A terceira década do século vinte impulsiona a literatura brasileira para um lugar criativo e diverso. Há movimentos de literatura enraizados, influentes e dispostos a conquistas de hegemonia: um regionalista, de que faz parte o manifesto de Gilberto Freire; o Modernismo praticado por Gonzaga Duque, Agripino Grieco e outros, e a insinuante vanguarda paulista de 1922. Diversidade e defesa engajada demonstram maturidade. Nessa década, vêm à lume os textos de Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Erico Veríssimo, além de autores menos cogitados, mas de força no período: Cornélio Pena, Monteiro Lobato, Octavio de Faria, Lúcio Cardoso, José Geraldo Vieira, Marques Rebelo. A poesia brasileira, acostumada a brilhar no sistema, não recua frente ao poderio da narrativa. Os autores do momento anterior são: Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário e Oswald Andrade. Contudo, nomes novos se firmam na historiografia da literatura brasileira: Murilo Mendes, Ledo Ivo, Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa.
Obviamente, os nomes acima tratam mais de uma exemplificação vigorosa do que de uma lista exaustiva. Interessa que temos aqui um dos momentos mais vibrantes da nossa literatura, apesar de contrastar, dramatizar e questionar diagnósticos em outras áreas. A afirmação de Walfrido Moraes desenha o ambiente no que estão expostos os jornalistas, diretamente, de A Tarde, e de O Imparcial, e por onde essa investigação se encaminha:
O mais grave de todos os períodos da vida republicana para a liberdade de imprensa na Bahia, entretanto, foi a ditadura Getúlio Vargas, quando, então Ernesto Simões Filho afirma a sua capacidade de luta e a sua admirável liderança, transformando A Tarde na heróica cidadela da resistência democrática e a sua redação numa fascinante escola de civismo.135
A visada de Moraes, em retorno aos conturbados anos 1930, traz consigo o decisivo papel do fundador de A Tarde, irmanado com O Imparcial. O jornalista
acrescenta dados sobre a dificuldade de livre imprensa em toda a República Velha, sendo o governo de Getúlio Vargas apenas a constatação de uma tendência, mais agressiva, que, para a Bahia, toma forma com o Bombardeio de 1912. Por outro lado, como efeito compensador, à força repressora das individualidades divergentes no governo Vargas, também há, nesse período, uma criatividade artística e literária nunca vista. Um dos desencadeadores de sucesso reside na própria estratégia de combate, através do discurso jornalístico e intelectual, da repressão e do cerceamento dos direitos individuais.
Muitos dos escritores evocados estão engajados numa luta política que precisa da pena como arma de conservação e revide. Outro fator, mais teórico, diz respeito ao estágio cultural do Brasil, pelo distanciamento propício da antiga condição de colônia e pelo amadurecimento, no Ocidente, de posturas filosóficas e políticas que orientam por uma condução social mais democrática, menos determinista, positivista e racista. O mundo ocidental decide finalmente superar, na década de 1930, a limitação imposta pelas idéias de diferença de raças (teorias racistas), de sexo (teorias misóginas) e geográficas (determinismo geográfico).
Franz Boas e Gilberto Freire são pesquisadores empenhados nessas posições intelectuais enovadoras. Filósofos como Martin Heidegger e Jean Paul Sartre seguem caminhos contestadores no pensamento. As teorias de Albert Einstein são discutidas nos plenários científicos. Na perspectiva geopolítica, as diversas guerras, ainda resquícios e ressentimentos do final da I Guerra Mundial, tornam as relações nacionais mais delicadas. É o momento do apogeu da diplomacia. Uma das principais tendências a se consagrar no concerto das nações é o sistema ditatorial. Avaliado como o melhor caminho de gestão governamental, ditadores proliferam em países de diversos continentes: Itália, de Mussolini; Rússia, de Stalin; Alemanha, de Hitler. O Brasil segue essa espécie de moda ao erigir seu “ditador”: Getúlio Vargas.
