• Sonuç bulunamadı

Öğrencilere Uygulanan Öğrenci Görüş Formundan Elde Edilen Bulgular

SON OLARAK TEOG YERLEŞTİRME ESAS PUANININ HESAPLANMASI

1. SEVİYE: Hatırlama ve Yeniden Üretme: Hatırlama ve yeniden üretme seviyesinde tanım, terim ve basit işlemlerin/ formüllerin/ bilgilerin uygulanması söz

4.2. Öğrencilere Uygulanan Öğrenci Görüş Formundan Elde Edilen Bulgular

O excerto abaixo foi retirado da primeira parte da entrevista, na qual participavam como interlocutores PP, introduzindo o tema com pedido de ponto de vista sobre a questão temática; V, apresentando suas opiniões; e F se colocando após PP levantar novamente a questão.

Turnos Análise

(1) PP: então... eu vou perguntar pra vocês o que que vocês acharam é... de mais legal... o

que que vocês sentiram que foi mais importante pra vocês lá nos nossos encontros

de robótica... do voluntariado educativo?

Uso do pronome interrogativo que e do advérbio de intensidade mais para solicitar um

ponto de vista aos alunos.

(2) V: o que eu mais aprendi foi lidar com o

super saiadim... Resposta simples, sem desenvolvimento. (10) PP: hã... isso foi bom? cê achou isso

legal?

Pedido de concordância/discordância com pergunta de escolha única.

(11) V: legal não... mas foi bom... bom... enfim é:: foi interessante a experiência de trabalhar numa coisa em comum que a gente tem aqui cum/ uma coisa também em comum é:: que a gente tem lá... mesmo eu já falei com o GD...

a gente discutiu um pouco e eu... a gente sinceramente não achou uma pessoa que

tava lá pra realmente fazê/... de lá... realmente fazer robótica... é::... o pessoal lá

era meio... vai... eram poucos os que... realmente... depois iam e queriam fazer alguma coisa e::... na maioria das vezes eles

ficavam só brincando... zoando...

Réplica elaborada com apresentação de ponto de vista. Uso do mecanismo de distribuição

das vozes com discurso indireto livre mesclado e uso de a gente.

(12) PP: teve algum momento que você

chegou a conversar com alguém de lá? Pergunta de sim/não.

(13) V: sim... Réplica mínima.

(14) PP: e o que que cê/ achou assim dessa convivência é::: outro... outros mundos... mundos diferentes? que que cê/ achou?

Pedido de esclarecimento com uso do pronome interrogativo o que?

(15) V: eu achei interessante... mas as visões são muito diferentes... então não deu pra ver muito o que eles tavam/ pensando... (...) a gente foi pra cada grupo é:: de pessoas e perguntou o que que eles achavam. o das garotas... elas ficaram encarando a gente aí chegou uma e falou... “Olha vai embora que elas não sabem trabalhar”...

Réplica elaborada com desenvolvimento do tema para apresentação de um ponto de vista.

(16) PP: por que que cês/ acham que eles falam... falaram isso? cê/ acha que eles acham que vocês sabem mais que eles e eles têm vergonha? é... é... é medo? É vergonha? porque é outra... outra... outra faixa etária? (...) outra classe social?

Tentativa de questão para entrelaçamento das falas com uso do mecanismo de interrogação

e do verbo de modalização achar para uma questão controversa, contudo, a questão direciona a resposta do aluno, por meio da

utilização de substantivos trazidos como exemplos.

(20) F: não sei se talvez seja esse troço de faixa etária e de a gente saber mais que elas... mas eu acho que realmente por falta de vontade... de não tá/ realmente empenhada no trabalho... eu acho que a maioria das pessoas lá não tava/ com vontade de aprender robótica... eu acho que é mais por isso...

Réplica elaborada explicativa com uso da conjunção coordenativa adversativa mas.

