3. ÖDEME KURULUŞLAR
3.2 Ödeme Kuruluşlarının Yapısı
versus comprimidos de desintegração oral
As alterações na biodisponibilidade ocorrem com as formas farmacêuticas sólidas (cápsulas, comprimidos, comprimidos revestidos e drágeas), devido aos excipientes e à tecnologia empregada (FERRAZ, 1997). As cápsulas de gelatina mole apresentam dissolução e liberação mais rápida, pois veiculam fármacos em solução ou em suspensão. A biodisponibilidade dos fármacos veiculados em cápsulas de gelatina dura é, geralmente, melhor ou igual àquela obtida pela administração em comprimidos, pois apresentam partículas de fármacos não submetidos aos processos de compressão. O fato das cápsulas de gelatina dissolverem-se rapidamente nos líquidos do TGI promove a dispersão do seu conteúdo o que favorece a dissolução do fármaco. Entretanto, a velocidade de dissolução é dependente de uma série de fatores, como, solubilização do invólucro de gelatina, velocidade dos processos de desintegração e dissolução do conteúdo da cápsula (SERRA, 1998).
Os comprimidos são as formas farmacêuticas sólidas que mais apresentam problemas de biodisponibilidade. Para haver liberação do fármaco são necessárias as etapas de desagregação, desintegração e dissolução, por isso, nesta a liberação a partir de sua forma farmacêutica constitui um processo relativamente complexo, sendo de fundamental importância o desenvolvimento farmacotécnico e controle de qualidade neste tipo de formulação. A utilização dos excipientes (diluentes, aglutinantes, desintegrantes, lubrificantes, tensoativos etc.), à tecnologia de produção (compressão direta, granulação por via úmida ou seca) e força de
compressão podem interferir consideravelmente na biodisponibilidade dos fármacos (FERRAZ, 1997; SERRA, 1998; CONSIGLIERI et al., 2000).
Embora o comprimido seja a forma farmacêutica mais sujeita aos problemas de biodisponibilidade, estes são as formas de maior popularidade, pois resumem vantagens de facilidade de administração, além de segurança na dosagem (SERRA, 1998). Assim, fica clara a importância do controle de qualidade destas formas farmacêuticas.
Os comprimidos de liberação convencional são formas farmacêuticas sólidas contendo princípios ativos, normalmente preparadas com o auxílio de adjuvantes farmacêuticos (excipientes), e podem variar em tamanho, forma, peso, espessura, características de desintegração. Estes são administrados pela via oral, com auxílio de água, e muitos são preparados com corantes e revestimentos de vários tipos (ANSEL, 2000).
Os revestimentos podem ser de açúcar colorido ou incolor, sendo estes chamados de drágeas, ou por película, podendo ser hidrossolúvel ou não. Os principais motivos do revestimento dos comprimidos são: proteção do princípio ativo contra a exposição destrutiva ao ar e/ou umidade; mascarar o sabor do fármaco quando é deglutido; proporcionar características especiais de liberação do fármaco (por exemplo, revestimentos entéricos); melhorar a estética e proporcionar peculiaridades distintivas ao produto (ANSEL, 2000).
Comprimidos de desintegração oral são formas farmacêuticas sólidas que dissolvem ou desintegram na cavidade bucal sem a necessidade de água ou mastigação (HABIB; KHANKARI; HONTZ, 2000).
Este tipo de formulação é utilizado como alternativa para pacientes que têm dificuldade na deglutição de comprimidos ou líquidos, como por exemplo, idosos,
crianças ou pacientes sob tratamento de quimioterápicos, que podem apresentar um quadro de náusea que dificulta a administração de comprimidos convencionais, feita normalmente com o emprego de um copo de água, e principalmente àqueles com tumores na região bucal e esôfago. Quando colocado na língua, este comprimido se desintegra instantaneamente, liberando o fármaco, que dissolve ou dispersa na saliva (BIRADAR; BHAGAVATI; KUPPASAD, 2006).
Esta forma farmacêutica tem vantagem em relação aos comprimidos de liberação convencional, pois o paciente pode fazer a administração do medicamento a qualquer hora, e em qualquer lugar, assim que o sintoma aparecer. E ainda, presume-se a melhora da adesão ao tratamento, devido à facilidade da administração do comprimido de desintegração oral e a conveniência de tomar a medicação a qualquer momento, sem a necessidade de água (BIRADAR; BHAGAVATI; KUPPASAD, 2006).
As classes terapêuticas onde os comprimidos de desintegração são mais empregados estão descritas na Tabela 1.
Tabela 1 - Aplicação dos comprimidos de desintegração oral (BIRADAR; BHAGAVATI; KUPPASAD, 2006)
Grupo de pacientes Classe Terapêutica
Antibióticos Anti-asmáticos Pediátricos Anti-alérgicos Analgésicos Antidepressivos Anti-parkinsonianos Antienxaqueca
Fármacos para Alzheimer Antieméticos
Adultos e Idosos Anticancerígenos Antidiabéticos Antiretrovirais Antiúlceras Antipsicóticos Cardiovasculares Antialérgicos Analgésicos
Para uma formulação de comprimido de desintegração oral há alguns desafios a serem ultrapassados, os quais serão descritos a seguir:
• Sabor do princípio ativo:
A maioria dos princípios ativos possui sabor amargo, sendo assim, a utilização de ingredientes para mascarar o sabor do princípio ativo torna-se uma etapa crítica para a aceitação do paciente. Estes ingredientes podem ser flavorizantes e edulcorantes. Para princípios ativos extremamente amargos, o mascaramento pode ser feito através da utilização de resinas de troca iônica para
torná-los insolúveis na saliva. Ou ainda, o mascaramento do sabor, pode ser realizado através de técnicas de microencapsulação, onde partículas são cobertas por polímeros através de revestimento por pulverização. O revestimento deve ser específico para impedir que as partículas do fármaco entrem em contato com a saliva, promovendo o sabor amargo, porém sem afetar a dissolução (HABIB; KHANKARI; HONTZ, 2000).
• Dose:
Quando altas doses são requeridas, além da preocupação em mascarar o sabor do princípio ativo, ainda deve-se levar em consideração o tamanho do comprimido. A quantidade requerida de ingredientes para mascarar o sabor depende do quanto o princípio ativo é amargo. Como mencionado anteriormente, os fármacos são revestidos, o que resulta em um aumento do tamanho da partícula. Assim, o tamanho do comprimido dependerá da dose e da quantidade de revestimento necessária para mascarar o sabor (HABIB; KHANKARI; HONTZ, 2000; BIRADAR; BHAGAVATI; KUPPASAD, 2006).
• Sensibilidade da forma farmacêutica:
Muitas destas formulações são instáveis à temperatura ambiente e às condições de umidade. Então, a maioria dessas formas farmacêuticas necessita de embalagens especiais para proteger o produto da umidade (HABIB; KHANKARI; HONTZ, 2000).
• Friabilidade
Com a finalidade de diminuir o tempo de desintegração/dissolução do comprimido, estas formas farmacêuticas são muito porosas e compactadas em baixa força de compressão. Isto pode tornar o comprimido mais friável do que os comprimidos convencionais, e assim, necessitam de “blisters” especializados (HABIB; KHANKARI; HONTZ, 2000; BIRADAR; BHAGAVATI; KUPPASAD, 2006).
3.5 Estudos de biodisponibilidade e bioequivalência de formas farmacêuticas