A circunstância ocidental e nacional tão promissora, de certa forma, explica os bons resultados intelectuais também na Bahia. Os escritores de cá não podem ficar imunes por muito tempo às necessidades culturais, uma vez contaminados por tantos movimentos, ― pela proposição das diversas formas de pensamento e ação
― e motivados pela agressividade com que o ambiente político se organiza. A função de constituir a abertura para a cotidianidade é decisivamente a força da imprensa.136 Eles deflagram os movimentos, em suas seções, em informes de artigo
noticiosos, para que os nomes e os autores se tornem comuns no vocabulário cotidiano dos leitores.
Por uma questão escolar, as idéias vindas da França, e de cultura francófona, são aceitas porque é corriqueiro saber francês ou viajar para Paris, na Bahia de então. Essa voga não é mérito local, posto que a literatura do Rio de Janeiro e de outras regiões, nos primeiros anos do século vinte, representa a transformação à francesa do espaço público e da linguagem. O modelo de modernização que inspira o bota a baixo do prefeito Pereira Passos, na cidade do Rio de Janeiro, e é seguido por todas as grandes cidades brasileiras, tem inspiração no projeto parisiense. Por uma série de meandros e motivos muitas vezes não levados em conta pela análise dos historiadores e críticos, avalia-se, como um indício de atraso para o homem da época, o encontro tardio mas de chofre com a Modernidade, a civilização francesa. Como exemplo, os trens metropolitanos de Salvador são chamados de Chemins. Livros de filósofos e sociólogos são constantemente resenhados nas colunas de O
Imparcial, principalmente, sobre assuntos religiosos e humanistas.
O próximo passo será transformar essas propostas estrangeiras amaciadas pelo uso (um tipo de antropofagia) em material para manuais de conduta políticos e ideológicos. Nesse ínterim, há especialistas na transformação das posturas culturais francesas, alemãs, russas e espanholas em idéias para a reflexão intelectual no jornal. Entre esses resenhistas e críticos, colaboram Afrânio Coutinho, Pinto de Carvalho, Emanuel Carneiro Leão, Barbosa Lima Sobrinho, Alberto Guerreiro Ramos.
Os conflitos na Europa e no Oriente apontam para mais uma hecatombe universal, termos corriqueiros nas manchetes, e os “crimes” do expoente do cangaço, Virgulino Ferreira, o Lampião, ocupam as páginas principais de O
Imparcial. O jornal anota o número 3.598 no dia 6 de agosto de 1930 quando é
interrompida sua publicação, por questões ditas judiciais. Anteriormente, o jornal
apóia o candidato paulista à presidência, Júlio Prestes, uma vez que o prefeito da capital baiana, Vital Soares, afasta-se do cargo para concorrer como vice-presidente na chapa do político paulista. Nas urnas, saem vencedores, mas não chegam a governar por conta do golpe de Estado.
Fernando Moraes explica, na biografia do jornalismo brasileiro da época, como se dá o pleito nas oficinas tipográficas de Assis Chateaubriand:
A primeira edição do Diário da Noite de São Paulo do dia 1º foi rodada logo depois do almoço e trazia uma manchete anódina, que não dizia absolutamente nada: 'A memorável batalha eleitoral de hoje.' Quando a segunda edição foi impressa, no meio da tarde, as urnas ainda não tinham sido fechadas. Mas sua manchete não deixava dúvidas de que os aliancistas, além de admitir que tinham perdido as eleições, estavam se preparando para o confronto: 'A fraude campeou livremente e graves violências perturbam, no interior do estado, a ordem do pleito'. Na terceira edição, noturna, uma única palavra, em enormes tipos de caixa, repisava a denúncia da tarde: 'Fraude'.
