1. BÖLÜM: İHALE KAVRAMI, TEMEL İLKELER, İHALE MEVZUATI VE
1.3. İhalelerde Yolsuzluk, Uluslararası Düzenlemeler, İhalelere Katılma Yasağı
1.3.4. İhalelerde Yolsuzlukla Mücadeleye Dair Uluslarası Düzenlemeler
1.3.5.2. Yasak Eylemler
1.3.5.2.2. İsteklileri tereddüde düşürmek, katılımı
Em estudos sobre a acumulação de metais pesados em plantas é importante avaliar em que parte do vegetal ocorre maior concentração de determinado elemento. Sendo assim, a concentração foi determinada separadamente considerando, raízes, folhas e morto.
Eichhornia crassipes, Pistia stratiotes, Salvinia auriculata e
Eleocharis obtusetrigona apresentaram maior concentração de Mn nas raízes que nos demais compartimentos, nos dois períodos (Quadros 16 e 17), como encontrado por Soltan e Rashed (2003) em E. crassipes. As espécies que apresentaram maior concentração de manganês nas raízes são aquelas nas quais ocorrem a formação de gel de Fe e,ou Mn ao redor do sistema radicular, visto nitidamente “in loco” pela presença de um líquido viscoso de cor ferruginosa ao redor da rizosfera, principalmente de
P. stratiotes e E. crassipes. De acordo com Soltan e Rashed (2003), a co- precipitação de metais no gel de ferro e manganês nas raízes é um dos processos que pode explicar esta elevada concentração encontrada nas raízes. A formação de material gelatinoso de Fe/Mn na superfície das raízes ocorre devido à liberação de oxigênio na rizosfera (Christensen e Wigand, 1998).
Segundo Fargasová & Beinrhon (1998), citados por Azevedo e Chasin (2003), em plantas aquáticas, o Mn tende a acumular, em concentrações maiores, na parte aérea do que na raiz. Além disso, a acumulação na raiz é inibida pela presença concomitante do Cu. Este fato não foi comprovado por este estudo, visto que para todas as espécies estudadas o acúmulo de Mn e Cu foi maior nas raízes.
Os resultados apresentados nos Quadros 16 e 17 confirmam que a concentração de metais pesados em plantas aquáticas varia consideravelmente, de acordo com a parte da planta, bem como, com as características químicas do elemento (Baldatoni et al., 2004). Os maiores valores de cromo (Quadros 16 e 17) ocorrem nas raízes de Salvinia auriculata, Eleocharis obtusetrigona, e os menores em Pistia stratiotes e
Eichhornia crassipes, conforme também encontrado para E. crassipes por Mangabeira et al. (2004). Esses autores consideram que a alta capacidade de acumulação de Cr em E. crassipes é devido a sua capacidade de redução do Cr (VI) tóxico, para o Cr (III) não tóxico, nas raízes, e transporte do Cr (III) para a parte aérea.
Para cobre, os maiores valores são encontrados em ordem decrescente no compartimento “morto” de S. auriculata, nas raízes de P. stratiotes e E. crassipes e nas folhas de E. obtusetrigona. O zinco apresenta os maiores valores nas raízes de E. obtusetrigona, em “morto” de S. auriculata, e nas raízes de E. crassipes e P. stratiotes (Quadros 16 e 17). A alta concentração de cobre e zinco no compartimento “morto” de
S. auriculata traz uma grande preocupação em relação ao destino final dado ao material vegetal dessa espécie, quando retirada do ecossistema aquático e usada como composto orgânico para algumas culturas, visto que existe a possibilidade dos metais contaminarem o ambiente para o qual foi deslocado. Segundo Baldatoni et al. (2004), as plantas aquáticas podem absorver grandes quantidades de nutrientes e metais pesados do ambiente, liberando-os quando são decompostas.
