1. Bölüm
2.10 Zihinsel Yetersizliği Bulunan Öğrencilerde Teknoloji ve Tasarım Eğitimi
PERSPECTIVA DE GESTORES E PROFESSORES
A partir de dificuldades e problemas, enfrentados no cotidiano acadêmico, foi construído um espaço de reflexão de docentes sobre formação continuada – o GEFOCO (grupo de estudos de formação continuada).
Do ponto de vista do gestor da universidade, a motivação para a criação do grupo é a necessidade dos docentes terem mais atividades de formação. Apesar das atividades e mediações docentes serem formadoras, há necessidade de um espaço organizado para reflexões e angústias coletivas. O grupo reúne pessoas com experiências muito diversificadas, com o objetivo de avançar na compreensão do Projeto e da atuação do professor dentro desse Projeto. As temáticas são propostas, primeiramente, por meio de questionamentos realizados em um grupo virtual, para então serem discutidas no grupo de trabalho.
Com relação aos docentes que fazem parte do GEFOCO, os mesmos relataram que a motivação para participar do referido grupo de estudos foi a curiosidade por algo novo a ser conhecido; devido ao fato da formação inicial e continuada sempre fazer parte de seu foco de interesse; necessidade de um estudo sempre constante e que possibilite maior engajamento aos princípios do PPP do Litoral; oportunidade de ter o gestor da universidade como mediador do grupo.
Sobre suas necessidades de formação docente, foi mencionada a atualização no que se refere às pesquisas e produções; necessidade de conhecimentos que possibilitem melhor argumentação dialética para afirmar um projeto de educação, realmente fora do eixo dicotômico, que ocorra realmente fora das salas de aulas, fora da extensão – ensino e pesquisa, mas com a unidade desses elementos; ter espaço para a troca de experiências e debate pedagógico a fim de trabalhar coletivamente possíveis conflitos, ansiedades, dúvidas, insatisfações, entre outras situações que por ventura possam surgir; acompanhamento institucional pedagógico.
Como o grupo de estudos contribui para a formação do professor universitário, foi relatado/a troca de experiências; oportunidade de relações pessoais, conceituais e analíticas, capazes de contribuir com o crescimento de todos, principalmente se o grupo é concebido e organizado com base nas necessidades do coletivo; fomento à construção coletiva, desmistificação da docência, fortalecimento do Projeto Político Pedagógico, articulação da teoria com
prática, aproximação cultural, o repensar da relação-construção do sujeito, o resgate do histórico de vida, a visualização da própria caminhada, a ampliação dos instrumentais pedagógicos, o crescimento no que se refere à organização e didática, a possibilidade de repensar a própria cotidianamente, ou seja, buscar a qualidade de ensino-aprendizagem para os estudantes.
Se a partir do GEFOCO, houve mudanças concretas na atuação docente, os sujeitos respondem: as mudanças decorrem do entendimento de que o que se tem, já não atende às necessidades; assim, elas podem se mostrar, em sua concretude ao longo de um processo; para alguns, elas são mais ágeis, mas outros podem possuir diferentes tempos, que precisam ser respeitados; a mudança mais significativa ocorreu devido ao espaço ter proporcionado o desmistificar da própria docência.
Como o GEFOCO pode contribuir para a articulação teoria e prática; a mediação pedagógica; o sentido de pertença do Projeto Litoral; construção do ser docente; foi mencionado que todas estas questões estão articuladas, mesmo que, parcialmente, e com ênfases diferentes. Tanto no Projeto do Litoral como em qualquer outro espaço encontram-se desafios que podem desestabilizar. Destacam- se alguns pontos:
- articulação teoria e prática: a maneira como os currículos são concebidos oportuniza a unidade teoria prática de maneira mais efetiva. No GEFOCO foi uma articulação analisada.
- mediação pedagógica: a partir do currículo, a mediação com os sujeitos envolvidos e com os conteúdos trabalhados adquire um caráter de comprometimento com o desenvolvimento do Litoral, pautado, primeiramente, no desenvolvimento da cidadania, agregando uma característica diferenciada no contexto acadêmico. No GEFOCO, foi ponto de partida.
- sentido de pertença do Projeto Litoral: trata-se de um compromisso com o Projeto. Não é um sentimento que se padronize, mas que adquire força junto a todos aqueles que acreditam nas possibilidades do Projeto Litoral.
- No GEFOCO, entende-se que os docentes, que se engajaram na atividade, compartilhavam de um processo de construção do ser docente.
Ao discutir as considerações do gestor e dos professores no que diz respeito ao GEFOCO, enfatizam-se as ideias de Carbonell (2002), ao relatar que a inovação pressupõe: educação global e integrada; autonomia docente; sistematização de ideias, conteúdos, práticas e atitudes; mudanças com melhorias práticas; processo longo e contínuo; tempo e persistência; equipe docente aberta com intercâmbio de saberes; avaliação formativa e contínua, como parte do processo de aprendizagem discente e docente.
O autor considera formação continuada não como simples atualização, mas como uma forma de acesso a outros tipos de linguagens, conhecimentos e oportunidades; uma necessidade objetiva na nova dinâmica cultural, tecnológica e sócio colaborativa da era da informação.
O que dificulta a inovação, para o autor, é a falta de compromisso e planejamento das pessoas envolvidas; as tensões ou inércia do grupo; o individualismo e pessimismo. Em contrapartida, o mesmo enfatiza a necessidade de formação docente, de metodologia ativa e de valorização da diversidade sócio cultural das pessoas e propostas educativas.
Para Feldmann (2009), os desejos, as intenções pessoais dos professores que os levam à determinada ação docente são moldados culturalmente pelos outros professores que convivem no mesmo contexto e que, com suas expectativas e práticas, se tornam referências, matrizes do desempenho de sua tarefa, evidenciando que esta tarefa, embora traga em si a dimensão da singularidade, mescla a dimensão pessoal e social e é sempre uma empreitada coletiva. Portanto, o ato de ensinar e de se formar, embora tenha características de individualidade, é sempre um trabalho coletivo.
No que diz respeito à formação de professores para construir e implementar o currículo, Sacristán (2000) afirma que o currículo molda os docentes, mas também é traduzido na prática por eles, em uma influência recíproca.
Portanto, o Grupo de Estudos de Formação Continuada é um dos caminhos para a construção de um processo formativo coletivo que visa discussão, reflexão e mudanças concretas na concepção e prática docente. O que pode ser vivenciado somente por um grupo de formação, pode ser disseminado entre a comunidade educativa e contribuir para a concretização do Projeto Político Pedagógico.