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2. İslamiyet Sonrası Türk Kara Kuvvetleri

2.6. Yunanistan Kara Kuvvetlerindeki Gelişmeler

Inicialmente, os procedimentos visaram à constituição do grupo de dentistas em pós-graduação, voluntários para a realização da pesquisa. Devemos ressaltar a facilidade de acesso do pesquisador a entidades de ensino em Odontologia em função de ele desenvolver atividades pedagógicas em “Psicologia voltada à Odontologia” em seu estado.

O primeiro passo para a constituição do grupo supramencionado foi contactar o diretor da entidade de ensino, escolhida pela disponibilidade, para explicar devidamente sobre as bases e os objetivos da referida pesquisa, havendo a autorização da sua parte para a realização do estudo com os pós-graduandos dessa entidade de ensino.

O segundo passo foi submeter o projeto de pesquisa ao comitê de Ética do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, que o aprovou.

O terceiro passo foi entrar em contato com os professores coordenadores de diferentes cursos de pós-graduação da entidade de ensino para explicar-lhes o estudo e combinar horários para a visita dos dentistas-alunos em dias de aula para listar os interessados em participar na pesquisa.

O quarto passo foi justamente a visita às salas de aula de diferentes cursos de pós-graduação da entidade de ensino. Após a explicação das condições e particularidades da pesquisa, passávamos uma lista para os voluntários colocarem nome, curso, telefone, email e disponibilidade de dias/horários. Foi salientado que a escolha dos participantes, caso houvesse um número de interessados maior do que dez, tinha como critérios: compatibilidade de dias/horários, heterogeneidade do grupo (representantes de distintos cursos, idades e níveis de experiência) e aceite/confirmação de dez participantes, após contato aleatório por telefone com os interessados com base em dia e horário estabelecidos pelo pesquisador a partir de análise comparativa daqueles disponibilizados pelos voluntários ao trabalho.

Salientemos que a lista foi preenchida por muitos interessados, após visita a dois dos cursos de especialização da entidade de ensino. Primeiro, passamos pelo curso de Endodontia e depois, em outra data, pelo de Ortodontia, conforme cronograma de aulas concedido pelos coordenadores desses respectivos cursos. A escolha desses ramos da Odontologia foi em função de serem aqueles que tinham a

previsão de atividades de ensino mais próximas ao momento do contato do pesquisador com o corpo docente.

Enfatizamos, porém, que, ao telefone, com os horários e as datas estabelecidos, houve uma redução dos voluntários para oito. Foi agendado, nesse momento, o nosso primeiro encontro. Como tínhamos previsto dez participantes, por acharmos um número significativo para um grupo, considerando eventuais faltas, após o primeiro encontro, incluímos mais duas dentistas. Essas foram do curso de aperfeiçoamento em Dentística.

Destaquemos que, no referido curso, houve três interessados, a partir das datas e horários apresentados, bem como do relato das condições de pesquisa: duas mulheres e um homem. Escolhemos manter a composição de dez participantes, tal qual configurada em nosso projeto, chamando as duas dentistas. Pensamos que ter um único homem entre as participantes poderia não preservar o anonimato de suas falas.

Enfatizemos que, no primeiro contato, as profissionais que participaram da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido a respeito dela, com as responsabilidades do pesquisador, a liberdade para as participantes desistirem do estudo e a explicitação de aspectos referentes à investigação. Tal termo de consentimento foi produzido, inspirando-nos nos modelos adotados por Vieira (2006) e Ortiz (2007), com base em necessárias modificações e adaptações nossas.

Destaquemos aqui que, como houve integrantes que só foram ao grupo no segundo encontro, o preenchimento de alguns termos de consentimento livre e esclarecido também ocorreu nesse contato.

Ressaltemos que todos os encontros tiveram seus discursos gravados em áudio, o que foi comunicado e autorizado pelas participantes de acordo com o termo de consentimento supracitado.

O primeiro encontro com as dentistas foi de fundamental importância para este estudo, pois, além do preenchimento do termo de consentimento, nele foi feito o enquadre desta pesquisa: verbalizar o mais livremente possível sobre as relações profissionais com pacientes e acompanhantes, os atendimentos odontológicos nos encontros planejados; número, frequência, horário e duração dos encontros; papel do analista/pesquisador; uso de gravadores; preservação do anonimato das participantes, etc.

Vale que destaquemos que este primeiro encontro teve um caráter especial em que o pesquisador se apresentou e mencionou os objetivos do trabalho, bem como solicitou que as participantes se apresentassem e mencionassem o porquê de quererem fazer parte do grupo; as demandas foram levantadas.

