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5 SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER

5.1 Sonuç ve Tartışma

Metacognição significa cognição da cognição, isto é, capacidade de conhecer o próprio pensar. O termo ‘metacognição’ foi introduzido por Flavell (1979) e significa a capacidade que o indivíduo tem de se conhecer e de refletir sobre si próprio, passando pelas suas capacidades cognitivas, competências e emoções.

O referido autor enfatiza a articulação de dois aspectos: a consciência e o conhecimento que alguém tem de si mesmo, de seus processos cognitivos/metacognitivos (conhecimento do conhecimento). O sujeito, ao interagir, se envolve e se modifica na realização das tarefas. Encaminha também a reflexão sobre a própria aprendizagem, pois o conhecimento metacognitivo inclui a tomada de consciência das variáveis pessoais, do planejamento e da execução da tarefa, das estratégias que influenciam e estimulam o desenvolvimento de processos que levam os aprendizes a perceberem o que sabem e o que ainda precisam aprender. Ele inclui a capacidade de controlar e desenvolver estes processos através das próprias convicções, do conhecimento que o sujeito tem de si e dos outros.

Metacognição é também o conhecimento que se tem uns dos outros. Muitas vezes, ela é entendida como convicções e certezas absolutas, que, no entanto, não são de fato verdadeiras, por exemplo, quando se diz que alguém, ‘por ser muito nervoso, não consegue trabalhar ou ter sucesso escolar’. Competências metacognitivas, tais como resolução de problemas, auto-reflexão, auto-avaliação, autocorreção e planejamento são componentes essenciais para o processo de aprendizagem dos indivíduos, enquanto estes tomam as suas próprias decisões.

Segundo Paris e Winograd (1990), a definição de metacognição assume significados de auto-apreciação cognitiva (exprime reflexões pessoais sobre as exigências postas pela tarefa a realizar) e autocontrole cognitivo (serve para descrever as reflexões pessoais sobre o planejamento que acompanha a execução da ação).

Os estudantes desenvolvem o seu conhecimento metacognitivo, quando refletem sobre as exigências das tarefas, sobre as competências estratégias pessoais que devem ser aplicadas na resolução dos problemas, quando testam os seus conhecimentos e revêem os trabalhos realizados (LOPES DA SILVA, 2004a, p. 24).

Estas ações podem contribuir para a melhoria do conhecimento metacognitivo, pois, à medida que o aprendiz adquire conhecimentos sobre si mesmo e sobre os outros, constrói representações mentais sobre suas capacidades e as dos outros; reflete sobre os fatores que influenciam o exercício da cognição; aprende a lidar com suas dificuldades e com situações de conflito; utiliza estratégias que o auxiliarão a traçar objetivos; antecipa a previsão de resultados a serem atingidos.

Três são os aspectos destacados como relevantes na motivação: planejar ações; executar estas ações e avaliar os recursos em função dos objetivos pretendidos. Portanto, o planejamento exige ser capaz de escolher uma determinada estratégia de ação, como por exemplo: fazer apontamentos, organizar determinados gráficos ou fazer esquemas. Para a

realização do planejamento a cognição é ativada. A metacognição monitora a capacidade de o indivíduo dar atenção a si próprio e aos padrões e metas que ele elaborou. Neste caso, a estratégia pode ser de controle da atenção, ou seja, ser capaz de não se distrair, de continuar fazendo aquilo que estabeleceu para aprender.

Na prática, significa ser capaz de levar o aprendiz a identificar a tarefa e o seu objetivo, a planejar os passos necessários para a sua realização, gerenciando seu tempo, selecionando alternativas e estratégias mais adequadas. Cabe ao educador em parceria com o educando, avaliar os progressos, obstáculos, dificuldades, bem como os resultados atingidos.

Flavell (1987) distingue conhecimento metacognitivo e experiência metacognitiva. O conhecimento metacognitivo refere-se ao conhecimento das convicções que indivíduo tem sobre si mesmo, sobre as pessoas como agentes cognitivos e ainda sobre os fatores que podem influenciar os resultados cognitivos. Este conhecimento incide sobre as variáveis: pessoais (convicções e conhecimentos que o sujeito possui – afetivos, emocionais ou perceptivos); da tarefa (inclui os conhecimentos relativos à informação que foi disponibilizada para a realização da tarefa, mais as implicações concernentes à resolução desta tarefa); da estratégia (conjunto de conhecimentos sobre os meios, os processos ou as ações que o indivíduo recorre para atingir seus objetivos).