Espécies que mostram alta capacidade para acumular metais pesados nas raízes aparecem como tendo alto potencial para uso em fitorremediação em ecossistemas aquáticos (Baldatoni et al., 2004), devido à diminuição dos riscos de biomagnificação dos poluentes na cadeia trófica. A complexação de metais pelas reações da rizosfera e tecidos das plantas pode resultar em variação na toxicidade (Willians, 2002), principalmente, as reações redox do Fe e Mn. Para todas as espécies estudadas, as raízes acumularam as maiores concentrações para a maioria dos metais, como descrito também por Sawidis et al.
(1995); Cardwell et al. (2002) e Deng et al. (2004). Segundo Soltan e Rashed (2003), Eichhornia crassipes apresenta maior capacidade de acumular metais pesados nas raízes do que na parte aérea. A grande superfície específica das raízes (Raskin et al. 1997) em detrimento da menor superfície foliar, aliada à presença de aerênquima que possibilita o aumento da liberação de oxigênio no ambiente da rizosfera (Pilon-Smits,
2005), além do mecanismo de exclusão existente na planta, por meio do qual o transporte do metal da raiz para a parte aérea é restringido (MacGrath et al., 2001) podem ser razões suficientes para permitir que as plantas aquáticas apresentem maiores concentrações de metais pesados nas raízes do que na parte aérea.
Os resultados em relação aos compartimentos das espécies apresentam diferenças na concentração dos metais pesados entre os compartimentos de uma mesma espécie, e entre as espécies para a maioria dos metais (Quadro 16 e 17). Sawidis et al. (1995) também encontraram diferenças significativas na concentração de metais entre espécies diferentes no mesmo ambiente. As diferenças maiores foram para o Mn e, principalmente, para o Fe, ambos sujeitos aos processos redox (formação de gel de Fe e,ou Mn em torno das raízes). A remoção desse material nunca é completa, por mais cuidados que se tenha durante a limpeza do material vegetal, principalmente as raízes.
As plantas aquáticas têm importante papel no sucesso da fitorremediação, não só pela remoção dos poluentes através da absorção dos mesmos, mas também pela capacidade que as mesmas possuem de adsorver e acumular os metais em seus tecidos.
O monitoramento da especiação química nesse sistema de tratamento é importantíssimo, devido às possibilidades de aumento da disponibilidade de alguns elementos, ao invés de haver a redução, quando formam espécies mais solúveis nas condições do ambiente. Considerando que os recursos hídricos na maioria dos países estão sujeitos a entrada de poluentes por vias antrópicas, a poluição por metais pesados torna-se um sério problema ambiental, ameaçando não só os ecossistemas aquáticos, mas também a saúde humana. Assim, é necessário que cada vez mais, pesquisadores de diversas áreas trabalhem de forma conjunta para resolver esse problema, e uma das maneiras mais promissoras é através da melhoria do conhecimento em relação às características de muitas espécies de plantas existentes, e outras que ainda possam ser descobertas, para que se tornem efetivas na descontaminação ambiental.