Com pequenas diferenças, foi assim em todos os jornais de Chateaubriand. Embora roubar no resultado de eleições fosse parte integrante da vida política brasileira ― algo tão normal naquele tempo quanto a própria existência de eleições ―, era a primeira vez que a fraude eleitoral virava manchete de jornais, e era tratada como se fosse um crime. E, se efetivamente foi por meio de fraude que Júlio Prestes venceu (o paulista recebeu 1,1 milhão de votos, contra 737 mil dados a Vargas), ela não parece ter acontecido de um lado só. Só o roubo explicaria que no Rio Grande Sul, por exemplo, Getúlio tivesse 300 mil votos, contra inacreditáveis 982 dados a Júlio Prestes. O operário Minervino de Oliveira, candidato a presidente pelo PCB, recebeu uma votação insignificante. No primeiro editorial escrito após o fechamento das urnas, Chateaubriand afirmou que como resultado da 'punga imposta ao país' o que se tinha não era uma eleição, mas uma reeleição, 'tão profundos são os vínculos de subordinação da pessoa sr. Júlio Prestes à do atual chefe do Executivo'. Para que não pairassem dúvidas a respeito do que propunha, escreveu que o PRP tinha batido 'os seus próprios recordes de fraude eleitoral' – deixando claro que o resultado era inaceitável: 'A Aliança Liberal praticaria um crime contra a nação brasileira se depusesse as armas neste instante. Porque se não resistirmos agora, daqui a três anos nem os espectros dos cemitérios quererão formar com os políticos brasileiros para defender o povo contra o polvo do poder ilegítimo'. E encerrava declarando guerra ao governo federal: 'À Aliança toca um dever: impor o seu candidato, com a mesma decisão que o presidente da República quer nos impor o candidato de seus interesses domésticos'. O resultado oficial da eleição ainda nem havia sido proclamado e a Revolução de 30 já estava começando.137
137 MORAES, Fernando. Chatô: o rei do Brasil, a vida de Assis Chateaubriand. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 211-2.
Ironicamente, no evento decisivo para a história do Brasil, todo o sofrimento causado aos dirigentes de órgãos de imprensa, espalhados pelo país, tem um jornalista entre seus principais agentes. Em contrapartida, Assis Chateaubriand perde as rédeas, por anos, do seu principal órgão de imprensa no Rio de Janeiro, O
Jornal, ficando durante algum tempo circunscrito, como prisão domiciliar, à cidade
de São Paulo, do mesmo modo que Jorge Amado permanece em Salvador. O acontecimento tão grave para a história do País não seria desencadeado sem a simpatia e o esforço de uma série de objetos culturais. Além do político e do bélico, Getúlio ganha apoio imediato da imprensa para se consagrar no poder. Se a Modernidade é marcada pelas ações intricadas e complexas de vários artefatos tradicionais e tecnológicos, o próprio sentido de democracia é aprimorado pelo aparecimento da comunicação de massa como um elemento relevante.
O diário noticia, em 25 de novembro de 1935, o que chama de “A revolução comunista no norte – combates entre os comunistas e as forças do governo federal”, que culmina em manchete de 6 de março de 1936, com a prisão do líder, Luís Carlos Prestes, cujo retrato distorcido e as mensagens demonizantes o transformam de “Cavaleiro da Esperança” em um louco e desumano. O estilo do jornal folhetiniza a informação política. O acontecimento é grave porque se configura na rebeldia de personalidade conhecida, nos anos anteriores, contra o governo federal. A estratégia jornalística estabelece um processo de hibridização informativa com os recursos da ficcionalidade.
A série de reportagens organiza-se em capítulos: I) Prisão de Prestes e Olga Benário (26 maio 1936, p. 8); II) Olga e seus vários disfarces (18 jun. 1936, p. 1); III) “Exploração comunista – o caso da filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benário”, com fotos (21 ago. 1937, p. 8) e outros episódios. O objetivo é avançar violentamente sobre as pretensões comunistas no Brasil enquanto garantia de atenção para o discurso integralista do periódico. As idéias desenvolvidas à época sobre o jornalismo como gênero literário, por Antônio Olinto, Barbosa Lima Sobrinho e, principalmente, Alceu Amoroso Lima, são fortalecidas por esses recursos para chamar a atenção do leitor.
Nos dias da prisão de Luís Carlos Prestes, a força dos camisas verdes chega ao limite. Partidos pedem a cassação do registro do Integralismo no Superior Tribunal Eleitoral, motivando o aparecimento, em 20 de março de 1936, de longo artigo do advogado da facção, Dr. Bulhões Pedreira, em defesa do partido. Ali estão os argumentos contra as semelhanças apontadas em discursos, práticas e gestos com o fascismo de Benito Mussolini e o nazismo de Adolf Hitler. Está próxima mais uma virada na qual o herói se transforma em vilão. O mundo tingido em símbolos negros contra o papel imprensa se utiliza dos artifícios da ficção, mais do que admite.
