1. BÖLÜM: İHALE KAVRAMI, TEMEL İLKELER, İHALE MEVZUATI VE
1.3. İhalelerde Yolsuzluk, Uluslararası Düzenlemeler, İhalelere Katılma Yasağı
1.3.2. Yolsuzluğun İhale Sürecinde Görünümü
As represas são caracterizadas como ambientes lênticos, eutróficos, pouco profundos na zona litorânea, atingindo média máxima de 2 m na represa do Viveiro e de 1,89 m para a represa da Eqüídeo (Quadro 11). As diferenças entre profundidades das represas foram significativas apenas para o final do período chuvoso. A transparência, dada pela leitura do Disco de Secchi, também foi baixa, considerando a
profundidade. Na represa do Viveiro, a transparência foi significativamente maior que da Eqüídeo, no final do período seco, já em relação ao final do período chuvoso esta relação foi inversa.
A represa da Eqüídeo apresentou pH ligeiramente ácido (Quadro 11) independente do períodos e da profundidade. Entre os períodos houve diminuição do valor de pH e aumento da transparência (Quadro 11). Entretanto, na represa do Viveiro ocorrem o inverso. Entre os períodos houve diminuição do pH e também da transparência da água (Quadro 11). Embora a diferença entre as médias de pH do período seco para o chuvoso tenha sido maior para a represa do Viveiro do que para a represa da Eqüídeo, esta diferença não influenciou no aumento de transparência da água na represa do Viveiro. É importante salientar que, na represa da Eqüídeo as médias de pH mantiveram-se sempre dentro da faixa de acidez (Quadro 11), diferente do Viveiro. Águas ácidas (pH 3), normalmente, apresentam transparência elevada, resultante, principalmente, do fato de que em pH baixo, há aumento da solubilidade de íons (Esteves, 1998) e da floculação das argilas. Além disso, alguns elementos podem formar compostos e precipitar aumentando a transparência da água.
Existem alguns fatores que podem estar influenciando essas características da represa do Viveiro. Primeiro, em relação à ocorrência de pH neutro, pode ser devido à entrada de águas de chuvas ricas em nutrientes, principalmente, carbonato de cálcio, advindo do calcário aplicado nos entornos, dias antes da coleta. Mesmo sendo o período seco, ocorrem chuvas esporádicas, como ocorrido no dia anterior à coleta, o que aliado ao relevo local, favorece a entrada de calcário no ecossistema aquático, aumentando o pH. Em pH alto, os carbonatos precipitam juntamente com outros elementos, o que pode explicar a maior transparência da água no final do período seco, mesmo com pH neutro (Quadro 11).
O segundo fator que pode estar interferindo é a presença massiva de comunidades de algas e macrófitas aquáticas submersas que, devido à assimilação de CO2 durante os processos fotossintéticos, elevam o pH (Esteves, 1998). As plantas, também, nesse caso, contribuem para que,
mesmo com pH elevado, a transparência seja maior que na outra represa, pois as plantas submersas, emersas e flutuantes livres conseguem remover o material em suspensão na coluna de água através da aderência das partículas de argilas na superfície externa das folhas, raízes e caules da maioria das espécies. É nítido, em ecossistemas aquáticos com grande quantidade de material em suspensão, a diferença da transparência da água nas proximidades das plantas aquáticas. A aderência de partículas de solo nas plantas também é percebida durante o processo de lavagem do material para posterior digestão.
Entretanto, a presença de plantas submersas também prejudica a coleta das medidas de transparência em alguns trechos, por não permitir a leitura do disco de Secchi em maior profundidade, podendo ser um dos fatores que contribuiu com a diminuição da transparência no final do período chuvoso, quando deveria ter sido aumentada, já que houve também diminuição de pH, diante do que já foi discutido anteriormente. Por último, tem-se o aumento da entrada de partículas de argilas dos entornos devido à erosão no período chuvoso.
As médias do pH das represas (Quadro 11) estão dentro do limite estipulado pela Resolução do CONAMA 357/2005 (pH entre 6 a 9) independente dos períodos e das profundidades. De acordo com Singh et al. (2005), o pH do sistema aquático é um importante indicador da qualidade da água e do grau de poluição da microbacia estudada.
O oxigênio dissolvido (mg/L) está abaixo do mínimo aceitável (6 mg/L) conforme CONAMA 357/2005, independente de represas, períodos e profundidade (Quadro 11). Segundo Wetzel (1993), o baixo nível de oxigênio dissolvido favorece a liberação de nutrientes inorgânicos do sedimento, principalmente aqueles que mudam de valência (Fe, Mn, Cr), o que pode, possivelmente, explicar a concentração de metais na água que estavam abaixo do nível de detecção nas amostras de sedimento.
Normalmente, os lagos de regiões tropicais apresentam déficit de oxigênio dissolvido, principalmente na zona mais profunda e em temperaturas elevadas (Esteves, 1998), o que foi observado também neste estudo, independente de represas e períodos. As médias de
oxigênio (mg/L e % de saturação de O2) das duas represas apresentaram diminuição em profundidade (Quadro 11).
