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Yurt Dışında Yapılmış Duygu Düzenleme Becerileri ile İlgili Araştırmaları

2.10 İlgili Alan Araştırmaları

2.10.3 Yurt Dışında Yapılmış Duygu Düzenleme Becerileri ile İlgili Araştırmaları

Os dados que compõem este subtema são resultantes das observações realizadas nas dependências do CAP. Como dito anteriormente as observações se deram de forma participativa onde os envolvidos puderam estabelecer uma boa relação com a pesquisadora.

Foi dito aos envolvidos que essa etapa seria de levantamento de informações sobre os serviços realizados naquele período de observação. Esses dados vislumbraram sobre as questões que compunham os roteiros de entrevistas.

Foi observado o andamento geral das atividades realizadas dentro do CAP, como interação professor-aluno em situações de aprendizagem, profissionais-profissionais e aluno- professores-gestores. Também o desenvolvimento de atividades junto a comunidade e, quanto aos aspectos físicos e administrativos.

A pesquisadora adentrava esses espaços em diferentes momentos de cada turno. A entrada acontecia de forma natural e não perdurava por muito tempo, uma vez que a entrada nas salas era motivada pelo cumprimento gentil e por um bate papo informal e rotineiro. Enquanto o professor(a) conversava com a pesquisadora o aluno(a) se encontrava realizando uma tarefa ou estava no intervalo. Nos casos em que a pesquisadora adentrava a sala quando o professor estava explicando um tema ou assunto ao aluno a pesquisadora ficava observando na porta esperando um momento mais oportuno, a fim de não dispersar a atenção do aluno para não prejudicar o andamento do atendimento.

Depois deste procedimento a pesquisadora adentrava a sala sob o pretexto de cumprimentar professor e alunos e ouvir brevemente os comentários do professor e alunos sobre o tema que acabara de ser estudado, demonstrando interesse na conversa de modo informal. O tempo de permanência da pesquisadora nas salas de atendimentos eram breves, mas o suficiente para observar a organização da sala quanto ao espaço físico e mobiliário, o envolvimento ou não do aluno e professor no assunto estudado e as suas relações interpessoais.

Quanto ao espaço físico as salas de aula eram espaçosas, forradas em pvc, bem iluminadas, paredes com pinturas novas e azulejadas e, suas janelas eram gradeadas. As cadeiras e estantes estavam bem preservadas. Em todas as salas de aulas tinham ventiladores, com exceção da sala de recursos que além de ventiladores, era climatizada. Essa sala continha livros em Braille e livros à tinta, globo terrestre adaptado, mapas em alto-relevo. Também foi observado que os professores da sala de recursos se encontravam dispostos com seus alunos em pequenos grupos e em diferentes espaços da sala, de modo a estabelecer um espaço facilitador da locomoção de pessoas entre os grupos e, para evitar ou minimizar a interferência de ruídos ou sons das falas estabelecidas entre os membros de cada grupo.

No tocante aos professores, observou-se que houve boa interação entre seus alunos durante os atendimentos, estabelecendo confiança e simpatia entre ambos. As turmas

de adolescentes e adultos eram organizadas em grupos, ficando dispostos um aluno de frente para o outro e o professor sentava numa mesa espaçosa na extremidade do grupo. Cada turma ou grupo tinha entre três e cinco alunos. Os alunos pequenos, da educação infantil, sentavam em torno de mesas compatíveis com o tamanho das crianças que facilitava a acomodação de todas as cadeirinhas dos alunos. O mobiliário era adequado para a idade dos alunos.

Em cada sala tinha materiais pedagógicos, sendo na sua maioria de origem reciclada (sucatas), de uso do professor e dos alunos. Esses materiais eram na sua maioria confeccionados pelos próprios professores. Foi observado que podiam também utilizar os recursos presentes da sala de baixa tecnologia assistiva, antiga biblioteca infantil, para subsidiar as suas aulas e orientações juntos aos alunos.

Na sala de Baixa Tecnologia Assistiva continha recursos pedagógicos confeccionados por professores responsáveis por essa tarefa. Dentre os recursos tinham jogos de encaixe, dominós, jogo da velha, livro ampliado de literatura infantil, alfabeto em Braille construídos em e.v.a(emborrachados) e em caixinhas de fósforos, fantoches, gravuras para contação de histórias, jogos matemáticos, dentre outros inúmeros recursos. Tinha também filmes e acervo bibliográfico para estudo e uso dos professores do CAP e da comunidade, que funcionava sob o sistema de empréstimos. Na sala de Baixa Tecnologia Assistiva tinham uma professora que organizava o acervo, confeccionava os recursos realizava empréstimos para os interessados.

Na sala de Soroban eram agrupados os alunos por necessidades semelhantes a fim de facilitar o planejamento do professor.

Na sala de Braille o agrupamento de alunos se dava de forma semelhante à sala de Soroban. Nesses atendimentos predominava a presença do professor cego.

A Sala de Alta Tecnologia Assistiva funcionava como produção Braille , onde se encontrava os Transcritores Braille e Revisores Braille. Os transcritores, que eram videntes, realizavam atividade de digitação e digitalização de textos e livros em Braille e os revisores , que eram cegos, revisavam os materiais impressos em Braille. Nessa sala tinha impressoras em Braille, computadores, scanners, encadernadoras e mobiliário como mesas, cadeiras, dentre outros.

A sala de formação continuada acomodava os cursos de Braille, Soroban, dentre outros cursos. Era equipada com TV e DVD e data show e era climatizada.

O Projeto de Artes era desenvolvido por profissionais contratados e tinha prazo de finalização devido a curta duração dos contratos. Nesse projeto estavam envolvidos artista

local, professor cego e alunos cegos e com baixa visão. Os produtos desses alunos eram expostos em feiras de exposição artísticas, em eventos da área da deficiência visual. Eram produtos desse projeto, formas tridimensionais de cerâmica e expressões musicais desenvolvidas juntos aos alunos.

A sala de Alfabetização era composta por alunos cegos e com baixa visão, a professora desenvolvia atividades e conteúdos relativos a alfabetização.

Os professores itinerantes realizavam o intercâmbio entre a escola regular e o CAP, facilitando o processo de inclusão desses alunos. Esse serviços não foi observado na escola comum onde atuavam esses educadores, pois os contatos com alguns desses professores se deram em espaços do CAP, por ocasião em que estavam realizando entrega de textos na produção Braille para serem transcritos e entregues aos alunos incluídos nas escolas regulares. Eles tinham uma coordenação que se centrava no CAP e prestava assessoria aos professores itinerantes quanto a resolução de dificuldades junto a alunos com deficiência visual, professores e diretores da escola comum.

A Gestão era formada pelo gestor geral e o adjunto e tinha funcionários na secretaria responsáveis pela organização dos dossiês dos alunos e funcionários, diferente das duas gestões anteriores que não contavam com o gestor adjunto e nem por funcionário de secretaria.

A Equipe técnica era formada por pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e Assistentes Sociais. Nessa equipe constavam de funcionários efetivos e contratados. Os contratados, como dito anteriormente, tinham seus serviços interrompidos quando findavam o fim do contrato de dez meses, portanto, o trabalho terminava ficando quebrado quando esses profissionais não mais integravam a equipe. A equipe tinha tarefas de realização de diagnóstico, avaliação funcional da visão, visitas a escolas e a domicílios, avaliação para o mercado de trabalho, visitas a instituições de saúde ou educacionais credenciadas para estabelecer parcerias ou adquirir serviços em prol dos alunos, como avaliação oftalmológica, cursos profissionalizantes dentre outros serviços.