Em 29 de junho de 1936, o jornal noticia a derrocada do Cangaço no Nordeste, ao estampar o levante de populares contra o violento José Bahiano, que se deleita em marcar, a ferro quente, as suas iniciais nos rostos das vítimas femininas. Os cronistas representantes da ordem da sociedade expressam alívio pela extinção de parte do “banditismo”. A saída ainda não é definitiva porque o fenômeno esta ligado à alternativa de governo do interior do Brasil e também à rotina de violência de muitos dos marginalizados que tomam as fileiras do cangaço. Por isso, não espanta quando muitos dos escritores de jornal também fazem uma crítica sobre quem são os facínoras tão temidos e qual a sua origem.
A literatura trata de aproveitar tais elucubrações em seus escritos, construindo perfis, montando narrativas de formação e reconstituindo eventos traumáticos. Muitas vezes, o retorno dessas análises ficcionais detonadas nos periódicos, pelo “calor da hora”, têm a recepção semelhante ao tratamento oferecido aos indivíduos que representam: narrares estereotípicos e autores politicamente inautênticos. Um dos recursos para o jornal expressar o revide agressivo é o uso do poeta e do autor camuflado pelo pseudônimo. Há, no periódico, poemas, nos gêneros da ode, epigramas, quadras e sonetos.
Um dos poetas que aparecem escrevendo sob pseudônimo é Raul. Faz parte da estratégia para dificultar a identificação do autor de escritas “a serviço”, a publicação de vários cronistas, poetas e epigramistas com esse nome, desde os mais notórios aos mais incógnitos. São Raul Pederneiras, com seus trocadilhos críticos, muito utilizados para atingir desafetos de outras ideologias políticas; Raul
Azevedo, cuja colaboração tem a crônica como o gênero mais exercitado no jornal, Raul Paranhos e simplesmente Raul.
Salvo algum esquecimento de quem é responsável por compor os textos no matutino, omitindo o sobrenome, Raul assina textos infantis e poemas de humor. Esse autor é Adonias Aguiar Filho, que também publica crítica no jornal desde 1936. Raul publica uma narrativa chamada “História de um vintém”,138 cuja protagonista,
uma moeda, faz crítica ao materialismo e à ambição muito comuns na sociedade. Em 1973, o romancista de Corpo vivo publica uma narrativa infanto-juvenil, chamada
Uma nota de mil.139 Muda-se a moeda, afinal, passam-se 37 anos, de réis para
cruzeiro, e o conto de poucas laudas é desenvolvido para livro ilustrado de 111 páginas.
Além da idéia do dinheiro como protagonista, pouco se aproveita da fonte original (há romances estrangeiros com o mesmo tema). Esse romance infanto- juvenil, pelo tema e pela linguagem, além de fazer parte de uma coleção, como afirma a própria editora, conta a trajetória de uma cédula de mil Cruzeiros. Em O
Imparcial, Raul começa a publicar em 14 de setembro de 1936, “O sururu” (p. 2) e
Adonias Filho colabora com uma crítica ao romance de Graciliano Ramos, “Angústia”, no dia 24, (p. 5).
Além da literatura de jornal trabalhada no noticiário, é oferecido um espaço para a música. Nessa área, uma das personagens mais importantes na Bahia é a maestrina Georgina de Mello Erismam. Também poeta, responsabiliza-se pela autoria do hino da cidade de Feira de Santana. N'O Imparcial, ela é intitulada de “Embaixatriz da Música Baiana”. No ano de 1936, suas aparições com texto e fotos são constantes.140
O jornal noticia a “Intentona Verde”,141 com a prisão de Gustavo Barroso,
138 RAUL. História de um vintém. O Imparcial, Salvador, p. 4 e 6, 8 nov. 1937.
139 ADONIAS FILHO. Uma nota de mil. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1973. (Col. A Baleia Bacana).
140 Embaixatriz da arte baiana. O Imparcial, Salvador, p. 5, 19 dez. 1936. Acrescido de foto; A Bahia por dentro ― inaugurada a Escola de Música da Feira de Santana. O Imparcial, Salvador, p. 3, 24 jun. 1937; A. M. Uma poetisa. O Imparcial, Salvador, p. 4, 6 jun. 1938; Notícia sobre Georgina Erisman. O Imparcial, Salvador, p. 4, 11 jul. 1938.