No segundo encontro, também foi necessária essa dinâmica de apresentação. Foram conhecidas as demandas/expectativas das novas integrantes, bem como houve ratificação do enquadre da pesquisa. A solicitação fundamental, apresentada desde o primeiro encontro, foi de que as participantes falassem o mais livremente possível a respeito das relações com pacientes e acompanhantes, dos atendimentos, da prática profissional.

Tanto nesses, como nos encontros seguintes, priorizamos uma postura acolhedora para com as participantes e deixávamos uma bandeja à disposição delas com água, café e alguns biscoitos, pois algumas vinham às reuniões direto do trabalho.

De nosso lugar, oferecemos às participantes do grupo uma escuta analítica e sabemos quanto essa é construída na formação do psicólogo e psicanalista ao passo que, no campo da instituição Odontologia, parece-nos que tem predominado o sentido da visão. Mais especificamente, posicionamos em uma escuta assentada na Análise Institucional do Discurso. Por meio dela, ouvimos os movimentos de constituição e encaminhamento das relações institucionais grupais.

À medida que as dentistas falavam sobre as relações/os atendimentos na Odontologia, lugares em sua dinâmica eram atribuídos e/ou assumidos no dizer ao profissional e suas práticas, incluindo os professores e a entidade de ensino; aos pacientes; aos acompanhantes; também ao analista e às dentistas integrantes do grupo, pelas participantes, agentes institucionais da Odontologia em pós-graduação. O pesquisador também se posicionava em seu lugar de ouvir/intervir.

Enfatizamos acompanhar possíveis mobilizações nos reconhecimentos e desconhecimentos das relações na tríade dentista-paciente-acompanhante delineadas como cenas e posições institucionais/discursivas em grupo. Puderam ser alçados e/ou analisados também alguns sentidos a partir dos posicionamentos discursivos, desde o primeiro dia e, sobretudo, no decorrer dos encontros.

Ressaltamos que nossa intervenção analítica considerou as repetições, os aspectos geradores de estranhamento, o uso dos tempos e expressões verbais, a estrutura linguística das sentenças, as metáforas, os intervalos, a ironia, o discurso

indireto, o uso de adjetivos ou sentidos atribuídos, entre outros indicadores discursivos, inspirando-nos na abordagem já desenhada em termos teóricos Em uma postura investigativa/interventiva, ocorreram pontuações/marcações, questionamentos, confrontações; bem como foram adotados recursos discursivos diversos, como espelhamentos, sínteses, reorganizações analíticas, comparações de cenas e/ou dimensões do dizer, apresentação de hipóteses interpretativas dos movimentos discursivos na evolução dos encontros, o que produzia efeitos nas interlocuções em grupo.

Enfatizamos também que, ao nos referirmos à intervenção, não partimos de pressupostos do que seria uma boa relação profissional-paciente-acompanhante na área estudada. Procuramos deixar, no reconhecimento de nossas intenções, em aberto o espectro dos efeitos de nossa análise.

Desse modo, estivemos “ligados” aos acontecimentos discursivos construídos em grupo e ao nosso lugar. Não pensamos em estabelecer posições bem definidas a priori para o pesquisador e as participantes da pesquisa, legitimando a repetição de um fazer psicológico em grupo, muitas vezes pautado no modelo clínico. Os encontros aconteciam, com uma rede de posicionamentos e relações produtores de sentidos na ordem institucional do discurso, sendo feita a análise que nos foi possível em ato, por meio de uma escuta flutuantemente atenta às condições institucionais do discurso e aos efeitos de subjetivação. Procuramos, assim, afastar- nos de modelos clássicos de manejo psicológico ou psicanalítico em grupo.

Para tal desenho e animação da intervenção analítica institucional dos discursos realizada, foi central, em nossa estratégia de pensamento, a compreensão da transferência como institucional, já ressaltada no âmbito teórico do nosso método de pesquisa, por meio da qual pudemos pensar nas expectativas das participantes umas para com as outras, com a pesquisa, o pesquisador/analista, como também deste para com as participantes da pesquisa/dentistas no grupo e seu trabalho de doutorado, o que se mostrou no próprio dizer. Não trabalhamos, portanto, à moda clássica, com a noção de transferência como uma presentificação de conflitos infantis reeditados pelas dentistas (“clientela”) na relação com o analista/pesquisador.

Se o dito e os sentidos construídos não foram desconsiderados em nossa análise, o dizer e seus movimentos produziram-se como nossa baliza analítica, um

dizer que, em nossa perspectiva, constituiu(-se) (n)as relações institucionais nos encontros realizados, ímpares, pois singulares.

Em suma, estudamos as relações da/na Odontologia pelo veio da Análise Institucional do Discurso, sendo nossa própria pesquisa, a nosso ver, instituição e produção (inter)institucional.