1.2. Örgütsel ÖzdeĢleĢme
1.2.1. Örgütsel ÖzdeĢleĢmenin Sosyal Kimlik Kuramı ile ĠliĢkisi
Nesta seção são resumidas as principais alterações ambientais ocorridas no período. A tabela 8 mostra as alterações regulatórias e alguns eventos econômicos. Outras tendências, não assossiadas a eventos específicos, estão descritas após a tabela 8. Descreve- se também o desempenho global das companhias aéreas no mercado doméstico brasileiro através da lucratividade e da relação com o cambio. O entendimento da evolução destes indicadores do mercado ao longo do tempo fornece subsídios à análise dos casos à frente.
Tabela 8: Principais Mudanças Ambientais
Ano Descrição resumida
Início dos anos 1970
- Proliferação das aeronaves a jato e redução do número de cidades atendidas pela empresas aéreas brasileiras.
1973 - Governo Médici assina decreto que concede à VARIG monopólio de rotas internacionais por 15 anos.
1975 - Estabelecimento do SITAR
Ano Descrição resumida
1986 - Estabelecimento do Novo Código Brasileiro do Ar, mantendo o regime de competição controlada e aumentando o número de normas que regem a aviação.
1988 - Final do prazo do monopólio de 15 anos da VARIG para vôos internacionais 1989 - Criação do sistema da bandas tarifárias
1990 - Invasão do Kwait, guerra do Golfo Æ aumento do preço do petróleo 1991 - V CONAC:
- Início do processo de liberalização - Fim da aviação regional
- Aumento do número de rotas para o exterior
- Portaria 340/GM5 (12/06/91): Criação de normas para linhas aéreas regulares domésticas que tinham restrições à entrada.
Estabelecimento de controle de oferta, limitando a participação de empresas ou de associação de empresas no mercado doméstico a 50 %.
1992 - Portaria 75/GM5 (06/02/92): Instituição de liberação monitorada das tarifas aéreas domésticas, com o DAC estabelecendo as novas regras e o funcionamento.
- Portaria 686/GM5 (15/07/92): Revisão das regras de autorização e de concessão de serviços aéreos.
- Portaria 687/GM5 (15/07/92): Reestruturação do sistema de transporte aéreo regular. Criação do sistema VDC através de linhas aéreas especiais entre os aeroportos de Congonhas (São Paulo), Santos Dumond (Rio de Janeiro) e Pampulha (Belo Horizonte) e, destes aeroportos, ao aeroporto JK em Brasília. As empresas aéreas regionais teriam prioridades nestas linhas, exceto na ponte- aérea.
1997 - Portaria 986/DGAC (18/12/97): Redefinição do sistema tarifário dividindo as tarifas em tarifas básicas e tarifas especiais (classes, primeira, executiva, econômica e promocional). As empresas poderiam conceder descontos de até 65%.
1998 - Portaria 5/GM5(09/01/98): Extinção da preferência das empresas regionais na operação das linhas especiais. Determinação de limites de participação de mercado em 35% das empresas nacionais nas linhas aéreas especiais, que não poderiam ofertar mais de 50% de seus assentos nestas linhas.
1999 - Desvalorização cambial Æ aumento nos custos e queda na demanda internacional de passageiros brasileiros.
Ano Descrição resumida
2000 - Portaria 569/GM5 (05/07/00): Extinção da diferença entre empresa aérea regional e nacional. Criação de dois novos critérios para concessão e alteração de linhas - (a) expansão da oferta de opções aos usuários; (b) estímulo à competição.
2001 - Portaria 248/GM5 (10/08/01): Liberação das tarifas das linhas regulares. - Atentado terrorista de 11 de setembro e invasão do Iraque Æ redução de passageiros em vôos internacionais (recessão) e aumento do preço do petróleo. 2003 - Portaria 243/GC5 (13/03/03): Adequação do setor à nova realidade de
mercado. A importação de aeronaves passa a depender de aprovação do DAC, após comprovar necessidade da aquisição.
- Portaria 731/GC5 (31/06/03): Estabelecimento do papel do DAC como moderador, visando adequadar a oferta à demanda - “impedindo a competição danosa e irracional”.
Lei n. 11.182/05
Estabelece como a ANAC deverá portar-se em relação à competição do mercado, bem como que trabalhará com os órgãos e entidades do Governo Federal, competentes na matéria.
Na prestação de serviços aéreos regulares, prevalecerá o regime de liberdade tarifária. As tarifas devem ser comunicadas a ANAC e a ANAC deve assegurar a fiscalização e a publicidade das tarifas.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Choques econômicos, planos de estabilização, taxas de câmbio, e regulação têm papel importante no desempenho do setor. Oliveira e Silva (2006) avaliaram o desempenho do setor utilizando como principal indicador o mark-up preço-custo, MPC, definido como MPC = (preço médio – custo médio)/ custo médio, cuja evolução encontra-se na figura 11.
Figura 11: Evolução do MPC
Fonte : Oliveira e Silva (1996)
Para Oliveira e Silva (2006) os planos econômicos de estabilização do final da década de 1980 e do início da década de 1990 provocaram perdas de rentabilidade. Ao longo do período de análise, foram observados alguns picos e vales do MPC, os anos de 1973, 1978, e 1994 a 97, foram os períodos de alta lucratividade da industria.
Outro elemento macroeconômico com forte influência no desempenho no setor de transporte aéreo doméstico é a taxa de câmbio, dado que os custos são fortemente atrelados às cotações de moedas internacionais. Oliveira e Silva (2006) analisam a evolução das
variações da taxa de câmbio efetiva real (ΔCambio) em relação ao MPC, apresentada na figura 12.
Figura 12: Relação MPC e Cambio
Fonte: Oliveira e Salgado (2006)
Os anos de choques cambiais, 1983, 1991, 1999 e 2001 foram marcados por resultados negativos do setor. O período de 1988 a 1992 foi marcado por fortes prejuízos que originaram disputas que ainda tramitam no judiciário visando ressarcimento, pelo poder público, das perdas acarretadas pela política macroeconômica (Oliveira e Silva, 2006).
Outro componente importante no custo da aviação é querosene aeronáutico, combustível que vem apresentando forte alta nos últimos anos. Em virtude da não obtenção de série histórica de preços do querosene aeronáutico, optou-se por utilizar a evolução da cotação do barril de petróleo (Brent Crude Oil), apresentada na figura 13.
Figura 13: Cotação do Preço do Barril de Petróleo
Fonte: www.oilenergy.com
Pode-se notar forte alta do preço do petróleo a partir do final da década de 1990, época que coincide com o choque cambial e com o início da queda de performance das empresas aéreas nacionais, período no qual o modelo low cost, low fare ganha espaço no mercado aéreo internacional.
Outro índice de preços que auxilia a visualização da forte alta do combustível é o IPA - combustível e lubrificantes (Índice de preços ao atacado da FGV), cuja evolução encontra-se na figura 14, na qual o ano de 1994 é tomado como base 100.
US$/ Barril
US$/ Barril
Figura 14: Evolução do IPA – Combustível e Lubrificantes 1969-2005
5 CRONOLOGIA ANALÍTICA DOS CASOS
Neste capítulo desenvolve-se a análise cronológica dos casos VARIG, TAM e Gol que, como exposto na metodologia, constitui etapa intermediária da pesquisa. Para cada empresa serão desenvolvidos alguns temas centrais a partir dos quais será elaborada a discussão teórica.