Quadro 16. Comparação entre médias para os elementos químicos em compartimentos de plantas considerando final do período seco e final do período chuvoso para a represa do Viveiro
Ca Mg Mn Fe K P
________________________________________________________________________ mg/kg ________________________________________________________________________
Salvinia auriculata Final do período seco
Raiz 11586,14 Aaα 2920,24 Aaαβ 2235,67 Aaα 15992,12 Baα 1916,93 Aaαβ 184,48 Baα
Morto 13870,10 Aaβ 3016,55 Aaα 1007,11 Aaβ 4682,52 Aaβ 1847,52 Baβ 102,39 Baβ
Folha 9098,42 Aaγ 2754,32 Aaβ 566,90 Aaγ 2334,55 Aaβ 1925,60 Aaα 122,84 Baβ
Final do período chuvoso
Raiz 7134,62 Abα 1653,62 Abβ 1594,47 Abα 14967,09 Aaα 1819,31 Abβ 166,62 Baα
Morto 7970,05 Abα 2005,95 Abα 1099,09 Aaβ 4602,27 Aaβ 1887,14 Aaαβ 108,94 Baβ
Folha 6102,02 Abβ 2038,93 Abα 650,02 Aaγ 2032,93 Aaβ 1904,57 Aaα 110,53 Baβ
Eleocharis obtusetrigona Final do período seco
Raiz 2947,85 Baα 1136,13 Baβ 438,14 Baα 24836,27 Aaα 1901,07 Aaα 335,85 Aaα
Morto 3727,18 Baαβ 1616,34 Baα 286,60 Baα 2031,34 Aaβ 1911,47 Aaα 321,14 Aaα
Folha 2473,48 Baβ 1375,60 Baαβ 213,98 Baα 1219,24 Aaβ 1893,14 Aaα 356,87 Aaα
Final do período chuvoso
Raiz 1513,59 Bbα 510,82 Bbγ 397,36 Baα 13105,24 Abα 18212,31 Abα 279,09 Abβ
Morto 2283,31 Bbα 789,19 Bbβ 375,20 Baα 1658,16 Baβ 1870,41 Aaα 235,47 Abβ
Folha 1812,71 Baα 1207,61 Baα 137,92 Baα 340,24 Aaβ 1874,70 Aaα 374,50 Aaα
Quadro 16. Continuação
Cd Cr Cu Ni Zn Pb
________________________________________________________________________ mg/kg ________________________________________________________________________
Salvinia auriculata Final do período seco
Raiz 2,91 Bbα 0,42 Bbα 23,88 Baα 4,17 Bbα 122,83 Abα 25,45 Baα
Morto 2,50 Bbα 0,26 Bbα 18,60 Abα 3,60 Bbα 72,63 Abβ 28,75 Abα
Folha 2,38 Bbα 0,02 Bbα 17,25 Abα 2,34 Bbα 43,26 Abβ 14,52 Aaα
Final do período chuvoso
Raiz 8,30 Aaα 13,47 Aaα 27,21 Aaα 23,26 Aaα 247,45 Aaα 37,91 Aaβ
Morto 8,34 Aaα 11,91 Aaα 31,08 Aaα 24,72 Aaα 146,83 Aaβ 84,75 Aaα
Folha 8,21 Aaα 10,89 Aaα 24,98 Aaα 22,94 Aaα 105,98 Aaβ 34,68 Aaβ
Eleocharis obtusetrigona Final do período seco
Raiz 5,97 Abα 8,33 Abα 36,79 Aaα 16,51 Abα 72,38 Baα 34,39 Aaα
Morto 5,31 Abα 7,15 Abα 21,42 Aaβ 15,10 Abα 49,13 Baα 26,25 Aaα
Folha 5,26 Abα 7,04 Abα 20,43 Aaβ 14,85 Abα 41,04 Aaα 25,55 Aaα
Final do período chuvoso
Raiz 8,51 Aaα 13,21 Aaα 26,40 Abα 23,49 Aaα 73,62 Baα 35,21 Aaα
Morto 8,06 Aaα 10,16 Aaβ 23,32 Baα 22,24 Aaα 61,75 Baα 34,04 Baα
Folha 7,98 Aaα 9,95 Aaβ 22,78 Aaα 22,11 Aaα 52,97 Baα 30,29 Aaα
Letras maiúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05) entre as espécies considerando mesmo compartimento e período de coleta. Letras minúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05) entre períodos considerando mesmo compartimento e espécie. Letras gregas minúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05) entre compartimentos considerando mesmo período de coleta e espécie.
