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Entre os dias 27 de fevereiro a 2 de março de 2012, realizei o estágio intensivo, em período de horário integral, junto de uma turma de 1.º ano (Turma A) de uma escola privada, localizada na cidade de Tomar.

1.4.1. Caracterização da turma

Conforme a informação disponível pela professora, a turma do 1.º ano desta escola é composta por dezoito alunos: dez do género feminino e oito do género masculino. Sete destes alunos têm ensino diferenciado. Este grupo de crianças está bem integrado na dinâmica da escola, e demonstra motivação e interesse pelas diversas aprendizagens.

1.4.2. Espaço, rotinas e horário

A sala onde o 1.º ano tem as suas aulas localiza-se no piso inferior da escola, perto das salas das restantes turmas do 2.º ano, 3.º ano e 4.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

A sala possui grandes janelas, com vista para a entrada principal da escola, o que faz com que tenha uma grande luminosidade. As mesas estão dispostas em filas horizontais e de frente para o quadro. Na sala encontra-se também uma estante com livros, dois móveis para arrumar o material (onde se encontram copos, pastas e escovas de dentes identificadas), uma secretária para a professora titular e, por fim, dois placards para expor os trabalhos dos alunos.

Durante o período de estágio, presenciei algumas rotinas que diferem daquelas a que, anteriormente, assisti. No início do dia, ambas as turmas do 1.º ano e do 2.º ano se juntam na sala da professora que estiver presente e leem livros, em voz alta, uns para os outros, até a professora titular da outra turma chegar e levar os seus alunos para a respetiva sala.

A meio da manhã, bem como após o almoço, dá-se lugar ao recreio, onde os alunos realizam as suas brincadeiras, individuais ou em grupos.

Após o recreio da hora de almoço, antes de entrar para a sala, os alunos vão à casa de banho e procedem à higiene oral.

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Quadro 7 – Horário do 1.º Ano

1.4.3. Relato Semanal

27 de fevereiro de 2012 a 2 de março de 2012

Durante a semana de estágio intensivo que realizei, pude observar os alunos do 1.º ano, nas diversas Áreas, incluindo a de Expressões (expressão motora e expressão plástica).

Na Área correspondente ao Português, os alunos realizaram, ao longo da semana, fichas de exercícios, interpretação de textos, bem como a análise gramatical. Fizeram também, uma vez, leitura autónoma.

Na Área da Matemática, presenciei a exploração de alguns materiais, como os Calculadores Multibásicos, com os quais os alunos realizaram a leitura de números e fizeram exercícios de adição. Outro material que vi usar foi o 5.º Dom de Froebel: a professora realizou a construção da casa e aplicou diversos exercícios, utilizando o cálculo mental. Trabalhou também as fracções, bem como as tabuadas.

Horas 2ª feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira

9h00-

9h15 Ler/Contar/ Mostrar Ler+

Ler+ (leitura autónoma) Ler+ Ler+ (leitura autónoma) 9h15-

10h10 Português Matemática Português Matemática Português 10h10-

11h00 Português Matemática Português Matemática Português 11h00-

11h20 Intervalo

11h20-

12h10 Matemática Português Matemática

Português (Área de Projeto) Matemática (Estudo Acompanhado) 12h10-

13h00 Matemática Português Matemática

Português (Área de Projeto) Matemática (Estudo Acompanhado) 13h00-

14h30 Almoço + Recreio + Higiene

14h30-

15h00 Expressão Plástica Estudo do Meio Formação Cívica Inglês Físico Motora Expressão

15h00-

15h30 Expressão Plástica Estudo do Meio Estudo do Meio Inglês Físico Motora Expressão

15h30-

16h00 Acompanhado Estudo Estudo do Meio Estudo do Meio Estudo do Meio

Formação Cívica Assembleia de

Turma

16h00-

16h30 Acompanhado Estudo Expressão Musical Acompanhado Estudo Estudo do Meio Estudo do Meio

16h30-

17h00 Área de Projeto Expressão Musical Acompanhado Estudo Estudo do Meio Estudo do Meio

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Na Área da Estudo do Meio, os alunos plantaram o feijão e a professora procedeu à explicação do tema plantas com o suporte do PowerPoint.

Na aula de expressão motora, o tema abordado foi circuitos. A aula de Expressão Plástica tinha como objetivo a pintura e a colagem de desenhos referentes ao Carnaval.

Já no final da semana, assisti à escolha dos chefes e à autoavaliação do comportamento.

Inferências

Ao longo do meu estágio intensivo, pude observar algumas práticas

pedagógicas que achei muito interessantes.

Uma das práticas observadas foi a possibilidade dos alunos terem acesso à plantação ‘real’ do feijão. Apesar de a escola não ter uma horta, há um pequeno terreno à volta de uma parte do edifício, que dá às crianças a possibilidade de praticarem algumas plantações. Segundo Fernandez (2001, p. 3), “a horta pode ser um laboratório vivo para diferentes actividades didácticas”. Cada vez mais a interdisciplinaridade é aplicada. Posto isto, a mesma autora defende que “com o auxílio de uma horta […] o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade” (p. 3).

Como já referido anteriormente, alguns alunos tinham trabalhos diferenciados. Devido a esse fator, os alunos devem sentir-se ainda mais motivados do que os restantes para que o ensino/aprendizagem. Tal como Boruchovitch e Bzuneck (2001, p. 38) referem, a motivação “é um importante propulsor da aprendizagem, adaptação e crescimento nas competências que caracterizam o desenvolvimento humano”. Os mesmos autores defendem ainda que “é evidente que os alunos aprendem por gostarem ou estarem interessados por determinado assunto, mas também podem aprender por almejarem altas notas, aprovação escolar ou agradar pais e professores” (p. 38).

Assisti à aplicação da motivação extrínseca (conduzida pela professora) que, por sua vez, incitava a estimulação intrínseca, de maneira que os alunos queriam aprender mais. O que se liga diretamente à motivação é o uso do elogio. Esse deve ser expresso oralmente, ou por escrito, e deve ser utilizado sabiamente e em momentos oportunos, senão fica banalizado, não tendo o mesmo valor. Sanches (2001, p. 58) defende que “o elogio tem de ser oportuno, adequado, no momento

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exacto e de acordo com o perfil de quem faz e de quem recebe”. O mesmo autor defende que “introduzir reforços positivos, oportunamente, é meio caminho andado para obter o sucesso dos alunos”.

Durante a semana, a professora tentou dar sempre reforço positivo, pelo bom trabalho ou até pelas tomadas de atitude das crianças, de modo a que estas ficassem mais motivadas. Tinha particular atenção para com as sete crianças que precisavam de mais apoio.

Outra prática que eu achei muito importante foi a autoavaliação feita em relação ao comportamento no final da semana. Esta prática utilizada desde ‘tenra’ idade irá contribuir para que, num futuro, o aluno seja um cidadão reflexivo. A professora, ao dar a responsabilidade ao aluno de este atribuir uma avaliação, faz com que este pense, reflita e pondere naquilo que fez.