pondo em prática mais uma das diversas viradas políticas do período. Como se espera, com o início da antipatia pelos integralistas, os escritos mudam de posição em suas páginas. A morte de Lampião, noticiada em “Tombou, afinal, o rei do Cangaço!”, de 29 de julho de 1938 (p. 1), é festejada pelo jornal como uma vitória da civilização sobre a barbárie. Essa notícia tanto entusiasma como é ensejo para uma série de textos sobre o “bandido”, gerando uma fortuna de literatura que vai desde crônicas, poemas a canções.142
Outra caracterização para a literatura de jornal é a proximidade com as modalidades ou versões do real capazes de serem transformadas em temas do literário, ou o que se pode chamar de um seqüestro do real para o literário. Explicitado no movimento do sistema, o fenômeno sociológico, criminal, tendo sua própria espacialidade de publicação no matutino (as páginas policiais e políticas), o cangaço transfere-se para as partes ficcionais, inspirando produções estéticas e novos olhares sobre o acontecimento em foco.
A circulação de idéias pelos diversos veículos de publicação desloca dinâmicas criativas, atraindo os curadores do ser para o círculo de guarda do acervo, da coletividade. A produção da metáfora e das possibilidades ficcionais retorna para o espaço do periódico com a carga crítica para pensar sobre o humano que, nessa fenomenologia, aparece na sua verdade, decapitado, marginalizado, na urgência da barbárie.
Os fortes indícios de que se está em transição se confirmam quando o líder dos camisas verdes, agora oficialmente extintos, é detido. A notícia “Preso em São Paulo o sr. Plínio Salgado ― o ex-chefe da extinta Ação Integralista será remetido para o Rio, onde será ouvido”,143 mostra um líder integralista dedicado à literatura, ao
142 Alguns deles são: CARNEIRO, Nelson de Souza. Maria Bonita. O Imparcial, Salvador, 2 ago. 1938. 'Crônicas do Rio', p. 3; TIGRE, Bastos. Apagou-se o Lampião. O Imparcial, Salvador, 2 ago. 1938. 'Pela Ordem...', p. 4; Lampião era dolicocéfalo – um estudo da cabeça do bandido. O Imparcial, Salvador, p. 5, 4 ago. 1938; MAIA, Fernando do Prado. Maria Bonita, poema. O Imparcial, Salvador, p. 7, 7 ago. 1938; MARILCE. Maria Bonita. O Imparcial, Salvador, 9 ago. 1938. 'Crônica Social', p. 7; MEMÓRIA, Assis. Cangaço e Cangaceiros, sobre o cangaço na literatura. O Imparcial, Salvador, 13 ago. 1938. 'Pela Ordem'. p. 4; TIGRE, Bastos. Cangaceiros e coiteiros. O Imparcial, Salvador, 2 set. 1938. 'Pela Ordem...', p. 4; MARINHO, Luís. Maria Bonita vista do alto. O Imparcial, Salvador, 5 set. 1938. 'Página de Ala', p. 4. Além da escrita, há a iconografia sobre o personagem nordestino, símbolo de um regime social. O jornal publica, com destaque, as cabeças decepadas de Lampião e Maria Bonita, em 13 ago. 1938, p. 7.
preparar um livro sobre a vida de Jesus. À vista da fotografia estampada, a conhecida camisa verde ao estilo de farda, que vestia, denuncia a prática de outras atividades, não só a literatura. Salgado ainda alega enfermidade. Está ausente aquela agressividade que marca durante toda a década a missão de combater os comunistas, cuja ordem fora cumprida à risca pelos colaboradores e o jornal de Victor Hugo Aranha.