Experiências metacognitivas são as experiências afetivas ou cognitivas que permitem a iniciativa e o desenvolvimento cognitivo. Grangeat (1999) refere que estas experiências permitem ao sujeito adquirir estratégias cognitivas de forma a exercer uma vigilância para, continuamente, se orientar em direção ao fim pretendido. É o processo que permite ao indivíduo regular a sua atividade quando resolve um problema.

Conhecimento e experiências metacognitivas desenvolvem-se paralelamente ao desenvolvimento cognitivo, o que permite o aparecimento de novas operações cognitivas. Estas possibilitam a aquisição de novos conhecimentos metacognitivos e proporcionam condições para novas experiências metacognitivas. A metacognição pode ser agrupada segundo duas abordagens: estudos acerca do conhecimento sobre a cognição e estudos sobre a regulação do progresso cognitivo.

O desenvolvimento metacognitivo, segundo Salema (1997), tem papel determinante, pois, à medida que o educando-trabalhador se torna mais consciente dos seus processos cognitivos, pode selecionar melhor estratégias que lhe permitam auto-regular com mais facilidade o processo de aprendizagem.

Os programas de intervenção metacognitiva aumentam a consciência dos educandos sobre competências, problemas, dificuldades, estratégias e atitudes necessárias para a

realização das tarefas e propostas no trabalho; estimula a análise prévia sobre a natureza das tarefas que serão realizadas pelo sujeito; desenvolve, através da auto-avaliação, processos de autocontrole, que ajudam os aprendizes a regular melhor seus processos de planejamento, nos quais está implícito o desenvolvimento da capacidade para planejar, rever e corrigir ações que podem melhorar a realização de tarefas profissionais. A intervenção pedagógica facilita a ocorrência da aprendizagem auto-regulada, por esta intervenção pode-se estimular o autoquestionamento, que ajuda a ativar os conhecimentos prévios e a prever estratégias cognitivas adequadas, antecipando dificuldades, antevendo como resolver determinadas questões.

Lopes da Silva (2004a) destaca que um vasto número de estudos tem sido realizado, explorando as diferentes concepções metacognitivas, os quais podem assim ser agrupados:

a) estudos que incluem o monitoramento da cognição: estudos dos efeitos que o conhecimento desencadeia sobre a própria pessoa na utilização de estratégias, na realização de tarefas. Registros verbais que acompanham a realização de uma determinada tarefa, como a memorização, a compreensão, a redação de um texto;

b) estudos que procuram avaliar os efeitos da utilização, espontânea ou provocada, dos processos de regulação cognitiva nos resultados alcançados: como a pessoa aprende a usar estratégias e como as transfere para situações em que o seu emprego é considerado adequado;

c) estudos que pesquisam a relação entre variáveis metacognitivas com outras variáveis pessoais, como as cognitivas (crenças, estratégias), as motivacionais (auto-eficácia, motivos para aprendizagem), as comportamentais (resistências às mudanças) e as contextuais (materiais, tempo, ambiente sócio-cultural).

O conhecimento, que leva ao desempenho de tarefas, encerra mecanismos metacognitivos (FLAVELL, 1979), o que permite ao educando-trabalhador exercer um controle efetivo sobre os seus processos de pensamento e linguagem. O conhecimento e a capacidade de controle das próprias cognições permitem decisões refletidas através da mobilização dos recursos prévios disponíveis ou dos conhecimentos prévios sobre as operações indispensáveis à tarefa. O conceito de metacognição aproxima-se do conceito de auto-regulação metacognitiva, uma vez que é o sujeito que controla sua atividade cognitiva, no entanto a auto-regulação abrange outras possibilidades: a do sujeito regular a sua motivação e o seu comportamento. Alguns autores incluem outra questão, a volitiva.

Benzer Belgeler