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B) TEZKERELER VE ÖNERGELER

V. - ÖNERİLER A) SİYASİ PARTİ GRUBU ÖNERİLERİ

Além da análise de eficácia, eficiência e efetividade, entende-se ser importante o monitoramento das regiões no que se refere à distribuição de serviços, produção e resolubilidade. Com a aplicação desses indicadores, propostos por este estudo, é possível acompanhar o comportamento das instituições nas várias regiões, podendo-se , a médio prazo, por análise dos dados, estabelecer padrões brasileiros de distribuição de serviços e resolubilidade.

Serão descritos em seguida o Índice de Distribuição de Serviços por População (IDSp), Índice de Distribuição de Serviços por Nascidos (IDSn), Índice de Produção em Cirurgia de Congênitos (IPCC) e Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos IRCC. 4.5.1 Índice de Distribuição de Serviços por População

Índice de Distribuição de Serviços por População (IDSp), calculado por meio da proporção das unidades habilitadas e a população, multiplicado pela parametrização de um serviço para cada 800.000 habitantes. Objetiva analisar o grau de distribuição dos serviços de cirurgia cardiovascular pediátrica em relação à população. É o índice de melhor aplicação para cardiopatias adquiridas do grupo pediátrico ou adulto, por não levar em consideração o número de nascimentos.

IDSp = n° de unidades habilitadas X 800.000 população

4.5.2 Índice de Distribuição de Serviços por Nascidos

Índice de Distribuição de Serviços por Nascidos (IDSn), calculado por meio da proporção entre as unidades habilitadas e o número de nascidos no ano, multiplicado pela parametrização de um serviço para cada 800.000 habitantes. Objetiva analisar o grau de distribuição dos serviços de cirurgia cardiovascular pediátrica em relação ao número de nascimentos. Sua aplicação deve ser para a análise da distribuição de serviços para cardiopatias congênitas, a qual tem para o cálculo de sua estimativa o número de nascimentos. No caso de número de nascimentos que demonstra tendência de queda, é fundamental o acompanhamento do IDSn para que não se aumente sem a devida necessidade o número de instituições de saúde para atenção a esse grupo de pacientes. O índice servirá de base para o cálculo do Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos - IRCC.

IDSn = n° de unidades habilitadas X 800.000 n° de nascidos

4.5.3 Índice de Produção em Cirurgia de Congênitos

Índice de Produção em Cirurgia de Congênitos (IPCC), calculado pela proporção entre o número de cirurgias realizadas pelo SUS e a necessidade estabelecida. Tem o objetivo próximo ao do índice de eficácia, porém não considera para seu cálculo um recorte temporal para a análise. Demonstra o que foi realizado daquilo estabelecido como meta.

IPCC = n° cirurgias realizadas necessidade estabelecida

4.5.4 Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos

Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos (IRCC), calculado pela proporção entre o IPCC e o IDSn, multiplicado por 1000. Reflete a capacidade de atendimento da demanda, levando-se em consideração a capacidade instalada de instituições.

IRCC = IPCC X 1000 IDSn

O IDSn para o Brasil em 2008 foi de 18,1, sendo que a distribuição dos serviços nas diversas regiões foi: Sul(30,16), Nordeste(19,94), Centro-Oeste(18,07), Sudeste(16,32) e Norte(5,08) (Tabela 12). Portanto as melhores distribuições de serviços estão na região Sul e Nordeste e a pior no Norte.

Tabela 12 – Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos (IRCC), Índice de Distribuição de Serviços por nascimentos (IDSn) e Índice de Distribuição de Serviços por população (IDSp) em Cirurgia de Cardiopatias Congênitas no Brasil em 2008

Região População* Total

(UH)**

IDSp Nasc.* IDSn Estimativa Nec. p/ SUS

83,8% SUS** IPC C IRCC Brasil 191.480.630 66 0,28 2.917.432 18,10 21.006 17.603 6701 0,38 21 Norte 15.359.608 2 0,10 314.704 5,08 2.266 1.899 189 0,10 20 Nordeste 53.591.197 22 0,33 882.585 19,94 6.355 5.325 1427 0,27 13 Sudeste 80.915.332 23 0,23 1.127.424 16,32 8.117 6.802 2838 0,42 26 Sul 27.719.118 14 0,40 371.314 30,16 2.673 2.240 1506 0,67 22 Centro- Oeste 13.895.375 5 0,29 221.405 18,07 1.594 1.336 741 0,55 31