Este excerto contou com a participação de PP, V e F. Baseada na vivência com esses alunos pude observar que V é um garoto que sempre coloca seus pontos de vista de maneira assertiva, não muito aberto a aceitar outras respostas. São necessárias inserções de questões controversas para que o adolescente ressignifique suas respostas, reapresentando-as novamente. Psicologicamente, V é um garoto resistente a ideias opostas. Em contrapartida, F tenta se expressar de maneira confiante, contudo, se mostra aberto a oposições.

Do ponto de vista enunciativo, os papéis dos participantes se realizaram de maneira intercambiável. PP abriu o discurso organizando a fala como produtora- oradora, por meio do turno (1) “então... eu vou perguntar pra vocês o que que vocês acharam é... de mais legal...” e tornou-se ouvinte-leitora a cada momento de resposta dos alunos. O objetivo da interação reproduzida neste excerto foi compartilhar uma opinião, por meio de diferentes proposições de mundo. Porém, nos momentos em que PP assume o papel de oradora, acaba por falar mais ativamente e direcionar a resposta dos alunos para o que deseja ouvir.

Linguisticamente, PP fez uma pergunta utilizando um mecanismo de interrogação, o pronome interrogativo o que? para solicitar um ponto de vista aos alunos. PP utilizou o advérbio de intensidade mais para pedir aos meninos que pensassem no encontro relevante para eles. V respondeu, porém não deu sequência à sua resposta, fazendo com que a professora solicitasse um pedido de concordância para possibilitar ao aluno a posição de sujeito argumentante, ou seja, que se posicionasse em relação a uma verdade em função de uma proposta existente.

Por meio da réplica, V proporcionou a apresentação de seu ponto de vista, a fim de explicar a importância que os encontros tiveram para ele. No turno (2) “o que

eu mais aprendi foi lidar com o super saiadim...” evidenciou que a integração com F foi importante para ele no período em que participaram da pesquisa.

A pergunta feita por PP no turno (14) “e o que que cê/ achou assim dessa convivência é::: outro... outros mundos... mundos diferentes? que que cê/ achou?” introduziu a dúvida, a incerteza, possibilitando que o aluno, enquanto enunciador inscrevesse o que pensava, por meio de um pedido de esclarecimento para a questão controversa. V esclareceu sua resposta acreditando que havia multiculturalidade no projeto voluntariado, evidenciada na frase “... as visões são muito diferentes...”, mas também, relatou que não se integrou com os alunos da rede pública por esse motivo.

O convívio multicultural no Brasil não deveria constituir uma dificuldade, uma vez que a sociedade brasileira é, segundo Candau (2008), “construída com uma base multicultural muito forte, onde as relações interétnicas têm sido uma constante através de toda sua história”, cada qual com seus costumes e valores, seu modo de vida, e formas de adaptação dessas culturas umas às outras.

Ao tentar criar a questão controversa no turno (16) “por que que cês/ acham que eles falam... falaram isso? cê/ acha que eles acham que vocês sabem mais que eles e eles têm vergonha? é... é... é medo? É vergonha? porque é outra... outra... outra faixa etária? (...) outra classe social?”, PP proporcionou o engajamento dos outros alunos na discussão, mediante a introdução de novos elementos e de novas perspectivas, ou seja, um processo de apropriação recíproca (PONTECORVO, 2005). PP solicitou que os alunos apresentassem suas opiniões e assumissem uma posição frente ao que foi colocado, mesmo correndo o risco de que os alunos pudessem fazer uma das escolhas que ela ofereceu e não houvesse desenvolvimento na argumentação. Contudo, F emitiu sua resposta apresentando novo esclarecimento por meio da conjunção mas, evidenciando a multiplicidade para atingir seu objetivo de interação.

PP buscou construir com os alunos um trabalho de compreensão e transformação de si mesmos, falando, para ouvi-los e ser ouvida, além de oportunizar espaço para que todos falassem e fossem ouvidos (MAGALHÃES, 2011). Porém PP direcionou as respostas dos alunos em alguns turnos e não fez questões para serem aprofundadas e expandidas (MATEUS, 2011). Por esse

motivo, as conclusões a que os meninos chegaram parecem ter sido fruto de indução.