A influência da temperatura na concentração de oxigênio dissolvido é nitidamente percebida. Quando há aumento de temperatura ocorre diminuição do oxigênio nas represas entre períodos, ou ainda, considerando, valores médios para as represas em um mesmo período (Quadro 11). Segundo Esteves (1998) a alta temperatura atua como um fator controlador direto da concentração de oxigênio dissolvido em lagos tropicais, visto que a temperatura influencia diretamente tanto na respiração dos organismos aquáticos como no aumento da taxa de decomposição da matéria orgânica por microorganismos, aumentando, conseqüentemente, o consumo de oxigênio dissolvido devido a maior rapidez da decomposição, diminuindo a taxa de oxigênio dissolvido no ecossistema aquático.
Em relação à temperatura (Quadro 11), as represas apresentam estratificação térmica, havendo diminuição de temperatura em profundidade, não sendo diferentes estatisticamente apenas para a represa do Viveiro no final do período seco. No entanto, a pequena variação existente de temperatura na coluna de água, pode influenciar na composição química do ambiente, podendo ser observadas diferenças no comportamento do metal no sistema (Quadro 12), também relacionada às mudanças de pH entre os períodos.
Em relação à diferença entre profundidades de coleta, no final do período seco, apenas a represa da Eqüídeo apresentou diferença estatística para pH, oxigênio dissolvido (%) e temperatura. No final do período chuvoso, houve diferença para oxigênio dissolvido (% e mg/L), temperatura e Eh nas duas represas (Quadro 11). As diferenças dessas variáveis na coluna de água influenciaram na concentração dos metais, visto que houve diferença estatística entre as concentrações dos metais em profundidade, exceto no final do período chuvoso (Quadro 10).
No final do período seco houve diferença estatística entre represas para todas as variáveis (Quadro 11), exceto em relação à profundidade da represa, o que refletiu em diferenças na concentração de alguns
elementos (Quadro 10), e ainda na especiação iônica dos metais na coluna de água, denotando interferência do uso dos entornos na qualidade da água. Houve diferença entre represas apenas para pH e CE, independentes de profundidade. Já Eh e oxigênio dissolvido (mg/L) apresentaram diferença em profundidade, exceto no final do período chuvoso a 100 cm para o Eh e oxigênio dissolvido (mg/L) a 10 cm de profundidade. Os valores negativos do Eh caracterizam o ambiente como redutor o que pode influenciar diretamente na disponibilidade dos metais principalmente o Fe e Mn.
Houve diferença significativa entre a maioria das variáveis analisadas, considerando a sazonalidade, independentes da represa e profundidade (Quadro 11). Comparando estes resultados (Quadro 11) com os do Quadro 12, observa-se que estas diferenças influenciam na especiação dos metais.
Os resultados da concentração quando comparados entre as represas considerando o mesmo período de coleta e mesma profundidade, observam-se no Quadro 10, no período seco, que as concentrações de Ca, Mg e K são maiores na represa do Viveiro que na represa Eqüídeo. Nesse caso, a represa do Viveiro pode ser considerada mais rica quimicamente em relação a estes elementos, importantes na maioria dos processos biológicos dos ecossistemas aquáticos. Segundo Esteves (1998), estes íons estão entre os principais no ecossistema límnico, participando de processos fisiológicos importantes nas comunidades aquáticas.
Se a maior riqueza química caracteriza um ambiente eutrofizado, então a represa do Viveiro poderia ser assim considerada. Dentro dos aspectos limnológicos considera-se nesse processo, o fósforo, como um dos elementos mais importantes, como já discutido anteriormente, o que caracterizou a represa da Eqüídeo como eutrofizada. A liberação do íon fosfato para a coluna de água ocorre mais facilmente em condições de pH abaixo de 7,5, baixas concentrações de oxigênio e baixo potencial redox (Esteves, 1998). Se por um lado, a riqueza química em relação aos macronutrientes é favorecida na represa do Viveiro, os baixos valores de
Eh e OD favorecem a liberação do fosfato para a coluna de água. No ambiente eutrofizado, normalmente ocorre aumento da produção de biomassa vegetal e, conseqüentemente, gera maior quantidade de material orgânico para decomposição no final do ciclo de vida das plantas. Dessa forma, há aumento da taxa de decomposição da matéria orgânica, o que consome maior quantidade de oxigênio, diminuindo a concentração de oxigênio dissolvido na água, tornando o ambiente redutor. Segundo Esteves (1998), nas condições acima descritas, não ocorre precipitação do fosfato devido ao ferro estar na forma reduzida e, ainda o processo de redução do ferro libera P ligado a ele. As características físico-químicas do ambiente bem como a concentração dos elementos e sua especiação podem também ser incluídas como importantes fatores a serem considerados como influenciadores da riqueza química do ambiente e conseqüentemente da condição de eutrofização do ecossistema aquático.