Fonte: SAS/MS 2010** *População estimada em 2009 IBGE

Legenda: UH = Unidades Habilitadas; IDSp = Índice de Distribuição de Serviços por População; IDSn = Índice de Distribuição de Serviços por nascimentos; IPCC = Índice de Produção em Cirurgia de Congênitos; IRCC = Índice de Resolubilidade em Cirurgia de Congênitos.

Na tabela 12, o Índice de Produção em Cirurgia de Congênitos (IPCC) para o Brasil foi de 0,38, observado-se para as regiões: Sul (0,67), Centro-Oeste (0,55), Sudeste (0,42), Nordeste (0,27) e Norte (0,10). Portanto, a despeito do elevado IPCC do Sul e do Sudeste, o IPCC do País é baixo em virtude do padrão pouco expressivo do Norte e Nordeste.

Em relação ao Índice de Distribuição de Serviços por Nascidos (IDSn), o valor para o Brasil foi 18,10 e conforme a região: Sul (30,16), Nordeste (19,94), Sudeste (16,32),

Centro-Oeste (18,07) e Norte (5,08). Os casos que chamam a atenção são as regiões Nordeste (IDSn-19,94) e Centro-Oeste (IDSn-18,07) que ocupam, respectivamente, segundo e terceiro lugar, com distribuição indicando que poderiam promover mais acesso da população aos procedimentos de que necessita. É importante ressaltar isso, porquanto o Nordeste, em termos de IPCC (0,27), teve produção superior apenas à região Norte e inferior à média nacional (0,38) (Tabela 12).

A região Centro-Oeste teve comportamento inverso ao da Nordeste, pois, em relação ao IDSn (18,07), ficou em terceiro lugar. Já pelo IPCC (33,86), ocupou a segunda posição. A região Sudeste, em relação ao IDSn (16,32), ocupou o quarto lugar; já em IPCC (0,55), ficou em terceiro. A região Norte apresentou índices de 5,08 e 0,10, respectivamente, para o IDSn e IPCC, ocupando a quinta e última colocação. Entre todas as regiões, o melhor desempenho foi obtido pela região Sul para IDSp (0,67), IDSn (30,16) e IPCC (0,67), e ficando em terceiro lugar apenas em IRCC (22) (Tabela 12).

A análise desses índices revela que a pulverização de centros nas diversas regiões do País, por si, não é capaz de garantir o acesso da clientela ao tratamento das doenças cardíacas congênitas. Esta afirmação tem por base os resultados obtidos com o IRCC, o qual revelou o seguinte cenário: Centro-Oeste 31; Sudeste 26; Sul 22; Norte 20 e Nordeste 13. Vale lembrar que o IRCC reflete a capacidade de atendimento da demanda, levando-se em consideração a capacidade instalada das instituições.

4.5.5 Eficácia

A razão essencial do projeto é produzir mudanças em alguma parcela da realidade, solucionar um problema social ou prestar um serviço a um determinado subconjunto populacional. Operacionalmente, a eficácia é o grau em que se alcançam os objetivos e metas do projeto na população beneficiária, em um determinado período, independente dos custos implicados (COHEN, 1993).

Foram examinados os dados da política entre 2005 e 2008. Como o objetivo da política é dar cobertura a 28.680 portadores de cardiopatias congênitas e adquiridas do grupo pediátrico por ano, a variável tempo foi estabelecida como 4 anos, haja vista o não estabelecimento de tempo para alcançar os objetivos.

Acompanhando Hernández Orozco (1986) citado por Cohen (1993), empregou-se a seguinte notação: L= unidades de objetivos obtidos; M= unidades de objetivos

programados; Tr= tempo real para chegar ao resultado obtido; Tp= tempo planejado para alcançar o objetivo total; A= eficácia.