Quadro 17. Comparação entre médias para os elementos químicos em compartimentos de plantas considerando final do período seco e final do período chuvoso para a represa da Eqüídeo
Ca Mg Mn Fe K P
________________________________________________________________________ mg/kg ________________________________________________________________________
Eichhornia crassipes Final do período seco
Raiz 5458,45 Baγ 3691,71 Baβ 3889,05 Aaα 23861,83 Baα 1908,33 Aaβ 233,21 Aaβ
Morto 12627,88 Baβ 2680,78 Baγ 1453,10 Aaγ 3502,30 Aaβ 1867,27 Aaγ 135,13 Aaγ
Folha 13817,94 Baα 5485,14 Aaα 1699,91 Aaβ 2261,94 Aaγ 1928,88 Aaα 244,15 Aaα
Final do período chuvoso
Raiz 3117,34 Bbγ 2253,45 Bbγ 1786,89 Abα 17988,80 Abα 1907,15 Aaα 246,19 Aaα
Morto 12272,16 Baβ 2752,65 Baβ 931,27 Aaγ 1329,76 Aaβ 1812,67 Aaγ 157,57 Baγ
Folha 13580,12 Baα 4823,55 Baα 1001,42 Abβ 366,83 Aaγ 1896,20 Aaβ 201,09 Abβ
Pistia stratiotes Final do período seco
Raiz 9443,96 Aaγ 6544,64 Aaγ 4097,81 Aaα 27903,43 Aaα 1848,67 Aaγ 240,67 Aaα
Morto 20383,05 Aaα 6714,56 Aaβ 1301,78 Aaβ 3032,90 Aaβ 1903,78 Aaβ 136,78 Abγ
Folha 17540,89 Aaβ 6845,12 Baα 1193,02 Aaγ 1187,12 Aaγ 1927,08 Aaα 188,63 Baβ
Final do período chuvoso
Raiz 6996,00 Abγ 4427,88 Abγ 1457,46 Abα 14975,34 Abα 1916,66 Aaα 242,92 Aaα
Morto 20243,51 Aaα 5765,70 Abβ 514,07 Abγ 726,86 Aaβ 1825,27 Aaγ 208,24 Aaβ
Folha 17860,05 Aaβ 7008,72 Aaα 610,91 Abβ 461,13 Aaγ 1845,35 Aaβ 201,35 Aaγ
Quadro 17. Continuação
Cd Cr Cu Ni Zn Pb
________________________________________________________________________ mg/kg ________________________________________________________________________
Eichhornia crassipes Final do período seco
Raiz 6,75 Abα 13,44 Aaα 33,45 Aaα 23,33 Aaα 116,89 Abα 50,97 Aaα
Morto 6,35 Abβ 10,25 Baβ 25,09 Aaβ 21,65 Aaβ 57,51 Baβ 36,17 Aaβ
Folha 5,02 Abγ 10,54 Abβ 21,45 Aaγ 21,32 Aaβ 68,53 Aaβ 33,68 Aaγ
Final do período chuvoso
Raiz 8,74 Aaα 14,10 Aaα 39,93 Aaα 24,26 Aaα 136,21 Aaα 40,67 Abα
Morto 8,02 Aaβ 10,44 Aaβ 26,10 Aaβ 22,51 Aaβ 65,34 Aaγ 32,87 Aaβ
Folha 8,00 Aaβ 24,21 Aaβ 24,21 Aaγ 22,54 Aaβ 67,00 Aaβ 35,73 Aaγ
Pistia stratiotes Final do período seco
Raiz 7,12 Aaα 13,89 Aaα 38,21 Aaα 22,49 Aaα 105,55 Aaα 45,24 Aaα
Morto 6,47 Abγ 11,24 Aaβ 22,95 Aaβ 22,65 Aaα 74,01 Aaβ 36,04 Aaβ
Folha 5,77 Abβ 10,48 Aaγ 22,89 Aaβ 21,34 Aaβ 70,55 Aaγ 33,03 Aaγ
Final do período chuvoso
Raiz 8,11 Aaα 12,50 Bbα 29,37 Bbα 22,39 Baα 90,28 Bbα 39,48 Aaα
Morto 7,81 Aaα 10,09 Abβ 22,72 Aaβ 21,48 Aaβ 59,97 Abγ 36,41 Aaβ
Folha 7,76 Aaα 10,07 Aaβ 20,74 Aaγ 21,58 Aaβ 62,29 Aaβ 33,14 Aaγ
Letras maiúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de Tukey (p≤ 0,05) entre as espécies considerando mesmo
compartimento e período de coleta. Letras minúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de Tukey (p≤ 0,05) entre
períodos considerando mesmo compartimento e espécie. Letras gregas minúsculas diferentes nas colunas indicam diferença significativa pelo teste de