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SON OLARAK TEOG YERLEŞTİRME ESAS PUANININ HESAPLANMASI

1. SEVİYE: Hatırlama ve Yeniden Üretme: Hatırlama ve yeniden üretme seviyesinde tanım, terim ve basit işlemlerin/ formüllerin/ bilgilerin uygulanması söz

3.2. Çalışma Grubu

Segundo os dados do relatório do PNUD17, o Brasil ocupa a 11ª posição entre os países que apresentam os maiores índices de desigualdade social. Medeiros (2005) aponta que a desigualdade no Brasil não só é alta como também extremamente estável e estrutural.

No Brasil, a desigualdade de renda assume uma hierarquia em relação aos espaços sociais, produzindo implicações de superioridade e inferioridade, refletindo- se no ambiente social.

Por constatar a diferença da escolarização pública com a privada, Libâneo (2012) discute os objetivos e funções da escola brasileira, relacionando o vínculo da política educacional com base nas políticas globais definidas pelos organismos internacionais para países pobres (PNUD, UNESCO, UNICEF, BIRD e BID)18 e responsabilizando-os pela frustração da escola pública. O autor menciona que, no âmbito das análises externas, são reiteradas demandas pela ampliação de recursos financeiros a todos os níveis e modalidades de ensino; e, na esfera das análises internas, presume-se uma crise do papel socializador da escola, uma vez que ela concorre com outros campos da socialização, como a mídia, o mercado cultural, o consumo e os grupos de referência.

Diante desses problemas, Libâneo (2012) declara surgir propostas antagônicas sobre as funções da escola. Algumas pedem o retorno da escola tradicional e outras preferem que as escolas cumpram missões sociais e assistenciais. Isso indica o dualismo da escola brasileira em que, de um lado estaria uma escola centrada no conhecimento, na aprendizagem e nas tecnologias, dirigida aos filhos dos ricos, e, em outro, uma escola do acolhimento e integração sociais, voltada aos pobres e dedicada a missões sociais de assistência e apoio às crianças.

Gonçalves Filho (2007) trata a desigualdade social como símbolo de uma condição política, pois evidencia a dominação de uns e o domínio de outros, gerando no indivíduo dominado um sentimento de humilhação.

17 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Relatório 2007/2008.

18 UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, UNICEF

– Fundo das Nações Unidas para a Infância, BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, principal fonte de financiamento multilateral da América Latina e BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento.

Reis (2000) pesquisou as percepções da elite sobre a pobreza e a desigualdade. A autora destaca valores, atitudes e visões de mundo cuja estabilidade no tempo considerou maior, excetuando informações relativas ao âmbito em que foi realizada esta pesquisa. O baixo nível educacional da população, a pobreza e a desigualdade foram respostas consideradas como itens de principais problemas nacionais.

O fato de aparecer a educação como solução aos problemas sociais fez Reis (2000) analisar o pensamento da elite, que tentava encontrar formas de combater as desigualdades sem que fossem afetados os seus privilégios, uma vez que investir em educação não implicaria em redistribuição da riqueza produzida na sociedade e, dessa forma, não haveria custos diretos para a camada de alta renda.

Scalon (2004), por sua vez, conclui, após traçar um panorama das atitudes e opiniões de brasileiros diante da desigualdade social, que um desejo de mudança acompanha a clara percepção de desigualdade existente no país; entretanto, associado a esse desejo, há um “desalento sobre o papel dos atores sociais neste processo” (SCALON, 2004, p. 32).

De acordo com Almeida e Nogueira (2003), é por meio de estudos sobre a escolarização da camada social de alta renda da população que aprendemos como são formados os jovens adolescentes para quem estão reservadas as mais altas posições sociais, como esses adolescentes aprendem a administrar relações e como convertem diferenças sociais em diferenças de estilos de vida.

De acordo com Nogueira e Nogueira (2009), o tema sobre escolarização das elites no Brasil surgiu fortemente influenciado pelo sociólogo francês Pierre Bordieu, que, na explicação das desigualdades escolares, aponta para a diminuição do peso do fator econômico, comparativamente ao cultural. Os autores explicam que, para o sociólogo, o capital cultural forma o elemento da bagagem familiar que teria o maior impacto na definição do destino escolar, facilitando a aprendizagem dos conteúdos e códigos que a escola veicula e legitima, assim como propiciando melhor desempenho nos processos formais e informais de avaliação realizados pela escola. Outro fator do capital cultural com impacto na formação escolar dos alunos, segundo Bordieu, é o capital de informações sobre “a compreensão que se tenha das hierarquias mais ou menos sutis que distinguem as ramificações escolares do ponto de vista de sua qualidade acadêmica, prestígio social e retorno financeiro

(NOGUEIRA & NOGUEIRA, 2009, p. 53), ou seja, a estrutura e modos de funcionamento do sistema de ensino.

Almeida (1999) destaca em suas pesquisas que, para os adolescentes da camada da população de renda alta, a escola representa um importante espaço de organização das experiências de autonomia em relação à família. O mais significativo na vida escolar desses jovens é o que acontece nos corredores da escola, nos encontros depois das aulas, nas viagens organizadas pelas instituições. Essas atividades propostas conduzem à interiorização dos princípios de organização desses espaços, bem como propiciam a construção de redes de influência e de amizade, e promovem a aprendizagem da gestão das relações interpessoais.

Oliveira (2005) analisa, em sua dissertação de mestrado, a escolha das escolas pelas famílias pertencentes às elites econômicas e culturais e conclui que esse processo

é favorecido pelo capital econômico característico das elites, associado e sobretudo, ao alto capital cultural e informacional que possuem e parece funcionar, de certa forma, como uma espécie de consumação da distinção escolar e da posição social a ser ocupada por seus filhos (OLIVEIRA, 2005, p. 121).

A autora relata que essa escolha é determinada pela imagem construída pelos próprios alunos, dos resultados obtidos em seus processos de escolarização. Entender, portanto, a escolarização desse adolescente facilita a compreensão da multiculturalidade desenvolvida na atividade do projeto do voluntariado educativo.