Os resultados foram interpretados como segue: se A > 1, o projeto é mais do que eficaz; se A = 1, o projeto é eficaz; se A < 1, o projeto é ineficaz.

Quando a formula os dados coletados, foram encontrados os seguintes resultados: L = 7.114 (soma de procedimentos realizados em cirurgia de congênitos e de valvulares em pacientes abaixo de 18 anos durante os anos de 2005, 2006, 2007, 2008).

M= 114.720, (28.680 vezes 4 relacionados ao número de anos analisados) - (objetivo de procedimentos cirúrgicos estabelecidos pela política. Calculado pelo número de unidades a serem habilitadas para cirurgia cardiovascular pediátrica= 239, multiplicado pela produção mínima estabelecida pela portaria= 120 procedimentos/ano).

A= (L/Tr) / (M/Tp), donde A= (30.769/4) / (114.720/4), portanto A= 0,27

Como os cálculos realizados conduziram a A<1, então, a política analisada é claramente ineficaz.

4.5.6 Eficiência

O conceito de eficiência pode ser considerado com origem duas perspectivas complementares: se a quantidade de produto está predeterminada, procura-se minimizar o custo total ou o meio que se requer para sua geração; se o gasto total está previamente fixado, procura- se otimizar a combinação de insumos para maximizar o produto. Este conceito é utilizado predominantemente na análise financeira e está associado à noção de ótimo. Ele se refere às quantidades físicas mínimas de recursos requeridos para produzir certa quantidade de produto, assumindo uma tecnologia constante. Quando é introduzido o custo dos insumos, se homogeneíza esta dimensão e se passa à consideração da eficiência (COHEN, 1993).

Retomando a análise anterior e recorrendo à mesma notação, devem ser considerar dois conceitos adicionais para definir formalmente eficiência. Tal como no cálculo da eficácia aqui também estabeleceu-se recorte temporal em quatro anos. Assim, tem-se: Cr = custo real; Cp = custo programado; B = eficiência.

Os resultados foram assim interpretados: se B > 1, a política é mais que eficiente; se B = 1, é eficiente; se B < 1, ela é ineficiente.

Cr = R$ 1.519.553.834,96 [custo real obtido pelo produto do objetivo programado para 4 anos (114.720 procedimentos) multiplicado pelo valor real do procedimento, com base no IPCA, calculado para os anos de 2005 a 2008, respectivamente, R$ 12.363,09, R$ 13.066,55, R$ 13.476,84, R$ 14.076,56;

Cp = R$ 946.228.154,54 [custo programado obtido pelo produto do objetivo programado (28.680 procedimentos/ano) multiplicado pelo valor estabelecido para o ano de 2005 a 2008, respectivamente, (R$ 7.660,75, R$ 7.731,39, R$ 8.328,28, R$ 9.272,20); e

B = (L / Tr x Cr) / (M/ Tp x Cp), donde B= (30.769 / 4 x 1.519.553.834,96) / (114.720 / 4 x 946.228.154,54), portanto B = 0,17.

Como se obtive B<1, então a política avaliada é ineficiente.

4.5.7 Efetividade

Diz-se que a efetividade constitui a relação entre os resultados e o objetivo, ou seja: Efetividade = Resultados / objetivos

Em forma mais genérica, foi dito que “efetividade é um termo que se usa frequentemente para expressar o resultado concreto – ou as ações conducentes a esse resultado concreto – dos fins, objetivos e metas desejadas” (LÓPEZ 1985, citado por COHEN, 1993).

A efetividade tem duas dimensões em função dos fins perseguidos. É a medida do impacto ou o grau de alcance dos objetivos. A distinção entre as duas dimensões permite realizar a Análise de Custo-Efetividade (ACE). A ACE tem como finalidade determinar o grau de eficácia e eficiência relativo de variadas opções de um mesmo projeto ou de projetos diferentes que perseguem os mesmos objetivos (COHEN, 1993).

A análise mais ampla do indicador ACE implicaria determinar o grau de eficácia e eficiência. Como a política se mostrou ineficaz e ineficiente, o cálculo do custo efetividade tornou-se dispensável.