáveis numéricas, McNemar para variáveis categóricas dicotômicas e Teste de Homogeneidade Marginal para categóricas dicotômicas ordinais. Para as múltiplas comparações foi adotado o valor p=0,029 (correção de Bonferroni).
Importante destacar que nos tempos 1 e 2, 40 pacientes foram avaliados; porém, no T3, 31 pacientes finalizaram toda a proposta o seguimento. Diante disso, os pesquisadores optaram pelo uso da estratégia LOCF (Last Observation Carried Forward - abordagem com base na observação mais recente) com vistas a homogeneizar os grupos mantendo tanto T1, T2 e T3 com 40 respondentes. A estratégia LOCF trata-se de um método de imputação que pode ser usada em estudos longitudinais que parte do pressuposto de que a resposta permanece constante desde o último valor observado (HAMER; SIMPSON, 2009). Nesse sentido, repetiram-se as respostas de T2 no T3 daqueles indivíduos que não completaram as 3 avaliações.
Análise de preditores de desenvolvimento da NPIQ:
Para comparar as características clínicas e sócio demográficas quanto à presença de NPIQ foi realizada análise transversal em cada tempo comparando-as aos achados de NPIQ identificados por meio de auto-relatos, QNIA e MSW. Nesse caso, teste exato de fisher foi realizado para variáveis categóricas e Mann-Whitney para variáveis numéricas.
Regressão logística binária foi realizada nos T2 e T3. Utilizou-se o teste de Hosmer-Lemeshow com estratégia backward (IC95%). Para inclusão das covariáveis foram consideradas aquelas com p<0,20.
Validação dos MSW:
Até o presente trabalho não era possível , com os MSW, identificar qual filamento ou qual grau de perda sensitiva corresponderia ao diagnóstico da NPIQ. Sendo assim, para identificação de um ponto de corte dos MSW que identificaria sintomas de NPIQ, curva ROC foi realizada utilizando os graus de perda sensitiva detectados pelos MSW e os diagnósticos de NPIQ identificados com o QNIA (NPIQ ausente = grau 0, NPIQ presente = grau ≥ 1). Valor preditivo positivo (VPP) e Valor preditivo negativo (VPN) para identificação de sintomas foram calculados. Detalhes dessas análises estão apresentados nos resultados.
Identificou-se com tais testes que o ponto de corte com os MSW que corresponderia à sintomas de NPIQ seria perda sensitiva ≥2 (ou a percepção a partir do monofilamento vermelhor escuro 4g). Nova variável dicotômica utilizando os MSW foi criada (NPIQ ausente = perda sensitiva < 2; NPIQ presente = perda sensitiva ≥ 2,).
Para os testes de validação, o T3 foi tomado como referência, uma vez que era nesse momento que maior número de pacientes havia realizado a ENG. Tendo como referência o ponto de corte estabelecido para presença/ausência de sintomas de NPIQ, testes de sensibilidade e especificidade comparando MSW e ENG foram então realizados, bem como cálculo de Valor Preditivo Positivo (VPP) e Valor Preditivo Negativo (VPN)
4.7.2 Análise II – Estudo do desenvolvimento e persistência de dor neuropática
Na realização desta anáise, o braço longitudinal refere-se à mesma população investigada na análise I, porém, analisada tendo como problema de pesquisa o desenvolvimento da dor neuropática.
4.7.2.1 Braço longitudinal
Foi realizada análise transversal em cada tempo a fim de verificar a associação entre características clínicas e sócio-demográficas e o desenvolvimento do quadro doloroso. Nesse caso, teste exato de fisher foi realizado para variáveis categóricas e Mann-Whitney para variáveis numéricas.
Análise de preditores de desenvolvimento da dor neuropática: realizou-se regressão logística binária nos T2 e T3. Utilizou-se o teste de Hosmer-Lemeshow com estratégia backward (IC95%). Para inclusão das covariáveis foram consideradas aquelas com p < 0,20.
Os pacientes incluídos nesse braço foram divididos em 2 grupos: com dor e sem dor neuropática. Para comparação das variáveis categóricas utilizou teste qui-quadrado e, quando apropriado, teste exato de Fisher. No caso de variáveis numéricas, foi realizado teste de Mann-Whitney em virtude do tamanho da amostra e do caráter assimétrico das variáveis analisadas.
Análise de preditores de persistência dor neuropática: realizou-se regressão logística binária utilizando-se teste de Hosmer-Lemeshow com estratégia backward (IC95%). Para inclusão das covariáveis foram consideradas aquelas com p < 0,20.
Correlação de Spearman foi utilizada para correlacionar os escores totais e de subescalas do QNIA e MSW com características clínicas como ansiedade, depressão, dor, bem como qualidade de vida.