2 KAVRAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.2 Tutumlar
2.2.4 Öğretmen Adaylarının Öğretmenlik Mesleğine Yönelik
2.2.4.1 Yurtiçinde Yapılan Araştırmalar
Piaget (1976) considera como objetivo principal da auto-regulação possibilitar ao sujeito um ótimo nível de adaptação ao meio. Ele introduz a contribuição sobre o desenvolvimento tendo uma visão cognoscitiva a respeito da natureza da inteligência. O aprendiz, em equilíbrio dinâmico com o meio ambiente, desenvolve sua inteligência e a define como a capacidade de adaptação a situações novas, pois a cada desafio ou conflito cognitivo (re)constrói, seqüencialmente, por meio de um processo de equilibração, baseado na assimilação (incorpora todo e qualquer dado da experiência) e na acomodação (modificação estrutural ou a criação de novos esquemas adequados às exigências do meio). Piaget (1976, 1985, 1995) vê o indivíduo como alguém que procura entender o mundo, através da construção de hipóteses, investiga o modo como interage e como é a natureza das pessoas, suas motivações e comportamentos. Piaget (1976, p. 367) salienta que “o conhecimento não procede nem da experiência única dos objetos nem de uma programação inata pré-formada no sujeito, mas de construções sucessivas com elaborações constantes de estruturas novas”. Explica que o conhecimento não está no objeto nem na mente do sujeito, mas resulta da interação do sujeito com o objeto e que as construções sucessivas resultam das relações entre sujeito e objeto. As estruturas lógicas são construídas e essa construção não é função do ensino, mas ação espontânea do sujeito pela aprendizagem auto-organizada, auto-regulada, explicada pela teoria da equilibração ou da abstração reflexionante na interação com o objeto de conhecimento.
Piaget (1976) utiliza, com freqüência, o conceito de regulação, o qual ele relaciona com os conceitos de assimilação e acomodação. Descreve que o sujeito, ao realizar uma atividade, faz movimentos entre atividades de assimilação e acomodação. Diante de uma nova situação, ou seja, de uma perturbação, o sujeito age sobre os dados, busca integrá-los às suas estruturas prévias de conhecimento (processo de assimilação). Essa assimilação faz com que os esquemas assimiladores se modifiquem e realizem uma outra operação que Piaget denomina de acomodação. As regulações, de certa forma, harmonizam a assimilação e a acomodação, embora o papel da regulação seja o de assegurar a acomodação. Nesta afirmação, está implícita a equilibração majorante, que, em sua teoria, é um conceito fundamental, ela explica que o desenvolvimento é como uma espécie de equilibração progressiva, que busca, através da evolução, um equilíbrio maior. Para que esta equilibração possa acontecer, o sujeito precisa realizar novas e contínuas regulações. Para Piaget (1985, p. 140), “segue que uma hierarquia das regulações, levando à auto-regulação e à auto-
organização será formada através da extensão dos ciclos iniciais e através da multiplicação de coordenações diferenciadas, requerendo um nível mais alto de integração”.
Piaget (1995) descreve também o desenvolvimento cognitivo como um crescimento do tipo de abstração alcançada que comporta a abstração empírica (tem por base os objetos, o que é observável e a própria ação do sujeito sobre) e a abstração reflexionante (tem por base as coordenações das ações dos sujeitos), que pode ser consciente ou não. Quando acontece de forma consciente, Piaget a denomina de abstração refletida, que, segundo ele, é a auto- regulação dos processos de aprendizagem. A estrutura cognitiva, portanto, a inteligência é a força auto-reguladora de toda a organização viva, que tende a uma equilibração estável entre o organismo e o meio. O indivíduo aprende ao descobrir uma estratégia de ação, ao construir um esquema de ação. Esta ação refletida é interiorizada nas estruturas mentais. A inteligência é a construção, que, funcionalmente, consiste em assimilar e acomodar algo, a incorporar a realidade, a modificar-se para nela se adaptar. Segundo esta teoria, auto-regular a aprendizagem significa solucionar problemas.
A psicologia cognitiva, desde que reconheceu o sujeito como ativo construtor do conhecimento, tem contribuído para o desenvolvimento de uma conceituação diferente dos processos de ensino e de aprendizagem, pois destaca que o aprendiz pode dirigir ativamente seus processos de construção, utilizando diferentes estratégias, assumindo sua auto-regulação em seu processo de aprendizagem. O processo de desenvolvimento do conhecimento é entendido por Piaget (1976) sempre como um processo de construção. O resultado dessa construção delimita, em cada patamar, a capacidade do sujeito para aprender. Infere-se, daí, que o sujeito não tem uma capacidade ilimitada de aprendizagem, assim, ele está em constante processo de (re)construção, auto-regulação de sua aprendizagem. Para que haja auto-regulação da aprendizagem, supõe-se necessário ao aprendiz ter um motivo forte, que o desafie a resolver problemas, que o sensibilize profundamente. Tal busca conduz ao desejo de saber que é uma forma de aprender.
Embora Piaget não tenha, em sua obra, trabalhado de maneira explícita a questão do desenvolvimento metacognitivo, percebe-se, em sua teoria, o construto da metacognição, pois a abstração refletida tem implícita a questão de refletir, no sentido de projetar em um nível superior algo que foi previamente pensado em um nível inferior. A progressividade dos estados de equilíbrio, bem como das regulações, levam à equilibração majorante e à auto- regulação, que pode ser identificada como a abstração refletida, conduzindo ao automonitoramento do processo cognitivo. Para que a auto-regulação aconteça, segundo esta teoria, é importante que a pessoa seja ativa e desenvolva ações que a estimulem a avançar.
A teoria piagetiana é denominada construtivista, pois construtiva é a ação que leva à aprendizagem e enfatiza o caráter ativo das interações do sujeito com as tarefas da aprendizagem, das quais resulta a auto-regulação – construção e reorganização das estruturas internas de conhecimento do aprendiz -. Assim, o conhecimento surge em decorrência das ações e das reflexões realizadas, portanto, o empenho na realização da tarefa é importante, como são importantes os motivos que a pessoa tem para se sentir estimulada para prolongar os esforços de execução das atividades.