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B. Karıştırılma İhtimali ile İlgili Düzenlemeler

3. Ülkemizdeki Diğer Düzenlemelerde

Sobre o planejamento das ações a serem executadas pelas Promotorias de Justiça (ADEM1), em seu âmbito de atuação, foi verificado que existe um plano de ação formulado pelos CAOP’s, bem como por alguns Promotores de Justiça, para determinado período ou situação. Porém, EXSG1 frisou a importância de haver um plano prévio, a ser entregue em período que antecede o final do ano anterior, com o fim de estabelecer um rumo a tomar no exercício vindouro.

De acordo com o entrevistado,

[...] quem não sabe para onde vai, não chega a lugar nenhum. [...] cada Promotor deve elaborar seu planejamento estratégico para o exercício seguinte em novembro, encaminhando ao Procurador- Geral de Justiça para publicação no Diário Oficial Estadual, visando gerar na sociedade uma expectativa positiva sobre a atuação do MP, e para que esta possa cobrar o cumprimento das metas estabelecidas. (EXSG1)

Desenvolver estratégias (ADEM) no MP/RN – PGJ significa que a instituição deve ter as informações necessárias a respeito das demandas sociais. É necessário, para uma instituição como o MP/RN – PGJ, que se levante dados efetivos. Mas isso não acontece. Essa realidade é bem definida na declaração a seguir:

É a prática do promotor que tem gerado a atuação. Estatística zero. Não há levantamento de dados efetivo, em termos de demandas sociais e resolução. Apenas conhece a quantidade de ações propostas, procedimentos, mas isso é pouco para se ter uma verdadeira radiografia do órgão. Não há como fazer uma tomografia da promotoria. Precisa-se fazer uma ressonância magnética da PGJ, para saber o que tem sido feito e algo que ainda se tem por fazer. É algo praticamente nulo. (EXSG1)

Percebeu-se ainda que o MP/RN – PGJ consegue atender às demandas sociais, mas de forma insuficiente no que se refere à celeridade esperada e até necessária. São unânimes as opiniões sobre a necessidade de melhorar estes aspectos e isso também é estratégico para prover probidade administrativa, fiscalização e que haja total cumprimento às leis por parte dos administradores públicos, contribuindo assim com a missão da GESPÚBLICA e reafirmando os valores defendidos pelo novo modelo de gestão pública descrito no referencial teórico da pesquisa.

Os dados da pesquisa ainda revelaram com relação ao planejamento de ações e iniciativa estratégica (ADEM1) e a implantação dessas iniciativas (ADEM2) que hoje o MP/RN – PGJ trabalha “apagando incêndios”, com medidas não preventivas, o que gera um desconforto para os cidadãos e a insatisfação dos mesmos. Isso foi percebido em uma das entrevistas (EXSG1), quando se obteve a seguinte afirmação:

Gostaria que fosse mais pro ativa, hoje trabalha mais “apagando incêndio”. A falta de planejamento estratégico leva a isso. Em alguns casos, algumas iniciativas de Promotorias têm permitido uma atuação mais pro ativa, mas ainda sofre de carência de pessoal, material e ambiente físico adequado. É preciso atuar antes que cheguem as demandas. Na maioria das vezes, ainda “corre atrás do prejuízo”.

No que e refere a ADEM1, foi feito um planejamento estratégico para as Promotorias do Consumidor, em 2005, o que não houve em 2006. Indicando que não há continuidade das ações e nem o comprometimento com o desenvolvimento de estratégias. Por outro lado, a variável (ADEM2) referente à implantação de ações, o MP/RN – PGJ desenvolveu algumas iniciativas como: como a do laboratório de publicidade (considera uma iniciativa estratégica), das Promotorias de Defesa do Consumidor, ainda não utilizadas em outros Ministérios Públicos.

De acordo com declarações prestadas (EXSG1), havia preocupação em desenvolver projetos, embora não tenham chegado a patamares ideais, considerando o período de 2001 a 2003.

Quanto ao gerenciamento das atividades e/ou ações do MP/RN, alguns acontecimentos foram relevantes e servem para se pensar sobre o desenvolvimento de estratégias (ADEM1 e ADEM2) neste órgão a partir de agora. Como se pode observar nas palavras de um dos entrevistados:

Não há um gerenciamento de projetos. O que ocorreu no Projeto do Fundo Nacional (devolução de verbas, atraso na prestação de contas), demonstra isso. Foram feitos a cartilha, o seminário de lançamento. Houve muita dificuldade para conseguir a aprovação do projeto, e foi devolvido 80% do valor obtido. Em 2003, foram apresentados 350 projetos para esse fundo. Em 2004, 750 e, em 2005, 2.230. Cada vez mais projetos e menos verba [...]

[...] falta um trabalho voltado para a administração. Existe grande cobrança, mas não se dá condições para atender a estas cobranças. O desafio para o futuro é implementar um sistema de planejamento e gestão estratégica no MP, funcionando em nível profissional, como seria em uma multinacional com metas claras com cobrança em cima dessas metas [...] (EXSG1)

Isso é um desafio para a nova administração pública, a análise de seu desempenho quanto ao comportamento do gestor, a necessidade de recursos humanos (capacitação), recursos estruturais e principalmente recursos financeiros. Não se podem desperdiçar recursos, pelo não cumprimento das metas e, principalmente quando não se faz um diagnóstico das demandas sociais para posteriormente planejar e implantar o que o que foi planejado.

O MP/RN através da PGJ tem tido essa preocupação. E de acordo com opinião emitida, deve ter uma distribuição de tarefas de acordo com a capacitação. A descrição dessas idéias pode ser vistas na seguinte afirmação:

Acho que é fundamental. Existe na PGJ o interesse (a intenção) de usar sempre nos cargos-chave pessoal concursado do MP. Isso é muito importante. Mas é importante que se detecte qual a capacitação e as habilidades do servidor, bem como capacitá-lo antes de colocá-lo nestas posições estratégicas. Quando se coloca alguém simplesmente para cumprir essa política de atender ao concursado, sem que este seja qualificado para aquela função específica, pode haver um desgaste para o servidor e para a administração. Por outro lado, pode haver pessoas capacitadas, preteridas em detrimento de um outro que se dá melhor com o

gestor, ou que tem uma indicação melhor por parte de um terceiro. Deve-se privilegiar o servidor da casa, prestigiá-lo na qualificação, na sua análise como servidor, mas sempre atendendo o interesse maior que é o do serviço. Ou seja, o serviço deve ser bem prestado [...] (EXSG1)

4.4 MUDANÇAS FUNCIONAIS E ESTRUTURAIS NO PERÍODO DE 2001 A 2005 –