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BÖLÜM 5: ŞĐĐR ÇÖZÜMLEMELERĐ

5.6. Önsözü(Fazıl Hüsnü Dağlarca)

Neste item serão discutidos os coeficientes de ponderação que devem ser adotadas para algumas combinações de carregamentos de acordo com as normas NBR 8681 e NBR 9782.

Os carregamentos considerados para este trabalho, serão os seguintes:

Peso próprio;

Carga acidental (contêineres); Guindastes sobre trilhos (portêiner);

Guindaste sobre pneus (Mobile Harbour Crane); Reach Stacker;

Atracação; Amarração; Temperatura; Vento;

Geotécnicos (empuxo da retroárea, atrito negativo, efeito Tschebotarioff, etc).

A Norma de Ações e Segurança – NBR 8681, estabelece critérios para verificação no estado limite último e no estado limite de serviço. Para o estado limite último, os critérios para as combinações dos carregamentos são:

1. ações permanentes devem ser consideradas sempre;

2. ações variáveis normais serão consideradas, para cada combinação, como sendo uma delas principal atuando com o valor característico Fk , e as demais como secundárias e

tendo seus valores característicos reduzidos para ψo.Fk.

Para análise linear, podem-se aplicar os devidos coeficientes de ponderação e combinação, tanto para os carregamentos antes do processamento ou nos esforços solicitantes depois do processamento.

Para a análise não-linear, os coeficientes de ponderação e combinação serão considerados antes do processamento, ou seja, nos carregamentos e não nos esforços solicitantes.

De maneira geral, as ações consideradas serão combinadas do seguinte modo:

= = + + = n j k Qj j k Q m i q k Gi gi d F F F F 2 , 0 , 1 1 . , [ . ] . γ ψ γ k Gi

F , = valor característico das ações permanentes;

k Q

F 1, = valor característico da ação variável considerada principal para a combinação; k

Qj

F , = valor característico da ação variável considerada secundária para a combinação;

j 0

ψ = valor de redução para cada uma das demais ações variáveis.

Antes de apresentar os coeficientes de ponderação para cada tipo de combinação, será definido, conforme NBR 9782/8681, o que significa cada tipo de combinação.

Especial ou de Construção: são considerados os valores de combinação quando a estrutura possa atingir estados limites durante a construção da obra;

Excepcional: são considerados os valores de combinação quando as ações possuem duração extremamente curta e com baixa probabilidade de ocorrência durante a vida útil da obra;

Normal: quando não se configurar em algum dos casos acima.

Os coeficientes de ponderação nas combinações últimas, conforme NBR 8681, são os seguintes:

Efeito Combinação Tipo de ação permanente

Desfavorável Favorável Peso próprio das estruturas metálicas 1,25 1,0 Peso próprio das estruturas pré-moldadas 1,30 1,0 Normal

Peso próprio das estruturas moldadas “in loco” 1,35 1,0 Peso próprio das estruturas metálicas 1,15 1,0 Peso próprio das estruturas pré-moldadas 1,20 1,0 Especial ou de

construção

Peso próprio das estruturas moldadas “in loco” 1,25 1,0 Peso próprio das estruturas metálicas 1,10 1,0 Peso próprio das estruturas pré-moldadas 1,15 1,0 Excepcional

Peso próprio das estruturas moldadas “in loco” 1,15 1,0 Normal ou de

construção Efeitos de recalque de apoio e retração 1,20 1,0 Tabela 4-4 – Ações permanentes diretas consideradas separadamente.

Combinação Tipo de ação variável

Coeficiente de segurança Efeito de temperatura 1,2 Ação de vento 1,4 Normal Ações em geral 1,5 Efeito de temperatura 1,0 Ação de vento 1,2 Especial ou de construção Ações em geral 1,3

Excepcional Ações em geral 1,0

Tabela 4-5 – Ações variáveis consideradas separadamente. Os coeficientes de redução Ψo para as combinações últimas serão os seguintes:

Ações Ψo

Depósitos, oficinas e garagens 0,8

Vento 0,6

Temperatura 0,6

Cargas móveis e efeitos dinâmicos 0,8

Tabela 4-6 – Valores dos coeficientes de redução para combinação última de ações variáveis.

Considerações Gerais:

A NBR-9782 determina que a carga acidental vertical não deve ser considerada simultaneamente com as composições ferroviárias ou equipamentos de manuseio na faixa de 1,0m de largura para cada lado do trilho.

Atualmente, os valores de carga acidental vertical nos terminais de contêineres superam 4,0 tf/m2 e a norma recomenda que não se devem usar cargas inferiores ao trem-tipo 45. Para os equipamentos de manuseio, deve sempre ser considerado o dado fornecido pelo fabricante.

As ações concentradas provenientes da ancoragem e macaqueamento dos equipamentos também devem ser consideradas.

Para as ações de vento, os valores são estipulados conforme a norma NBR-6123, que devem sempre ser respeitada e nunca deve ser considerada uma ação de vento com velocidade inferior a 60 km/h, de acordo com recomendação da NBR-9782.

As ações variáveis que forem favoráveis não serão consideradas e as que tiverem parcelas favoráveis e desfavoráveis, que fisicamente não podem atuar separadamente, serão consideradas conjuntamente como uma única ação.

As ações variáveis devidas ao meio ambiente (correntes marítimas, marés, ondas e vento) somente serão combinadas com as demais ações variáveis, quando elas forem operacionalmente compatíveis. As condições limites de operação portuária, conforme NBR- 9782, são:

- Vento de 60km/h;

- agitação residual de até 0,70m.

As ações devidas à atracação e amarração somente serão combinadas entre si quando elas forem possíveis de ocorrer simultaneamente, ou seja, quando o berço permitir atracação em lados opostos.

Ainda seguindo os passos da NBR-9782, é possível reduzir o efeito da carga acidental vertical do seguinte modo. Na área compreendida entre o trilho externo do guindaste e o paramento do cais, a carga acidental uniformemente distribuída pode ser reduzida a 40% do seu valor, não sendo considerado um valor inferior a 1,0 tf/m2. Isto pode ser considerado porque a área em questão não é utilizada como depósito durante a operação.

Para avaliação dos efeitos de carga acidental sobre o terrapleno (empuxos, estabilidade global, etc.), contidos pela estrutura do cais, pode-se reduzir a carga acidental vertical por um

fator igual a 0,8. Isto porque esse coeficiente redutor considera que a carga acidental não atinge a totalidade da área.

Para avaliação das cargas nos elementos de fundação, pode ser aplicado um coeficiente 0,7 ao valor característico da carga acidental vertical. Da mesma forma, esse coeficiente redutor considera a pequena probabilidade de ocorrência da carga acidental com seu valor máximo.

Este último parágrafo, conforme estabelecido pela NBR-9782, é questionável, pois, a aplicação do coeficiente redutor de 0,7 em toda a carga acidental no seu valor característico, configura-se como uma sub-avaliação dos carregamentos nas estacas, uma vez que há grande probabilidade de existir a totalidade dessa carga acidental numa área determinada, que compreendem algumas estacas.

Benzer Belgeler