• Sonuç bulunamadı

1 OCAK - 31 ARALIK 2019 HESAP DÖNEMİNE AİT

2. Önemli Muhasebe Politikalarının Özeti

De acordo com Paz, Gastaldini e Jorge (2004), atualmente, a maior parte dos resíduos sólidos urbanos ainda são dispostos de forma inadequada sobre os terrenos, sem a adoção de técnicas preventivas de proteção ambiental, ocasionando, muitas vezes, a contaminação do lençol freático.

Segundo Soares (2011), a remediação ambiental das áreas contaminadas contempla a adoção de medidas para recuperação da qualidade da água e do solo. Uma das alternativas muito utilizada é a construção de barreiras hidráulicas, ou seja, de sistemas de rebaixamento do lençol freático. As águas subterrâneas são bombeadas, tratadas e então descartadas ou devolvidas ao lençol por meio de injeção ou simples infiltração.

Boscov (2006) afirmou que os principais sistemas disponíveis para implantação de barreiras hidráulicas são os poços de bombeamento de pequeno ou grande diâmetro, as ponteiras filtrantes a vácuo, as trincheiras drenantes escavadas e os drenos horizontais profundos (DHPs).

De acordo com Fundação Instituto de Geotécnica – Geo-Rio (2000), para a remediação ambiental, é interessante adotar os drenos em conjunto com perfurações direcionadas a partir da superfície afim de não impedir a continuidade das atividades. Contudo, não há muitos casos dessa aplicação e nem equações para o cálculo das vazões e do rebaixamento em função do tempo. Assim, para facilitar os cálculos das dimensões técnicas são usadas as equações para valas drenantes.

Fonseca (2012) diz que o rebaixamento do nível freático interno de um maciço é realizado utilizando os drenos horizontais profundos, para evitar a surgência de água na face do talude e garantir a sua estabilidade. A instalação dos drenos sub- horizontais pode ser feita em taludes ou em túneis, sendo esses aplicados quando a espessura da camada é significativa. Não existe a rigor um procedimento de cálculo para os drenos subhorizontais, porém, geralmente, instalam-se os mesmos onde haja ocorrência de água e acrescentam-se mais unidades drenantes ou aumenta-se seu comprimento, até conseguir o rebaixamento freático desejado em projeto. Para isso é feito um controle através de indicadores de nível de água e piezômetros.

Segundo Andrade (2003), os drenos sub-horizontais constituem um sistema de drenagem simples e de fácil execução, sendo executados por meio de perfurações em maciços de solos com inclinação entre 3º a 10º com a horizontal, de

modo que o escoamento gravitacional seja satisfatório. As perfurações possuem diâmetros que variam de 2” a 4”, sendo, geralmente, revestidas. A remoção do revestimento de perfuração é executada por uma sonda quando se atinge a profundidade, como mostra a figura 8. Em seguida insere-se um tubo perfurado de Policloreto de Vinila (PVC) ou de aço galvanizado ranhurados ou com orifícios, sendo executados por perfurações direto na face do talude. A figura 8 mostra uma seção transversal de um dreno horizontal com as medidas e especificações técnicas.

Bastos (2006) afirma que o dreno sub-horizontal profundo, mais conhecido por DHP, é construído por meio de uma perfuração sub-horizontal, geralmente com diâmetros de 50 a 100mm, executada com uma inclinação de 5º a 10º para cima, de forma a propiciar a saída de água por gravidade.

De acordo com Hachich et al. (1998), os diâmetros dos drenos limitam a quantidade de água a ser extraída por unidade implantada e seu comprimento pode atingir centenas de metros, mas geralmente aplica-se de 10 a 20 m. A região corrugada dos tubos que possui furos deve ser de 5 a 10 m, devendo evitar mais de dois furos por seção o que refletiria na redução da resistência do mesmo.

Figura 8: Detalhe do dreno subhorizontal profundo.

Segundo Pereira et al. (2015), os drenos podem ser constituídos de PVC, ferro galvanizado ou aço inoxidável, sendo a primeira mais empregada, devido ao custo, peso e manejo. Os demais materiais devem ser utilizados em casos e que não é possível empregar o tubo de PVC, como aplicações em grandes profundidades, já que o comprimento deste não deve exceder 40 m.

Os drenos devem ser projetados para interceptar o maior número de veios permeáveis possível ou mesmo aquíferos confinados, pois a função do dreno é ser um “ escape” de alívio para regiões onde ocorre subdireção e rebaixar o nível piezométrico, sendo o volume extraído através do dreno diretamente proporcional a permeabilidade e ao gradiente hidráulico. O fluxo tende a reduzir, proporcionalmente à redução do gradiente, até restabelecer a condição de regime permanente. (GEO-RIO, 2000).

No projeto dos DHP, é importante a definição dos seguintes parâmetros: posição; capacidade drenante (diâmetro e área aberta); efeito filtrante (espessura das ranhuras); resistências química, biológica e mecânica do tubo; sistema de perfuração, manuseio e implantação. Além disso, inicialmente, faz-se necessária uma modelagem matemática simulando o fluxo de águas subterrâneas, usando como dados a topografia local, as cargas hidráulicas obtidas nos poços de monitoramento instalados, as condições de contorno e a fontes de entrada e de saída de água.

O diâmetro e a profundidade da tubulação para atender à vazão que deve ser retirada para garantir a limpeza de um lençol contaminado ou a segurança de um sistema geotécnico (talude) são geralmente calculados pelas equações das valas drenantes e pelos softwares. (GEO-RIO, 2000).

Andrade (2003) afirma que o objetivo da drenagem profunda é promover o rebaixamento do nível freático interno de um maciço de modo a reduzir a percolação da água em direção ao lençol freático, principalmente nos períodos de chuvas, e garantir a sua estabilidade. Afirma-se, também, que os drenos sub-horizontais profundos são ineficazes nos casos de instabilidade por perda de sucção, pois eles só são “ativados” a partir do momento que a frente de saturação os atinge.

Conforme Andrade (2003), a prática demonstra que drenos mais longos e espaçados são mais eficientes do que drenos curtos com espaçamento menor, pois o rebaixamento ocorre ao longo do dreno e quando mais longo mais distante da face do talude estará a superfície freática. Assim, quanto mais suave o talude, maior deverá ser o comprimento do dreno.